12 nov 2013 | Notícias
Mais um: Chitãozinho & Xororó também liberam a íntegra do novo DVD na Internet

Parece ser mesmo um novo tempo o da relação entre gravadoras e a Internet. Se antes elas abominavam qualquer interação de seu portifólio de artistas com os mecanismos de divulgação via web, não aceitavam qualquer interação da parte delas próprias e promoviam uma verdadeira caça às bruxas contra quem teimava em divulgar seus artistas na Internet, a situação agora tem ganhado contornos cada vez mais inusitados.

Recentemente, a Universal já havia liberado o novo DVD completo da Paula Fernandes no canal VEVO oficial da artista no Youtube apenas alguns dias após o lançamento oficial. A Som Livre fez vista grossa para a liberação do DVD da dupla Jads & Jadson no canal oficial da dupla, também de forma simultânea ao lançamento oficial. A Gravadora Atração liberou todos os vídeos do novo DVD da dupla Chico Rey & Paraná em seu canal. E agora, novamente a Universal abre as pernas e libera, junto com o lançamento oficial, todos os vídeos do novo DVD de uma dupla do alto escalão.

Estão disponíveis no site oficial da VEVO todos os vídeos do DVD “Do tamanho do nosso amor”, da dupla Chitãozinho & Xororó, produzido pelo Fernando Zor e gravado na Woods de São Paulo. O Fernando ainda aparece no vídeo tocando guitarra em algumas faixas. Os vídeos ainda não estão disponíveis no canal da dupla na plataforma VEVO do Youtube, recém inaugurado, exceto a música “Evidências”, mas podem ser assistidos direto no site da VEVO e inclusive incorporados em outros sites, o que eu cordialmente faço logo abaixo.

Reparem no selinho “Buy” presente nas configurações. Não sei como até hoje ainda não haviam pensado nisso. Enfim alguém lá de cima percebeu que dá pelo menos para diminuir o prejuízo através da negociação do acervo via web. Até que enfim. Antes tarde do que nunca.

* Pode ser pra valer

* E aí tempo

* Página de Amigos

* Do tamanho do nosso amor

* Evidências

* Eu menti

* Página Virada

* Eu não sou nada sem você

* Sinônimos

* Um amor puro

* Vida Marvada

* Tente outra vez

50 comentários
  • Alan: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 12:20

    Eu baixei o meu num site via torrent. Gostei da iniciativa, apesar de ser um dvd, o projeto inicial era só lançar o cd, E o show de gravaçao ir pra internet, ou seja, só fizeram o que já era previsto. Mas claro que é maravilhoso isso para nós, e com certeza o dvd vai passar a casa do milhão, dando lucro para universal com os anúncios. Mas o show já era planejado botar na internet, para frisar.

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 12:51

    Qual será o futuro dos cantores e compositores?

    • Alan: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 13:19

      O futuro já está feito. Viver de shows e ganhar dinheiro com publicidade. O mercado está estável desde 2008, não houve maiores quedas. A média de uma artista de sucesso vai se manter entre 30 a 80 mil cópias. Quando os brasileiros tiverem maior acesso ao itunes e a pobreza diminuir (é difícil) as vendas de singles vão ultrapassar as de cds, como nos EUA. Se vender 10 milhões de singles, são uns 7 milhões de reais no bolso (com impostos e taxas e etc). ou seja, a internet para a venda de música é o futuro.

