13 jan 2012 | Notícias
“Ai se eu te pego” – todo mundo entende, todo mundo explica

Foi instantâneo. Até bem pouco tempo atrás, o sucesso da música “Ai se eu te pego”, já notório, não era ainda motivo de discussão. Tudo bem, a música já ia bem no Brasil e na Europa. Mas de repente, como num passe de mágica, a música se tornou um tema de discussões intermináveis, debates em redes sociais, análises sócio-econômicas em blogs, sites e veículos respeitados de imprensa. Tudo isso porque anunciaram que a música estava em primeiro lugar nas paradas européias. De uma hora pra outra ela passou de mero megahit para fenômeno cultural que precisava ser compreendido, analisado e defendido ou combatido, dependendo da conotação do texto do autor que resolveu analisá-la. Além, é claro, das dezenas de milhares de paródias, sátiras e brincadeiras relacionadas ao seu sucesso.

É intrigante como a “elite cultural brasileira” estabelece os parâmetros do que merece e o que não merece ser analisado e debatido. Antes de “Ai se eu te pego” chegar ao topo da Europa, não havia todo esse frenezzi. Sequer se importavam com a música. Um ou outro nome dessa pressuposta nata dos intelectuais da cultura se dispôs a falar sobre a canção e o fenômeno que ela se tornara antes da tal notícia de que ela tinha explodido na Europa. Afinal, para quê falar de uma música sertaneja e dar mais motivos para esse segmento desprezível continuar realizando a lavagem cerebral nos brasileiros, não é mesmo? Mas aí veio a matéria da Forbes, infinitamente mais respeitosa com a cultura sertaneja brasileira do que qualquer matéria de qualquer grande veículo da mídia nacional já foi. E, logo depois, a notícia de que a música superou a queridinha do momento Adele e a banda Coldplay na Europa.

De repente, a “elite cultural brasileira” se viu numa encruzilhada. Ora, não dava mais para simplesmente fechar os olhos para o sucesso da música. E era preciso se posicionar de forma inteligente mediante o bafafá em que se transformou a inesperada notícia do mega-sucesso de um brasileiro, sertanejo, no exterior. Ora, claro que era. Um “intelectual” brasileiro não pode deixar que uma música se transforme num megahit mundial sem que ele emita alguma opinião a respeito, senão como é que ele vai justificar o sucesso daquela música? O ego e a prepotência da elite cultural brasileira só não é maior que o medo que ela tem de que algo que não seja bossa nova ou MPB lésbica ou samba ou qualquer coisa produzida exclusivamente no Rio de Janeiro dê certo no exterior.

Só o sucesso da música em si já seria motivo o suficiente para a inevitável análise dos intelectuais brasileiros. Mas a motivação da maioria dos textos escritos após a notícia de que a música superou Adele e Coldplay na Europa veio da reação negativa à notícia nas redes sociais. E, impressionantemente, com um argumento defendido praticamente em uníssono: “detesto a música, mas fico muito feliz de ver um brasileiro fazendo sucesso e bla bla bla“.

Depois da matéria da Forbes e da consagração da música na Europa, a reação nas redes sociais foi de repúdio. O gênio da música brasileira mais conhecido no exterior, aliás, já disse uma vez que “no Brasil, o sucesso é ofensa pessoal”. Esta frase atribuída a Tom Jobim explica muito do que aconteceu nas redes sociais. Eu mesmo cheguei a debater com dois ou três dos meus seguidores no Twitter sobre o sucesso da música. Na visão destes dois ou três e na da galera cuja reação motivou a maioria dos textos escritos pela elite cultural brasileira, o Michel Teló não merecia chegar aonde chegou.

Mas como assim? Por que ele não merecia? O que faz dele menos merecedor do sucesso do que alguma cantora de MPB metida à besta? Desde quando a quantidade de notas na harmonia de uma canção deve ser um fator determinante para seu sucesso? Porque uma canção com 4 notas como “Ai se eu te pego” merece menos o sucesso do que uma música com 465736 notas que, teoricamente, é superior musicalmente, mas que poderia tranquilamente ser tocada também com 4 notas? Sempre a velha máxima de que quanto menos compreensível e acessível ao grande público, melhor é a música.

