03 ago 2010 | Artigos
Chitãozinho & Xororó – Nova Geração – O Show

O texto de hoje é sobre o show de gravação do DVD. O texto sobre os aspectos técnicos envolvidos será postado quando o DVD for lançado. Vamos aos trabalhos.

Depois dos perrengues ocorridos enquanto eu aguardava a oportunidade de enfim me plantar junto ao recinto do show da gravação do DVD “Chitãozinho & Xororó 40 anos – Nova Geração”, lá estava eu. Hora de acompanhar a gravação, já com a paciência necessária para eventos desse tipo. Gravações de DVD, como a grande maioria já sabe, envolve repetições constantes, erros às vezes grosseiros dos cantores e por aí vai. E no caso deste disco em específico a probabilidade de ocorrência de erros era ainda maior, afinal de contas envolvia várias participações que, por problemas de agenda e falta de tempo, quase não tiveram tempo de ensaiar.

Antes do início da gravação, o mestre de cerimônias (o mesmo que disse “não, não, não” ao meu pedido e do Ivan para acompanhar a gravação do lado de dentro) leu um discruso preparado pelo Ivan Miyazato em agradecimento à oportunidade dada pela dupla Chitãozinho & Xororó. No discurso, a “família Ivan Miyazato” exaltou o crescimento que tiveram juntamente com os artistas da mesma cidade de origem, Campo Grande. E o modo como o jovem produtor de Campo Grande chegou a produzir a maior dupla sertaneja de todos os tempos.

A Rede Record aproveitou a ocasião da gravação para gravar também o especial de fim de ano da emissora. Por conta disso, a apresentadora Amanda Françoso também fez uma apresentação inicial. Não sei se a Record vai transmitir o DVD na íntegra ou se realizou gravações próprias para montar o especial de fim de ano.

O cenário do show, simples mas de excelentíssimo gosto, trazia a sensação de nostalgia bem evidente. Consistia na logomarca dos 40 anos da dupla ao fundo, com dois telões emoldurados, um à esquerda e um à direita, com imagens da carreira da dupla, principalmente de aparições na TV e de encontros com celebridades e amigos dos mais diversos gêneros e áreas de trabalho. Ainda bem que colocaram uma imagem do Raul Gil também, senão ele provavelmente ia reclamar que a dupla Chitãozinho & Xororó foi ingrata, hehehe.

A proposta do disco ficou clara logo na primeira canção. A idéia era dar um aspecto novo a grandes sucessos da dupla Chitãozinho & Xororó, escolhidos pelos próprios artistas encarregados das apresentações. Com um detalhe: o repertório priorizou as canções que melhor se encaixariam aos aspectos modernos da música sertaneja. Não houve, inclusive, nenhuma música de raiz da dupla durante toda a noite (como “Fogão de Lenha” e outras do gênero). Chitãozinho & Xororó iniciaram os trabalhos com uma releitura da música “Meninos passarinhos”, que tiveram que repetir uma vez porque erraram o tom da música, hehe. Isso mesmo, até Chitãozinho & Xororó erram.

A noite segue. Chitãozinho & Xororó incorporam os velhos tempos de apresentadores e começam a chamar os convidados. A primeira dupla da noite foi João Bosco & Vinícius, que cantou a música “Página de amigos”, do Rick e do Alexandre. Por conta da provável correria dos artistas presentes durante as horas e dias anteriores, aparentemente ficou difícil para que todos pudessem comparecer ao local para “passar o som” dos respectivos microfones. Digo para a PA, afinal para a gravação provavelmente estava tudo pronto. Assim que João Bosco & Vinícius entraram, já deu pra perceber o baixo volume dos micrfones dos artistas convidados. E assim ocorreu durante toda a noite.

Os técnicos iam aumentando o volume dos microfones enquanto a música ia rolando com cada artista ou dupla e quando acontecia de uma canção ser repetida a segunda tentativa já vinha com um volume mais alto nas vozes. As vozes da dupla Chitãozinho & Xororó, que estavam devidamente passadas desde o começo do evento, já estavam com o volume num nível excelente e assim permaneceram durante toda a noite.

