12 jan 2009 | Lançamentos
Diário de um cantor sertanejo – Um dia no Mosh
Tentando pôr a bagunça em ordem, estamos aos poucos voltando à nossa programação normal. Aproveito para agradecer todas as mensagens de carinho e de congratulações pelo meu casamento. Dizem que casar é tão prazeroso quanto morrer queimado. Pois agora vou tirar a prova, hehehe.

Vou pular algumas etapas da nossa saga pra contar como foi a nossa visita ao Mosh, em São Paulo, na última quinta-feira. As etapas que estou pulando são as concernentes ao processo de produção do novo CD, primeiro trabalho efetivamente sério e competitivo da nossa dupla. Em breve vou relatar tudo sobre as outras etapas de produção do disco.

Partimos de Uberlândia às 00:30 hs da madrugada de quarta para quinta rumo à cidade de São Paulo para masterizarmos o nosso novo disco. No carro, éramos eu, minha noiva, meu irmão, o Niltinho (nosso produtor) e o Pudim (nosso primo, o mesmo que fez o papel de capanga naquela outra ocasião). Viagem tranquila e tudo mais, com o Pudim na direção.

Nosso horário no Mosh estava marcado para 10:00 hs. Mas 07:00 hs já estávamos na porta do estúdio. O endereço foi tranquilo. O estranho é que o estúdio fica numa contrução parecida com um galpão industrial, justamente para disfarçar um pouco o local. Afinal, se a fachada representasse efetivamente tudo o que o estúdio tem de equipamento, provavelmente os ladrões fariam a festa. Não haveria seguradora pra cobrir tanto roubo.

Fomos a uma banca de pão com manteiga e café com leite para realizarmos nosso desjejum (que coisa gay) e voltamos para o estúdio, que já se encontrava aberto, graças ao Davi (acho que era esse o nome mesmo), que toma conta do local. Muitíssimo prestativo, ele fez questão de nos mostrar sala por sala. Depois, nos acompanhou até uma sala de espera, onde pudemos descansar até a chegada do Walter Lima, que iria realizar o processo de masterização.

Chegou o Waltinho, a gente desceu da sala de espera e depois subiu de novo para a sala de masterização. Outro cara gente boa. Sinceramente fiquei surpreso com a receptividade do pessoal do estúdio. Achei que a gente chegaria lá e, depois de um chá de cadeira, teríamos que aguentar demonstrações de empáfia e de auto-afirmação. Muito pelo contrário. Fomos bem recebidos e o pessoal não se deixa afetar pela própria importância no mercado da edição de áudio.

Entre uma conversa e outra, o Waltinho ia aos poucos fazendo o trabalho. O procedimento é simples. O Niltinho levou o arquivo num formato que eu não conheço, na frequência correta para que o equipamento funcionasse com perfeição. Só pra vocês terem uma idéia, ouçam como era a faixa “Apaixonado por Mulher” antes da masterização, apenas mixada:

A mesa de trabalho era abarrotada de equipamentos. Na minha doce ignorância, eu imaginava que era tudo feito no computador. Na verdade é, mas para que o programa execute as ações, é necessária a utilização de um punhado de equipamentos, com botões dos mais variados tipos e tamanhos, que realizam a masterização e salvam as alterações direto no programa.
Como foi realizada a masterização das faixas? O Walter abre o arquivo, realiza as alterações que ele julga necessárias, nos pede uma opinião superficial e etc. Antes de pular para a próxima canção ele abre os arquivos de algum outro trabalho de masterização que ele realizou. No nosso caso, ele abriu o arquivo da música “Borboletas”, do último CD de Victor & Léo, também masterizado por ele. Também pegou uma do Guilherme & Santiago como referência. Faz uma comparação dos volumes, da equalização e de tudo mais e, se estiver no mesmo nível, dá por encerrado o processo. Da próxima canção em diante, a referência passa a ser a faixa 01 do CD. Eis um videozinho amador do procedimento:

Agora ouçam a faixa masterizada e comparem com a versão anterior, só pra vocês sentirem a diferença:

Vez ou outra parávamos o processo e íamos tomar um café, almoçar (no Makro), tomar sorvete e tudo mais. O Waltinho é mestre nessas paradinhas estratégicas. Entre uma parada e outra, o serviço acabou bem antes do que esperávamos, às 17:00 hs. Eu fui ao Mosh seco de vontade de encontrar alguém poderoso, mas nesse dia o estúdio estava bem tranquilo. Nenhum dos fodões, exceto o Walter, apareceu. Mesmo assim, não saímos de lá frustados. Muito pelo contrário, nosso trabalho está fodástico, boa parte graças ao processo de masterização muito bem executado pelo Walter Lima, profissional de áudio há mais de 43 anos, como ele mesmo diz.

Abaixo algumas fotos curiosas de nossa viagem (cliquem na imagem para ver em tamanho maior).

Fotos dos equipamentos e de algumas das salas

Da esquerda para a direita: disco de platina quádruplo (um milhão) de Chitãozinho & Xororó pelo álbum “Somos assim”, dico de platina quádruplo de Zezé & Luciano pelo álbum vol. 3 e disco de platina “perdiacôntuplo” de Leandro & Leonardo pelo álbum póstumo do Leandro, “Um Sonhador”, com 3 milhões de cópias.

O gato gigante que anda pelos corredores do Mosh.

Fotos do Estúdio para DVDs, onde foi gravado o DVD do Serginho Pinheiro e o novo do Amado Batista

Algumas homenagens recebidas pelo Mosh

Walter Lima (de costas) e o Niltinho masterizando nosso disco.

É nóis, irmão!!!

5 comentários
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.