18 jul 2008 | Lançamentos
DIÁRIO DE UM CANTOR SERTANEJO

Pois bem, continuando nossa saga…

Juntando um pouco aqui, um pouco ali, tirando do meu salário e tudo mais, conseguimos pagar o valor referente à produção do nosso CD. Fato é que, leigos que éramos no assunto, pagamos muito mais do que realmente valeu o serviço. Mas tudo bem, faz parte da vida aprender com os erros para acertar depois. Com o nosso CD pronto, percebemos que era hora de pôr o pé na estrada, isto é, procurar alguns lugares pra tocar e divulgar o nosso trabalho.

Pra tocar, no entanto, a gente tinha que ter equipamento. Ou alugava o som sempre que fosse tocar em algum lugar ou comprava um equipamento descente, porque o que a gente tinha não dava nem pra saída (outro fruto da ingenuidade de pessoas leigas, no caso nós). Compramos então um equipamento de qualidade (duas caixas de som potentes, mesa de som, equalizador, efeito de eco) e dividimos em um punhado de prestações. Assinei uma porrada de cheque com o intuito de cobrir com os cachês das nossas apresentações. Cada parcela ficou em R$ 350,00. E pra quem não tinha sequer começado a se apresentar ainda, era um bocado puxado.

Com o equipamento à disposição e o CD em mãos, comecei a correr atrás de lugares para tocar. Por incrível que pareça, nos dois primeiros lugares em que levei o CD eu consegui marcar uma apresentação. O cachê era irrisório (cerca de R$ 150,00), mas era um dos maiores que eu já tinha conseguido, sem levar em conta que também era uma das poucas vezes em que a gente ia receber pra tocar, finalmente.

Nessa época, nossa equipe era formada por três pessoas: eu, meu irmão e parceiro, e meu primo, que nos acompanhava no violão. Na verdade, essa formação já era antiga. Para uma das apresentações, ainda contratamos um sanfoneiro e um baixista free lancers, já que queríamos mostrar um trabalho de qualidade. Graças a Deus, conseguimos agradar o público e passamos a ser chamados com freqüência pra tocar nesses dois bares. E é claro que eu sempre fiz questão de mostrar o melhor trabalho possível, já que de uma forma ou de outra eu tinha que compensar a oportunidade que eles tinham me dado. E eu não via forma melhor de fazer isso do que mostrando um bom trabalho.

Semana que vem a gente continua…
1 comentário
  • Tequila Flori: (responder)
    14 de julho de 2013 às 17:12

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.