  • Renan - SP: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 13:21

    Essa é a dupla que eu mais respeito musicalmente, pela revolução, pelo repertório, por alguns pioneirismos, mas a impressão que eu tenho, é de que a dupla se “acomodou” após o excelente albúm “sinfonico”, não estão muito procupados com os fãs antigos (que é o seu público real), estão querendo “competir” com os mais novos desnecessariamente, tentando fazer algo pra agradar a playboyzada baladeira.
    Só que pra entrar nesse jogo, tem que baixar o nivel, coisa que já fizeram sutilmente nesse albúm, tem que cantar “putaria” como disse o Rionegro ontem, tem abusar mais da sanfona, e relaxar harmonicamente, será que vale a pena jogar uma carreira brilhante praticamente no lixo, por causa de modinha passageira?
    Sobre o albúm, tirando os grandes sucessos (não sei porque tanta regravação ultimamente no sertanejo, acho desnecessário regravações), as inéditas estão fracas, bem meia boca, como o sertanejo nos últimos tempos, a melhorzinha é “Eu Não Sou Nada Sem Você”, composição do Lenine, feita a mais de 15 anos pra dupla.
    Sobre a liberação, pirataria e etc…
    Eu acho que quem compra e comprava original, continua nessa batida, quem gosta mesmo acaba querendo ter o original, já aquele que quer pra curtir umas 5 ou 10 vezes no mês, acaba baixando, e se fosse a 20 anos atrás, ele nem comprava o original do mesmo jeito.
    Mas aí vem a pergunta, porque não se vende tanto como antigamente?
    Ah é a pirataria…
    Sim um pouco, é mesmo, mas agora eu pergunto, e a qualidade dos albúns?
    Será que vale a pena comprar original, se ultimamente a música está tão descartavel?
    Se tem uma ou duas músicas boas num cd, e mais nada.
    Antigamente, comprava o original, colocava na vitrola, e de 12 musicas no minimo 8 eram boas, hoje acabou isso.

    • Alan: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 15:13

      Tenho que admitir quer a qualidade caiu, mas acho que as gravadoras deviam investir na compra de singles no que de álbuns, como já é realidade nos Eua. Fui dar uma conferida no Itunes americano, e os artistas “famosos” por lá tem uma média de 1000 avaliações, e novo disco da Lady Gaga tem mais de 15 mil avaliações. Aqui, o melhor que vi foi o ao vivo da Paula Fernandes com umas 300 avaliações, e esse novo do victor e Leo tem 50, e essa é a média. Lá se vende muito mais singles que álbuns, e lá a indústria fonográfica está “quase” salva, só que a pirataria por lá é brava. Mas vem dando resultado o esforço logístico.

    • goiano: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 15:14

      Concordo com o caro Renan! Ch e X não precisam tentar competir com esses “tranqueiras” que tem por aí. Com uma carreira musical brilhante, que pode ser comprometida com um trabalho que considero fraco comparado a outros. E, o fernando zor como produtor é uma prova de que estão de fato querendo o publico “baladeiro”. E, quanto as canções, a maioria regravações, ou seja, o repertório ja está para lá de executado. E, sobre a inclusão digital também concordo, foi através dela que apareceu essas serie de lixos musicais a qual somos obrigado a suportar. E, antigamente quase todas as faixa do Disco eram trabalhadas, e tinham qualidade. Hoje pouco coisa se salva. A Internet teve a sua contribuição, mas acho que com ela a música piorou demais no quesito qualidade.

      • Alan: (responder)
        12 de novembro de 2013 às 15:29

        Não sei qual o problema de competir com o mercado, os caras que mudaram a história da música sertaneja não podem ficar parados em meio a tudo e ficar cantando o som que já é “antigo” deles. Ficou muito bom esse estilo rock da músicas, bateria forte, a participação de um rapper e tudo. O som ficou muito legal, atual e com a cara da dupla. Cansa pro artista cantar 50 vezes por ano a música que cantam do mesmo jeito há 20 anos. Tinham que mudar. Pensem do lado deles, não só do nosso.

