08 ago 2008 | Lançamentos
DIÁRIO DE UM CANTOR SERTANEJO
Semana passada eu acho que consegui concluir a parte inicial da nossa saga. A partir de hoje, contarei episódios que aconteceram com a minha dupla pelas estradas dessa vida. Pra começar, vamos contar o dia em que superamos mais de 40 duplas daqui de Uberlândia em um desafio de violeiros.

Pois bem, havíamos cantado em um bar de elite e os organizadores do evento, alguns meses depois, nos chamaram para participar de um festival de violeiros que eles estavam organizando. Acontece que valia prêmios. Aí, como interesseiros que somos (brincadeira), aceitamos participar do encontro. Até então, nosso nome circulava mais no circuito de música sertaneja raiz. O estilo universitário já era bastante conhecido, mas nossa enorme fama (sarcasmo on) ainda não tinha atingido os fãs desse segmento. Por isso, sempre que havia um encontro de violeiros, lá estávamos presentes pra nos apresentar.

O festival consistia de duas etapas, realizadas em cinco dias. A primeira etapa levou quatro dias para ser realizada. Mais de 50 duplas (mais de 40 só de Uberlândia) fizeram a inscrição. O estranho é perceber como o clima é diferente entre as duplas quando está valendo prêmio. Na primeira etapa, cantamos a cançâo ” Caminheiro” e concorremos com outras 15 duplas. Nossa apresentação não foi das melhores, mas foi o suficiente para nos garantir o quarto lugar na etapa e a consequente classificação para a final, com 20 duplas (só se classificavam 5 duplas por dia).

Um nervosismo estranho tomou conta da gente nos dias anteriores à final do concurso. A gente nunca tinha participado de um concurso valendo um prêmio tão razoável. (1000 reais para o primeiro lugar, além de uma viola, um violão e uma viagem para Caldas Novas, 500 para o segundo e 300 para o terceiro. Como eu não era (e até hoje não sou) um expert na viola, decidimos que cantaríamos a música “Brigas”, composta pelo Rionegro e gravada por Chrystian & Ralf, por ser essa uma canção que valoriza as vozes dos intérpretes. Até aí tudo bem.

O problema é que, como que por mágica, assim que chegamos no local do evento, minha voz deu um “piripaque”, ou seja, fiquei meio rouco. O que fazer num momento assim. Eu saí meio no desespero procurando balas de menta junto com os outros concorrentes. Uma das duplas carregava consigo balas de gengibre. Não pensei duas vezes e mandei pra dentro. À medida que ia se aproximando a hora da nossa apresentação, mais nervoso eu ficava, ainda mais com a voz meio ruim.

Chegou a hora de subirmos no palco para cantarmos. Eu pensava “Meu Deus, é agora”. Antes de cantarmos, peguei o microfone e pedi desculpas ao público se acaso minha voz falhasse durante a canção. E não é que Deus parece ter ouvido os meus pensamentos. Como que de novo por mágica, a hora que soltei minha segunda voz em dueto com a primeira do meu irmão não poderia ter sido mais perfeita. Cantamos perfeitamente a canção, graças a Deus, e fomos aplaudidíssimos pelos espectadores. Quando desci do palco, uma pessoa chegou até a me dizer que eu pareci meio arrogante por dizer que estava com a voz ruim e ainda assim ter cantado tão bem. Ora, eu achei sinceramente que ia amarelar na hora H.

Era a hora dos resultados. Dentre as duplas que concorreram, haviam várias que eu cresci ouvindo cantar nos bares da cidade junto com meu pai. Ao anunciar o resultado, supresa geral até pra nós: conquistamos o terceiro lugar, ficando atrás apenas de duas duplas que tinham vindo direto do estado de São Paulo só pra concorrer no desafio. O que significava que, dentre as duplas de Uberlândia, fomos a melhor colocada. Imagina o que é ser considerada a melhor de uma cidade com tantas duplas. Aquele foi um grande dia pra todos nós, inclusive para meu pai, que chorava de emoção como se fosse uma criança.

É bom, não é, ser considerado um bom cantor. Detalhe: o júri era formado por maestros formados, professores da Universidade Federal de Uberlândia. Com o ego massageado, fomos emboras com a certeza de que estávamos no caminho certo.

7 comentários
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.