05 jan 2012 | Artigos,Notícias
A BANDA – Piska

A nossa sessão “A Banda” já teve três postagens até agora e visa homenagear grandes músicos que ajudaram e ajudam a fazer da música sertaneja o que ela é hoje. Já falamos aqui do Laércio da Costa (percussionista, atualmente com Fernando & Sorocaba), do Luiz Gustavo (baixista, atualmente apenas em gravações) e do Márcio Kwen (guitarrista e violonista, atualmente com Bruno & Marrone). Muita gente sempre sugeriu postagens também de músicos mais antigos do segmento. Entre os nomes mais comumente sugeridos, sempre figurava o do Piska.

Infelizmente, no entanto, chegamos ao fim de 2011 com a terrível notícia de que ele faleceu. A idéia seria que eu pudesse entrar com contato direto com ele para poder escrever o post da maneira correta, assim como fiz com os outros músicos que já passaram por aqui. Infelizmente não deu tempo. Mas para prestar uma singela homenagem e atender às diversas sugestões que recebemos para que fizéssemos um post a respeito dele antes de sua morte, hoje ele será o tema da nossa sessão “A Banda”.

Aliás, como é difícil encontrar imagens de profissionais mais antigos da música sertaneja na Internet. A foto que ilustra o post, com o Piska à direita, ao lado do músico Renato Suski, eu só fui achar no site do Biafra, depois de uma garimpada de horas pela Internet. O Biafra postou no seu site oficial uma homenagem ao Piska, que é compositor do maior sucesso do artista, “Sonho de Ícaro”. Demais informações do Piska eu pude encontrar no “Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira”, que sempre traz boas informações de figuras importantes e tradicionais dos bastidores da música brasileira.

Enquanto músico, o Piska se destacou na guitarra. Começou a ser conhecido no mundo da música depois de integrar nos anos 70 bandas como “Casa das Máquinas”, “Joelho de Porco” e “Novos Incríveis”. Já no fim dos anos 70, foi para o Rio de Janeiro para trabalhar em outros segmentos. Como guitarrista, acompanhou artistas como Gal Costa, Zizi Possi, Caetano Veloso, Ney Matogrosso. Gravou com a Elis Regina o disco “Trem Azul”.

Enquanto nos anos 70 ele esteve ligado ao rock, toda a década de 80 foi passada nos bastidores da MPB. Em 89, no entanto, atento à uma nova ordem musical que surgia no Brasil, migrou para São Paulo para trabalhar com música sertaneja, onde se tornou grande parceiro de composição e produção do César Augusto, talvez o maior nome dos bastidores da música sertaneja em toda a história. O primeiro trabalho que realizou com o César Augusto como arranjador e produtor foi o disco “Eu Juro”, da dupla Leandro & Leonardo.

Em 1993, trabalhou num disco da dupla Chrystian e Ralf como arranjador e regente. O disco ainda incluía algumas de suas composições, como “Louco por ela” e “É desse jeito que a gente se ama”, ambas com Eduardo e Adriano, e “Loucura demais”, “Menina” e “Pra ficar com você”, as três com César Augusto. No mesmo ano, fez os arranjos e a regência nas faixas “Faz mais uma vez comigo”, “Olhos de lua” e “Mais do que eu” para o terceiro disco da dupla Zezé di Camargo e Luciano, que incluiu ainda sua composição “Mais do que eu”, parceria com Eduardo e Adriano.

Uma das inovações trazidas pelo Piska para a música sertaneja é a fusão com o pop rock. Aquelas guitarras dobradas que nos anos 90 eram a característica mais marcante do segmento foram popularizadas por ele em suas produções e nos seus arranjos. Quase uma marca registrada. No final dos anos 90, montou seu próprio estúdio de gravação, através do qual lançou o selo “Piska Records”. O Piska é considerado, aliás, um dos principais responsáveis pelo sucesso do grupo KLB. Em 2001, foi recordista de arrecadação de direitos autorais segundo o ECAD.

