16 ago 2008 | Lançamentos
DIÁRIO DE UM CANTOR SERTANEJO
Oi!!!

Desculpem o atraso nas postagens, mas é que tive alguns problemas com a Internet. Já está tudo resolvido. Hoje vou contar a história da gravação do nosso primeiro DVD.

Pois bem, nós organizamos um evento de venda de ingressos para um show particular nosso, só para nossos fãs mais assíduos. Com isso, conseguimos levantar um bom dinheiro para a realização de um trabalho importante: a gravação de um DVD, ainda que em caráter promocional.

Fomos fazer o orçamento de tudo o que a gente poderia gastar nesse DVD. Era necessário achar o local, contratar o som, contratar a iluminação e decoração de palco, contratar o técnico de gravação do áudio e a equipe de gravação do vídeo, contratar maquiadora, fotógrafo, etc. Resolvemos que gravaríamos apenas 5 canções tipo pout-pourrie, e tudo em formato acústico, o que incluía dois violões, viola caipira, baixo, acordeon e cajon. Esse seria um dos primeiros show que o sanfoneiro faria conosco, continuando com a gente desde então.

Pensamos num bom local para a gravação desse trabalho. Chegamos a pensar em gravar tudo num estúdio. No entanto, provavelmente o trabalho não atingiria o nível de profissionalismo que a gente almejava. Fui até o Coliseu e pedi ao Sinderley que nos cedesse a casa num dia neutro (terça-feira), quando não tinha evento nenhum. Como o Sinderley (antigo gerente da casa que hoje trabalha diretamente com Alexandre Pires) é um cara nota 1000, nos cedeu o espaço e nem cobrou aluguel nenhum. Detalhe: a nossa gravação não contaria com a participação do público. Seria só a gente na casa.

Contratamos uma maquiadora amiga minha, a equipe de filmagem que trabalhou na minha formatura (sou bacharel em Direito) e conseguimos alguns móveis emprestados numa loja para a decoração do palco. Até aí foi fácil. Agora vinha a parte difícil.

Contratamos um técnico de gravação de nossa confiança. O cara é gente boa, mas caiu no golpe do João-sem-braço. Ao chegar na casa, o responsável pelo som disse que ele poderia utilizar o equipamento que lá estava. O equipamento era da empresa M2. Pergunte para qualquer músico que conhece o trabalho dessa empresa e todos dirão a mesma coisa: funcionários arrogantes, presunçosos, preguiçosos e tudo de ruim que se possa imaginar.

Eu também caí no mesmo golpe e resolvi deixar o rapaz do som cuidar da decoração do ambiente. Ele disse que controlaria som e iluminação sem me enfiar a faca. Grande burrada essa minha. Não que tenha ficado ruim, mas sabe quando você encontra pélo caminho pessoas que, por trabalharem vez ou outra com profissionais renomados do meio artístico, acham que podem pisar nos mais fracos? Pois foi isso o que aconteceu. O cara começou a criticar minha banda e a querer agir como se não estivesse sendo pago pra fazer aquilo. Totalmente anti-profissional. Como se não bastasse, o dono da empresa M2 ficou sabendo que a gente estava utilizando o som dele e resolver ir até lá pra conferir. Começou a bater boca com o funcionário, xingando-o de tudo quanto era nome. Aí a gente viu porque o coitado agia daquela forma. Com um patrão FDP desse, ele achava que tinha que agir da mesma forma. O pior de tudo é que, para fazer o idiota parar de bater boca, tive que me comprometer a pagar o alguel do som, a um preço bem acima do de mercado.

No fim das contas, o clima ficou pesadíssimo, graças aos dois idiotas da empres M2. Guardem bem o nome dele e evitem qualquer aproximação: MARCELO MARGONARI. Se um dia a gente chegar a fazer sucesso, vocês acham que eles terão o mesmo comportamento conosco? É óbvio que não.

Mesmo com todos os problemas, o resultado final ficou satisfatório, atingindo o objetivo que a gante almejava. Eu sei que vocês vão querer assistir. Então cliquem aqui.

Mais tarde as notícias da semana.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.