06 ago 2012 | Artigos,Notícias
Crise? Que crise? – Parte 2: Pérolas aos porcos

Na semana retrasada postei o primeiro texto desta série que pretende chegar até a parte 3 ou 4. Para quem não leu, CLIQUE AQUI para recapitular o raciocínio e compreender a linha de pensamento que será aplicada na parte 2. Hoje, pretendo aprofundar um pouco mais o debate no lado criativo da teórica, pfffff, “crise” que muitos dizem estar, pffffff, “acabando com a música sertaneja”. Na parte 3, falaremos da crise administrativa e/ou comercial da parada toda para, na parte 4, tentar apontar possíveis soluções (pelo menos na humilde opinião deste que vps escreve) para o, pffffffff, “problema”, se não tivermos feito isso de maneira suficiente já nas partes 2 e 3.

Entre os vários pontos da repercussão da entrevista do Jorge, um deles, desencadeado pela parcela de possíveis atingidos por suas declarações, foi a desconfiguração da real motivação das palavras. A intenção, acredito eu, era muito mais apontar as mazelas das relações entre os profissionais do segmento sertanejo (como eu disse no texto anterior). Mas muita gente preferiu interpretar a entrevista como sendo uma mera reclamação relacionada ao conteúdo da atual música sertaneja. Ao que parece, há uma movimentação no sentido de “tapar o sol com a peneira” para o real problema com o intuito de simplesmente “tirar o rabo da reta”. Traduzindo: o Jorge diz que o mercado sertanejo está uma merda e todo mundo faz parecer que ele está falando das músicas e não dos bastidores.

Há tantas formas de escrever sobre isso que fica difícil achar a expressão que melhor define esse discurso em prol de um bom conteúdo nas músicas. A melhor delas, acredito eu, talvez seja “pérolas aos porcos”.

Vamos tentar falar da forma mais óbvia possível. Imagine uma lanchonete que vende dois tipos de produtos: sanduíche de presunto e sanduíche de cocô. Acontece que a proporção é completamente desigual. Para cada 50 sanduíches de cocô disponíveis para venda, existe apenas 1 sanduíche de presunto. Sendo assim, como é possível para um cliente simplesmente querer comer um sanduíche de presunto se praticamente todo o estoque disponível é de sanduíches de cocô?????

Agora imagine que a lanchonete são as rádios e demais veículos de transmissão de músicas (internet, cds, etc, etc, etc…), que os sanduíches de presunto são as canções de qualidade e os sanduíches de cocô são, dããã, as músicas que não prestam. Acho que está mais do que evidente que o problema com relação ao conteúdo das canções sertanejas parte principalmente de quem fornece o conteúdo. Como é possível exigir do público que escute apenas canções consideradas boas, de qualidade, se ele tem como opções quase que apenas canções consideradas de baixa qualidade, sem conteúdo???

Isso, claro, sem falar do quão subjetivo é o conceito de música “boa” e “ruim”. Aquela veeeelha frase não pode ser mais verdadeira: gosto é igual cu e cada um tem o seu. Uma música pode ser considerada muito boa por uma pessoa e uma grandicíssima bosta por outra. Mas creio que, apesar da subjetividade do conceito, o senso comum acaba condenando por si só as músicas que não são consideradas de qualidade para a maioria. E se isso é, então, uma questão de senso comum, fica mais fácil ainda definir o que é bom e o que é ruim para, assim, lançar um bom conteúdo ao invés de um ruim. Difícil, claro, é separar “senso comum” da mera “implicância”. Os árduos defensores do sertanejo conservador, por exemplo, simplesmente não aceitam a idéia de que os novos artistas podem, sim, produzir um bom conteúdo. Aí já não é senso comum, mas sim pirracinha de criança.

Apesar da deturpação evidente da intenção das palavras do Jorge, uma coisa já é percebida pelos mais atentos. Já está acontecendo uma movimentação no sentido de melhorar o conteúdo das músicas sertanejas. Artistas com mais importância no mercado estão evidentemente preocupados em lançar canções que prezam pelo conteúdo. Pelo menos a maioria deles. Basta ouvir alguns dos principais trabalhos já disponíveis da recente temporada. Jorge & Mateus, Bruno & Marrone, Zezé di Camargo & Luciano, Luan Santana, Paula Fernandes, Victor & Leo, João Carreiro & Capataz, todos estes são exemplos de artistas que levam seus trabalhos para um lado muito mais inteligente e menos da “modinha”. Não por acaso, são alguns dos maiores artistas da música sertaneja atual.

