18 set 2008 | Lançamentos
DIÁRIO DE UM CANTOR SERTANEJO – COMO CONCILIAR CARREIRA ARTÍSTICA COM VIDA PESSOAL?
A partir de hoje os posts de quinta-feira terão títulos. Assim fica mais fácil dividir nossa saga em capítulos. Quem sabe se um dia eu ficar famoso eu não acabo publicando um livro com todas as histórias contadas na nossa odisséia, hehehe. No “capítulo” de hoje vou falar das dificuldades que um cantor em início de carreira tem para conciliar a carreira, o namoro, o trabalho e todo o resto.

Quando se decide por montar uma carreira sólida, várias coisas têm que ser pensadas. Se você tem dinheiro (aliás, esse será o tema da semana que vem: a falta que o dinheiro faz), dá pra pular muitas etapas. Mas caso não tenha, o que é meu caso, você tem que saber que sua carreira estará condicionada a aceitar muitas coisas teoricamente ináceitáveis. Como exemplos básicos, temos: tocar de graça, tocar em lugares sujos, sem nenhuma condição de trabalho, tocar em bares (eu, na verdade, sou um dos poucos que defendem os bares como a verdadeira escola dos cantores dessa geração). Uma noitada tocando no bar consome cerca de oito horas do seu dia: cerca de 5 tocando e 3 com os preparativos – passagem de som, locomoção, etc.

No meu caso fica mais complicado, porque tenho que conciliar, ainda, o trabalho de 8 horas diárias em órgão público, o namoro e as outras coisas, como lazer. Até um ano atrás, eu ainda tinha que conciliar com a faculdade no período da noite. Não é fácil. Afinal, pode ser que chegue um momento em que a minha vida pessoal possa ser vivida em função da minha carreira. Mas, enquanto não dá, tenho que conciliar tudo.

Conciliar com o trabalho é complicado, mas a complicação varia conforme o caso. Se você trabalha em um local onde você é bem quisto, tudo flui bem. Dá pra você “barulhar” o chefe e tudo mais. Mas quando você trabalha em um local onde tem sempre alguém querendo lhe passar a perna, aí a coisa muda de figura. Eu trabalho num órgão público municipal. Há dois anos atrás, eu havia sido promovido para um cargo superior, com um considerável acréscimo salarial. Acontece que, conforme me foi dito por alguns colegas, as pessoas passaram a me enxergar como ameaça a partir do momento em que o diretor do órgão demonstrou interesse no meu trabalho como cantor. Eu havia tocado numa festa que contou com a presença dele e ele adorou a nossa dupla. Coincidentemente, o clima na seção em que eu trabalhava passou a ficar tenso, com constantes discussões que culminaram na minha transferência para outra área e conseqüente perda salarial. Hoje estou numa seção mais tranquila e o único problema que tenho que contornar é o sono que me acomete sempre no dia seguinte a uma apresentação. O meu cargo é o mais baixo possível, mas pelo menos não tenho que lidar com cobras venenosas, tentando me derrubar. Eu já estou no lugar mais baixo, vão me derrubar pra onde? Aliás, graças ao diretor (o que gostou da dupla) eu permaneci na empresa, porque chegaram ao cúmulo de planejar a minha demissão. O pedido estava até na mesa dele. Foi ele quem não quis assinar.

Conciliar com o namoro também não é fácil. É claro que é bem mais simples se a pessoa que está com você entender que aquilo é o seu projeto de vida, seu sonho. Se ela souber entender isso, vai abdicar de sua presença constante ao lado dela. A namorada, noiva, esposa, o que for, tem que entender que, enquanto cantor da noite, seu tempo vai ficar um pouco escasso. Fora o ciúme das possíveis fãs que você for arrumando por aí. Aliás, não se enganem: por mais furreca que um cantor seja, sempre existirão mulheres dando em cima dele descaradamente. Cabe ao cara respeitar a pessoa que está com ele, o apoiando. O ideal para a relação funcionar é aproveitar sempre o pouco tempo que tiverem juntos pra curtir ao máximo um ao outro.

Lazer, nem se fala. Quantos eventos legais você acaba perdendo por estar trabalhando no momento! Se der, concilie as coisas. Se tiver um show legal e não tiver nada na agenda, é só não marcar nada no dia. Você perde o cachê, mas pelo menos não se arrepende de ter deixado de ir. Dinheiro se arruma com facilidade. Só não consegue quem não quer.

É claro que as coisas ditas acima não se aplicam a cantores que fazem 25 shows por mês, cada um a 100 mil reais. Até parece que as esposas não vão esperar com um sorriso de orelha a orelha com um cachê desses. E elas nem perguntam das fãs. No fim das contas, é sempre pros braços da esposa que você acaba voltando.

11 comentários
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.