        • Renan - SP: (responder)
          12 de novembro de 2013 às 18:15

          Alan, será que o Ch e X pensaram no lado deles?
          No nosso?
          Ou pensaram no mercado, de um público que nunca ouviu Galopeira.
          Eles não precisam cantar as mesmas músicas nos shows, basta criar músicas novas dentro do perfil deles.
          Você já viu, Beatles inovar dentro do seu própio som?
          Iron Maiden?
          Bruce Springsteen?
          Nirvana?
          As bandas que fizeram isso se deram bem mal, principalmente com os fãs, vide Guns N’Roses, Metallica e Kiss.
          E tem muita música antiga, que é mais moderna do que modinhas mundiais do momento.
          Sabe a diferença de casa nova com pintura desbotada, para casa velha pintada?
          Ch e X, tem que tapar os ouvidos, e fazer o que gostam, sem ir atrás dos outros.

          • Alan: (responder)
            12 de novembro de 2013 às 18:58

            Os Beatles são níveis intergaláticos de sucesso, e sim, eles inovaram dentro do próprio som sim, nota-se muita diferença de “Help!” (1964) a “The White Album”(1968). Eu odeio artistas que socam o velho goela abaixo, como fizeram o ZC&L em 2008, com aquele álbum deplorável. CH&X já se adiantaram a essa futura idiotice, e mudaram, como deve ser feito, sim pelo público e gravadora (esses já são óbvios) e pra mim, enquanto eu ouvir e dizer “Isso é Chitãozinho é Xororó”, eu vou gostar do que fizerem. E o Meu álbum preferido é “Vida Marvada” de 2006 junto com “Cowboy do Asfalto” de 1990, só pra constar.

            • Renan - SP: (responder)
              12 de novembro de 2013 às 19:13

              Caro Alan, não sei se você leu em algum lugar a diferença do Help para o album Branco dos Beatles, mas eu tenho a discografia inteira da banda, e não tem nenhuma mudança radical entre esses albuns, a mais significativa foi a música “Revolution” do albúm branco de 1968, que era um tema diferente do que eles vinham abordando, mas nada anormal.
              E a dupla Ch e X, tiveram as suas mudanças bem feitas, como a saída da Rancheira, e a entrada do Country/Romantico, com guitarras e bateria, mas não mudaram as tematicas das letras e nem relaxaram nos arranjos.
              Agora, estão como peixes fora d’água.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 16:27

      Renan, acho que o desespero dos artistas para lançarem CD novo todo ano é que leva a baixa qualidade de seus trabalhos. Aliado a essa “pressa” tem a questão da panela entre produtores/compositores fechada com a tampa da ganância pelo lucro a qualquer custo. Algum colega aqui do blognejo comentou que artistas multimilionários do sertanejo podiam dar uma reorganizada no gênero. Concordo com ele e acho que vale para CH&X. Que diferença faz um trabalho como esse na carreira deles? CH&X até 1995 é a minha dupla preferida. Ao invés deles lançarem um novo CD que irá contribuir só para estatística, por que eles não escolhem umas 15 duplas boas e desconhecidas no país e os lançam. Daria pra fazer até um reality show com os caras. Daria para levá-los aos shows da dupla, aos estúdios para ver como são feitas as gravações entre outras coisas. Vão perguntar e os custos? Eu conheço muita dupla fã de CH&X que até pagaria para ficar perto dos ídolos.

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 15:28

    Alan, sua resposta foi boa, mas a pergunta foi simplória.
    Gostaria que você e os colegas do blognejo comentassem a seguinte situação:
    Na década de 80 quando Lobão fez sucesso com a música “Me chama” as gravadoras lhe informaram que ele tinha vendido 250 mil cópias e daí o cantor perguntou: E se eu tiver vendido 255 mil? Por um bom tempo ele lutou em vão na justiça para que os discos fossem numerados como qualquer outro produto. Resumindo, sobre os discos “FÍSICOS” já não se tinha um controle transparente sobre os valores devidos aos compositores e interpretes. Agora na terra sem lei que é a internet o que um compositor como o Marco Aurélio pode esperar de direitos autorais de uma música de sucesso como “Camaro amarelo”? Como será o controle da venda de Single?

    • Alan: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 15:44

      O Itunes rastreia as cópias se não me engano. Quanto o lucro que é repassado aos artistas, isso é com o ECAD, que sempre passou a perna nos compositores.

