14 fev 2014 | Notícias
Bonés Jãum Jãum comprovam a força de um mercado ignorado pelas grandes marcas

Quando falamos em produtos e acessórios de moda voltados exclusivamente para o público sertanejo de uma forma geral, logo pensamos em chapéus, fivelas, botas, calças e camisas, né? O que de certa forma é compreensível, já que são produtos que de fato fazem parte do cotidiano do nosso segmento. Entretanto, se pararmos pra pensar, trata-se também de um estereótipo, como se o público sertanejo não pudesse ter outras opções exceto estas para o consumo.

A verdade é que o mercado da moda nunca enxergou de fato o potencial desse mercado sertanejo quase inexplorado no Brasil. E se o público sertanejo pudesse ditar moda de vez em quando ao invés de consumir os mesmos itens estereotipados que lhes são proporcionados?

Pois bem. A história recente de uma grife de bonés mostra que isso é, sim, possível. Os bonés Jãum Jãum, usados hoje por boa parte dos artistas sertanejos e do público que consume esse tipo de música, se tornaram uma febre, comprovando que este mercado exclusivo está mesmo interessado em algo além da mesmice de sempre.

Criados como uma sátira a uma famosa grife, os bonés Jãum Jãum foram trazidos ao mundo pelo meu parceiro Badeco, de Campo Grande, um dos empresários do cantor Loubet. Depois de confeccionar um boné com o apelido com o qual era chamado pelos amigos, os amigos começaram a pedir um exemplar de presente. É óbvio que ele enxergou ali uma oportunidade.

Em pouco tempo, as primeiras 100 unidades confeccionadas já haviam sido vendidas. E a quantidade de produtos vendidos foi aumentando cada vez mais, e o estoque acabando num prazo cada vez mais curto. Em pouco tempo, dezenas de milhares de unidades já haviam sido vendidas e a marca acabou se vendo obrigada a espalhar representantes por todo o Brasil para atender a demanda. O boné que nasceu em Campo Grande e se consolidou no Mato Grosso do Sul já está chegando a cada vez mais regiões do Brasil e alcançando cada vez mais adeptos, sempre junto ao público consumidor da boa e velha música sertaneja.

Com o sucesso da empreitada, a marca Jãum Jãum acabou assumindo o slogan “A moda dos sertanejos”. Recentemente, acabou dando origem a uma grife, a “Made in Mato” (frase que vem escrita logo abaixo do nome Jãum Jãum), que passou a espalhar ainda mais a marca Jãum Jãum, desta vez através de camisas pólo e demais acessórios. Para conhecer um pouco mais, basta visitar o site oficial (www.bonesjaumjaum.com.br).

O interessante a respeito dessa história toda é que os produtos criados a partir dali fogem do padrão estereotipado dos produtos que o mercado da moda acredita serem os corretos para o mercado sertanejo. Sem dúvida nenhuma, isso mostra a força desse mercado consumidor e comprova o quanto somos ignorados pelo mercado da moda de uma forma geral. Quem sabe sirva como lição para as grandes marcas, para que elas finalmente vejam que a galera sertaneja está interessada em consumir muito mais do que apenas botas, fivela, chapéus e camisas xadrez.

46 comentários
  • Andressa: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 13:08

    Tanto se fala em plágio de música.
    E isso o que é? pra eu é simplesmente uma cópia barata da John John, copiaram a marca na cara dura, mereceria um belo processo.

  • Renan - SP: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 13:11

    A moda dos baladeiros, bbb’s, panicats e outros afins… (de aparecer).
    Duvido que alguém na roça vai usar esse boné (só se ganhar de graça), e o verdadeiro sertanejo não anda de boné, tatuado, baby look…
    Sertanejo que é sertanejo, anda com roupas simples e quando vai a alguma festa, é bota, chapéu e fivela (opcional).
    Isso aí é tão modinha quanto suas músicas, sertanejo de verdade, não tem essas frescuras de paródia, gosto de imagens do campo, de um cavalo, de um rodeio (festa onde ele se sente representado).
    O que é JÃUM JÃUM?
    O que tem a ver com o sertanejo?
    Modinha Pop, de quem tem vergonha de admitir que é sertanejo, que fica em cima do muro, como diria Cazuza:
    “São caboclos querendo ser ingleses”.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 14:39

      mano, estamos no século XXI, mais precisamente em 2014. Sertanejo é urbano, cara, é jovem. Não é como essa década de 80 que vc vive mais. Acorde para a realidade. Se o sertanejo seguisse apenas o que vc prega por aqui, o segmento estaria morto há uns 20 anos, pelo menos.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 14:41

