02 ago 2010 | Artigos
Chitãozinho & Xororó – Nova Geração – Bastidores

Hoje, o primeiro dos dois textos sobre a gravação do DVD “Chitãozinho & Xororó 40 anos – Nova Geração”. No texto de hoje, detalhes dos bastidores jornalísticos dessa empreitada. No próximo texto, detalhes do DVD propriamente dito.

Depois da péssima experiência no trânsito de São Paulo no dia da apresentação da dupla Chitãozinho & Xororó com a Orquestra Bachiana Filarmônica e de mais alguns dias de passeio pelas ruas da cidade, acabei pegando pelo menos um pouquinho do jeito para me deslocar dentro de São Paulo. Junto com o parceiraço Marcelo, do Sertanejo Na Web, que foi muito mais esperto que eu e sugeriu que eu o acompanhasse, afinal de contas estávamos no mesmo lugar (Guarulhos) e precisávamos ir para o mesmo lugar (Via Funchal), cheguei no recinto com uma hora e meia de antecedência (!!!).

Aí, a mesma história de sempre. Fila para credencial de imprensa, salinha quente para atendimento dos artistas, empurra-empurra, choro e ranger de dentes dos colegas jornalistas, ávidos por entrevistar o maior número possível de artistas. Era uma oportunidade que provavelmente demoraria a se repetir para eles. Quem conseguisse arrancar uma casquinha dos artistas, uma imagem para um programa de TV, uma entrevista sobre as roupas que o artista usava, sobre os namoricos, sobre as futilidades, e tudo o mais que desse pra descolar na salinha quente, provavelmente ganharia uma coca-cola e um cachorro-quente do chefe no fim do expediente no dia seguinte.

Nada de individualidades. Nada de fila. Quem quisesse, tinha que se esgueirar por entre os colegas, empunhar a câmera o mais alto possível, chegar chegando nos artistas. Ali, o administrador de um site sertanejo da Conchinchina (nossa, essa é velha, hein) tinha tanta moral quanto a Iris Stefanelli (TV Fama), Elcio Coronato (Legendários), Amaury Dumbo e Fred Mercury Prateado (Pânico na TV), todos passando calor e correndo o risco de derreter a maquiagem lá na sala quente. E todos ávidos por momentos de frivolidade e futilidade com os cantores.

E vou contar uma coisa pra vocês: que martírio é ficar ouvindo lamúrias de fotógrafos impacientes, jornalistas descrentes e tudo mais. NINGUÉM saiu de lá satisfeito Afinal uma série de problemas “atrapalhou” o bom desempenho do trabalho dos colegas. Em primeiro lugar, nem um terço dos artistas da noite compareceu à sala de imprensa para falar com os jornalistas. Chitãozinho & Xororó, João Neto & Frederico, Maria Cecília & Rodolfo, Maurício & Maury e Zé Henrique & Gabriel, que eu me lembre, foram os únicos que dispuseram de seu precioso tempo para conversar com os jornalistas. Em segundo lugar, a pouca receptividade de alguns desses poucos artistas que desceram.

E foi incrível como os colegas reclamaram com as pobres coitadas das assessoras do evento, que estavam uniformizadas e, portanto, eram mais facilemente reconhecidas e acabavam tendo que aturar o apontar de dedos dos jornalistas furiosos porque o Luan Santana não desceu, porque o Fernando & Sorocaba não desceram, porque o Jorge & Mateus não desceram e bla bla bla. Como se elas tivessem o poder de obrigar os artistas a fazer algo que eles definitivamente não estavam interessados. Cheguei a testemunhar a assessoria do Luan Santana dando uma desculpa até ao TV Fama para que ele não precisasse parar para falar com a Iris e, assim, acabasse tendo que atender todos, que provavelmente arrancariam um pedaço dele, a julgar pelo humor exaltado dos coleguinhas.

Onde eu entro nessa história toda? O que eu, afinal de contas, estava fazendo ali? NADA, absolutamente NADA. Ora, gente, não desdenhando do trabalho dos outros órgãos de imprensa lá presentes, mas o foco do Blognejo não é a fofoca. Eu lá vou querer saber a quantas anda o namoro da Maria Cecília com o Rodolfo? Eu lá vou querer saber como o Luan Santana lida com o assédio das fãs? Eu lá vou querer fazer os artistas passarem vergonha em frente a uma câmera de vídeo fazendo graça com humoristas?

NÃO, O BLOGNEJO NÃO É ISSO. Todo mundo que lê o site está cansado de saber disso. Não somos um site de fofocas sertanejas. Não somos um site de “tititi sertanejo”, como já fomos apelidados por aí depois de levantarmos algumas polêmicas. Os sites sertanejos que provavelmente se encaixariam melhor nessa descrição nem sequer se sujeitaram a passar por aquela via crúcis que eu e os colegas jornalistas estávamos passando. Tá louco, se humilhar (atenção à ironia)? E ali definitivamente não era o lugar para se arrancar declarações com conteúdo junto aos artistas. Modéstia parte, as entrevistas postadas aqui ultimamente demonstram definitivamente o que queremos ofertar ao leitor. O que fiz então? Esperei. Apenas isso. Se para chegar ao recinto do evento era necessário passar por toda aquela provação, tudo bem. Faz parte do trabalho.

Meu celular estava sem sinal e com a bateria acabando (a sala de imprensa ficava no subsolo do subsolo, hehe). Só depois de um tempo é que fui “encontrado” pelo Ivan Miyazato e a digníssima esposa. O Ivan, mesmo com toda a correria da produção, ainda estava se preocupando em tentar me fazer passar pela parede imposta pelos organizadores do evento para que eu pudesse acompanhar a gravação do lado de dentro, vendo as coisas realmente acontecerem. Mas a coisa lá estava tão complicada que só mesmo os uniformizados, com crachá de produção estavam autorizados a subir. Eu, com crachá de imprensa, provavelmente seria esquartejado pela segurança. Eu tive que ouvir, junto com o Ivan, um sonoro não de um dos diretores do evento ao pedido do próprio produtor do disco. Sério, o Ivan pedindo para o cara insistentemente para que eu subisse e ele falando “não, não, não”. Claro que fiquei triste por não poder acompanhar a gravação de um local mais, digamos, privilegiado, mas só de ver que o Ivan realmente se esforçou para que isso acontecesse já fiquei bastante feliz. Afinal, ainda assim era uma grande demonstração de reconhecimento ao meu trabalho aqui no Blognejo.

Depois de cerca de uma hora e meio de aperto (e que mais pareciam sete horas e meia), desejei boa sorte ao Ivan e à Thays (esposa, hehe), ao Fernando Hiro (fotógrafo do evento e grande parceiro do Blognejo), e ao pessoal da banda (o camarim deles era ao lado da sala de imprensa) na pessoa do Luis Gustavo, baixista, e enfim me desloquei ao recinto da apresentação juntamente com os outros colegas, onde recebemos as instruções e bla bla bla bla, mesmo papo de sempre.

Sobre o show, aguardem o próximo texto.

41 comentários
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.