08 set 2010 | Lançamentos
CAMARU 2010 – Da expulsão à consagração

Sempre foi um diferencial do Blognejo a abordagem mais aprofundada dos temas inerentes ao segmento sertanejo. As coberturas de eventos postadas aqui sempre se caracterizaram pela visão mais direta não só dos shows assistidos, mas também dos perrengues e contratempos que acontecem durante os trabalhos. Por isso postei aqueeeele texto da expulsão semana passada. Afinal, o leitor merece saber do que realmente acontece nos eventos dos quais participo.

Depois do fatídico dia da expulsão, acabei “banido” do espaço de camarins. Sério. No dia seguinte à humilhação sofrida por mim e à minha escolta para fora do local reservado por policiais militares e seguranças, ainda tentei realizar meu trabalho. Quando cheguei ao local, fui chamado num canto pelo mesmo pessoal que me expulsou (incluindo o segurança). Indignados com o texto que eu havia postado, acabaram me informando que daquele dia em diante eu não entraria no camarim nenhuma vez para realizar o trabalho que eu precisava.

Os que me conhecem sabem que não vejo muita vantagem pessoal em estar dentro de um camarim. “Ah Marcão, se você não vê vantagem por que é que você está reclamando tanto disso?” O objetivo dessas coberturas de eventos e entradas em camarins é, unicamente, transmitir a experiência aos leitores. Afinal é curiosidade de muita gente que lê o Blognejo. Além do mais, julguei necessário lutar por algo que estava se provando uma total injustiça. Aos que comentaram no Blognejo dizendo que minha expulsão foi justa, peço que reflitam um pouco mais. Um cara que só quer realizar seu trabalho da mesmíssima forma que outros profissionais presentes no evento e vê seu direito a um tratamento IGUALITÁRIO sendo desrespeitado não pode lutar pelo que acredita? Porque definitivamente eu só queria um tratamento igualitário. Não queria em momento nenhum ser tratado com prioridade, ao contrário do que os “expulsores” pintaram sobre mim depois do episódio inclusive junto às produções de alguns artistas. Sério, fizeram até fofoca junta às produções de artistas. Dá para acreditar?

Marco, Marcão, Mário, Telma (digníssima sra. Blognejo)

Pois bem. Ciente da minha situação de persona non grata, continuei curtindo o evento da forma que me restava: apenas assistindo aos shows. O primeiro fim de semana de festa tinha, obviamente, se mostrado totalmente improdutivo para o Blognejo. Afinal de contas, só assistir a um show não me ajuda em muita coisa. Preciso conhecer os pormenores, as entrelinhas. Na segunda semana, no entanto, a situação se inverteu. Fui convidado pelos próprios artistas, no caso Marco & Mário e Maria Cecília & Rodolfo, a comparecer aos respectivos shows.

Sem a barreira da assessoria de imprensa do evento, já que a ordem de liberação partiu dos próprios artistas, pude assistir aos shows de um ponto de vista mais interessante para os leitores do Blognejo: do lado de dentro. Pude interagir com os artistas no camarim, bater um papo com a produção, com empresários e, principalmente, testemunhar mais uma vez como os shows sertanejos são conduzidos nos bastidores. Os textos sobre os dois shows que eu pude acompanhar de dentro serão postados aqui no decorrer da semana.

Maria Cecília, Marcão e Rodolfo

O mais legal dessa história toda foi que eu saí da condição de “barrado no camarim” para a condição de VIP convidado a assistir a um show de cima do palco,  com direito a whisky, energético e tudo mais, que eu educadamente dispensei (já que não bebo, hehehe). Mas com certeza vocês entendem o simbolismo dessa situação.

Aproveito para esclarecer que não tive qualquer problema com a assessoria de imprensa dos artistas. A minha expulsão não foi ordenada pela assessoria do Luan Santana, o que ficou esclarecido no dia seguinto quando vi que o segurança que me escoltou não era da equipe do artista como eu tinha pensado na ocasião. A ordem foi da assessoria do evento. Ao final de tudo, acabou que eu pude, sim, conduzir meu trabalho de uma forma até melhor do que a que eu queria no dia da expulsão. Não, isso não me motiva a bater no peito e nem apontar o dedo na cara de ninguém só para provar que eu podia. Só fico feliz que tudo tenha se esclarecido e eu tenha conseguido sair do CAMARU 2010 sem a péssima impressão passada no primeiro fim de semana, mesmo que a própria assessoria do evento não tenha se esforçado uma vírgula para corrigir essa impressão.

16 comentários
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.