11 nov 2013 | Entrevistas
Entrevista Exclusiva – Rionegro & Solimões

Esta semana o nosso bloco de entrevistas está bem especial, principalmente para quem curte uma música sertaneja mais tradicional. Os entrevistados de hoje são os inimitáveis Rionegro & Solimões. A dupla alcançou o auge com o álbum “De São Paulo a Belém”, que vendeu mais de dois milhões, sempre defendendo uma música sertaneja com grande influência country e com temática voltada para os rodeios. Desde então sempre se manteve entre os principais artistas do segmento.

Depois de um tempo meio que sumidos do grande público, a dupla voltou a chamar a atenção no mesmo pique de antigamente com uma música que tem agradado bastante o público e principalmente os radialistas, hehe. “O cowboy vai te pegar” faz parte do novo disco da dupla, que teve a produção do Fernando Zor na maioria das faixas.

A entrevista abordou essa nova fase da dupla, com a retomada de um trabalho que eles próprios assumem ter deixado meio que em stand by nos últimos anos. Falamos também sobre o estilo country que domina a musicalidade da dupla e sobre a enorme ligação que a dupla tem com o universo dos rodeios. Falamos até sobre a polêmica sempre em pauta do tratamento oferecido aos bois nas baias de rodeio, o que rendeu alguns bons desabafos da dupla.

Aproveito para inaugurar um tópico, que sempre postarei a cada semana junto com as entrevistas: o #falhanossa. Afinal, nada mais saudável que assumir os próprios deslizes e rir um pouco deles, né? E também, se eu me disponho a fazer tudo praticamente sozinho mesmo, tenho mais é que me conformar com a possibilidade de erros muito mais elevada.

Esta semana, o #falhanossa fica por conta do começo fora de foco no vídeo e da falta do segundo plano de filmagem durante boa parte da entrevista, como os mais atentos poderão perceber.

Assistam o vídeo da entrevista abaixo. Também disponível em Full HD. Apesar do #falhanossa, o conteúdo, modéstia à parte, continua “supimpa”.

22 comentários
  • Gustavo Douglas: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 14:07

    TOP!

  • Rafael Cesar: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 14:19

    Ótima entrevista,dupla que fez muito pela nossa musica, defende um estilo que eu gosto muito o Country, e tem todo tipo de musicas em seus repertórios.Gostei da sinceridade, sem duvidas merecem o lugar onde chegaram.Parabéns a dupla sou muito fã.

  • Evandro: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 14:25

    Boa tarde! olhem essa música que uma dupla daqui do Piauí está lançando. http://www.youtube.com/watch?v=gHb3lkOXtIg

  • Teco: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 14:41

    Desde quando Rio Negro e Solimões são aristas sertanejos mais tradicionais ???? En ?? Em que sentido ? Claro aí você vai me perguntar: Em que sentido não são então ??? Uai aí eu já não sei também, mas tradicionais não são não !!

    • Marcus Vinícius: (responder)
      11 de novembro de 2013 às 15:07

      ah sim, são universitários então. Tá certo. “Meu último amor”, “Laço da Paixão”, “Como esquecer um amor”, todas hits da era universitária, né?

      • teco: (responder)
        11 de novembro de 2013 às 16:21

        Uai carma sô. É como eu disse, mas acrescento: Rio negro e solimões são tão bom tão bom mais tão bom que nem dá pra definir direito.

  • Renan - SP: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 14:49

    Boa entrevista Marcão, pra mim o ponto chave é quando o Rionegro diz:
    “90% dos cantores hoje, fazem sucesso graças aquele “botãozinho” que serve pra afinar a voz”
    Citei isso alguns dias atrás no blog, e agora foi confirmado por um profissional.
    Sobre o Country, comentei ontem aqui com a Luciana, que é uma vertente abondanada pelos universitários, tirando as presepadas meia boca da dupla F e S, fazendo falta no ambito nacional.
    A quanto tempo não se faz um “Oito Segundos”, “A Vida é um Rodeio”, do Chrystian e Ralf, uma “Festa de Rodeio”, “Paixão de Rodeio” do Leandro e Leonardo, “Deixei de ser Cowboy por Ela”, “Ela Chora Chora” do Chitãozinho e Xororó, entre outros…
    Sobre a dupla Rionegro e Solimões, gostei do albúm “VOL 3” de 1993 até o albúm “Só Alegria” de 2001, depois foram ficando repetitivos e com uma queda acentuada no repertório, começaram a entrar na onda dos baladeiros, e aí “só festa”, e menos seriedade musical.
    Também são bons compositores, mas essa do “Cowboy Vai te Pegar” eles ainda irão ver como essa música foi desnecessária pra carreira deles, daqui uns 10 anos.