  • goiano: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 15:48

    O Antigo Guitarrista da dupla ganhou na justiça do trabalho todas as verbas trabalhistas, conforme a seguinte notícia:

    http://br.omg.yahoo.com/blogs/notas-omg/guitarrista-processa-dupla-sertaneja-e-ganha-r-1-135645072.html

  • Rafael Cesar: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 15:50

    Cara uma vantagem que os EUA tem é que lá é proibido o download grátis.Eles tem um sistema muito forte e rigoroso, que os internautas de lá não fazem downloads.Aqui no Brasil deveria ser da mesma forma.Lá os artistas ainda conseguem de forma sútil vender 30 milhoes de cópias, aqui não!
    Os Downloads tem mais domínio do que a qualidade de musicas dos albuns atuais.O Cara pensa assim “Pra que eu vou gastar dinheiro sendo que eu posso ter de graça”, uma pessoa que não entende de musica pensa dessa maneira.
    Sobre Chitão & Xororó competir com a nova moçada eu concordo com o Renan, e não é só eles não Guilherme & Santiago e Bruno & Marrone a anos estão seguindo essa mesma linha, acho que quem construiu uma carreira linda nos anos mais difíceis não precisa disso.Já vi em entrevistas das três duplas que eles fazem musicas do estilo antigo e do estilo atual para agradar todos os publicas, igual o Rionegro disse “A recita do Sucesso eu não sei, mas a do fracasso é tentar agradar todo mundo” , isso não existe gente, por isso que algumas duplas de grande porte musical estão tendo uma carreira muito descartável atualmente.

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 16:49

    Renan, acho que o desespero dos artistas para lançarem CD novo todo ano é que leva a baixa qualidade de seus trabalhos. Aliado a essa “pressa” tem a questão da panela entre produtores/compositores fechada com a tampa da ganância pelo lucro a qualquer custo. Algum colega aqui do blognejo comentou que artistas multimilionários do sertanejo podiam dar uma reorganizada no gênero. Concordo com ele e acho que vale para CH&X. Que diferença faz um trabalho como esse na carreira da dupla? Ao invés deles lançarem um CD como esse que só vai contribuir para estatística, por que eles não escolhem umas 15 duplas boas e desconhecidas no país e os lançam. Seria algo inédito. Ch&X LANÇAM! Daria pra fazer até um reality show com os caras, levando-os aos shows da dupla, aos estúdios para ver como são feitas as gravações entre outras coisas. Daria para fazer uma seleção como a do programa ÍDOLOS. Ch&X poderiam ir em determinadas cidades pelo país selecionando duplas sendo eles os jurados. Seria demais sonhar com um projeto assim? Ch&X até 1995 é a minha dupla preferida e a música “Página Virada” considero uma obra prima.

    • Renan - SP: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 17:32

      Luciano, foi até 1995?
      A minha foi até 1999 (último albúm excelente, Alô de 1999).
      Essa música “Pagina Virada” é legal também, só não me lembro se é composição do Cesar Augusto ou do José Augusto, faz parte de um dos melhores albúns da dupla, “Meninos do Brasil” de 1989.
      Eu gosto de 1972 até 1999, depois disso uma ou outra música.
      Os meus preferidos são pela ordem, primeiro, o de 1993, que teve participação especial dos Bee Gees, teve “Pode Ser Pra Valer”, “Vá Pro Inferno”, “Deixa”, “Pensando em Minha Amada”….
      Depois “O Coração do Brasil” de 1994, que teve “Quando Abraço a Solidão”, “Sorriso Mudo”, “Até Você Voltar”, “Pertinho do Céu”…..
      O de 1998, “Saco de Ouro”, “Ai Maria”, “Te Esquecer é Impossivel”, “Pura Emoção”…
      Esses 3 albúns são um misto de Country, Raiz e romantico.
      Naquela época, não só herdaram o titulo “Dupla Coração do Brasil” oferecido por Tonico e Tinoco, como também herdaram a singelesa, da dupla, olha só:
      De 1993, composição de Paulo Debétio/Paulinho Resende:
      http://www.youtube.com/watch?v=eOwdQOmPIqM

