28 jun 2013 | Notícias
Anos 90: por que tanta gente ainda se ilude com o retorno a essa época?

Em agosto completarei 6 anos de blogosfera, vejam só. Neste tempo, aprendi a lidar com todo tipo de comentário postado no blog, desde antes do Blognejo existir oficialmente. Comentários positivos, negativos, elogios, críticas, enfim, uma ampla gama de opiniões, as mais variadas possíveis. Mas no meio de todas essas opiniões, um grupo peculiar sempre se destacou: o dos conservadores.

Algumas características deste grupo são facilmente reconhecidas. Em primeiro, o anonimato. Eles jamais usam os próprios nomes para comentar. Quando muito, usam um apelido, ou um nome qualquer que não possa ser relacionado ao próprio nome. É claro que um rastreio simples poderia desmascaras muitos destes comentaristas anônimos, mas se fizéssemos isso o nosso campo de comentários provavelmente perderia todo o caráter de debate que sempre teve.

A segunda característica é o dom de irritar. Eles não se importar em postar todo e qualquer tipo de acusação, despautério ou crítica contra qualquer artista que não faça parte do grupo que os agradam e principalmente contra o pobre coitado que está escrevendo a respeito deste tal artista. No caso, este blogueiro. O mais comum são acusações relacionadas a benefícios financeiros recebidos para poder dar destaque a um artista que, na cabeça deles, não têm a capacidade de conquistar essa atenção a não ser pagando.

A terceira característica e talvez a mais importante a se destacar é o tipo de reivindicação deste grupo, o que nos leva ao título desta postagem. Para este grupo, nada que tenha acontecido ou aparecido na música sertaneja após a década de 90 valeu a pena, exceto artistas que construíram e constroem suas carreiras na base do cover ou da imitação de artistas daquela época, principalmente o Zezé di Camargo. Já vi alguns destes artistas serem apontados como os potenciais salvadores da música sertaneja por alguns destes queridos comentaristas.

E é nessa tecla que eu quero bater, retornando  novamente a um debate que toma conta do Blognejo desde que ele nem era o Blognejo ainda. Por que, afinal de contas, este grupo e uma pequena parcela de fãs de música sertaneja ainda acredita tanto no retorno aos anos 90?

Vamos pensar primeiramente a partir de uma raciocínio simples de lógica. Alguma outra vez na história centenária da música sertaneja o estilo regrediu musicalmente para o que se costumava fazer 10 ou 20 anos antes? Por exemplo, quando o “Fio de Cabelo” estourou em 1983, promovendo uma mudança na linha de composição da maioria das músicas sertanejas, logo depois o segmento voltou a ser dominado apenas pelas rancheiras e pelos instrumentos de sopro dos anos 70? Quando Zezé di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo ajudaram a consagrar uma música sertaneja ainda mais melódica e afastada de vez dos temas rurais, tanto nas letras como na harmonia das músicas, o segmento voltou depois a valorizar apenas as guarânias e demais estilos predominantes em anos anteriores?

É uma coisa muita simples: nunca se voltou ao passado antes. Só por essa lógica, é bem possível concluir que também não voltaremos ao passado nos dias de hoje. No mundo, em qualquer segmento, em qualquer área de trabalho e por que não na música, anda-se para a frente.  O “passado” tem esse nome justamente por causa disso: porque passou.

Chega a ser engraçado, por exemplo, assistir à comemoração dessa ala conservadora quando alguém lança uma música demasiadamente romântica, sempre com o grito de guerra “os anos 90 voltaram”. Acontece que sempre se trabalhou o romantismo. Até mesmo o sertanejo dos anos 90 foi influenciado pela música romântica de outras épocas e de outros segmentos. Ora, o maior cantor romântico do Brasil, o rei Roberto Carlos, completou 50 anos de carreira há bem pouco tempo, quase todos eles dedicados à música romântica, tirando o começo na jovem guarda. Resumindo, o romantismo é muito mais amplo do que apenas uma década da música sertaneja.

Aí a ala conservadora diz: “mas as músicas dos artistas dos anos 90 são muito tocadas nas rádios”. Ora, os grandes nomes daquela década ainda se encontram na ativa, com agenda cheia e músicas sempre entre as mais tocadas nas rádios, claro. Acontece que entre jabás e promoções, o que toca na rádio nem sempre é o que está na boca da galera. Com internet e outras mídias, o público achou outras formas de ouvir o que gosta e já não se deixa levar apenas pelo que as rádios determinam que ele ouça. O argumento de que os anos 90 vão voltar porque as músicas dos artistas dos anos 90 são as mais tocadas, cai, portanto, por terra. Toca na rádio mas não está na boca da galerinha que compra ingresso de show.

