01 mai 2009 | Artigos
Diário de um cantor sertanejo – Conhecendo os ídolos
Hoje vou contar a história do dia em que eu e meu irmão conhecemos a nossa dupla preferida: Chrystian & Ralf.
Era mais um show da dupla aqui em Uberlândia, como acontece todo ano. Mas dessa vez eu estava um pouco mais preparado. Peguei as capas de todos os LPs, CDs e DVDs da dupla que eu tinha, uma máquina fotográfica mixuruca da minha mãe e parti para o show, acompanhado do meu irmão e da minha namorada.

Assistimos ao show, eu balançando os discos o tempo todo, sendo xingado pelo povo que estava atrás e que acabava tendo a visão impedida. No fim do show parti para a porta do camarim pra tentar entrar nos bastidores. O interessante é que o pessoal parece ser mais solidário quando vê que a gente é fã de verdade. Não consegui entrar nos bastidores, mas pelo menos o segurança me contou qual era o hotel em que a dupla estava hospedada.

Parti rumo ao hotel. Eu conheceria Chrystian & Ralf de qualquer maneira. Ao chegar lá, fui informado que a dupla já estava no quarto. O empresário, Mogiquinha, estava no lobby do hotel aguardando a chegada do ônibus com o equipamento. Também estava no lobby um dos roadies da dupla, o Rodrigo, que por acaso é o compositor da música “Canalha”.

Acabamos fazendo amizade com os dois e ficamos por lá batendo papo. Conversa vai, conversa vem, acabaram se passando quase três horas desde a nossa chegada ao hotel. Nisso, já eram 5 e meia da manhã, já tinha amanhecido e nada de Chrystian & Ralf descerem. Mas não tinha importância. Eles desceriam uma hora ou outra. Bastava esperar.

Eis que somos informados que a dupla estava descendo, já que o ônibus já estava praticamente com o motor ligado, só esperando os dois embarcarem para poder ir embora. No que eles desceram, o empresário foi correndo me chamar pra mostrar os discos que eu levei para os dois autografarem. O empresário estava mais empolgado que os dois, até.

Tiramos fotos, ganhei uma paleta personalizada do Chrystian e os dois autografaram todos os discos que levei, até o disco solo do Ralf, aquele em italiano. O engraçado é que o Chrystian pegou o CD e passou para o Ralf dizendo: esse aqui é só você que assina. A cada capa que eles pegavam, faziam algum comentário do tipo “Essa capa é demais”, “Essa que é melhor”, “Não, essa que é a boa”. No fim das contas, a melhor capa, segundo eles, seria essa aqui:


No fim de tudo, com o objetivo alcançado, fui embora satisfeito. No dia seguinte, levei as fotos para revelar (naquela época, há uns cinco anos, máquina digital ainda era cara), e deixei todo tipo de instrução possível para que as fotos ficassem supimpas (supimpas? quem fala isso?). No dia seguinte, fui buscá-las. Lembram que eu disse da qualidade da máquina? Então. Não vingou nenhuma foto. Pelo menos sobraram os discos autografados para poder lembrar desse dia.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.