      De 1994, composição de Chitãozinho/Xororó/Luis Gustavo:
      http://www.youtube.com/watch?v=t-w4Wja7uHI

      De 1998, composição de Darci Rossi/DiCezar/Chitãozinho:
      http://www.youtube.com/watch?v=uFhJDacBByM

      Essa é a prova de que na época valia a pena comprar cd original, como você acha que eu sei quem são os compositores?

      • Rafael Cesar: (responder)
        12 de novembro de 2013 às 19:33

        “Página Virada” Grande obra do José Augusto com Paulo Sergio Valle.

        Renan, eu tenho grande maioria dos cds da dupla e os meus favoritos são, Cowboy Do Asfalto – 1990, Tudo Por Amor – 1993, Planeta Azul – 1992 que eu não tenho ele na minha coleção, mas tenho o mp3 dele no PC, e ainda pretendo compra-lo só falta achar ele.

    • Alan: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 19:03

      Vocês já estão sonhando muito com esse negócio de “Reality Show”, mas a ideia é boa. Como já disse, enquanto eu ouvir e saber que é algo novo e é do CH&X, vou gostar. Isso encerra, a não ser que me venham com algo que eu ache que precise responder hehe.

      • LUCIANO SILVA: (responder)
        12 de novembro de 2013 às 19:41

        Alan, como eu disse no comentário é um sonho mesmo. É porque não vejo sentido Z&L, Leonardo e Ch&X ficarem lançando novos trabalhos só por lançar. Eles poderiam ressuscitar os AMIGOS só que desta vez lançando gente nova ao invés de cantarem. Não seria forçar a barra e daria oportunidades a outros cantores. Como eu disse poderia ser nos moldes do programa ídolos. Imagine os AMIGOS em Goiânia por exemplo escolhendo novas duplas. Seria muito melhor que o tal do SINTONIZE.

  • Renan - SP: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 19:53

    Um post de uma dupla como essa da 20 comentários, enquanto Marcos e Belutti, Victor e Leo, da 80, 90 comentários, vai entender.
    E nesse post por enquanto, só 5 comentaram.
    Eu, Luciano, Goiano, Alan e Rafael Cesar, média de 4 comentários cada um.

    • Renan - Harare (capital do Zimbábue): (responder)
      12 de novembro de 2013 às 20:29

      Caro ídolo Renan-SP, não importa a quantidade, o que importa é a qualidade.
      Como diria um filósofo Chinês:
      “O MUNDO É UMA BOLA SE FOSSE DUAS SERIA UM SACO”

    • Val: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 20:57

      Caro Renan, o quê acrecentar ao que vocês já disseram e muito bem?!

      • Renan - SP: (responder)
        12 de novembro de 2013 às 21:10

        Val, é sempre bem vindo uma outra visão, ou um acréscimo da mesma, mas você quem sabe, valeu.
        Meu Fake Renan – Harare (capital do Zimbábue), foi a primeira coisa certa que você disse, qualidade no lugar de quantidade.
        Já sobre o mundo, Cristovão Colombo disse que o mundo não é uma bola, e sim uma laranja.
        Quem tem razão?

  • Alan: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 20:23

    É só um sonho o festival, entretanto, com certeza seria melhor que o Sintonize. Quanto às diferenças dos discos dos Beatles, o Renan só pode tá tirando uma da minha cara, eles síram do “IEAHHH” de 1964 para um dos melhores álbuns de todos os tempos, o Sgt. Peppers. Mudaram, e muito. E CH&X não saíram de sua temática, por isso o disco tem a cara deles.