    http://www.youtube.com/watch?v=7DG4EFJrB-M

    http://www.youtube.com/watch?v=9vt0FUDnQMU

    http://www.youtube.com/watch?v=Whs3-eLfkXw

  • Alan: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 15:04

    Eles são os que mais me lembram João Carreiro e Capataz, apesar de RN&S serem bem mais Country. Gosto da maioria das músicas deles, e ambos são excelentes cantores. Boa entrevista. “O Cowboy Vai Te Pegar” teve uns tempos na Hot 100 Brasil, o que pra “Veteranos” é complicado. Claro que tem dedo da Universal aí, mas acho que o público em geral gostou da música.

  • Rafael Bueno: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 16:34

    Parabéns Marcus Blognejo.. Mais uma entrevista Bakana… Rio Negro e Solimões ainda continuam fortes e souberam se manter nesse mercado inconstante do sertanejo…

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 17:01

    Pela quantidade de temas abordados dentro de uma mesma entrevista considerei uma das melhores do blognejo. E está difícil comentar apenas um dos tópicos levantados nas falas de Rio Negro e Solimões:
    1 – O povo está tão acostumado com as pancadas (músicas ruins) do dia a dia
    2 – Retornamos ao início da carreira
    3 – Nós já não estávamos dando retorno para eles mais.
    4 – Quebramos o paradigma por sermos uma dupla diferente e com músicas alegres.
    5 – Pegada Country não pegou, é o gênero que mais se aproxima ao Sertanejo
    6 – 90% do que fazem é dentro do rodeio.
    7 – Solimões: ouço Tião Carreiro e Pardinho e Milionário e José Rico
    8 – As músicas acompanham o mundo: A putaria tomou conta e o mundo é que virou isso.
    9 – As músicas falam o que acontece no mundo e o mundo tá bagunçado
    10 – O povo tá querendo é putaria
    11 – A “coisa” pode virar contra nós
    12 – Solimões: O povo tá querendo muita coisa agressiva, mas não eu cantando.
    13 – Depois da meia-noite o cara enche a cara de cachaça e só quer dançar
    14 – Não vamos criticar ninguém o negócio é muito complicado
    15 – Se não fosse a tecnologia, 80% da galera nem cantava
    16 – A inveja de quem não gosta da manifestação popular nas festas de peão/exposição.
    17 – A demagogia é demais contra os rodeios e os supostos maus tratos à animais.

    São muitas opções para comentar, mas como gosto demais de country será a minha escolha.
    Fico me perguntando: Por que no Brasil com tantos músicos bons não conseguimos fazer country de qualidade, mas só country mequetrefe? Não seria uma boa trazer caras como Brent Mason para dar umas aulas de guitarra country e outros instrumentistas nativos do gênero para ensinar como se toca de verdade banjo, piano e guitarra havaiana/steel guitar?

    • Renan - SP: (responder)
      11 de novembro de 2013 às 17:44

      Luciano, o Country é uma das raizes dos norte americanos, já a nossa raiz, é o sertanejo, as modas de viola, as guarânias…
      Talvez isso explique o porque do Country nacional ser mais fraco.
      Nós tinhamos Country antigamente com Eduardo Araújo, Terry Winter (é brasileiro), Bob Joe, e mais recentemente com as duplas dos anos 90, Juliano Cezar (excelente quando faz Country), Edson e Hudson, Guto e Nando, André Marthins, Jayne…
      Só que assim como a música romantica, o Country está morrendo no Brasil…
      Agora se você for em Nashiville nos USA, você encontra uns cinquenta bons em barzinhos de lá.
      Seria bom também trazer The Charlie Daniels Band, verdadeiro furacão.

