30 dez 2011 | Notícias
A mulher do ano, isto é, da década. Ou será do século???…

Amada pelo público masculino, invejada pelo público feminino, hehehe. Brincadeiras à parte, chegou a hora de falar da outra protagonista da música sertaneja no ano de 2011, ao lado de Michel Teló e seu sucesso internacional. Assim como o loirinho, ela dominou boa parte dos holofotes e dos interesses da mídia, mas é um pouco mais delicada, bonitinha, tchuqui tchuqui… Paula Fernandes foi sem sombra de dúvida a artista feminina de maior sucesso na música sertaneja desde a Roberta Miranda.

Há tempos a música brasileira não emplacava mais de um milhão de cópias de um mesmo trabalho. Entre CDs e DVDs, o mais recente disco da Paula Fernandes vendeu mais de um milhão e meio de cópias. Queridinha da mídia e admirada pelo talento e qualidade do trabalho mas muito criticada pela teórica arrogância que carrega consigo, a Paula Fernandes atraiu talvez a maior parte da atenção que a música sertaneja recebeu no ano.

O rei Roberto Carlos foi o Cristiano Ronaldo da Paula Fernandes. No ano passado, ela participou do projeto “Emoções Sertanejas” e ganhou, na ocasião, a admiração do rei. Ainda em 2010, ela acabou sendo convidada por ele para participar do tradicional especial de fim de ano da Globo, gravado na praia de Copacabana. Com um de seus indefectíveis vestidos curtos, ela soube aproveitar muito bem outro de seus grandes atributos (a beleza) para brilhar na telinha e chamar a atenção da mídia de uma forma que há muito tempo um convidado do especial do Rei não chamava.

Logo, ela foi apontada como possível affair do Rei. Mais uma atitude da mídia que pode muito bem ser encarada como piada, claro. Mesmo assim, Paula Fernandes e equipe enxergaram nisso uma grande oportunidade. A alcunha de “namoradinha do Rei” acabou lhe rendendo cada vez mais atenção da mídia e o DVD, lançado no início do ano, pôde ser divulgado com grande repercussão. De voz desconhecida das novelas da Globo, a Paula Fernandes acabou conseguindo se tornar de fato famosa. Seu nome chegou a ser considerado recentemente para um papel de destaque (o de vilã cômica, que por acaso vai ser uma cantora) na próxima novela das sete da rede Globo, o que eu particularmente acho uma idéia genial.

Na época eu cheguei a fazer algum comentário do tipo, mas repito aqui. A Paula Fernandes é uma artista tão incrível que talvez não precisasse se valer dessa tática, a de tomar para si o título de “namoradinha do Rei”. Mas acontece que a cultura no Brasil é tão estranha (para não dizer escrota, baixa, vil, nojenta), que uma artista com tanto talento vocal e poético, além da beleza, como a Paula Fernandes acaba tendo que aproveitar uma oportunidade que a mídia lhe entrega de mãos beijadas para poder divulgar o próprio trabalho. Segundo as mesmas revistas e sites de fofoca que alimentaram os tais boatos de affair, no entanto, o próprio Rei teria perdido o encanto com a Paula justamente por ela ter se aproveitado da fama instantânea que os boatos de affair lhe renderam.

Apesar de ter se tornado por consequência dos fatos um produto da mídia, a Paula Fernandes sempre foi mais do que isso. Ela é uma das raras adeptas da gravação apenas de composições próprias, o que dá ao seu trabalho muito mais identidade e qualidade, haja vista que ela não é uma compositora qualquer. Ela não compõe apenas por compôr. Suas canções são incríveis. Letras de altíssimo nível e, graças à sua voz sensacional, interpretações absurdamente fantásticas. Ela é, de fato, uma artista excelente, não só para os padrões da música sertaneja, mas da música brasileira de uma forma geral.

É uma pena, porém, que ela, por levantar a bandeira da música sertaneja, acabe sendo vista de uma forma preconceituosa por veículos de comunicação mais conservadores. A revista Veja, por exemplo, sempre a Revista Veja e seus profundos conhecedores de música cujos arrogantes rabos cheios de merda e de empáfia nunca se deram ao trabalho de se deslocar para fora do eixo Rio-São Paulo para saber o que de fato é a música brasileira, publicou certa vez uma crítica à trilha sonora de uma das novelas rurais da Globo que tinha, por acaso, duas canções da Paula Fernandes, fazendo piada e ridicularizando a incrível poesia por trás da música “Jeito de Mato”.

Se aos olhos da “crítica especializada” ela é uma cantora brega, aos olhos comerciais das gravadoras, no entanto, ela representa grandes possibilidades. Aproveitando o gigantesco sucesso que ela vem fazendo desde o comecinho do ano no mercado nacional, ela vem sendo preparada aos poucos para o mercado internacional. Recentemente, gravou uma participação em inglês no disco de um dos maiores cantores românticos do mundo, Michael Bolton. Foi a única artista brasileira a se apresentar esse ano na cerimônia do Grammy Latino, cantando uma música sua, inclusive. E para os próximos meses, uma música gravada com uma das maiores estrelas country americanas da atualidade, a Taylor Swift, vai entrar no Itunes e no próximo disco da estrela americana como faixa bônus.

Mas como nem tudo são flores, o ano de sucesso da Paula Fernandes também foi marcado por inúmeras reclamações relacionadas ao seu comportamento perante os fãs. Na ocasião mais grotesca, a prefeitura da cidade de Primavera do Leste – MT chegou a emitir uma nota oficial de repúdio ao comportamento da estrela diante um grupo de crianças que teria ensaiado durante dias uma homenagem e acabou sendo tratado com desdém por ela. Este foi o mais grave dos casos divulgados pela mídia, mas diversos outros ganharam as páginas de fofoca no decorrer do ano. Quem sabe por conta do olho gordo ou da bruxaria de algum destes fãs maltratados, ela acabou levando um susto meses atrás quando uma barra de ferro caiu na sua cabeça após um show da cidade de Presidente Prudente, causando sangramento e tudo mais. Não passou de um machucadinho bobo, mas enfim…

Enquanto artista sertaneja, a Paula Fernandes quebrou barreiras. Ela representa hoje o que a Roberta Miranda representou no início da década de 90, no mínimo. Reconhecida como artista de voz maravilhosa e interpretação impecável, admirada como compositora de conteúdo, ela ainda tem como trunfo o sex appeal que a Roberta Miranda não tinha, o que vem lhe garantindo muito mais atenção da mídia e pode tranquilamente representar um grande trunfo na sua investida no mercado internacional. Ela é uma musa, talvez a primeira grande musa da música sertaneja, afinal ela foi a primeira bela cantora sertaneja que de fato conquistou o mercado e figurou entre os principais artistas sertanejos. Resta torcer para que sua teórica arrogância suma do mapa e que os próximos trabalhos continuem trazendo tudo o que sempre trouxeram até hoje: absoluta qualidade técnica, vocal e poética.

33 comentários
  • Eunice: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 17:07

    Não sei porque poucas pessoas citam, mas é impressionante a semelhança vocal e física com a Shania Twain.

  • Marcelle Arno: (responder)
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.