É compreensível que haja uma certa frustração nessa parcela do público.  Quando se gosta muito de determinada coisa, nunca se quer que ela termine ou que ela deixe de estar em evidência. Mas felizmente ou infelizmente, é essa a ordem natural das coisas. Se as pessoas envelhecem, é claro que as preferências também. A preferência do grande público de uma época nem sempre será a preferência do grande público anos depois.

Até os próprios artistas daquela época já começaram a perceber que os tempos mudaram e que ou eles aceitam a condição de medalhões e abandonam de vez a competitividade, dedicando-se apenas a cantar o que gostam e a fazer a quantidade de shows que preferirem fazer (como Leonardo e Daniel já fazem), ou buscam modificar-se e adequar-se à realidade atual (como Bruno & Marrone fazem com maestria ou como Chitãozinho e Xororó se mostraram empenhados em fazer com o apoio da dupla Fernando & Sorocaba). Se os próprios artistas já demonstram estar vivendo uma outra realidade, porque a ala conservadora ainda teima em aceitar que a mudança já aconteceu e não há mais como voltar atrás? Ora, se até o grande Zezé di Camargo abraçou a amizade e o cargo de mestre do Gusttavo Lima, por exemplo, fazendo dele um artista influenciado pelo estilo zezedicamarguístico e não uma releitura do que se ouvia no passado, por que a ala conservadora dos comentaristas e fãs de música sertaneja ainda age com tanta intransigência.

O que quero dizer é que gostar de algo não faz mal. Longe disso. Eu por exemplo escuto em casa só Chrystian & Ralf, João Paulo & Daniel, as antigas do Zezé, entre outras. No violão, eu só gosto de brincar com as coisas dessa época. Mas nem por isso vou me fechar num mundinho próprio achando que aquilo é a única coisa que vale e que todos os outros artistas são obrigados a tocarem o mesmo tipo de música e fazerem o mesmo tipo de som. E ainda por cima rindo da cara de quem tenta fazer algo diferente nessa gigantesca soberba que é achar que ninguém mais faz nada que preste hoje em dia. Além de intransigência, isso é burrice.

52 comentários
  • Teco: (responder)
    28 de junho de 2013 às 18:55

    Me sinto homenageado !!

    • Paulo Ricardo: (responder)
      28 de junho de 2013 às 21:07

      kkkkkkkkkkkkkkk Quero uma homenagem tbm.

  • Fabiano Cotta: (responder)
    28 de junho de 2013 às 19:13

    Uma coisa vc falou bem, Marcão. A internet facilitou muito essa coisa de escutar o que quiser. Eu por exemplo não escuto mais rádio, mas sempre estou antenado nas novidades. Afinal, sou cantor de Covers na noite, então tenho que me adaptar ao “Novo sertanejo”, porém não é do meu gosto pessoal. Então, chego em casa, abro a discografia do Zezé, ou do Chitão, ou do Tião e “desentoxico” meus ouvidos! HAHA

  • João Marcos Oliveiro: (responder)
    28 de junho de 2013 às 19:26

    Concordo em partes, pois na verdade esse estilo que esta sendo reproduzido hoje que chamamos de sertanejo não tem nada haver com a música sertanejo representa, hoje temos um estilo pop. Dificil pra mim encontrar em sites que se dizem sertanejos artigos sobre duplas como Marcos Violeiro e Cleiton Torres, Lucas Reis e Thacio, Junior Carvalho e Cristiano, entre outros, que são as duplas que cultivam o estilo sertanejo e que atuam hoje ou até mesmo se formaram a pouco tempo.

  • Daniel Assis: (responder)
    28 de junho de 2013 às 19:30

    Belissimo texto Marcão! Quem nao presta atenção nos novatos sertanejos esta perdendo muita coisa boa!