    • Renan - SP: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 20:36

      Alan, o “IEAHHH” é o que? Bolero?
      A diferença, é relacionada a idade, eles não abandonaram a ingenuidade das letras, só acrescentaram outros temas como a politica, essas mudanças foram naturais, e não pensando em atingir B ou C.
      A sonoridade continuou praticamente a mesma.

      • Alan: (responder)
        12 de novembro de 2013 às 21:36

        Bom, vou ser mais técnico: Em 1965, eles conheceram Bob Dylan, e mudaram sua sonoridade com “Rubber Soul”, com músicas meio Folk/Rok’n Roll, como “Nowhere Man”, “Drive My Car” e etc. A partir daí romperam com o que faziam (músicas românticas e baladas) e foi disco de rock mais inovador lançado até então. Em 1966 veio “Revolver”, onde eles exploram mais temas pscodélicos, novos efeitos, orquestras, e com seu auge em Sgt Peppers em 1967, onde as drogas rolaram soltas e as melhores músicas também. Em 1968 lançaram o mais maduro “The Beatles ou album branco”, onde as temáticas estavam mais “normais” nem por isso piores. Acho que isso explica a diferença de “IEAHH” com “The White Album” e tal evolução que mudou a música que conhecemos hoje.

        • Renan - SP: (responder)
          12 de novembro de 2013 às 21:45

          Alan, vou ser mais prático: você entendeu o que eu disse?
          Percebe que o caso dos Beatles é diferente do caso Ch e X?
          Beatles jamais abandonaram a ingenuidade das letras, só acrescentaram outras coisas dentro do que já faziam, agora Ch e X estão querendo ir por outros caminhos, diferente daquele que os consagraram.
          E outra o Rock é muito mais abrangente, do que o sertanejo, o sertanejo permite até a pagina 5, depois fica descaracterizado, vira outro genero.

          • Alan: (responder)
            12 de novembro de 2013 às 22:26

            O que é sertanejo pra você então? Se alguém muda de algo tudo vira um “Não sertanejo”…não dá pra entender essa filosofia.

          • Marcus Vinícius: (responder)
            12 de novembro de 2013 às 22:30

            vixi, é totalmente o contrário. Rock é banda com guitarra baixo e bateria, o que somar além disse só agrega, mas o formato básico é um só. Sertanejo tem uma possibilidade absurdamente mais ampla que um formato básico de 3 instrumentos.

            • Alan: (responder)
              12 de novembro de 2013 às 22:42

              Na música “Vida Marvada” teve banjo, violino, mixer (acho que se chama assim), violão, bateria, guitarra…ou seja, instrumentos de Country/Rock/Pop…o sertanejo em arranjo é muito abrangente mesmo. Acho que só os temas deviam mudar um pouco, mas acho que é pedir demais, já que só João Carreiro e Capataz e um pouco o Victor e Leo mudaram algo.

            • Renan - SP: (responder)
              12 de novembro de 2013 às 22:52

              Marcão,quando eu disse da abrangencia do Rock, eu quis dizer dos seus sub-generos, Só de Hardcore, são 3 subgeneros, tem o melódico, o punk…
              o Rock tem pelo menos uns 20 sub – generos, e tudo dentro do tradicional.
              Agora o sertanejo, virou bagunça, estão confundindo até Funk e Axé com o genero, não é só porque tem sanfona, e é cantado em dois, que é sertanejo.
              Se for assim então, Simon & Garfunkel, fazem sertanejo?
              Não mesmo.

              • Rafael Cesar: (responder)
                12 de novembro de 2013 às 23:40

                Hoje eu pensei nisso também, o pessoal acha que é sertanejo porque é uma dupla, tem uma sanfona no meio,e pá.Acho se for pra definir sertanejo mesmo, é só a raiz.O Sertanejo na minha concepção não tem sub-gêneros.A raiz é o verdadeiro sertanejo, dentro do rotulo “SERTANEJO” as duplas antes gravavam de tudo, principalmente nos anos 90.No repértorio tinha bolero, samba, o rock, forró, balada, o principal o Pop, e no final dos anos 90 pra começo de 2000 teve o crescimento dos vanerão.Se for pra definir mesmo o sertanejo é só a raiz.Hoje em dia o pessoal fica só preso nesse negócio de Arrocha.Pra mim esse negócio de rotulo é bobeira, como disse o Chrystian, “o importante é representar bem a arte independente de rotulos”.Cada musica tem seu estilo,mas se a musica tiver conteudo é o que importa.

