23 abr 2009 | Artigos
Diário de um Cantor Sertanejo – Nós, um OVNI e um cavalo preto
As melhores histórias envolvendo uma dupla geralmente surgem com as viagens. No nosso caso, não é diferente. Hoje, vou contar uma história de viagem envolvendo minha dupla e toda a banda.

A ocasião era uma viagem para a cidade de Campina Verde, que fica a cerca de 120 Km de Uberlândia. Havíamos fechado uma apresentação em uma boate que estava sendo inaugurada na cidade. Na epoca, nosso veículo oficial era a Morgana, uma paratizona 83. Era velha e tudo mais, mas nos servia muito bem, a coitada.

Quando saíamos de viagem, eu, meu irmão e mais três músicos, tínhamos que improvisar pra fazer caber todos os instrumentos e malas no porta-malas da Morgana. Costumávamos também improvisar um bagageiro no teto do carro, pra ganhar mais espaço. Sempre funcionava. Vez ou outra, no entanto, acontecia de cair uma peça aqui, outra ali, de a gente pegar uma chuvinha ou outra, molhando as coisas que vinham por cima. Sim, a gente usava uma lona, mas a lona parece que ajudava é a molhar ainda mais o equipamento.

Nessa viagem para Campina Verde, saímos de Uberlândia às 15:00 hs, chegando lá por volta de umas 16:30 hs. Já fomos direto para a boate, para fazer a passagem do som e tudo mais. Depois de umas três horas presos na boate, fomos para o hotel para nos preparar.

Quando fomos tocar, mais tarde, como é de praxe, nada estava como no momento da passagem do som. Isso é que dá a falta de um produtor e de um técnico de som de nossa confiança. Durante o show, os dois retornos da boate foram pro saco e a gente teve que cantar sem ouvir naaaaaada do que estávamos cantando. Tudo na raça mesmo. O meu ódio foi tanto que, ao encerrarmos, corri pra receber e decidi voltar pra Uberlândia na mesma hora. Eu não quis nem ficar no hotel, pra voltar no outro dia. Queria ir embora daquilo na mesma hora.

Nisso, já eram umas 4 da manhã ou mais. Na época, só eu era habilitado. Meu irmão mal tinha completado 18 anos, então não era autorizado a dirigir ainda. Eu vim dirigindo, com o baterista da nossa banda, o Vinícius, estrategicamente colocado no banco ao lado do motorista. É que ele é o mais conversador, então ficava com a missão de não deixar o motorista pegar no sono e mandar o carro para o meio do mato. Os outros pegavam no sono rapidinho.

E assim viemos. A uma certa altura, notei a presença de algumas luzes estranhas no céu. Durante cerca de 10 minutos, notei que aquelas malditas luzes não paravam de piscar de forma alguma. E o pior: elas se mantinham numa mesma intacta posição. “Meu Deus”, pensei, “estamos sendo atacados”. Mostrei as benditas luzes para o Vinícius e ele, sem pestanejar, acordou os outros apenas para me zoar. É que não se tratava de um OVNI, como eu realmente acreditei. Era apenas uma antena de telefonia. E o bocozão aqui achando que os ETs nos levariam para cantar em outro planeta.

Mas as desventuras dessa viagem não pararam por aí. Depois da zoação generalizada, os meninos voltaram a dormir, ficando apenas eu e o Vinícius acordados. Naquela noite não havia nenhuma estrelinha sequer no céu. E a lua era nova, ou seja, mais escuro impossível. E o carro no meio do asfalto preto, sem qualquer luz à vista, a não ser a do farol do carro.

De repente, o Vinícius dá um grito: ÓIA O CAVAAAAAAAALO!!!!! Deu tempo apenas de desviar o carro para a esquerda. Um cavalão preto, mais preto que o asfalto, estava no meio da rodovia. Imaginem só a situação. Farol de carro velho, noite sem luz da lua nem de estrelas. Nunca na vida daria pra ver o bendito cavalo. Se não fosse pelo Vinícius, numa hora dessas estaríamos todos, mais o cavalo, fazendo uma roda de viola com os anjinhos no céu.

Em breve, mais historinhas de viagens para vocês. Isso se vocês quiserem, hehehe, porque a julgar pela enquete ao lado…

2 comentários
  • Sherell Garufi: (responder)
    14 de julho de 2013 às 19:06

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.