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 18:52

    Renan, realmente as nossas raízes musicais são outras e de fato explica o nível inferior. E é justamente esse o ponto, por que não trazer uns caras nativos do gênero para mostrar como é que se faz? Esse trazer é força de expressão, pois com as facilidades da internet é só por os músicos para fazer um intercâmbio musical por meio de vídeos ou mesmo fazer as músicas e pedir para os caras de lá criarem os arranjos. Rio Negro e Solimões disseram as músicas estão muito parecidas. Logo, por que não fazer uma produção internacional para dar uma sonoridade diferente?
    Para quem gosta de guitarra country tem um site na internet de um cara chamado Dario Cortese.
    Quem se interessar http://www.dariocortese.com/

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 19:09

    Rio Negro e Solimões disseram:
    “Se não fosse a tecnologia, 80% da galera atual nem cantava”.
    Essa afirmação também é forte e estou no aguardo esperando os comentários dos colegas.

    • goiano: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 10:23

      Esse é o ponto alto da entrevista. Qualquer um hoje canta bem. Mas, tem uns que nem o botãozinho soluciona.

      • emerson: (responder)
        14 de novembro de 2013 às 15:49

        ja dou nome aos bois, thiago servo (acho q isso), lucas lucco, israel novaes(esse ao vivo e dedoer pq ja fui no show)

  • Daniel Assis: (responder)
    11 de novembro de 2013 às 19:50

    Se tem estilo que NUNCA simpatizei é o country! Até escuto algumas coisas de country americano, mas, com raríssimas exceções, as musicas sertanejas com pegada country não ficam legais não!

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      11 de novembro de 2013 às 20:18

      Daniel, quanto a simpatizar com o estilo, realmente é questão de preferência e não vou tentar mudar o gosto de ninguém. Refiro-me especificamente a riqueza dos arranjos e a habilidade de execução dos instrumentos. Se você se interessar, por favor, ouça: I Don’t Even Know Your Name do Alan Jackson. Os músicos arrebentaram com todos os instrumentos. Acho que os músicos brasileiros não tem oportunidades de mostrar o que levaram anos de estudo e de treinos intermináveis na reclusão de seus quartos.

      • Alan: (responder)
        11 de novembro de 2013 às 22:52

        No mundo sertanejo atual, a frase atual é:Pra que criar algo se eu posso copiar?. Essa idiotice é que me deixa puto com gênero que tanto gosto. Colocando rótulos pra tudo, copiando na cara ideias de outros e etc. Devia ser feito igual ao Rock: Não importa se é Heavy Metal ou Pop Rock, no final ainda é rock.

        Mesma ideia:Victor e Leo é Folk e João Carreiro e Capataz é raiz, mas tudo é sertanejo.

  • goiano: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 10:21

    ótima entrevista Marcão. Bastante esclarecedora sobre pontos que os amigos aqui já debateram. Vejo que a na época da Dupla para se chegar ao estrelato tinha que ralar muito, e claro ter muito talento como os mesmos possuem. E, hj qualquer um grava, e fala que canta. Estamos infestados de pseudos cantores, duplas sertanejas que nada dizem. Bons tempos da dupla como a “gente se entrega”, Depois que perde, e tantas outras mais. Espero que novo trabalho coloque os nos trilhos novamente.

    • Rafael Cesar: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 15:35

      Pois é antes para conseguir um contrato com uma gravadora o cara tinha que ter talento, saber cantar de verdade, ter nascido com o dom mesmo.Hoje em dia qualquer um consegue um contrato, a gravadora já vê que a musica “chicletinho” do caravai bombar e vai dar lucro, aí a gravadora já faz um contrato com o cara, sem mais nem menos o cara ter talento, saber cantar,etc.

  • Rafael: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 17:35

    Marcus, excelente entrevista. Muito bom o resumo e os temas abordados.

    Eu gostaria muito que existisse um DVD com interpretações próximas da forma como foram originalmente lançadas Como Esquecer um Amor, Laço da Paixão, Meu Amor, e outras do início da carreira deles. E, infelizmente, sou obrigado a constatar o que eles mesmo comentaram: não é o que o grande público gostaria de ouvir, se o fizessem o prejuízo financeiro seria inevitável, infelizmente. É a verdade.

    O toque mais country talvez lembre o que considero o último álbum de maior destaque: Clube do Batidão. E tinha de fato uma pegada com mais guitarra naquele álbum.

    Uma outra coisa que comentaram e que não tinha parado para pensar. Fica a impressão de grandes acertos de composição do Rionegro são letras um tanto mais simples: Boiadeiro e Violeiro, Bate o pé, Vida de Cão e agora com o Cowboy vai te pegar.

  • Fábio Roque: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 08:15

    Curto essa dupla pa carai!
    O som que eles fazem é bão pa carai também!
    E essa entrevista foi foda pa carai!

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.