João Bosco & Vinícius repetiram a referida canção e foram para os bastidores. Durante as canções, Chitãozinho & Xororó ficavam cada um em um canto, e participavam somente nos trechos finais ou em alguns momentos específicos das músicas, que provavelmente não estavam combinados com os convidados, por conta do que eu afirmei anteriormente, isto é, do pouco ou nenhum tempo de ensaio que os convidados tiveram devido à agenda apertada. Em alguns momentos, os convidados chegavam a atropelar os vocais da dupla Chitãozinho & Xororó, e vice-versa, mas nada que não possa ser corrigido na edição do DVD. Afinal eram mais de 18 câmeras diferentes captando as imagens e várias pistas de gravação de áudio, claro. Basta cortar uma das vozes na hora da mixagem e pegar uma imagem neutra e “voilá”.

Continuando a noite, entram no palco Zé Henrique & Gabriel para interpretar a canção “Doce Pecado”, de Carlos Randall e Danimar. Novamente, repetição. Logo depois, é chamado ao palco Michel Teló, que interpretou “Nuvem de Lágrimas”, de Paulo Debétio e Paulinho Rezende. Ao contrário dos outros artistas da noite (com exceção de João Neto & Frederico, que também não repetiram), Michel Teló não repetiu a música. Mandou de primeira, e cantando incrivelmente bem, uma das músicas mais difíceis já gravadas pela dupla Chitãozinho & Xororó. Foi sem dúvida o convidado que melhor cantou durante toda a apresentação.

Logo depois, Maria Cecília & Rodolfo com a música “Meu Disfarce”, de Chico Roque & Carlos Colla. A única mulher da noite se emocionou durante a apresentação e errou a letra. A música precisou ser repetida. Depois, numa demonstração escancarada de nepotismo, entra a dupla Maurício & Mauri, que nada têm a ver com a “nova geração” que participou da gravação. Mas tudo bem, o DVD é da dupla Chitãozinho & Xororó e eles chamam para participar quem eles quiserem. Maurício & Maury cantaram (e repetiram) a canção “Ciumento Demais”, composição do Xororó em parceria com o Cesar Augusto.

Segue a noite e Hugo Pena & Gabriel entram para interpretar a música “Não Desligue o Rádio”, composição do Chitãozinho com o Joel Marques. Continuando as apresentações, Guilherme & Santiago entoam uma das melhores músicas da dupla Chitãozinho & Xororó na minha opinião: “Coração Quebrado”, também do Joel Marques, dessa vez em parceria com o Xororó. Mesmo sem ter errado a música (como ocorreu com quase todos), Guilherme & Santiago também tiveram que repetir a apresentação.

Em seguida, uma das apresentações mais esperadas pelo público. Jorge & Mateus interpretam a canção “Página Virada”, de José Augusto e Paulo Sérgio Valle. A voz do Jorge, mais potente que a dos outros artistas da noite (exceto o Xororó, claro), já entrou com bastante presença. Um deslize na letra fez com que a música também tivesse que ser repetida. Posteriormente (nossa, estou cansando de procurar sinônimos para “depois” para colocar nesse texto) entram João Neto & Frederico, com outra das minhas modas preferidas de Chitãozinho & Xororó: “Confidências”, dos mesmos autores de “Nuvem de Lágrimas”, mas em parceria com o Chitão e o Xororó. João Neto & Frederico não repetiram a apresentação, aliás.

Continuando, entra Eduardo Costa, com seu estilo de cantar inconfundível. Depois de um deslize na hora de entrar na canção e de cantar praticamente todos os versos da música “Deixa” daquele jeito dele, a música acabou tendo que ser repetida. Na segunda vez, uma interpretação mais contida.

Em seguida, a apresentação que mais levantou a galera durante toda a noite. Fernando & Sorocaba botaram a casa abaixo cantando “Pura Emoção”, famosa versão de um dos maiores sucessos do pai da Milley Cyrus, o Billy Ray Cyrus. Foi a única canção onde um dos convidados tocou um instrumento. O Fernando fez a base na guitarra e o Chitão aproveitou para acompanhar no violão. Engraçado ver ali no palco duas gerações de duplas que tiveram bastante influência da música country norte-americana.