Ora, se os grandes estão preocupados com o conteúdo, será que existe mesmo essa crise que tantos apontam? Poucos são os trabalhos de alcance nacional que, segundo o senso comum, pecam por conta do conteúdo. A maioria dos que o fazem têm alcance meramente regional. Ora, será que isso é, então, motivo para se preocupar? Seria como o primeiro colocado de uma corrida se preocupando com o 15º. Da forma que eu vejo, os grandes estão, pelo menos, fazendo a parte deles, tentando dar o exemplo para os “menores” e valorizando muito mais o conteúdo do que a “modinha”. Cabe aos menores seguir o exemplo e começar de fato a valorizar o conteúdo das músicas que cantam.

O “problema” começa em quem fornece o conteúdo, mas esbarra num segundo gigantesco obstáculo: o gosto popular, que muda a cada temporada e acaba valorizando muito mais o momentâneo, o passageiro. Para resolver esse problema, acho que podemos muito bem seguir exemplos do nosso cotidiano. O problema do aquecimento global, por exemplo, foi implantado de uma forma tão assustadora na cabeça dos cidadãos que agora existe praticamente uma ditadura em prol da preservação do meio ambiente. Outro problema, o da má alimentação e da péssima saúde do povo, também passou a ser encarado como uma epidemia séria e a ditadura do regime e dos exercícios é hoje uma realidade. Por que, então, não implantamos a “ditadura da boa música”? Se esse é um problema tão sério assim e se o segmento sertanejo está correndo tanto risco, por que não fornecemos ao público apenas canções de qualidade e erradicamos o que o senso comum considera ruim?

Apesar de todo sarcasmo das minhas palavras, não creio que haja outra solução para o “problema”. Chega de insultos à inteligência do público. O que mais se vê hoje em dia é gente dizendo que o público só gosta de coisa ruim. Ora, como gostar de coisa boa se tem tão pouca disponível? Ao invés de lavagem, acho que está na hora, então, de jogar as tais “pérolas aos porcos”. Talvez eles agradem do gosto delas, não sei. Só saberemos se tentarmos. O problema é acontecer o que a Bíblia prevê. Assim diz o Evangelho de Mateus, 7:6: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem”. Seria o público capaz de “pisar com os pés” em cima de um bom conteúdo e “dilacerar” quem fornece isso a ele para continuar valorizando apenas o que os sabichões julgam ser ruim? Porque se for, aí sim estaremos ferrados.

32 comentários
  • Juca: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 07:25

    Concordo com você! O problema (na qual todos sabem) é que a audiomix e o escritório de Sorocaba, dominam, pagam fortunas para nos enfiar a goela abaixo esses hits que enchem o saco. Pagam blogueiros, repórteres para falarem bem de seus pseudos artistas (empregados). E por falar nisso! A galera da Audiomix está em alta aqui né amigão! Manda um abraço pra eles! Eu tenho um outro provérbio: “Falar de atitude é fácil, quero ver é ter atitude “. Ps: Belo texto abordando a linda música “Elas ficam loucas” de Diego Faria.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      6 de agosto de 2012 às 10:39

      HAHAAHAHAHA

      o que uma coisa tem a ver com a outra???? E tem mais: pelo jeito você naum entende MESMO sarcasmo. Eu naum vejo problema nenhum em algun cantores valorizarem conteúdo e outros naum. Naum enxergo essa crise que todos enxergam.

      Cara, sério. Tem que acostumar com meus posts pagos. É o meu jeito de ganhar dinheiro e sustentar meu filho que vai nascer. Nem carro pra arregar o coitadinho eu tenho ainda. Acostume-se com o novo Blognejo, cara. É assim que vai ser de agora em diante!!!

      • Heitor: (responder)
        8 de agosto de 2012 às 12:21

        Posts pagos! Matérias pagas na tv! Músicas pagas nas rádios! Quem tem dinheiro manda nessa porra toda! O povo tem que ouvir o que ELES querem!

      • Marcos: (responder)
        8 de julho de 2013 às 02:45

        Nós enfrentamos uma crise sim. Pois todo um arsenal medíocre, de mídias medíocres (rádio, tv e blogs também)empurram massivamente música medíocre a uma população pouco informada. Tem muita gente (desculpe a expressa, mas não haveria outra melhor)ensacando merda e ganhando milhões, enquanto um grupo marcado pela ingenuidade aplaude a tudo isso, acreditando que está ouvindo o que há de mais moderno na música brasileira.