      Quer dizer que agora pra gostar de sertanejo eu sou obrigado até a vestir esse tipo de roupa que você tá dizendo? Se eu não vestir eu não sou sertanejo? Haha, era só o que faltava.

      • Renan - SP: (responder)
        14 de fevereiro de 2014 às 15:15

        Marcão, quem sou eu pra ditar moda, eu só disse o que eu vejo.
        De vez em quando eu vou “visitar” sítios, chácaras, e vejo como o VERDADEIRO SERTANEJO se veste, conheço os seus gostos e costumes, e sei que eles não tem nada a ver com esse pessoal que insiste em se rotular como sertanejo.
        “Esses jovens” não são sertanejos, e o pouco que podem ter dessa cultura, ainda sentem vergonha de assumir, esses jovens são aspirantes a playboys, e eu os chamo carinhosamente de baladeiros.
        O Sertanejo não está e não estaria morto, basta fazer uma pesquisa séria ou entrar no Youtube e ver os vídeos dos sertanejos verdadeiros, para constar que eles sem contratar recursos para bombar vídeos (sem trapaça), tem vários acessos.
        Não é raro encontrar vídeos do Tião Carreiro, Ch & X, Tonico e Tinoco, L & L, com mais de 1 milhão de visualizações.
        E mesmo que o gênero morresse, pelo menos morreria com dignidade, sem abrir as pernas para tubarões que só tem interesse em Money $$$$, que fazem isso mesmo que o preço seja o fim da cultura sertaneja.
        O gênero está perto de tomar uma rasteira de empresários e cantores de Funk e Axé, só que ainda tenho esperança de ver as pessoas acordando, o sertanejo não pode morrer pra essas merds…
        Só que o gênero tem que ser mais unido, juntar forças, para abrir os olhos da população, e para voltar a ocupar o lugar onde muitos querem vê-los novamente.

    • Felippe Said: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 19:05

      Renan, vc vive em uma realidade utópica e romântica do que é ser sertanejo. ACHO que você é um “frango de granja”, que projeta uma imagem do campo que vê pela tv e APOOOOSTO que raras vezes visitou uma “roça”.

      Minha família é do interior, e a maioria vive do campo. Lembro que láááááááá no início dos anos 90, meus tios (jovens na época) andavam em carros com som tocando Roxete, U2, Legião Urbana, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo e por ai vai… andavam de tênis, jeans, camisetas, bonés e… e… eram sertanejos, da roça, trabalhadores rurais, mas se vestiam com o que estava rolando na época. Seu erro é querer rotular o que é ser sertanejo. Pelo que eu sempre vi, o próprio povo lá das fazendas da região não queriam essa distinção do que era da roça e da cidade.

      Meu avô que NUNCA saiu da roça, tocava em folia de reis e debulhava uma viola, curtia Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e contemporâneos que não eram sertanejos e estavam nas paradas pop da época. Agoooora, se quiser seguir à risca o que é ser sertanejo, desligue seu pc e saia da internet, quebre seu cartão de crédito, abandone seu carro, se mude pra uma tapera na beira de um rio e vá viver capinando ladeira, pq ai sim, acredito que vc estará vivendo como um legítimo sertanejo.