Só sei que essa reação negativa ao sucesso da música no exterior motivou dezenas de textos de nomes reconhecidos da “elite cultural” brasileira e sempre com esse argumento do “deixem o rapaz fazer sucesso“. Bruno Medina, membro dos Los Hermanos e colunista do G1, escreveu um texto satirizando o sucesso da música e traçando um paralelo com o sucesso da música “Anna Julia”, da sua banda, que enfrentou um fenômeno parecido. Ao contrário de muitos, não enxerguei no texto (ESTE TEXTO) uma conotação tão preconceituosa. Mesmo assim, depois que o Timpin resolveu reproduzí-lo em seu blog (AQUI), a autora do hit Sharon Acioli resolveu se manifestar através de um comentário no post (AQUI), o que gerou um outro texto do Bruno Medina, desta vez tentando explicar a conotação do seu texto anterior (AQUI).

Na mesma onda do Bruno Medina, a música “Ai se eu te pego” mereceu análises de diversos colunistas de diversos veículos. Em seu blog, o Tico Santa Cruz postou ESTE TEXTO. A escritora Thalita Rebouças postou ESTE TEXTO. O site “Obersvatório de Imprensa”, por sua vez, pegou um pouco mais pesado e postou um texto à moda antiga, isto é, enaltecendo o lado negativo do sucesso da música. Leia AQUI. Até o aspecto comercial da música foi analisado NESTE TEXTO escrito por Edmar Bulla, consultor e diretor executivo da CROMA Marketing Solutions.

Depois que, como direi, “a merda já foi feita”, ou seja, a música já havia por conta própria e sem a ajuda de ninguém (exceto o Cristiano Ronaldo) explodido mundialmente, não adiantava nada uma avalanche de textos, análises e debates com o claro objetivo de evitar que ela chegasse aonde chegou. Acho que é daí que parte a motivação para a quantidade de opiniões aparentemente positivas mas revestidas de um oculto preconceito que a “elite cultural” resolveu emitir depois de ter sido evidentemente deixada de lado durante todo o processo que levou a música até o topo do mundo. Não falaram nada enquanto ela crescia e nem quando ela se consagrou nacionalmente. Por que, ora bolas?

O mais óbvio, dado o histórico de repúdio a qualquer manifestação de cultura popular por parte dos “intelectuais” brasileiros, seria uma campanha anti “Ai se eu te pego”. Mas antes que pudessem fazer algo do gênero, a música já tinha explodido. Sou capaz de apostar que se tais textos tivessem sido escritos antes da notícia da explosão mundial da música é bem provável que a conotação dos mesmos fosse completamente oposta. Mas se a Europa aprovou, então a elite cultural brasileira aprova. Sempre foi assim e sempre será. Mesmo que não tenha saído do Rio de Janeiro. Isto é, até que o Nelson Motta resolva falar alguma coisa também…

26 comentários
  • diogo: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 03:09

    Nosso sertanejo tá gringo. Abrindo portas

    • Anônimo: (responder)
      18 de janeiro de 2012 às 13:59

      Enquanto Nelson Motta não põe a gota de sarcasmo que ele tem costume. Graças a Deus também este sucesso não é aché. A elite é podre. Os intelectuais são incapazes de se dar liberdade a ponto de cantar ou dançar descompromissadamente a “Ai se eu te pego”
      Gente que paranóia!

  • diogo: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 03:11

    O mundo abrindo os olhos para nosso estilo.
    Até chegar o dia deles conhecerem nossa raíz.
    Ai fechamo a conta! Dominamos tudo.