  • Dinho da Loira: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 07:49

    Marcão, vc sabe como é que uma música vai parar na trilha de uma novela? Tem gente que pensa é porque a música é boa.
    Mas a realidade é outra, rola uma grana preta (e bota preta nisso), aí ela começa a tocar. Se já estiver tocando, EXPLODE (como dizem alguns empresários por aí).
    Aí, após mais uma dose de grana, elas acabam virando reportagem, como aquela do Fantástico, mostrada ontem.

    Mais tarde eu volto para comentar o texto.

  • Eduardo: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 08:16

    Doutor, sinceramente: esse texto não me trouxe nada de novo. Você só encheu linguiça. Libera logo os outros textos. Esperar duas semanas para um texto fraco desses? Conta logo o que está acontecendo e bota o dedo na fuça de cada um. Abraços

    • Marcus Vinícius: (responder)
      6 de agosto de 2012 às 10:41

      PAREM AS PRENSAS!!!

      Você, justamente VOCÊ não gostando de alguma coisa???

      Mas você gosta de tudo, uai, nunc reclama de nada!!! Não entendi agora, uma pessoa tão amável, que só parece querer o bem de todos, reclamando de um post???

      • Eduardo: (responder)
        6 de agosto de 2012 às 19:56

        Eu quero DENÚNCIAS. rsss A verdade é que não esta surgindo um novo Victor e Leo, esses sim fazendo algo de sensacional. E o problema da atual situação da música sertaneja é que ela está totalmente inacessível para que surja algo do tipo. Se surgir algo como victor e leo, a galerinha aí cai de pau encima. É só ver a entrevista de hoje com o João Carreiro e Capataz.

  • Thiago Elias: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 09:32

    E tenho dito. E mais; tem gente que ainda não sabe o que é “publieditorial”.

  • Arthur: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 09:40

    Muito bom!Só acho que essa “crise que tantos apontam” se baseia justamente na mudança de conteúdo musical de alguns artistas considerados grandes e de alcance nacional.
    Acredito que não sejam assim TÃO “poucos os trabalhos de alcance nacional que, segundo o senso comum, pecam por conta do conteúdo”.
    Explicando melhor meu ponto de vista: Dado que estes trabalhos que pecam pelo conteúdo estão aumentando cada vez mais e vindo de artistas grandes (Fernando & Sorocaba, Michel Telo, Gusttavo Lima, Cristiano Araujo, João Neto & Frederico, Ze Henrique e Gabriel (até eles!!!) e cada vez mais alcançando nível nacional, há hoje um receio, um medo, de que todos os grandes passem a seguir essa tendência.
    Quando esse risco se torna iminente, ai aparecem algumas entrevistas de artistas grandes (Jorge e Victor) dando um alerta geral. E isso tem que acontecer MESMO, pois esses caras fazem uma musica sertaneja genuína, mesmo que com toda a mudança rítmica e estrutural que a musica sertaneja sofreu, e que é uma evolução e não uma descaracterização.
    Então toda essa falação a respeito das modinhas está acontecendo não porque o primeiro esteja preocupado com o 15º; ele está preocupado sim com o 4º,5º,6º,7º,8º…
    Concordo com o fato de o REGIONAL ser muito mais preocupante HOJE, mas a coisa caminha do REGIONAL para o NACIONAL, e esse é um dos principais pontos do “problema”: o que hoje é regional passar a ser nacional!
    Vejam que bizarro: Na cena sertaneja da capital do nosso país, praticamente TODOS os artistas sertanejos tem músicas de trabalho extremamente fúteis. Um dos refrões chega a ser “Hoje eu quero trair a minha namorada” a outra é uma mistura de “Bará Berê, Balada Boa e lê lê lê”. E o pior: esses artistas são bons e possuem musicas belas em seus repertórios, mas esquecidas em função da modinha infernal.
    Lembrando que tudo isso tem raízes fundas, e qualquer mudança teria que passar pelo gosto do público em massa e pelos produtores e pelas panelinhas dos escritórios e etc, conforme abordado pelo Marcus.
    Mas falando de MÚSICA apenas como produto final que escutamos na rádio e em shows e deixando os problemas inerentes da parte administrativa do mercado sertanejo de lado, que venha a “ditadura da boa música”, pois os porcos vão reclamar no inicio, mas logo vão gostar!