      • Renan - SP: (responder)
        14 de fevereiro de 2014 às 20:23

        Das muitas coisas
        Do meu tempo de criança
        Guardo vivo na lembrança
        O aconchego de meu lar

        No fim da tarde
        Quando tudo se aquietava
        A família se ajeitava
        Lá no alpendre a conversar

        Meus pais não tinham
        Nem escola, nem dinheiro
        Todo dia, o ano inteiro
        Trabalhavam sem parar

        Faltava tudo
        Mas a gente nem ligava
        O importante não faltava
        Seu sorriso, seu olhar

        Eu tantas vezes
        Vi meu pai chegar cansado
        Mas aquilo era sagrado
        Um por um ele afagava

        E perguntava
        Quem fizera estrepolia
        E mamãe nos defendia
        Tudo aos poucos se ajeitava

        O sol se punha
        A viola alguém trazia
        Todo mundo então pedia
        Pro papai cantar com a gente

        Desafinado
        Meio rouco e voz cansada
        Ele cantava mil toadas
        Seu olhar ao sol poente

        Passou o tempo
        Hoje eu vejo a maravilha
        De se ter uma família
        Quando tantos não a tem

        Agora falam
        Do desquite e do divórcio
        O amor virou consórcio
        Compromisso de ninguém

        E há tantos filhos
        Que bem mais do que um palácio
        Gostariam de um abraço
        E do carinho entre seus pais

        Se os pais amassem
        O divórcio não viria
        Chamam a isso de utopia
        Eu a isso chamo paz

        • Renan - SP: (responder)
          14 de fevereiro de 2014 às 20:33

          Fellipe, conheço todo a zona rural da minha cidade, e se eles soubessem um pouco de computador, eles assinariam em baixo o que eu disse.
          Não é todo mundo que mora na roça, que é sertanejo, sertanejo é uma cultura, um modo de vida, que vai muito além de morar e trabalhar lá, é uma coisa pra se sentir e vivenciar.
          Sertanejo de VERDADE, gosta de VERDADE daquilo, não trabalha ou mora só porque o pai mandou, gosta de fato.
          Sertanejo de VERDADE, tem orgulho de ser caipira, vai pra cidade de bota e chapéu, e se for de boné, tem que ter um cavalo ou um touro estampado nele, isso não é ordem minha, mas sim como o verdadeiro sertanejo gosta de se vestir.
          O resto que é diferente disso, é “franguinho de granja”.

          • Renan - SP: (responder)
            14 de fevereiro de 2014 às 20:51

            Fellipe, isso aqui lhe parece algo de “franguinho de granja”?
            Minha autoria:
            CÉU DE TERRA
            Vida que segue
            Tempo que vai
            Quando a saudade entra
            O amor é quem sai
            Aqui onde estou
            O tempo não passa
            As estradas
            Dão lugar as matas
            Aqui onde estou
            Me sinto em paz
            Aqui não tem concentração de massas
            Aqui onde estou
            Só vejo belezas
            De matas á animais
            Isto que é natureza
            Mas aqui só me falta uma coisa
            A presença de uma pessoa
            Que eu vou convencer com certeza
            REFRÃO:
            Venha pra cá
            Venha pra cá
            Depois de conhecer você vai querer morar
            Venha pra cá
            Venha pra cá
            Aqui comigo é o seu lugar
            Oh minha bela
            Quero lhe mostrar
            Que o céu chegou na terra
            Nada mais vai ser como era
            “Vamo” vê no que é que vai dá

  • Rezende: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 13:18

    e copiando a “jãum jãum”, tem a “tião tião” -_-

  • Phaell Cesar: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 13:58

    Em vez de comprar bonés, comprem cds originais, isso sim é o mais importante, se a nossa musica hoje é ruim é por causa disso, falta de valores das pessoas com a cultura.
    É impressionante o modismo está em tudo, não estou falando que eles são Iluminatis, mas por isso que o mundo esta sendo dominado, os famosos é quem tem esse poder, tem uma emissora aí de TV que não conta com a minha audiência, as pessoas em vez de dar de cara com o Modismo tem que pesquisar sobre o que compram, não é porque um famoso usa que qualquer um pode usar, ninguém sabe do que se trata, ninguém sabe se o produto é alguma forma de comprar uma pessoa.
    Não estou falando dessa marca aí não, tô dando um alerta as pessoas que são muito fanáticas a moda, que acha que o que tudo que o ídolo usa é legal, mas cuidado o mundo tá cheio de Iluminatis por aí.