  • Eduardo: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 05:58

    Sabe, as vezes eu tento te provocar pra saber se vc vai me responder para entrarmos num debate. Mas tenho que confessar que vc é o que mais defende a música sertaneja da forma que eu defenderia. Sabe o que acontece? A crítica musical brasileira é política. A Rede Globo mantém sua audiencia num tripé: Futebol, Novela e Carnaval/Samba. Pergunte para um gringo o que ele sabe do Brasil. Como disse o Danilo Gentilli sobre esse caso: “Vcs ficam criticando o sucesso do cara mas não se tocam que o carnaval só serve para mostrar o cu fedido das brasileiros para o resto do mundo”. Ai eu penso aqui será que o desrespeito que as mulheres brasileiros sofrem nas alfandegas dos aeroportos do mundo todo, tem alguma coisa à ver com a imagem que os homens desses paises teem por verem essas lindas imagens que a Globo exporta? A Globo começou a reagir a expanção da música sertaneja para o exterior, ela tem feito programas exclusivos de Samba para o exterior em seus canais. Diogo Nogueira, Dudu Nobre, Exaltasamba… Esses artistas estão ganahndo enorme espaço na transmissão internacional da Rede Globo. Acho que isso está acontecendo por algum motivo? É lógico que o acordo do PIG(ele existe sim, pode ter certeza e não sou petralha) existe para manter a hegemonia do país. Não por acaso a Globo trabalhou a vida toda para popularizar os times do rio nas outras regiões do país, isso para manter uma ligação emocional com seu estado de origem. E o Samba é a mesma coisa. Por esse motivo tudo o que era replicado no país do que era gestado nas calçadas de ipanema e copacabana era saudado e elogiado pela “crítica especializada”. Dê um olhada na lista das 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos da ‘Roling Stone”. nenhuma é sertaneja. Veja a MTV que é da editora Abril, o que eles fazem com a música sertaneja. E olha que os maiores patrocinadores da editora Abril é o Agronegócio.
    Olha esse texto aqui. Esse cara aqui entendem bem o que estamos tratando aqui. http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/01/sertanejos-universais.html
    E este aqui também: repare no que o rapaz fala sobre o que ele aprendeu na escola de crítica musical da folha de São Paulo. http://br.noticias.yahoo.com/blogs/blog-ultrapop/o-brasil-foi-dos–sertanejos–em-2011.html
    A música Setaneja é a representação cultura da região mais rica do Brasil. Da região mais rica economicamente e histórica. E é uma cultura genuinamente Brasileira. Renegar a música Sertaneja é renegar a hsitória de São Paulo, Minas, Paraná, Centro-oeste e parte do interior do Rio de Janeiro.

    • Netho: (responder)
      16 de janeiro de 2012 às 15:51

      Otimo Comentario… Concordo

  • Marcos Antônio Aguiar: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 08:04

    O sucesso da música se deve sim ao Cristiano Ronaldo, se não fosse ele nada disso teria acontecido, estamos passando uma inverdade para o mundo, pois a música não é sertaneja e sim um Funk no ritmo de forró, por isso o mundo ainda não conhece o sertanejo de verdade.

  • Vinicius Silva: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 08:11

    Concordo Marcão.
    Ainda se tem a mania absurda de achar que músicas boa são só aqueles MPBs e Bossas Novas complexos,com letras extensas e etilizados.O sertanejo vem se tornando a nova MUSICA POPULAR BRASILEIRA e muita gente não aceita.

    Ainda vem gente dizer que o Michel Teló não canta bem,pelo amor de DEUS,qualquer um que entende de harmonia musical e sabe oque é AFINAÇÃO,tem que admitir que ele é dono de uma voz clara,afinada,sem vícios vocais e que tem muita técnica por traz.Sem falar do carisma e humildade do rapaz.

    É isso aí SUCESSO MERECIDO.

