12 abr 2013 | Notícias
Jabá na Globo volta à tona

Essa semana o colunista Léo Dias, aquele mesmo que foi processado pelo Zezé di Camargo quando disse que ele teria engravidado a ex-integrante do Pânico e ex-Casa dos Artistas Mariana Kupfer, resolveu botar a boca no mundo novamente essa semana e falar, inclusive citando nomes, sobre o jabá cobrado em alguns programas da Globo para a apresentação de artistas.

Esse “escândalo” (atenção às aspas) já havia sido divulgado em alguns veículos de imprensa sem mais detalhes na época do ocorrido, há cerca de dois anos, mas agora o colunista Léo Dias resolveu citar nomes. O principal caso aconteceu no programa do Faustão. Em 2011, houve uma mudança grande na equipe do programa, com a saída de várias pessoas da área de música, inclusive do diretor musical Luiz Schiavon. Se vocês se lembram, na época toda a banda foi destituída.

Segundo o colunista Léo Dias, o apresentador Fausto Silva teria descoberto que alguns membros da produção cobravam um valor dos artistas para que os mesmos pudessem ser agendados no programa. Segundo o colunista, o grupo Exalta Samba pagou o equivalente a R$ 220 mil por duas datas no programa, mais precisamente na época do lançamento do DVD “Ao Vivo na Ilha da Magia”. Ao descobrir o esquema de cobrança de jabá, o apresentador Fausto Silva, que ao que parece não sabia e proíbe esse tipo de cobrança, teria ficado possesso e resolvido fazer um limpa na equipe. Afinal seria um escândalo se isso respingasse no apresentador, que já recbe um salário médio de 5,2 milhões de reais e não tem por que cobrar dos pobres coitados dos artistas.

Outro caso de jabá em programas da Globo citado pelo colunista se deu na novela “Avenida Brasil”. Segundo Léo Dias, o grupo Aviões do Forró pagou a um produtor da Globo um alto valor (que ele não especificou) para ter a música “Correndo Atrás de Mim” como tema da personagem Suélen, vivida pela atriz Isis Valverde. O mesmo produtor teria inclusive armado o mesmo esquema para incluir outra música do grupo, desta vez na novela Salve Jorge, mas acabou descoberto antes que a música fosse incluída na trilha sonora.

O colunista Léo Dias é famoso por citar nomes em acusações do gênero “fofoquístico” sem ter qualquer tipo de comprovação. Por isso, costuma ser processado com certa frequência. Nesse caso, não duvido que algum representante de alguma das duas bandas citadas pelo colunista entre com algum tipo de ação judicial contra ele. Mas o fato é que o que ele disse não é segredo para ninguém no meio musical. Por isso as aspas no “escândalo” lá atrás.

O valor do Jabá no programa do Faustão mais ouvido nas rodas de conversa costumava ser de R$ 80 mil. Pelo menos foi esse o valor que eu mais ouvi as pessoas dizendo que era cobrado por lá. A cobrança de jabá para a inclusão de músicas em trilhas de novela, entretanto, apesar de não ter me espantado, é novidade pra mim. Até porque, segundo o próprio colunista Léo Dias, a Globo já tem a política de dar preferência para a inclusão de músicas de artistas da própria gravadora, a Som Livre. A cobrança de jabá de um artista do próprio casting é no mínimo inusitada. Cobrar de um artista de outra gravadora faria mais sentido e não soaria tão escandaloso assim, rs.

A “sorte”, se é que podemos chamar assim, é que o colunista não citou o nome de nenhum artista sertanejo ainda. E pela quantidade de sertanejos que se apresentam no programa do Faustão e que emplacam músicas em novelas da Globo, é óbvio que muitos deles tiveram que pagar por esse tipo de benefício. E do jeito que a fofoca atua nos bastidores do nosso amado segmento, assim que aparecer na mídia o nome de algum sertanejo ligado a esse tipo de cobrança, todos os outros vão agir como se isso fosse um escândalo de proporções inimagináveis. E mais uma vez a hipocrisia mostrará suas garras, como se ninguém mais usasse esse tipo de artimanha para aparecer no programa de TV mais importante para a indústria fonográfica brasileira.