  • Carvalho: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 14:55

    Boné brasileiro que é paródia de outro com PREÇO DE BONÉ GRINGO! 90 Reais, jamais…

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 16:05

      E ainda tem mais, produtos ditos de “marca” são feitos nos mesmos lugares, que os sem. E tem gente que se sente bem como outdoor.

  • Alexandre Vieira: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 16:51

    Essa é a mesma ladainha dos mais velhos ou dos mais conservadores. MODINHA E LIXO.

    Será que não estão exagerando??? Será que nada pode ser legal para várias pessoas?

    TODOS GOSTAM DO QUE É VELHO E MAIS NADA É ACEITO.
    Essa é a impressão que tenho de alguns críticos.

    • Renan - SP: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 17:32

      Alexandre, primeiramente o universitário não veio com nada novo, só juntou o Sertanejo, Funk e Axé e bateu tudo junto no mesmo liquidificador, não trouxeram nada de novidade, só copiaram, misturaram fórmulas.
      Segundo, conservador é fazer da sanfona o principal instrumento, isso existe a muito tempo na música castelhana e gaúcha.
      A diferença é que eles (empresários capialistas) vieram com uma conversinha pra leigo, dizendo que aquilo era um sertanejo novo, só porque regravaram algumas músicas, só que melodicamente aquilo não tem nada de sertanejo.
      É só um golpe para usufruir do gênero mais popular do Brasil dos últimos tempos.
      Pode se falar que é Pop?
      Pode ser, se bem que seria um Pop bem retrógrado.
      Pode até falar que é folk, pois algumas músicas fazem parte do folclore do MT, MS, aqueles negócios de Xaxado, Rasqueado, Carimbó…., enfim é uma mistureba que não tem gosto de nada.
      Acredite a vertente Universitária tem mais a ver com o Folk castelhano, música argentina, do que com o Sertanejo, gênero genuinamente brasileiro.
      Isso sim é conservadorismo maquiado, disfarçado em garotos de 20, 25 anos que não sabem nem a letra da música “Evidências”, e se falar pra eles de mangueirão, vão pensar que é uma mangueira gigante que pertence ao corpo de bombeiros.
      O novo não está no tempo e sim na obra.

      • Alexandre Vieira: (responder)
        14 de fevereiro de 2014 às 18:04

        Mas o sertanejo que você cita, é uma mistura de vários ritmos da época como por exemplo: Guarânia, Rancheira e etc.
        Por que você não poderia aceitar algumas misturas hoje com outros ritmos?

        • Phaell Cesar: (responder)
          14 de fevereiro de 2014 às 18:33

          Renan essas musicas latinas que você citou aí tem mais conteúdo que essas de hoje, porém lá é usado o Bandoneon, que tem uma melodia muito diferente do Acordeon.
          Mas voltando ao assunto eu vejo um pouco diferente o Sertanejo Universitário, no começo eu via uma proposta diferente, musicas com arranjos mais simples, esse era o grande diferencial, pode reparar pra você ver todo mundo que começou no universitário a banda era assim (uns 3 Violões, Baixo, Bateria, 1 teclado e Sanfona só nas animadas), e só hoje eu percebo que aquilo não era um proposta diferente, no meu ponto de vista usavam essa pouca roupa nas musicas por falta de dinheiro, veja só hoje essas duplas estão consolidadas e hoje apresentam uma roupagem muito diferente, por que não continuaram com aqueles arranjos mais simples ? então isso mostra que quando o Sertanejo Universitário chegou não tinha proposta de trazer algo diferente ou seja lá “mais simples”. (Era o que tinha pra fazer)
          E se for comparar bem o que essas duplas faziam no começo da era Universitário era bem melhor tanto na temática das musicas quando na simplicidade dos arranjos melodicamente, hoje eles tem uma grande estrutura e tanto musicalmente como na imagem, e fazem uma coisa muito ruim, hoje a Sanfona é instrumento mais importante que o Baixo, Sanfona está em todas, parece que não pode mais faltar.
          As misturas são validas com tanto que tenha um grande conteúdo, a prova disso é a década de 90 e começo de 2000. Agora misturar Sertanejo com Funk, com Axé, com esses Pagodinho meia boca, aí é falta de Bom Senso, esses lixos de arrocha também. Se bem que o que fazem hoje não é Sertanejo mas usam o rotulo e isso que é o pior, quer misturar merda com merda misturem, porém só não usem um dos rótulos mais importantes do Brasil, porque o Sertanejo não merece ser tão rebaixado assim.
          A maioria dos cantores hoje falam que quebraram paradigmas “quem antes tinha vergonha de falar que gostava de musica Sertaneja hoje não tem mais”…esqueceram de uma coisa, e quem antes não tinha vergonha hoje tem.

