26 jul 2008 | Lançamentos
DIÁRIO DE UM CANTOR SERTANEJO

Pois é, a gente seguiu cantando nos bares que abriram espaço para a nossa dupla. A gente aproveitava pra vender o nosso CD nos intervalos das apresentações. Só nessa brincadeira, a gente vendeu cerca de 1500 CDs! Isso só no boca-a-boca. Afinal de contas, o cachê que a gente ganhava nos bares não dava pra pagar o total das parcelas do nosso equipamento.



Como eu já tinha dito, nossa equipe nessa época contava com 3 pessoas. Eu, meu irmão e meu primo no violão. Eu tocava violão (solos, principalmente) e viola caipira. Precisávamos, no entanto, incrementar o nosso estilo. Eu trabalhava (e ainda trabalho) como funcionário público aqui da cidade. No meu local de trabalho, tinha um rapaz que vivia me dizendo que tocava baixo na igreja e que queria tocar comigo na dupla. Resolvi dar um voto de confiança. Só que o rapaz não tinha o próprio instrumento. Resolvi arriscar e comprei um baixo daqueles acústicos baratos. “Comprei” é modo de dizer. O que eu fiz foi passar um punhado de cheques pré-datados (na verdade eu só consigo comprar as coisas dessa forma).



Antes dele fazer o primeiro show com a gente, eu já tinha comprado também um cajon. Pra quem não sabe, cajon é aquele instrumento de percussão em que o “tocador” senta pra tocá-lo (não tem nada de duplo sentido, não, seus mentes poluídas) e a parte que dá o som fica situada entre as pernas (pára de pensar bobagem). Eu estava procurando alguém pra tocar cajon com a gente.

Foi nessa época que eu consegui marcar uma apresentação num dos bares mais badalados da cidade. Fizemos um grande show, com a equipe completa, mais um percussionista e um sanfoneiro free lancer. Graças a Deus, foi ótimo. Vendemos muitos CDs nesse dia.



Depois desse show, o baixista passou a integrar nossa equipe. Acontece que ele vivia dizendo que tinha um amigo que tocava bateria e que poderia tocar o cajon, desde que ensaiasse. Resolvi dar uma chance pro rapaz. O primeiro show dele conosco foi na casa de uma família que havia nos assistido no bar que eu mencionei acima. Graças a Deus também foi ótimo.



A partir de então, nossa equipe passou a contar com 5 pessoas. E o relacionamento dos membros da equipe não se restringia apenas a questões profissionais. Éramos, antes de tudo, amigos.



Até semana que vem…

Comente

Redes sociais
Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.