Não vou me aprofundar na discussão sobre o jabá. Já fiz isso aqui em diversas ocasiões e sinceramente não vejo alternativas possíveis para que isso um dia acabe. Até eu, na visão de muita gente, ando cobrando jabá aqui no Blognejo, hehe. Se todos esses banners e publieditoriais aqui do Blognejo forem encarados como mero jabá e não como publicidade, como realmente são, então estou, né, fazer o quê, rs. Talvez se meu salário médio fosse de 5,2 milhões de reais…

18 comentários
  • Sergim Violeiro: (responder)
    12 de abril de 2013 às 11:28

    Muito boa matéria Marcão. Indico ainda, pra quem quiser ouvir um pouco mais sobre o famoso “jabá”, que ouçam o podcast do Café Brasil abordando o assunto. Taí o link: http://www.podcastcafebrasil.com.br/podcasts/297-jabacule

  • Teco: (responder)
    12 de abril de 2013 às 11:46

    tem dois ” gordinhos ” aí que pagaram uma grana lá no ex gordão e estouraram um leilão !

  • deco pires: (responder)
    12 de abril de 2013 às 13:46

    Jabá é justo.

    99% dos artistas do mercado hj,
    só chegaram em algum lugar por conta disso.

  • Beto: (responder)
    12 de abril de 2013 às 14:15

    Quem manda nos programas de auditório e nas musicas da novela sao o monopólio de meia dúzia de emprarios que dominam o mercado musical principalmente do mundo sertanejo junto com os intermediários que se dizem jornalistas influentes e os assessores dos apresentadores ,por isso temos essa decadência musical e muitos que tem talentos nem aparecem

  • Renan: (responder)
    12 de abril de 2013 às 14:51

    Marcão aproveita este teu estado polêmico esta semana e escreva sobre o que realmente impede de verdadeiros talentos aparecerem,que é o jabá em radio,este sim é prejudicial a arte e ao surgimento de verdadeiros talentos.

  • Timothy Nery: (responder)
    12 de abril de 2013 às 18:13

    Realmente, TODO mundo sabe que existe, mas NINGUÉM pode fazer nada. Infelizmente.

    Eu acredito que exista uma confusão ou falta de inteligência para quem confunde JABÁ com publicidade, etc.

    O JABÁ é algo feito de forma “clandestina”, dificilmente há recibos (quando há, existe também contrato de sigilo), e normalmente quem recebe é um atravessador, como um locutor de rádio, um produtor de programa televisivo, etc. Fere princípios éticos e morais.

    A publicidade é algo “LEGAL E ÉTICO” digamos assim. Existe contrato entre as partes. O correto seria, no caso do Faustão por exemplo, que quando fosse um artista “pago”, que assim fosse apresentado. Como um comercial. Todos sabem quando é comercial.

    Já nas novelas, onde o buraco é ainda mais negro, com valores ainda maiores e até mesmo % de negócios envolvidos pelo que se ouve falar, fica difícil visualizar saídas. Infelizmente. Não existe novela sem música. TODOS gostariam de ter música na novela. Portanto…

    BRASIL É FODA!!!

  • Neide: (responder)
    13 de abril de 2013 às 02:49

    O Faustão é mensaleiro? as pessoas do povo sabem que tem que pagar para aparecer nos meios de comunicação de massa, prova disso são tantas péssimos profissionais e estão na mídia e outros, inquestionavelmente, talentosos não têm chance. A resposta é: ou um investidor paga ou as gravadoras, de graça ninguém.

  • Sergio de Marco: (responder)
    13 de abril de 2013 às 16:39

    Está escrevendo cada vez melhor, Marcos…Atenção portais…

  • SoufanRM: (responder)
    14 de abril de 2013 às 16:13

    francamente caríssimos,…a escolha de músicas para as novelas de fato é um enigma…e já que envolve tanto as pessoas, os critérios poderiam e ou deveriam ser mais transparente à nós pobres mortais telespectadores.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.