    OBS: Aí que vejo como o Zeze é o sertanejo mais influente da historia! O nome mais citado do texto! kkkk

  • vera lucia pereira e castro nascimento: (responder)
    28 de junho de 2013 às 19:31

    Eu estou com o colega, fico no passado, e se o pessoal dos anos 90 reclama, é porquê só tem porcaria no tal do sertanejo universitário,e você sabe disso, hoje é tudo mais fácil,basta ter um pouco de beleza, pôr um par de botas, fivela, e dizer que é cantor sertanejo, até o ano 2000, se faziam músicas sertanejas genúinas, e o pessoal que curtia os anos 90, 2000, também gostava das musicas sertanejas mais antigas, a gente que ama a música sertaneja, sabe o que é bom, e pelo jeito você não entende bolhufas…

  • João Marcio: (responder)
    28 de junho de 2013 às 19:34

    Se Tanta Gente Quer Voltar Pra Traz Significa que o momento é péssimo para a música que se diz “sertanejo universitário”

  • deco pires: (responder)
    28 de junho de 2013 às 19:39

    Me sinto homenageado [2]

    Apesar dos meus comentários não serem especificamente saudosistas, pelo contrário, minha briga é de carater “musical” mesmo.

    Pq nos anos 90 os artistas tinham que cantar de verdade(nao to falando em tons altos) to falando de tecnica vocal mesmo, de talento, habilidade…até na composição…hj temos só victor chaves, jorge e mais quem? Que faz letras modernas e bem trabalhada?? Mais ninguém.

    Vc, Marcão; Nunca enxerga esse ponto de vista. A letra trabalhada(foda-se a temática), a tecnica vocal(falsetes, saltos de intervalos, afinação, sustentação, harmonização á duas vozes ou mais…)

    Acontece que o mercado atual dificilmente veremos novos “classicos” …

  • Valdir: (responder)
    28 de junho de 2013 às 20:01

    Me acho também um desses que gosta dos anos 90 talvez pela qualidade das modas mas você tem muita razão nesse texto, tem coisas boas também hoje em dia e o tempo só caminha numa direção, quem sabe daqui 20 anos vão estar com saudades de hoje também, sei lá por quais motivos!

  • Anônimo: (responder)
    28 de junho de 2013 às 22:35

    Escuta Cristian e Ralf em casa mais é só ter um evento de cantor novo que você sai correndo né

  • Boré Loureiro: (responder)
    28 de junho de 2013 às 22:41

    Consciência tranquila, nunca fui anônimo.

  • Victor: (responder)
    28 de junho de 2013 às 23:57

    Acho que esse termo de “sertanejo universitário” nem deveria ser mais usado. A música sertaneja de hoje é tão sertaneja quanto a dos anos 90, o que muda é o que o público quer ouvir. Hoje temos a internet, muitos cantores e compositores talentosos estão aí, só esperando que o público procure e goste de suas músicas. É Tudo mais democrático, não tem só 3 duplas fazendo sucesso pois todos tem o direito de ouvirem o que querem. As modinhas que o público jovem procura acabam ás vezes ofuscando um trabalho excepcional como o último dvd do bruno e marrone. Talvez esse seja um dos motivos do pessoal das antigas reclamar tanto, mas o problema é que geralmente esse pessoal nem para pra procurar por coisa boa e fica só reclamando.

    • Flavio: (responder)
      4 de maio de 2014 às 13:49

      Marcão, como você disse existe muita letra boa e vários intérpretes bons. O que não concordo é alguém falar que aquele gordinho do Jorge e Matheus é cantor. O segunda voz é bom mas o gordinho foi fabricado por um mega empresário(o cara mais inteligente do Brasil), ele regravou uma música do João Paulo e Daniel que o finado quase voltou do além pra pedir pra ele não cantar mais, desafinado, desentoado e desencontrado. Credo em cruz Ave Maria.

  • adriano: (responder)
    29 de junho de 2013 às 01:50

    kkkkkkkkk

  • Rosymarah: (responder)
    29 de junho de 2013 às 03:04

    Puta merda em Marcus! Então é assim que vc ganha dinheiro no blog, só fala dos artistas que te pagam? Acredito que vc tenha que partir do princípio que cada um tem seu gosto. Se eu gosto de música “das antigas” isto deve ser respeitado, se vc gosta das atuais eu devo te respeitar. Agora, pra falar desse jeito, todo nervosinho vc deve ter sido mordido por alguém aí em… haha.. Cada um com seus gostos Marcus.

  • Teco: (responder)
    29 de junho de 2013 às 11:03

    Desiste de tentar esmiuçar o assunto !!!