    • Eduardo: (responder)
      6 de agosto de 2012 às 21:13

      Todos da ‘Som Livre’… acontece que não é o que é bom que faz sucesso, mas o que aparece mais. Aí esse entrevista aqui diz muito sobre a atual situação da música Sertaneja: http://www.youtube.com/watch?v=AtUaRRqVPac

  • Boré Loureiro: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 10:23

    Goela abaixo não!! Eu acesso o que eu quero e escuto o que eu quero!

  • Juca: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 10:29

    A verdade que hoje, ARTISTAS viraram EMPREGADOS de empresários.
    Lembrado que o significado de artista: é uma obra sua, uma expressão de sentimentos e de expressões da mais variadas formas.
    Empregado: Pessoa que exerce funções regido de regras e renumerações.
    E o lema do empresário é o seguinte: Faça o que eu digo senão é ruaaaaa!!!

  • Pablo Pacheco: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 13:34

    Concordo plenamente com o texto. Mas acho que a ceise so existe para quem quer ver ou ouvir. Pagar pra tocar sempre existiu e sempre vai existir, e sao varios os exemplos de que sem talento a pessoa pode ter a grana que for que nao vai pr frente.
    Sinceramente, reclamar do que o POVO ouve e acolhe é bobagem quando se tem a internet que democrtiza TUDO que alguem quizer baixar e ouvir. Principalmente quando são os grandes que estão soltando coisa “boa”.

  • Renan: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 14:43

    Querer mudar o gosto musical e a cultura popular de uma país através da musica sertaneja é eresia demais,deixem o povo escutar e curtir que acharem melhor,vamos viver a democracia cultural e deixar o antagonismo para os pseudointelectuais.

  • Teco: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 16:30

    Logo mais a peneira passará outra vez, o vento soprará outra vez e teremos ciência do que ficará !! Vejam desde os primeiros quem ficou e quem já se foi do chamado mercado.

    Não se preocupem a viola não vai morrer !!!

  • Felippe Said: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 17:57

    Eu prezo muito músicas inovadoras, com temas novos, diferentes, sejam eles irreverentes ou com um puta conteúdo. Oque esta virando um saco são as cópias, nego faz uma música de carro (achei bacana a idéia, despojada) ai vem uma frota de músicas sobre carro. A moda é “Chora” ai vem uma nuvem de lágrimas de músicas sobre choro. Depois surgiram as onomatopéias (como disse, sempre que surge é legal, bacana) ai parece que a linguagem musical sertaneja se tornou monossilábica. É isso que temos que nos atentar… esta muito “mais do mesmo”, esta ficando sem graça….

    Sabe o que eu vejo?? UMA PUTA DE UMA OPORTUNIDADE. O primeiro que conseguir sair desse ciclo vai se despontar no mercado. Não preciso provar nada… a história da música prova isso. De x em x anos as músicas/artistas se tornam idênticos em voz/letras/ritmos ai vem alguém e inova em algum sentido. Milionário e José Rico, Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, César Menotti e Fabiano, Victor e Léo, Jorge e Mateus e etc. Sempre haverá um que sairá da corrida cega.

    Sobre os mimimis de que não é sertanejo, então me digam oque é sertanejo. Porque se formos analisar a essência mesmo, só iremos considerar Tonico e Tinoco como sertanejo, porque do resto, sempre houve alguma evolução no estilo, gradualmente foram incorporando ritmos, batidas, efeitos, visuais. Chitãozinho e Xororó devem ter sido muito criticados ao incorporarem guitarras em suas músicas na década de 80, um instrumento do rock…..

    Sou a favor da modernização, senão vamos parar no tempo e o estilo morre. Mas vamos optar por uma modernização inteligente, inovadora.

    • Luiz: (responder)
      6 de agosto de 2012 às 20:00

      Completamente apoiado, cara!!
      Não poderia me expressar melhor, penso como você!! O primeiro que conseguir se destacar e sair dessa “corrida cega”, como você disse, irá despontar no mercado!
      Abraços cara!!

    • Eduardo: (responder)
      6 de agosto de 2012 às 20:03

      É isso aí mesmo. Concordo plenamente. O que é Sertanejo? Essa é a pergunta. É aí que temos que debruçar. Definir o que é sertanejo e à partir daí buscar um caminho.