                • Renan - SP: (responder)
                  12 de novembro de 2013 às 23:58

                  Rafael, parabéns pelo comentário, é isso aí mesmo.
                  Sertanejo puro, só o de Raiz, anos 90 foi uma mescla (incluindo a Raiz), antigamente lembravam do homem do campo, dos rodeios, hoje o universitário, só se faz visando os baladeiros e o lucro.
                  E o mais importante do seu comentário:
                  “O importante é representar bem a arte independente de rotulos”.Cada musica tem seu estilo,mas se a musica tiver conteudo é o que importa.”

                  • Rafael Cesar: (responder)
                    13 de novembro de 2013 às 13:41

                    Renan, dentro desse negocio de rotulo gera muitos conflitos por partes de fãs e tal, acho que musica é muito mais que um rotulo.Eu me identifico muito com os seus comentarios, pois sou muito exigente quando se fala em musica, praticamente temos os mesmos gosto musical, sobre quesitos de arranjo também me identifiquei com o que voce falou num outro post, acho bom saber que tem uma pessoa que entende de musica e defende a verdadeira musica boa, que com o tempo foi se perdendo.

  • Alan: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 23:08

    Esse papo de “definir” o que é sertanejo já me deu muita dor de cabeça. Pra mim, as letras não tendo baixaria, e o cara se definindo sertanejo e eu ache mais ou menos audível, pra mim tá valendo.

  • Luciana: (responder)
    12 de novembro de 2013 às 23:32

    Vou ser bem prática: não achei que ficou tão ruim assim não! Até gostei da nova “roupagem”, se é que posso chamar assim, que foram dadas a algumas músicas. Pra mim, o que vale é o seguinte: as músicas ficaram com uma cara mais jovem sim, e se isso fizer a moçada de agora conhecer ao menos as letras das canções do que o gênero de sertanejo foi outrora, pra mim já está de bom tamanho! Eu particularmente, gostei!

    • Rafael Cesar: (responder)
      12 de novembro de 2013 às 23:48

      Luciana, se essa foi a intenção deles, afirmo que não vai dar certo não, o pessoal hoje não ta ligando com quem canta,a letra, o arranjo mais não.O pessoal vai na batida da musica.Quer saber só de se divertir, já vi muita gente que não suporta tal musica, mas quando enche a cara ta lá dançando,cantando. Por isso creio que esse negocio de querer modernizar com o que ta rolando, não dá certo, acho que os grandes artistas tem que fazer o que realmente sabe, o que sempre fez, não se prender no passado, mas buscar um conteúdo interessante, sem sair da linha.Ter o exemplo de uma dupla chamada “Chrystian & Ralf”

      • Luciana: (responder)
        13 de novembro de 2013 às 11:49

        Rafael, eu entendo o seu ponto de vista e sei que é possível fazer coisa boa e inédita. Prova disso é o CD “Na terra do Piqui” que o Israel e Rodolpho não lançaram, comercialmente falando. So tem modão. Na minha humilde opinião, no quesito composições e melodias, é o melhor CD “não lançado” oficialmente do ano. Quanto a dizer que a moçada vai na batida, acho isso relativo. Concordo que bêbado vai no embalo, mas já fui a alguns shows da nova geração aqui na minha região (até porque gosto de avaliar as diferenças vocais entre o “ao vivo” e o “estúdio”, porque quem sabe faz ao vivo) e, tanto para os mais velhos quanto para os mais novos, sempre o momento auge é aquele onde são tocadas as músicas da velha guarda. E sim: os jovens sabem todas as letras!
        Enfim: continuo achando muito válida a cara “mais jovem” do CD. Só de não terem se prostituído gravando letras apelativas, já achei ótimo. E se de cada 100 jovens ouvintes, um adquirir a capacidade de separar o joio do trigo, então vai ser excelente. Abraços!