          • Renan - SP: (responder)
            14 de fevereiro de 2014 às 19:07

            Alexandre, veja bem, minha critica não é exatamente por misturar outros ritmos, e sim por ficarem falando em sertanejo, quando na verdade fazem isso com uma única intenção, Money $$$$$.
            E também eu não vejo talento neles, e quase nunca gosto das suas misturebas.
            Esse segmento é falso, e o circo foi montado com uma só finalidade, lucro empresarial (festas), não se importando com a música e com quem seja o gaiato.

            • Renan - SP: (responder)
              14 de fevereiro de 2014 às 19:21

              Phaell, eu sei que o universitário não é exatamente igual a música argentina/castelhana, mas disse que eles se aproximam mais desse estilo do que do Sertanejo.
              Sobre esse universitário do começo, que você citou, ele era nada mais e nada menos, que a música de barzinho, cantores meia boca, que faziam sertanejo acústico, usando a sanfona de base, deixando a música como plástico, onde você não sabia se era pra ficar triste ou comemorar, tirando todo o sentimento dela.
              Algo que existia a muito tempo atrás em lanchonetes e restaurantes, e que quando o cara fosse gravar um disco, teria que caprichar mais, e não ficar fazendo aquele som pavoroso que até hoje enlouquece qualquer técnico de som, que não acredita que alguém possa lançar algo tão mal feito.
              VEJA O QUE DISSE O JORNALISTA JOE BISHOP DO JORNAL “THE GUARDIAN”:
              “Essa música é basicamente por que não podemos confiar em europeus e sul-americanos com nada relacionado à música pop. Tem mais de 500 visualizações no YouTube, o que é o mesmo número de retweets que o Justin Bieber ganha por dizer ‘Bom dia’, e é uma cortesia de Michel Teló, um músico brasileiro que acha que está tudo bem em colocar sanfonas em suas músicas. Deixa eu te dizer algo, Michel: sanfonas não têm espaço na música pop. É um instrumento antiquado que faz com que todas as músicas pareçam um jingle de comercial de rádios da Romênia, e é exatamente isso que ‘Ai, se eu te pego’ parece. A música é número um em praticamente todos os lugares, menos aqui (Reino Unido) e nos Estados Unidos, onde as pessoas são normais, pensam direito e não falam português. Deus abençoe a rainha e tudo mais”

              • Phaell Cesar: (responder)
                14 de fevereiro de 2014 às 19:46

                Então o que eu quis dizer é que a musica argentina, castelhana e outras por aí, são mais interessantes, a diferença não está só na Sanfona com o Bandoneon.
                Eu também confirmo isso, que esse Jornalista disse, principalmente nessa parte da Sanfona, o problema é que os produtores atuais acham que a Sanfona fica bem em tudo e não fica, e a melodia que é arranjada nessas Sanfonas hoje em dia é ruim demais, da até um desanimo.
                Em posts mais antigos vi que vocês consideram a musica Universitária de Pop, pra mim não tem nada de pop nisso, o que faz essas musicas serem Pop ? o uso dos Sintetizadores ? o uso antes era muito maior antes.
                Vou citar um exemplo aqui de uma musica mais atual que é uma Versão:
                Versão em Português:
                http://www.youtube.com/watch?v=URS9AG7uTFw
                Versão Original:
                http://www.youtube.com/watch?v=Er3RlUGJeFk

                Viu a diferença, vocês não acham que essa versão em Português se fosse nos anos 2000 teria uma pegada igual a original ? principalmente priorizando o arranjo principal ?
                Eu não consigo engolir que ainda continuam chamando esse gênero ruim de Pop.