E a última apresentação da noite, e definitivamente a mais esperada e aplaudida: Luan Santana cantou a música “Pode ser pra valer”, de Joel Marques e Maracaí. As mocinhas foram ao delírio, obviamente. E o jovem astro ainda conseguiu se sair melhor que muitos dos outros artistas que se apresentaram.

Depois disso, o Chitãozinho pediu a ajuda da banda para improvisar as canções “Fio de Cabelo” e “Evidências”, que não entraram nesse DVD para que os projetos provavelmente não fiquem repetitivos. E mesmo não entrando no DVD, foram as músicas mais cantadas pela galera durante toda a noite, aliás. Com certeza estarão presentes em um dos próximos discos do projeto “40 anos”. Aproveitando o momento “palhinha”, alguns espectadores puxaram, assim como na apresentação com a orquestra, o coro de “Galopeira! Galopeira! Galopeira!”. E de novo Chitãozinho & Xororó se esquivaram de cantá-la. Aliás, não sei porque o povo gosta tanto dessa música. Fica esse estigma de qual artista engata o refrão por mais tempo. A vantagem disso eu nunca entendi.

Logo depois, todos os artistas foram chamados novamente ao palco para interpretarem, todos juntos, a canção “Meninos do Brasil”. Como era de se esperar, foi a canção mais repetida da noite, já que cada um tinha que cantar uma parte. Ao fim da canção, alguém improvisou um parabéns e, depois, todos os artistas fizeram uma roda em volta da dupla Chitãozinho & Xororó, pulando feito crianças empolgadas.

Quando os artistas estavam saindo, um breve momento de “tourada” se inicia, com as mocinhas da platéia subindo no palco para abraçar o Luan Santana e os seguranças tentando pegá-las. Faltou só a musiquinha de fundo, hehe.

Ao final das apresentações, ficou a sensação de que algumas duplas que ali estavam perderam uma excelente oportunidade de calar a boca de muita gente. Em determinados momentos, batia um leve sentimento de vergonha alheia, já que alguns dos artistas presentes se esforçaram muito mais que o normal para cantar algumas das canções. Talvez por conta da mixagem dos microfones no PA, alguns artistas pareceram ter a voz bem mais miúda do que a gente está acostumado a ouvir.

Houve quem sentisse a falta de alguns artistas, como Paula Fernandes e Marcos & Belutti, e estranhasse a presença de outros, como Maurício & Maury e Guilherme & Santiago. Achei estranho aliás o fato como eles, Guilherme & Santiago, mesmo tendo sei lá quantos anos de estrada e um bom tempo já de mídia, com um programa de TV próprio na bagagem, acabaram entrando no DVD da nova geração e não no próximo, “Entre Amigos”. Mesmo assim, encerrado o evento, saldo positivo. Um belo projeto, com certeza, e que pelas mãos do Ivan Miyazato provavelmente vai se transformar num dos mais interessantes DVDs sertanejos dos últimos anos. É só esperar o resultado final.

Se tudo der certo, em setembro assistirei à gravação do DVD “Chitãozinho & Xororó 40 anos – Entre Amigos”. Tudo vai depender da grana para a viagem, hehe. Fiquem atentos.

19 comentários
  • Charita Mcnolty: (responder)
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    Palidez

    Entenda minha palidez ,
    toda vez que esto seu lado ,
    minha voz se cala diante da sua beleza,
    meu coração perece que tem uma chama acesa,
    pego sua as mãos que quer tocar seu rosto ,
    querendo ganhar seus beijos.

    II
    Meus desejos é o meu delírio,
    de vontade dividir meus sonhos com você,
    por isso entenda minha palidez , de toda vez que
    esto do seu lado ,
    tenho medo de revelar meu amor por você.
    por isso que começo a treme quando pego na sua mãos,
    sinto meu coração acelerar por estar do seu lado,
    é um sintoma de um amor apaixonado que eu tanho
    por você ,
    por você eu tenho um amor apaixonado
    apaixonado querendo amar você , você,
    é meus sonhos realizados ,
    é você.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.