Aliás, sua importância como compositor na música sertaneja é talvez ainda maior do que como músico. Herdeiro da posição de parceiro oficial do César Augusto, deixada anos antes por outro grande compositor, o César Rossini, assinou centenas de músicas de gigantesco sucesso nos anos 90 e 2000. Entre elas “Louco por ela”, “É desse jeito que a gente se ama” e “Loucura demais”, gravadas por Chrystian & Ralf, “Bandido é o coração” e “Casa e Comida”, gravada por Chitãozinho & Xororó, “Amores são coisas da vida”, “Dor de amor não tem jeito”, “Um Sonhador”, por Leandro & Leonardo, “Um bom perdedor” e “Agarrada em mim”, com Bruno & Marrone, “Pare”, “Antes de Voltar pra casa” e mais da metade das músicas gravadas pela dupla Zezé di Camargo & Luciano, entre outras centenas de canções de absoluto sucesso.

Infelizmente, a Internet ainda não é um veículo tão completo de pesquisa quando precisamos de informações acerca de grandes nomes dos bastidores da música sertaneja. Este texto tentou fazer um resumo de todas as informações que consegui reunir a respeito deste grande profissional, responsável, ao lado do César Augusto, pela hegemonia absoluta da música sertaneja nos anos 90, que dura até hoje. Espero que tenham gostado e que nossa homenagem, mesmo singela, seja suficiente. Se bem que provavelmente não vai ser. Afinal, a morte deste grande músico é uma perda irreparável para o nosso segmento e para a música brasileira.

46 comentários
  • Fábio Roque: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 06:22

    Boa Marcão!
    Uma pena não ser possível encontrar mais informações sobre esse grande ícone da música.
    Realmente a única fonte informação sobre ele na web é o “Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira”, eu já tinha feito uma busca antes também.
    Pra complementar faltou saber com que idade ele faleceu e se deixou filhos, essas informações básicas, mas que em nenhum veiculo foram divulgadas.

  • Thiago Elias: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 08:01

    Esse cara foi um dos divisores de águas da música sertaneja. A mistura do POP ao sertanejo, a modernização do segmento, que muitos insistem em afirmar que acontece apenas hoje (e que condenam quem a defende), vem dos tempos dessa migração do Piska para a música sertaneja. Sempre foi autêntico, original, inimitável. Por isso, se tornou o que é, mesmo que agora, apenas em memória.

    Obrigado pelo legado deixado. Como compositor, só tenho a agradecer todas as lições recebidas desse gênio, através da sua arte.

    • Fábio Roque: (responder)
      5 de janeiro de 2012 às 08:11

      Aí Thiago Elias, falou tudo, INIMITÁVEL!
      Quero ver alguém fazer igualzinho o mesmo timbre de guitarra e batera que ele usava.
      #único

  • Leo: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 08:39

    Marcão dê uma lida nesta reportagem atualizada em 02/12/12.

    http://www.istoe.com.br/reportagens/detalhePrint.htm?idReportagem=15505&txPrint=completo

    • Leo: (responder)
      5 de janeiro de 2012 às 08:41

      Corrigindo 02/01/12.

  • Teco: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 09:31

    Insubstituível não, até porque mesmo com ele vivo ele já estava substituído não é mesmo ? Negar a história claro que não nego, ele foi um gigante. Mas falar depois que o cara morreu mesmo que sem querer é complicado. Espero que outros como O Tinoco só para dar 1 exemplo, não sejam homenageados aqui só depois da sua partida. Sugiro uma coluna com o titulo, “homenagem aos grandes precursores da musica sertaneja ” E então seria possível falar da velharada toda que por causa deles hoje estamos aqui discutindo este segmento da musica Brasileira.

    Piska deixa saudades, mas já estava infelizmente no esquecimento de muitos !!

    • Leo: (responder)
      5 de janeiro de 2012 às 10:06

      Teco! O ranzinza mais amado do blognejo kkkkkkk….
      Brincadeiras à parte. Teco levantou uma questão importante! Que tal uma vez por semana Marcão, homenagear algum sertanejo das antigas? Deixo aí minha dica.

      • Teco: (responder)
        5 de janeiro de 2012 às 10:16

        ranzinza não, só taco a verdade escraxada na cara mesmo … Duvido alguem falar que o que eu disse acima é mentira. Abs pra vc Léo e outro pro victor !

        • FÁBIO ROQUE: (responder)
          5 de janeiro de 2012 às 18:14

          Tudo bem Teco, a vez do cara já passou, mas que ele inimitável isso é!
          Quero ver alguém fazero mesmo som que ele!
          Se você sabe quem faz, põe o link do trabalho do sujeito aí.
          Duvidei!