            • Alexandre Vieira: (responder)
              14 de fevereiro de 2014 às 20:27

              Então pra você o cantor tem que fazer a música sem nenhum contrato com gravadoras, sem dinheiro e não cobrar pra tocar em festas e outros lugares.

              • Renan - SP: (responder)
                14 de fevereiro de 2014 às 20:57

                Alexandre, você ainda não entendeu.
                O dinheiro não pode ser o protagonista na arte, a música e o caráter tem que estar acima de tudo.
                O dinheiro tem que ser consequência, e não prioridade.

  • Romário Victor: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 20:41

    Não entendi o motivo do texto abordar especificadamente o boné, talvez um marketing, não sei.
    Mas o fato é que há sim um esteriótipo, porém, vem mudando gradualmente. Hoje em dia, TODOS os cantores do segmento atualizaram a música e o visual. Aliado à qualidade que essa moçada tem, com certeza esse up no visual contribui muito para que a Música Sertaneja solidificasse como a número 1 do Brasil.
    Cito como exemplo a dupla Jads & Jadson, que há muito tempo vem pronta, na questão musical, mas só no ultimo DVD, quando a imagem da dupla foi atualizada e de fato trabalhada que eles viram o sucesso chegar.
    As roupas dos sertanejos hoje em dia, também ditam tendências. Inclusive as marcas usadas pelos artistas do nosso segmento, são consideradas a nata hoje em dia. São exemplos; Diesel, Calvin Klein, Armani,Osklen, Acostamento e tantas outras, que essa moçada usa e difundi por aí.

    • Romário Victor: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 20:43

      **ESPECIFICAMENTE.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      14 de fevereiro de 2014 às 20:54

      o que eu quis dizer é que as grandes marcas não produzem para este público em específico e o sucesso do jaum jaum comprova que é um filão a ser explorado.

      • Andressa: (responder)
        14 de fevereiro de 2014 às 22:14

        Marcão, concordo que falta uma grife para o sertanejo, mais simplesmente copiar uma marca é no mínimo falta de imaginação pra não dizer algo mais sério, poxa simplesmente copiou a marca, ai pergunto, é certo isso?

        • Phaell Cesar: (responder)
          15 de fevereiro de 2014 às 09:52

          Tem dessa de moda não, grife essa coisas não, o povo em vez de se preocupar com roupas e acessórios deveria se preocupar mais com a musica, com os conteúdos, tem que rever o lixo musical que se faz, quando alguém lança uma coisa assim é pra desviar o focu das pessoas, o povo acha que um cd original é muito caro entre 20 a 30 reais, mas paga em um boné 80 conto ? isso sim é um pouco da falta de cultura do nosso país.

  • Phaell Cesar: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 22:09

    Renan linda Balada essa aí do Air Supply, e essa versão com Renê & Ronaldo ficou maravilhosa, versão feita pelo “Roberto Merlim”, eu tenho aqui o cd do Renê em carreira solo, álbum de 2000 cd maravilhoso, e essa musica se inclui nele.

  • emerson: (responder)
    14 de fevereiro de 2014 às 22:55

    Realmente o mercado sertanejo nao e muito explorado pela moda, a Wrangler que e mais famosa das marcas por aqui e sempre a mesma mesmice, Austin tem algumas roupas legais, mais carissimas pois sao importadas. Um mercado que leva mais gente as arenas do que o futebol deveria ter uma atencao melhor por partes das grandes marcar de roupa.