  • Fábio Roque: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 08:31

    Bom texto!
    Andei lendo por aí as mais diversas opiniões sobre essa música e o sucesso que ela está fazendo e o que dá pra perceber é exatamente isso que foi dito no texto.
    Se ainda não tivesse explodido lá fora, certamente uma campanha “Anti-Ai se eu te pego” seria disseminanda, só pra ver se conseguiam matar no ninho.
    Realmente o que tem se quebrar de vez essa mania de se achar bom só aquilo que é feito na antiga capital do Brasil.
    Nosso país é muito grande e tem pessoas com o mesmo gabarito e competência em toda a parte dele.
    Muita gente tem como regra para o sucesso, o artista ter sua cara estampada na tela da globo ou seja caído nas graças dos cariocas.
    Tem muita gente estourada e com um trabalho de qualidade em outras partes do Brasil e que jamais vai motrar seu trabalho por lá.
    Outra teoria que tenho é de que esses críticos atrasados e que se julgam deuses intelectuais, puxam o saco dos artistas da mpb(antiga) como forma de recompensa pela cara a tapa dada por eles na época da ditadura. E por isso acham um crime elogiar ou fazer uma análise positiva do trabalho de um “Jovem Cantor Sertanejo”.
    Não conheço o Michel Teló pessoalmente, não sou amigo dele e acho dificil isso acontecer um dia, hehehe. E o mais perto que cheguei dele foi 50 metros num show que assití em Novembro. Mesmo assim acho que ele seja mega capacitado para representar o povo brasileiro lá fora.
    Tem tanta gente colocando essa questão em debate! Por que não ele?
    Claro que pode ser ele! O cara é um cantor de qualidade, tem bagagem pra caramba e ainda por cima muito carisma.
    E se não bastasse é muito gente boa, pelo menos é o que lí numa twittada outro dia de seu produtor Dudu Borges.
    Acho que pro sucesso não tem receita, não tem fórmula, e mesmo que a crítica fale mal, o loirinho ex-Grupo Tradição tá dominando tudo aqui e lá fora.

    • Daniel Assis: (responder)
      13 de janeiro de 2012 às 08:38

      O melhor exemplo disso que tu falou é o Diogo Nogueira!

      Vive em programas de TV e eu NUNCA, repito, NUNCA ouvi uma musica dele e isso que acompanho sempre as novidades com TOP 10 de radios, listas da Crowley e da Hot 100 Brasil, comentarios no twitter e tal!

  • Daniel Assis: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 08:35

    Tem o texto que o Maestro Billy (Caldeirão do Huck) escreveu também: http://www.maestrobilly.com/podcast/a-medida-do-sucesso-michel-telo/

    ————————————————————-

    Teve uma autora que chegou a botar um ponto d interrogação antes de dizer que o Michel é cantor, ironicamente! Gente que não conhece um pingo da historia dele!

    O texto do Chorão é o mais lucido até agora!

  • Elisa: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 09:31

    Bom…a música é horrível mas, o Michel Teló é um ótimo cantor. É afinado, carismático, humilde, e merece todo o sucesso que está fazendo!! E a tal ‘elite’ está com dor de cotovelo, isso sim! VIVA O SERTANEJO, A VERDADEIRA MPB!!!!

  • Eduardo: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 09:36

    Claro que isso aqui é uma resposta a expanção da música sertaneja e do michel teló no exterior bem como outros artistas sertanejos que já planejam carreira internacional. http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2012/01/02/globo-promove-%E2%80%9Cfestival-diogo-nogueira%E2%80%9D/

  • Timothy Nery: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 10:32

    Música é música.

    Muitas vezes eu cheguei a fazer distinções do tipo: música boa, música ruim.

    Hoje, tenho certeza de que existe apenas: música que eu gosto e música que eu não gosto.

    E claro, a questão de música para ouvir e música para dançar…embora aqui eu ainda fique me perguntando: mas se alguém faz música para não dançar, poderia optar por recitar poesia né…hehehehe….

    Não conheço o Michel também….mas conheço pessoas que são amigos pessoais dele, e TODAS afirmam que o Michel é FODA!!! amigo, gente boa, na dele, enfim…

    Eu confesso que lá atrás não enxergava um potencial para o Michel se destacar no cenário no nível que já chegou….mas fico feliz demais por estar dando certo…ao mesmo tempo, ainda tenho uma pulguinha atrás, que fica me soprando que ainda corre o risco de estar entrando naquela leva de artistas comerciais que vem e vão…esse é o maior risco dos grandes sucessos…hehe