          • Teco: (responder)
            6 de janeiro de 2012 às 09:21

            Claro que ninguem conseguiu o timbre dele, assim como ninguem consegue o do Marcelo modesto, o do Marcio Kwen, E de outros, principalmente na guitarra se vc não sabe vale a informação, você pode usar tudo igual, até o encordoamento. Mas o jeito de apertar as cordas e de palhetar muda o timbre do instrumento fazendo como se forme em único, em característica pessoal. Infelizmente o piska era mestre, mas já tinha sido substituído por estes que dizem que estão revolucionando a musica sertaneja. HÁ mas que BLASFEMIA !!!

  • Jhones de Souza: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 13:37

    A menos de 10 anos estourava a música “Pra mudar minha vida” na voz de ZC & L, de autoria de Cesar Augusto/Piska, por isso não considero ele das antigas e sim um passado recente da música sertaneja. A obra do Piska começou no segundo disco da dupla ZC & L com a música “Me leva pra casa” também de autoria dele com o Cesar Augusto. Não é verdade que o primeiro trabalho do Piska na música sertaneja tenha sido este do CD Eu Juro em 1995, pois ele já tinha produzido as músicas “Bobo, Dor de Amor não tem jeito e Mulher Brasileira” também com a dupla Leandro & Leonardo nos anos de 1993 e 1994. Ele ao lado do Cesar augusto são os maiores compositores da música Sertaneja de todos os tempos, por sucesso como “Bobo, Mulher Brasileira, Dor de amor não tem jeito, Um Sonhador e Mentira que virou paixão” com Leandro & Leonardo, a última já o Leonardo em carreira Solo. Com ZC & L temos “Preciso ser amado, Pra não pensar em você, Pare, Antes de voltar pra casa e Pra mudar minha vida” como exemplos, isto só com estes artistas, pois eles tem outros sucessos na voz de outros nomes consagrados. Mas a obra deles vai além do sucesso, músicas tão boas quanto, rechearam os discos destes artistas com “Não entrego e Como esquecer de você” com Leandro & Leonardo, a última já o Leonardo em carreira solo, na voz de ZC & L encontramos joias como ” Você Mudou demais e Você não é mais assim”. Por fim o Piska foi responsável direto pela popularização e sucesso de Leandro & Leonardo e Zezé di Camargo & Luciano, assim como para a música sertaneja. O Piska foi inegualável seus arranjos eram de outro mundo, nem as bandas das duplas L & L e ZC & L conseguiam copiar, foi gênio dentro da música sertaneja.

    • FÁBIO ROQUE: (responder)
      5 de janeiro de 2012 às 18:17

      Sim, sim, apoiado.

  • Max: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 20:56

    O píska morreu???

    e vocês não falam nada??

  • Heider Alan: (responder)
    5 de janeiro de 2012 às 23:08

    Faltou Guilherme & Santiago! Sem o Piska, eles não fariam sucesso.

  • João Aldair: (responder)
    6 de janeiro de 2012 às 13:38

    O que o Piska fez ninguém irá fazer, morreu o melhor da música sertaneja!

  • Marcos Antônio Aguiar: (responder)
    6 de janeiro de 2012 às 13:39

    Piska sinônimo de qualidade!

  • Flávio Gomes: (responder)
    7 de janeiro de 2012 às 16:07

    Piska um fenônemo, depois dele vem os lixos sertanejos!

  • Fernando: (responder)
    8 de janeiro de 2012 às 18:27

    o piska tambem teve participacao grande nos promeiros discos da dupla guilherme e santiago, com varias composicoes e como produtor se naum me engano

  • mercadeo: (responder)
    8 de janeiro de 2012 às 22:43

    À medida que o país se urbanizou e precisou da mão de obra barata do povo do interior, levas de artistas caipiras e nordestinos também chegaram a São Paulo e ao Rio de Janeiro para disputar seus palcos e estúdios. Assim, emboladas e cocos se misturaram a maxixes, guarânias, rasqueados, chamamés, boleros, baladas e rancheiras e a tudo o que se ouvia no rádio nos anos 50 e nas fronteiras do país. Todas essas matrizes sonoras formaram, com os gêneros caipiras tradicionais, o que passou a ser sacralizado, na terminologia do mercado fonográfico, como música “sertaneja”. Mais sons entrariam nesse caldeirão: a partir dos anos 60, o rock e a MPB dos festivais, e, nos 80, a country music americana.