    • Alan: (responder)
      15 de fevereiro de 2014 às 12:25

      Eu moro em chácara, e hoje no século XXI é este negócio de bota e chapeu é esteriótipo, eu não gosto de chapeu e bota mas gosto de sertanejo antigo…só porque não gosto me faz menos fã de sertanejo?? Esse boné é horrível ma com certeza poderiam ter outros produtos sertanejos como tem de outros gêneros. E sobre esse papo de o que é musica pop ou não é, voces como bom conhecedores de música devem conhecer os Beach Boys..eles acho que nunca usaram sintetizadores e são ícones da música pop só por usarem instrumentos diferentes. Então o leque da música pop é muito grande.

      • Phaell Cesar: (responder)
        15 de fevereiro de 2014 às 15:11

        Mas esse sertanejo Universitário tá longe de um dia ser musica Pop, é um gênero tão ruim que nada define, os subgêneros são Arrochas, Batidão, muito gente classifica como Pop só por causa dos Sintetizadores, pra mim Pop é isso aqui dentro do Sertanejo:

        http://www.youtube.com/watch?v=5wi3mUQH5ew
        http://www.youtube.com/watch?v=Qz9BLZMF4Oo
        http://www.youtube.com/watch?v=6YQV3chxfN0
        http://www.youtube.com/watch?v=y6rXfiRRqes

        E outras aí que era bastante comum ver no começo dos anos 2000 hoje musicas assim não se vê mais.

        • Renan - SP: (responder)
          15 de fevereiro de 2014 às 15:24

          Alan, sabe qual o instrumento que melhor caracterizava os Beach Boys?
          Os instrumentos de sopro.
          Que não se vê no segmento universitário, que a base é o violãozinho, a sanfona e quando colocam alguma guitarra, é aquela guitarra fraquinha, nem parece elétrica, parece guitarra havaiana.
          Sax, trompete passam longe do acústico de recreio escolar (universitário).

          • Phaell Cesar: (responder)
            15 de fevereiro de 2014 às 15:29

            Me fala pra mim essas musicas do Sertanejo Universitário se classificam em qual gênero do Pop ? (Pop/Rock; ElectroPop; Pop/Dance; Pop Teen; Country Pop; Disco, R&B etc).

            • Alan: (responder)
              15 de fevereiro de 2014 às 15:49

              Li uma rara resenha sertaneja na Allmusic o álbum Double Face (álbum com arranjos quase universitários) e na crítica dizia que era “pop contemporâneo”. Os álbuns do início dos anos 2000 eram mais eletronicos, mas hoje é pop com uma batida diferente…eu gosto de requintamento mas algumas coisas ficam melhores simples. Um exemplo:
              http://www.youtube.com/watch?v=8qZpvY1EhFM
              mas claro que isso soa mais pop:http://www.youtube.com/watch?v=HNf_YgcI_n0

              Ambos são a mesma coisa.

              • Phaell Cesar: (responder)
                15 de fevereiro de 2014 às 16:18

                Se bem que essa Sufocado é uma versão de uma musica do Backstreet Boys, mas como eu citei um pouco acima veja só essa musica aqui que é uma versão, você não acha que se fosse no ano 2000 não teria a mesma pegada, e incrementando o arranjo original ?
                http://www.youtube.com/watch?v=URS9AG7uTFw
                http://www.youtube.com/watch?v=Er3RlUGJeFk

                A original é uma pegada Pop, um dance, meio que um Hip Hop contemporâneo, e a versão é um Batidão, não veja como uma coisa que mescla elementos do Pop.

                • Alan: (responder)
                  15 de fevereiro de 2014 às 17:35

                  Eu citei essa versão porque acho uma das mais pop’s o ZC&L. O sertanejo de hoje é um subgênero do pop, e assim é encarado lá fora. A resenha que citei:http://www.allmusic.com/album/double-face-mw0002003149

                  E pela nota e texto nota-se como veem o sertanejo lá fora.

                  • Phaell Cesar: (responder)
                    15 de fevereiro de 2014 às 17:58

                    Então mais você viu esses dois links que escrevi acima, que resposta você da pra minha pergunta só pra ter uma certeza ? porque hoje em dia as versões estão muito fracas quanto nas letras quanto na parte principal, o arranjo.