    • Alex: (responder)
      6 de agosto de 2012 às 20:59

      Felipe Said melhor comentário até agora…

  • Eduardo: (responder)
    6 de agosto de 2012 às 21:09

    Doutor, já viu esse vídeo aqui? Dá pra fazer um post sobre ele. Depois não vem me falar “você quer o bem de todo mundo”. O que ele fala aqui é simplismente 10% das coisas que falo aqui pra você, sobre a senhorita ‘Som Livre’. http://www.youtube.com/watch?v=AtUaRRqVPac

    • Léuri: (responder)
      7 de agosto de 2012 às 10:40

      Interessantíssimo o vídeo, Vale a pena assistir!
      Muito obrigado pela recomendação Eduardo!
      Abraço

  • Luis Roberto: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 01:14

    Galera, vamo simplificar na vdd o que está acontecendo no sertanejo de hoje

    O que tá acontecendo é que, as duplas sertanejas, de um modo GERAL, acho que dessa nova geração os que se salvam mesmo é Jorge e Mateus, e Victor e Léo, enfim, o que está acontecendo é, que, quase nenhuma, está mais fazendo música por gostar, estão querendo fazer as famosas “MODINHAS”, eu quero tchu, é, as mina pira, e por aí vai, não quer dizer que sejam ruins, nada disso, muito pelo contrário, muito bem produzidas, minha sincera opinião é que, das que eu citei, a única que, na minha opinião não passa nem em melodia nem em letra é “eu quero tchu” um exemplo de arranjo gostoso é “sinal disfarçado” …
    Uma música cuja letra, não é boa, mais que, o arranjo fez com que as pessoas ficassem com ela na cabeça
    As duplas de hoje só querem saber de estourar, e para isso, apelam fazendo letras que na minha opinião são cada vez mais horríveis.
    Infelizmente, uma dupla que eu admiro mesmo, realmente, é jorge e mateus… mais pq? pq se vcs ouvirem o cd novo deles, do dvd em Jurerê, vc não acha uma música que pareça algum tipo de “modinha” e sim músicas, que, pelo que notei eles gostam de tocar, eles gostam de fazer
    infelizmente, a qualidade de composições tá caindo muito mesmooo!!!!! pra mim não é crise nenhuma isso! na minha opinião, essa fase, tá sendo apenas uma PENEIRA! aonde somente os bons, ficaram, duplas boas, com músicas de conteúdo, pois o MPB se consiste disso, conteúdo. O resto, vai ser resto, vai ser como água de esgoto…

    vai passar pode até parar mais com o tempo vai correr e ninguém mais vai lembrar…

    Pensem nisso!

  • Jéssica Barateli: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 09:27

    Marcão, Muito bom esse novo post,sem puxa saquismo de saco sou sua fã, adoro os posts!!!
    só uma coisa a dizer sobre “crise no sertanejo que tantos estão falando” isso é passageiro, pelo pouco q intendo já está dando pra perceber q já tá passando, esses hits q impregnam na cabeça cada dia mais estão diminuindo!!!

  • Eduardo: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 10:09

    Doutor, próximo post para debatermos: O que é sertanejo? Vamos discutir isso. Seria legal se você abrisse fóruns de discussão aqui. Tem como fazer isso?

  • Marijleite: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 15:24

    Concordo com algumas partes do texto.
    1°-Acho que tem uma onda de lêlêlê,baraberê ,etc. que está bem forte;mas que com o tempo vai passar e no próximo ano já teremos músicas diferentes(gosto de ouvir esse tipo de música com refrão fácil de cantarolar e sonoridade boa para dançar).
    2°-Num país com o tamanho do Brasil,com o tanto de gente que gosta e ouve música sertaneja,tem espaço para tudo,para todo tipo de música,para todos tentarem seus 15 minutos de fama.O que é bom fica!
    “Uma música pode ser considerada muito boa por uma pessoa e uma grandicíssima bosta por outra. ” Se a maioria gosta,pode se dizer que é bom.
    “Difícil, claro, é separar “senso comum” da mera “implicância”. Os árduos defensores do sertanejo conservador, por exemplo, simplesmente não aceitam a idéia de que os novos artistas podem, sim, produzir um bom conteúdo. Aí já não é senso comum, mas sim pirracinha de criança.”
    E enquanto isso,tô aqui ouvindo uma rádio regional onde a maioria das músicas é sertaneja(das antigas e atual),mais cedo ouvi uma rádio do RJ que toca sertanejo (coisa que a cinco anos atras era raro nessa rádio),daqui a pouco vou ver alguns vídeos no youtube e pesquisar as letras no Vaga Lume.E ainda tenho que postar as fotos dos shows da Exposição Agropecuária da minha cidade (onde o “arrocha” fez sucesso,mas tinha “de tudo” para ouvir).
    Música sertanejo para sempre!Da forma que for.