    • Teco: (responder)
      29 de junho de 2013 às 11:03

      ” DESITOOO ” :{

  • Teco: (responder)
    29 de junho de 2013 às 11:04

    Quero escrever mais que uma vinha e não vai, puxa vida meu Deus do céu !

  • Juscelino Homem: (responder)
    29 de junho de 2013 às 12:39

    Compreensível o apelo aos anos 90, ficamos acostumados com tanta qualidade nas músicas e agora tentam empurrar um sertanejo sem qualquer qualidade. Mas, ainda bem que existem algumas duplas que tem o sertanejo universitário como bandeira, mas, tem qualidade de sobra em seus trabalhos, diga- se de passagem, Israel & Rodolfo, Kleo Dibah & Rafael, Fred & Gustavo…

    • Victor235: (responder)
      30 de junho de 2013 às 02:43

      George Henrique & Rodrigo.

  • jorge: (responder)
    29 de junho de 2013 às 13:12

    o sertanejo universitario ta comesando perde espaço para funk

  • Alex Lima: (responder)
    29 de junho de 2013 às 15:30

    Eu vejo tudo como ” cada tempo no seu tempo ” não tem porque ser melhor ou pior. Até acho que hoje temos musicos melhore, cantores até melhores, produções melhores o único detalhe é que ” culturalmente ” as musicas estão PIORES mas esta agradando a massa. Então está tudo certo, tudo resolvido. ” segue o jogo ” !!

  • Luiz Fernando: (responder)
    29 de junho de 2013 às 23:19

    Besteira atacar o sertanejo atual para defender os anos 90.

    Daqui uns anos vai ter gente fazendo o mesmo com o sertanejo universitário, dizendo que esse sim era o verdadeiro sertanejo. Eu mesmo já sinto saudade do sertanejo universitário (2005 a 2010).

    E na boa, anos 90 não é o verdadeiro sertanejo, nem os 80. Sertanejo mesmo veio bem antes disso.

    Ah, e anos 90 é a fase CORNO POP do sertanejo.

    Para com essa choradeira, seus chatos!

    • Teco: (responder)
      30 de junho de 2013 às 13:31

      Se um dia o “sertanejo”chegar num nível aonde sintam saudade do “universitario” pela qualidade que terá ou não, espero que o fogo já tenha consumido a humanidade antes.

      • emerson: (responder)
        5 de julho de 2013 às 09:08

        Espero nao estar vivo mais hahaha

  • Luciana: (responder)
    30 de junho de 2013 às 01:31

    Muito bem colocado, Marcão! Meu pai era ouvinte assíduo de sertanejo, tanto que a primeira música que aprendi a cantar foi Bica Dágua, do Irídio e Irineu! E eu cresci ouvindo, além dessa dupla Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Sérgio Reis, Luizinho e Limeira, Rolandro Boldrin e companhia. E me lembro bem do meu pai criticando Zezé e Luciano, Leandro e Leonardo nos anos 90, porque ele dizia que era música de corno. Resumindo: o ciclo se repete! Mas bola pra frente! E cada um no seu quadrado, porque música é igual self-service: quem não gosta de jiló, que não o coma! Mas se não estiver aberto a novas oportunidades, nunca vai descobrir que o tira gosto de jiló do mercado central em BH é uma delícia.

  • Gasparzinho (RS): (responder)
    30 de junho de 2013 às 17:03

    Parabéns Marcão! Melhor texto do BlogNejo até hoje, na minha humilde opinião.. E uma verdade que TODOS precisavam saber! Top d+! Abração!

  • Juliano: (responder)
    1 de julho de 2013 às 09:47

    Prefiro mil vezes músicas com ritmo de vanera (que é mto mais sertanejo), do que com solos de guitarra de hard rock (anos 90). E tenho dito!

    • Teco: (responder)
      1 de julho de 2013 às 10:33

      O melhor comentário até agora. Parabéns !! anos 90 são grandes letras, não grandes ” músicas “.

  • Matheus S.: (responder)
    1 de julho de 2013 às 14:23

    Ao meu ver… Além de tudo isso da qualidade das letras atuais, comparadas com as dos anos 90 ou anteriores, temos o problema de a dupla x lançar uma música e 15 duplas virem cantando a mesma coisa.
    Precisamos de novas idéias, primar pela qualidade poética, melódica. E não só a qualidade estrutural e shows cheios de luzes e efeitos…
    Nos anos 90 acontecia a mesma coisa… a imitação reinava… O ideal seria que cada artista desse um rosto diferente ao seu trabalho, e não a cópia escrita como vemos há uns 25 anos já.