                    • Alan:
                      15 de fevereiro de 2014 às 18:14

                      Pra ser sincero acho que uma das coisas que deviam ter ficado nos anos 90 é esse negócio de versões internacionais. Essa ficou mais o menos, mas eles deram a cara da dupla pra música, mas minha “aversão a essas versões” não me fazem gostar. Pra mim “Sufocado”, “Pra Sempre em Mim” tenha sido as melhores que ouvi. “Diz Pra Mim” merece méritos. Nunca curti muito.

  • Maria Eduarda: (responder)
    15 de fevereiro de 2014 às 16:19

    Aff, esse TROOOOXA do Renan não faz nada a não ser ficar aqui neste blog enchendo o saco.

    Oooo cara infeliz!! Ignorante!!

    Vai trabalhar mané!!

    Deus que me livre.. #nojo

    • Renan - SP: (responder)
      15 de fevereiro de 2014 às 17:15

      “No país da fofoca, opinião é tabu”.
      “Não importa o quão forte você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e ir adiante”.
      “É assim que se consegue vencer”.
      “O mundo não é um grande arco – íris, é um lugar sujo, cruel.”
      “Tem que ter disposição para apanhar”.
      “É difícil viver com pessoas, porque calar é muito difícil”.
      “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo”.
      “A vida é um passeio, e as pessoas andam jogando muita sujeira pelo caminho, atrapalhando a passagem dos outros”.
      “Aceite os conselhos dos outros, mas nunca desista da tua própria opinião”.
      “O homem que não aceita crítica, não é verdadeiramente grande”.
      “Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo, é a possível dignidade”.
      “Nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações”.
      “A moralidade moderna consiste em aceitar o modelo de sua própria época. Considero que uma forma da mais grosseira imoralidade, é o fato de qualquer homem de cultura aceitar o modelo de sua época”.
      “A sociedade não aceita muito bem a sinceridade, talvez o sarcasmo e a ironia sejam mais aceitáveis”.
      “Quem aceita favores do tirano e dele se vangloria, é como cavalo de raça que em troca de uma boa ração, aceita orgulhosamente o arreio que o aperta”.
      “Aceitar provocações é para os fracos, forte é aquele que faz da provocação algo que provoca quem te provocou”.
      “Mate-me ou aceite-me como eu sou. Antes de ser um homem da sociedade, sou-o da natureza e eu não mudarei”.

  • Samuel Nunes: (responder)
    17 de fevereiro de 2014 às 15:19

    è muito fácil, temos um exemplo, não é falando mal não, mas o Pedro Paulo e Alex foram no Programa do Odair Terra, e lá pediram pra tocar uma música do Tião carreiro e cantaram Piracicabano de Ronaldo Viola. Foram vaiados no youtube e tals. Isso é um exemplo de que sertanejo é esse que estamos chamando. Eu adoro Pedro Paulo e Alex até já se explicaram, mas vamos colocar outro nome nessa moda que estão cantando por ai.

  • Coyote: (responder)
    17 de fevereiro de 2014 às 16:03

    Boné MIJAUM MIJAUM só se for. Que horror! kkkkk

  • luan: (responder)
    4 de abril de 2014 às 17:28

    O empresário Elvis o criador da marca e grife cautry jãum jãum foi meu vizinho e presênciei um pouco da sua vida ele veio de uma família simples mas digna e ele é uma pessoa promissora com dom pra ser empresário por que Deus permitiu e deu sabedoria á ele pra se torna o que ele é hoje,Meu comentário é que As pessoas que criticam contra são pessoas invejosas que não gosta de ver o bem do próximo e não tem sabedoria naquilo o que faz,que ele seja referência e incentivo para muitas pessoas até mesmo para empresário e futuros empresários,os empresários sabe que o cliente quer é novidade, se o boné teve aceitação no mercado por que gostaram da ideia e quem manda no mercado de consumo somos nós consumidores, e para futuros,novos e atuais continuem assim trazendo novidades ao publico consumidor não importa a área e seu grupo o importante e você faze alguém gosta do seu produto e aceita,assim as empresas crescem e gera mais emprego e/ou renda na região e uma referência de empreendorismo ,obrigado.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.