  • business review: (responder)
    8 de janeiro de 2012 às 22:43

    À medida que o país se urbanizou e precisou da mão de obra barata do povo do interior, levas de artistas caipiras e nordestinos também chegaram a São Paulo e ao Rio de Janeiro para disputar seus palcos e estúdios. Assim, emboladas e cocos se misturaram a maxixes, guarânias, rasqueados, chamamés, boleros, baladas e rancheiras e a tudo o que se ouvia no rádio nos anos 50 e nas fronteiras do país. Todas essas matrizes sonoras formaram, com os gêneros caipiras tradicionais, o que passou a ser sacralizado, na terminologia do mercado fonográfico, como música “sertaneja”. Mais sons entrariam nesse caldeirão: a partir dos anos 60, o rock e a MPB dos festivais, e, nos 80, a country music americana.

  • Luis Gustavo: (responder)
    10 de janeiro de 2012 às 13:14

    Marcão querido, realmente fico muito grato a você por passar adiante e para o teu grande público a história de tanta gente boa da musica brasileira que para os grandes meios de comunicação passam mais que desapercebidos. Não vi nem ouvi uma única notícia na tv ou em alguma grande emissora de rádio falando da perda desse grande artista. É uma pena essas pessoas que tanto ganham com o talento alheio terem tamanho descaso. Ainda bem que temos você e alguns poucos JORNALISTAS conscientes neste brasil tão inconsciente!
    MUITO OBRIGADO MARCÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • campelo cruz: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 22:05

    Bom como eu sou novo na musica sertaneja
    Eu não quero faltar o respeito com um gigante da qualidade do Piska
    Tem que ser muito burro pra não reconhecer o génio que era este cara .
    eu já tente saber mais da vida dele a muito tempo atrás
    mais é muito difícil ,
    só consegui uma matéria na revista isto é
    descanse em paz
    e que DEUS possa confortar sua família.
    .

  • Tiago Oliveira: (responder)
    15 de janeiro de 2012 às 16:33

    O Piska se foi… e levou com ele um grande sonho que eu tinha poder ter pelo ou menos uma faixa produzida por ele..já estavamos trocando idéias ha tempo (Piska diz: de tudo o que eu faço 70% eh sampler”)… se foi meu sonho e ficará pra sempre em mim o respeito
    por esse Homem Abençoado por Deus aqui na terra de poder fazer o que ele fez e de ter a simplicidade que tinha!meu kerido descanse em Paz! Tiago Oliveira – jv-records@hotmail.com

    Obs: me coloco a disposição de poder trocar ideias com os amigos para bater um ppo sobre ele!

  • Marina Marcondes WARNER CHAPPELL: (responder)
    18 de janeiro de 2012 às 11:19

    Foi uma grande perda para a música! um ótimo profissional!
    Sentimos muito!
    Warner Chappell

  • Lucas: (responder)
    17 de maio de 2012 às 12:03

    Parabéns pela postagem, Marcão! É muito bom ver o reconhecimento desses profissionais que são a alma do trabalho de um artista, ou seja, músicos, compositores, arranjadores, produtores etc. Esses, que muitas vezes não tem o devido reconhecimento do grande público, mas que são fundamentais para a música. Piska se foi, mas deixou um legado valiosíssimo, sendo um dos maiores profissionais em toda a história da música sertaneja. Bela homenagem!

  • Ródney Ferrarezi: (responder)
    23 de maio de 2012 às 11:25

    Realmente foi um ícone da musica brasileira.
    Sempre que aparece um trabalho com uma assinatura,um perfil diferente ele vira ícone.Cresci ouvindo as músicas do Piska,sua forma de compor e fazer arranjos e execuções.Eram inconfundiveis.Estudei muito encarte,ja sabia diferenciar quem fazia os arranjos,se era Martinez,Piska,Salinas,Pinoquio,Oscar Safuã,Itapuã,Mario Campanha,Caixote,Reinaldo Barriga,Paulinho Ferreira.O Piska conseguia mostrar a fantasia na musica com as letras e arranjos,tal motivo que em tudo que ele colocava a mão era sucesso.

    Ainda bem que tudo fica arquivado,nunca esqueceremos.

  • Micheal Soukup: (responder)
    12 de julho de 2013 às 15:25

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.