  • Guilherme: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 10:47

    Parece que cada vez mais eu entendo menos de música. Quando ouvi essa música pela primeira vez, falei que foi a pior música já gravada pelo Michel Teló (Ai se eu te pego). Talvez eu tenha me deixado ser influenciado pela minha preferência musical (estilo mais sertanejo antigo).
    Mas a música, no mercado brasileiro atualmente, vem mostrando a cada dia que, quanto mais simples e/ou “boba”, maior a probabilidade de sucesso…
    Acompanho o Michel Teló desde os tempos de Tradição e sempre o achei um bom cantor e intérprete. Uma pessoa carismática e aparentemente humilde.
    Quando ele passou a fazer uma carreira solo, achei que ele errou nas escolhas das músicas. Digo mais uma vez que cada dia entendo menos desse setor.
    Mas devo reconhecer que o Michel Teló conseguiu encontrar um nicho musical pouco explorado. Que ele aproveite esse sucesso e a mídia. Quem conseguiu esse feito, com certeza deve merecê-lo.
    A crítica brasileira sempre deu valor ao eixo Rio-São Paulo e à MPB (Musica Popular Brasileira), que a meu ver, há muito tempo não é popular. Essas pessoas querem colocar um requinte inexistente na verdadeira música popular. Uma música popular a meu ver, é uma música que está na massa. E isso o Michel Teló conseguiu. Não é a opinião desse pessoal “com o rei na barriga” que vai mudar ou não o rumo dos fatos. Até porque a massa brasileira nem sabe o que esses críticos escrevem ou deixam de escrever.

  • Romero Mandego: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 12:46

    O Michel é um ótimo cantor e merece todo sucesso, mas a música “Aí se eu te pego” é muito ruim e não merecia o sucesso que está fazendo, na verdade o sucesso não é da música e sim pela coreografia, o que está sendo divulgado lá fora não é música sertaneja.

  • Juca do Norte: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 14:12

    Belo texto Ursinho Puff… by Fábio Roque kkkkkkk

  • Timothy Nery: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 14:39

    http://br.omg.yahoo.com/noticias/michel-tel%C3%B3-compra-fazenda-14-mil-hectares-115800812.html

    ai aiaiai…hehe

  • Gláucia Franchini: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 14:56

    Gostei muito do texto. Tem argumentos, e não simplesmente a expressão de um gosto pessoal ou uma crítica implicante, sabe?
    Interessante também a forma como se refere à MPB.

    Com toda essa onda, também escrevi um texto sobre o assunto =) Se quiserem dar uma olhada. Obrigada!

    http://glauciafranchini.blogspot.com/2012/01/e-medo-que-pegue.html

  • Almr: (responder)
    13 de janeiro de 2012 às 15:36

    Ai que inocencia pessoal! Alguem aí ainda nao acordou pro fato de que esse sucesso é resultado de uma combinação de fatores? Os fatores são:
    A) O povo acredita em tudo que é dito na TV
    B) A mídia (não só a Globo) influencia a opiniao publica (e nao é só na politica)
    C) Os artistas e jogadores são formadores de opinião
    D) A maioria das pessoas não tem opinião até ouvir uma
    E) Ouvir uma mesma mentira várias vezes pode torná-la verdade
    Some A+B+C+D+E e pronto, o povo que não tinha opinião passa a ter. Simples assim. E isso não funciona só com música, funciona com filmes, com marcas de roupas, com carros, com comerciais de TV, com videos do youtube, com sites, com livros, etc etc etc. Freud já explicava isso faz tempo.

  • Edilson: (responder)
    14 de janeiro de 2012 às 08:37

    e que comece a guerra Musica sertaneja x MPB
    e garanto que com Paula Fernandes, Fernando e Sorocaba MICHEL TELÓ, Gusttavo Lima, Luan Santana, e Jorge & Mateus , estamos em ampla vantagem …

  • Dhiego Bicudo: (responder)
    14 de janeiro de 2012 às 09:39

    Só sei que estamos fazendo campanhas e artes em mais de 8 idiomas aqui na agência. Fizemos a capa do CD e DVD em 4 idiomas. E o site será lançado em 3 idiomas. Enquanto uns reclamam demais, nós vamos trabalhando. Nosssssssaaaaaa. ;)

    • Faez Antunes: (responder)
      15 de janeiro de 2012 às 07:44

      Paulo Coelho também é traduzido em trocentos idiomas e é uma mer**! tão ruim quanto as artes que sua pastelaria faz!