  • Cleber Marques: (responder)
    1 de julho de 2013 às 14:28

    Texto bastante interessante, nunca havia parado para pensar nisso, porém acho bacana as pessoas pegar o estilo que mais se identifica e fazer seu novo trabalho em cima disso, e as vezes a maioria dos cantores de sucesso hoje aprecia esse sertanejo dos anos 90 e tenta se espelhar em algumas coisas dessa época para fazer seu trabalho atual, claro, sempre modernizando como você mesmo disse.

  • Ray Cesar: (responder)
    2 de julho de 2013 às 09:20

    O problema na verdade é que nos anos 90 os artistas tinham que ser bons pra fazer sucesso, não tinha ninguém em destaque sem algum talento, hoje muitos cantores abandonam seus estilos para ganhar dinheiro no sertanejo. Esses nunca ouviram Tião Carreiro, não se arrepiam com um som de viola, apenas ganham dinheiro, esses podem até ser profissionais, mas nunca artistas. Música é alma, e você tem que cantar o que sua alma sente, se não soa como falso. E no sertanejo de hoje, muita coisa soa falso. Claro que tem muitos talentos, como Jorge e Mateus, Fernando e Sorocaba, Victor e Léo, entre outros, mas as “porcarias” são demais, é isso que irrita a ala dos conservadores. Eu escuto muita coisa atual, mas o que me deixa frustrado é ver, por exemplo o Hugo e Tiago, que tem grande técnica deixar as grandes melodias e letras pra cantar as modinhas. Os anos 90 não vão voltar, mas deveria ser mais influente sim… é impossível não sentir saudades

  • Daniel Moreira: (responder)
    2 de julho de 2013 às 14:12

    Eu respeito e também acho que se deva andar para frente, e respeito as duplas e cantores atuais que tenham qualidade. Quem defende os anos 80, 90 e 2000 o faz com razão, porque existiam duplas com vozes diferentes umas das outras, talentos diferentes, compositores MUITO melhores do que os de hoje (Cesar Augusto, Randall, Joel Marques, Zezé, Paulinho Debéttio, Paulinho Rezende), produtores como Paulo Rocco, enfim, era melhor sim, não há dúvidas. Mas claro que, as novidades com QUALIDADE devem ser também ouvidas e respeitadas. É o que acho.

  • Goiano: (responder)
    2 de julho de 2013 às 15:09

    acho salutar a discussão, e respeito a opinião do Marcão. Mas, tenho o seguinte entendimento: De fato para se fazer sucesso no citado anos 90 era bem complicado. Tinha que ter talento mesmo, e não um megaempresário como se tem hoje casos de diversas duplas e cantores que estão fazendo sucesso por aí poluindo nossos ouvidos. Claro que existem boas duplas como: Fred e gustavo, joão carreiro e capataz, jorge e mateus, Kleo dibah e rafael e george henrique e Rodrigo. Mas, a maioria são aproveitadores falsos pagodeiros e até mesmo funkeiros que utilizam a sagrada musica sertaneja em busca de grana e fama repentina. O blogueiro tem razão! vive disso, e claro que tem de defender tal bandeira! Faça uma pergunta: será que o lucas lucco, tiago brava, etc sabem quem foram teddy vieira, pedro bento e zé da estrada, zico e zeca, pena branca e xavantinho, tonico e tinoco, e demais duplas? lanço a aposta! heheeeee

  • Tiago Escobar: (responder)
    4 de julho de 2013 às 13:48

    Os cantores atuais estão apelando para a “ostentação” do funk, falando de mulheres, bebida e lelele. Com isso, a música sertaneja esta perdendo seu valor, estão pensando no dinheiro e não na qualidade.Uma dupla que eu pensei que iria revolucionar o sertanejo, mas caiu em tentação, foi George Henrique e Rodrigo, mas agora viram que não era assim, e voltaram com suas músicas de qualidade. Fred e Gustavo, Henrique e Diego, Kleo Dibah e Rafael, também entraram nesse caminho. Hoje so escuto Jorge e Mateus, Victor e Leo, João Bosco e Vinicius algumas, e os imortais Bruno e Marrone, Christian e Ralf. Fernando e Sorocaba eu gostava muito, mas começaram a fazer músicas iguais como, Perdeu, A vingança, Paga Pau, musicas bem previsíveis …

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.