  • Alex: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 15:27

    Marcão ou devo chama lo de doutor? Não o conheço pessoalmente mas notei que é muito chamado de doutor aqui. PARABÉNS aguardo ansiosamente o desfecho deste post, mas na minha opinião a gente ta discutindo tudo aquilo que sempre existiu, e sempre vai existir, talvez com algumas diferenças, mas que agora viva a INTERNET que é capaz de desmitificar tudo que as grandes corporações nos empurraram ao longo dos anos, concordo com alguns comentários a cima, principalmente com “Felipe Said” e pra resumir, mais uma vez na história da humanidade, onde o homem enxerga dinheiro,ele suga e degrada até o final, e grandes escritórios e grandes corporações já notaram a “Mina de ouro” da música sertaneja, que pode pagar o preço por um tempo, mas a boa música nunca morre.

  • Elder Fernandes: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 15:51

    Crise,?
    Se tem alguns muitos tentando explodir com seus Funknejos e Arrochas, os consolidados brindam as cabeças de paradas no Brasil inteiro com suas canções românticas, Leonardo, Eduardo Costa, Paula Fernandes, Victor & Léo, e ate mesmo Zezé Di Camargo brindam a boa execução de suas canções melosas, e lotam feiras e eventos por todo país,e enquanto isso artistas como Teodoro e Sampaio, Milionario e José Rico, Chico Rey e Paraná e tantos outros da velha guarda, tão aí arrastando gente a doidado em seus shows, sem ter uma musica “bombada” na net. Sendo assim pergunto!! Cadê a Crise?

    • Jhonathan Draw: (responder)
      10 de agosto de 2012 às 06:02

      Agora li uma coisa que SEI E GARANTO que é realmente verdade, hoje mesmo teve um show do Milionário e José Rico aqui em minha cidade, LOTOU, e eles vem aqui com frequência já que o show não é caro. Ano passado Chico Rey e Paraná estiveram por aqui também, LOTOU, de novo, o público ainda gosta da boa música, e da música de raiz principalmente.

  • Lucas M.: (responder)
    7 de agosto de 2012 às 18:52

    Só sei que quem não entra na onda do lixo vai ser eterno. Os bons mesmo = Victor e Leo and Paula Fernandes (sendo que a Paula precisa aprender a ter humildade).

  • Lucas Vieira: (responder)
    8 de agosto de 2012 às 23:20

    É fato que o sertanejo não passa por uma fase brilhante no que diz respeito à qualidade das músicas, mas peraí… tratar isso de forma apocalíptica, dizendo que é o ‘fim do sertanejo’, só pode ser coisa de quem não conhece muito a história da música sertaneja. Que por sinal, é famosa por dar a volta por cima.
    Supondo que próximos de uma crise, como muitos insistem em pregar, será a III Grande Crise da Música Sertaneja (rsrs). É só voltar um pouco na história da música sertaneja pra entender. A música sertaneja sempre foi popular, mas até meados dos anos 80, era tida como ‘regional’. Daí surgiu a reviravolta: a geração dos anos 90, com megashows, arranjos modernos, aparições na TV, visual ousado: era a grande reviravolta do sertanejo, que de regional, passava a ser nacional.
    Após dez anos de sucesso da música sertaneja, surge uma nova crise: o mercado sertanejo estava dominado por músicas românticas, e não tinha muito espaço em baladas e festas jovens… era chamada de ‘música de velho’ e ‘música brega’. Daí, mais uma reviravolta: o sertanejo se modernizou, ganhou uma levada mais pop, músicas mais agitadas e temas mais rasos. O sertanejo passou a dominar festas e baladas em todo país, e se tornou definitivamente o principal estilo musical no Brasil.
    Porém, essa temática ‘de balada’ passou a ser predominante no meio sertanejo, e 95% dos artistas estão apostando nesse tipo de música… está começando a ficar maçante. Motivos pra se preocupar e decretar o fim do sertanejo? Claro que não! É só olhar para a história do sertanejo para ter certeza que, dessa fase turbulenta, sairá algo bom e inovador, não sei se vai demorar ou não, mas sei que vai ‘libertar’ o sertanejo e criar uma nova tendência, como sempre aconteceu. Vamos esperar.

    • Arthur: (responder)
      10 de agosto de 2012 às 09:09

      Bela análise!

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.