20 abr 2009 | Reviews
Gino & Geno – Pode Chamar Nóis

Um jejum de dois anos sem lançar nenhum álbum com inéditas. Todo esse tempo de hiato acabou gerando alguns boatos, como o de que o relacionamento da dupla com o produtor Rick já não era mais o mesmo. Graças a Deus, não passavam de especulações. E enfim Gino & Geno retornam com tudo, ainda sob a tutela do Rick.

Sabem aquela velha história, né? Em time que está ganhando não se mexe. Gino & Geno parecem levar essa expressão ao pé da letra. Já é normal aos discos da dupla o mesmo estilão, o mesmo batidão, a mesma pegada. Claro que não dá pra discordar dessa estratégia, já que a dupla é uma das que mais faz shows pelo país. Tocando à exaustão, tanto no rádio como em festas, é de se esperar uma manutenção do estilo. Aliás, se o Rick é o maior compositor do Brasil há 4 anos consecutivos, muito se deve ao sucesso de Gino & Geno.

A dupla só deve tomar cuidado, evidentemente, com a eventual repetição exagerada. A fórmula é fácil. Uma moda de duplo sentido como carro-chefe, um punhado de músicas de batidão com praticamente um assunto só (cachaça) e a sanfona comendo solta. Não que o público não goste. A verdade é que aos poucos o povão vai “enjoando” das mesmas músicas, mesmas batidas, mesmas letras. E já é mais que evidente que a música sertaneja mudou completamente nos últimos dois anos.

Dentre as faixas “repetidas” do disco, algumas interessantes como a faixa 01 (“Tô voltando”), inserida com a intenção de ilustrar o retorno da dupla e a faixa título, “Pode chamar nóis”. A faixa de trabalho, “Com dinheiro é mole”, com um arranjo genial de viola caipira e sanfona, também chama bastante a atenção, ainda mais pela letra de duplo sentido. Duas regravações do cantor Kadu Ferraz (“Tá no papo” e “Tá na Mão”), parceiro de composições do Rick e uma do Eduardo Costa (“Cachaceiro”). Claro que algumas das letras de duplo sentido da dupla quase sempre descambam para o total MAL sentido. Não que seja ruim. Ao contrário. Mas não chega a ser muito aconselhável para ouvidos mais sensíveis a esses tipos de expressões.

Claro que o disco traz uma ou duas canções um pouco diferentes e que, por isso, chamam a atenção. Uma delas é a música “Fica Nervoso Não”, com uma pegada “funk” em alguns trechos (Isso mesmo, funk). Se a intenção é fazer graça, vale a iniciativa, claro. Outra inusitada é a música “Sina”, que parece ter sido feita pra ser trilha de novela, graças à bela e saudosista letra e aos arranjos com violoncelo, violinos e tudo mais, além da viola caipira.

Enfim, é mais um álbum de Gino & Geno. Não inova, mas também não perde a mão. Se a intenção da dupla é apenas manter a fidelidade dos fãs de sempre, o álbum acerta. Agora, se a intenção é conquistar novos fãs, já não podemos dizer que atinge o objetivo. Mas convenhamos, precisa?

Nota: 8,0

4 comentários
  • Donn Liberti: (responder)
    14 de julho de 2013 às 15:28

    I just want to say I am new to blogging and truly loved this web page. Probably I’m want to bookmark your blog post . You really have perfect articles and reviews. Bless you for revealing your blog site.

  • Alva Hogsette: (responder)
    17 de julho de 2013 às 04:37

    my friend sent me this GTA V game, it works great, thank you fury very much

  • lowest price: (responder)
    17 de julho de 2013 às 22:07

    I feel that is among the such a lot important information for me. And i am glad studying your article. However wanna remark on few basic issues, The web site style is perfect, the articles is actually nice : D. Good job, cheers

  • advertiser: (responder)
    20 de julho de 2013 às 10:42

    Zune and iPod: Most people compare the Zune to the Touch, but after seeing how slim and surprisingly small and light it is, I consider it to be a rather unique hybrid that combines qualities of both the Touch and the Nano. It’s very colorful and lovely OLED screen is slightly smaller than the touch screen, but the player itself feels quite a bit smaller and lighter. It weighs about 2/3 as much, and is noticeably smaller in width and height, while being just a hair thicker.

Redes sociais
Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.