Rádio e Música Sertaneja: um relacionamento de altos e baixos

Publicado por Marcus Vinícius | 15 out 2007 | blognejo informa
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O rádio foi quase sempre o único meio de divulgação ampla de canções e cantores. Antes de 1983, a música sertaneja reinava absoluta nas AM’s de todo o Brasil. Com o estouro da música “Fio de Cabelo” em 1983, as rádios FM tiveram de se render aos encantos de um segmento que ganhava mais e mais admiradores nas grandes cidades. Desde então, o rádio foi o principal parceiro dos cantores sertanejos do Brasil inteiro. Mas quase 25 anos depois desse casamento, como será que anda esse relacionamento?

Determinados artistas ainda fazem questão de trabalhar exclusivamente com rádio. Isso aconteceu durante pelo menos 20 anos. Duplas como Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, etc., devem grande parte de seu sucesso às rádios. No entanto, com a popularização da Internet e da nossa amiga pirataria de 5 anos pra cá, o rádio já não pode mais ser considerado tão indispensável. Outro fator responsável pela queda na sua importância é a popularização do DVD. Praticamente todos os artistas da atualidade gravam trabalhos em vídeo que nem sempre são disponibilizados em áudio para veiculação nas rádios.

Entre os artistas de sucesso recente que ainda utilizam exclusivamente o rádio para divulgação de seus trabalhos, está a dupla Chico Amado e Xodó, que têm feito shows quase exclusivamente de rádio. Até que tem dado resultado. Em contrapartida, no entanto, algumas duplas cresceram praticamente alheias às rádios. César Menotti e Fabiano, João Bosco e Vinícius, etc., são alguns dos exemplos que podem ser citados.Quando é que um artista deve, então, procurar o rádio para divulgação?

César Menotti e Fabiano emplacaram uma música de grande sucesso (Caso Marcado) no circuito universitário, o que lhes proporcionou muitas oportunidades como a gravação de um DVD e o estouro também da música Leilão, dessa vez para o Brasil inteiro. O mesmo tinha acontecido com João Bosco e Vinícius, que haviam emplacado as músicas “Magia e Mistério” e “Quero provar que te amo”. Já a dupla Chico Amado e Xodó ainda não emplacou nenhum grande sucesso (como cantores, pq o Chico Amado tem muitas, mas muitas músicas compostas que foram enormes sucessos nas vozes de outros) e têm utilizado o rádio como principal meio de divulgação.

O custo da divulgação em casos como o da dupla Chico Amado e Xodó é alto. Conforme relatos de artistas amigos meus, os radialistas quase sempre pedem certos benefícios em troca da veiculação de canções. Brindes como DVDs, microsystems, celulares, Ipods, TVs, etc, são os mais comuns. E quanto maior o porte da cidade, maior o valor do “benefício”. Já ouvi boatos de que a rádio Tupi de São Paulo (maior rádio sertaneja do Brasil), por exemplo, não veicula canções de nenhum artista que não tenha pago previamente a taxa de R$ 15 000,00 (quinze mil reais). É o chamado Jabá. Só não sei se o valor é esse mesmo. Jabá existe em grande parte das rádios do Brasil. O que, de certa forma, nem sempre é bom, porque basta ter dinheiro e uma gravação bem feita para poder tocar nas maiores rádios do país. Todos pagam o jabá, mas talento que é bom muita gente fica devendo.

3 Comentários

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