  • J.C CABRAL: (responder)
    14 de janeiro de 2012 às 17:49

    JÁ ESCREVI SOBRE ESSA CELEUMA QUE PREGARAM EM ; ” AI SE EU TE PREGO ” O RITMO VEM COM UM SACOLEJO, ENERGIA E A LETRA VEM COM AQUELA FULEIRAGEM, TRADUZINDO; SACANAGEM COMO AGENTE DIZ LÁ NO CEARÁ. O BOM DISSO TUDO, É QUE ESTAMOS SABENDO QUE OS GRINGOS, CURTEM O SACOLEJO E A FULEIRAGEM. MICHEL, QUE É UM BOM CANTOR, MÚSICO ETC ETC SACOU DEU UMA ROUPAGEM E UMA INTERPRETAÇÃO DIFERENTE DAS QUE JÁ TINHAM SIDO GRAVADA E O RESULTADO É ESSE QUE ESTAMOS VENDO. SURPREENDEU-ME A BAGAÇA TER ULTRAPASSADO TODAS A S FRONTEIRAS. AGORA SABEMOS QUE NÃO PRECISA MUITO PRA AGRADAR LÁ FORA, É SÓ TER UM POUCO DE CRIATIVIDADE E CORAGEM E AI O MICHEL, FAZ POR MERECER TUDO O ISSO QUE ESTÁ ACONTECENDO NA SUA CARREIRA. P A R A B É N S !

  • Nicholas: (responder)
    14 de janeiro de 2012 às 23:29

    Leiam esta matéria!!!! Diz exatamente como michel teló é foda!

    http://www.jacarebanguela.com.br/2012/01/04/michel-telo-e-foda/

  • Leo: (responder)
    15 de janeiro de 2012 às 16:17

    É triste para não dizer ridículo essa briga entre Música Sertaneja X MPB, aliás briga de gostos pessoais. Ambos os ramos musicas possui músicas boas como ruins.
    Elite cultural brasileira? Estou me lixando! A única elite que respeito são os meus dois ouvidos, que seleciona o meu gosto musical.
    As pessoas deviam se orgulhar que tanto o sertanejo quanto bolsa nova, MPB está fazendo sucesso lá fora. É cultura brasileira minha gente.
    Não estou ligando pra fulano e ciclano pensa. Aliás! Se as pessoas parassem de prestar atenção na opinião dos gostos pessoais dos outros e somente apreciassem suas músicas preferidas, seria bem melhor. Não é opinião mesquinha dos ditos intelectuais “MPBenses” e “sertanejos” que vai tirar o sucesso merecedor. Não tem aquela velha máxima “GOSTO NÃO SE DISCUTE”, esta frase não foi feita à toa.

  • Ricardo Savio: (responder)
    16 de janeiro de 2012 às 12:17

    Pois é, o Sertanejo excedeu as barreiras nacionais e esta bombando lá fora, imagine quantas portas irão se abrir… Noto que entre os jovens, alias sou um, existem aqueles que se dizem os “intectualizados”, pois cantam em Inglês e nossa, é sinônimo de cultura e inteligência, logo que surge algúem tocando ou falando do sertanejo, falam nossa que lixo rs.. toco violão não profissionalmente e meu estilo é sertanejo.. tem rodas de amigos que parei de tocar pois um ou outro torciam o nariz.. Mas cada vez mais o sertanejo esta mostrando aos poucos para o mundo sua potência e humildade.. vc não ve artistas deste genero criticando os outros e sim elogiando, dando espaços aos jovens artistas tocar em shows grandes.. enfim.. o sertanejo incomoda… e como.. e Michel Teló assistia desde épocas de TRADIÇÃO e o cara é fera no que faz, toca violão, gaita de ponto, canta bem, toca bateria, produz, faz arranjos, então acredito que não é por acaso que veio este sucesso… Parabéns cara… e aos intelectuais da MPB e críticos, vão pagar R$ 500,00 para assistir um show de João Gilberto e ser tratado com prepotência e Arrogância.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.