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 00:26

    Outro dia postei aqui uma matéria da internet com o título: Como o Sertanejo derrubou o Rock. A matéria descreve como os próprios roqueiros deram o golpe mortal no Rock por conta de não aceitarem os subgêneros. Depois que li a matéria abandonei a busca por uma definição restritiva ao Gênero Sertanejo. Percebi que o mesmo golpe mortal tem sido aplicado pelos fãs de música sertaneja. Por isso tenho me preocupado mais com as letras. Critico todos que gravam músicas apelativas tentando fazer sucesso CHOCANDO as pessoas. E o pior é que muitos têm feito propositalmente músicas com refrãos repetitivos e fáceis de decorar para atingir as crianças. Algumas músicas são tão ruins que parecem tocar até com o som desligado. Já pendurei a viola e estou achando o Lucas Lucco um sertanejo NATO. Sem mais.

  • Alan: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 18:37

    O Rock Nacional levou uma rasteira por se tornar chato pra caramba. O melhor que conseguem fazer é aquele popzinho pra adolescentes. Se houvesse uma banda jovem madura e criativa, podia resgatar o rock. No internacional, cada década tem seu gênero, e porque um “morreu” não quer dizer que o gênero esteja falido:

    Anos 60:Rock’n Roll

    Anos 70:Hard Rock e Heavy Metal

    Anos 80:Pop Rock

    Anos 90:Rock Alternativo

    Agora: Pop Rock e o Alternativo.

  • Alan: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 19:21

    Segundo o Presidente da ABPD, Paulo Rosa, “2012 foi bastante positivo para o mercado de música gravada no Brasil. Já era esperada uma queda nas vendas de CDs e DVDs após um 2011 com crescimento, devido à performance muito acima do normal, de alguns títulos nacionais, o que não se repetiu na mesma escala no ano passado. Se observarmos friamente os números a partir de 2008, vemos que o mercado físico está de fato estável, com pequenas oscilações para mais ou para menos. Esta redução nas vendas físicas em 2012 entretanto, e pela primeira vez no Brasil, foi amplamente compensada pelo aumento de 83,1% nas receitas da área digital, o que resultou em um crescimento do total combinado “físico + digital” de 5,13% em 2012, comparado a 2011.

    O mercado de música digital brasileiro começa a demonstrar sinais claros de evolução e consistência. Os downloads pela Internet cresceram exponencialmente, com um detalhe importante: a receita gerada por vendas de faixas avulsas é praticamente igual àquela produzida pelos downloads de álbuns completos. O setor de Telefonia Móvel na música praticamente dobrou de tamanho em 2012, puxado principalmente pelos “ringback tones”. O faturamento das companhias da ABPD com streaming de vídeos musicais remunerados por publicidade como o Youtube e o Vevo, subiu quase 250%. A redução de 18,6% nas receitas de subscrição mensal para serviços de streaming deverá ser recuperada com a entrada de grandes operadores como a “Deezer” (operação já iniciada) e o Spotify (ainda por iniciar), apenas para citar dois exemplos. Já é de 28% a participação do digital no total das receitas, é um resultado fantástico se considerarmos que em 2011 este percentual estava na casa dos 16%. Em 2013, esperamos que o mercado físico deva seguir estável, e a expectativa geral é de continuidade de crescimento do digital, em seus variados modelos de negócio.”

    Fiquei mais aliviado com esse comunicado, por que quando há quedas na vendas do mercado fonográfico, as gravadoras costumas ficar muito pão duras. Ver que a coisa tá melhorando aos poucos é uma boa notícia.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      13 de novembro de 2013 às 20:02

      Alan, valeu pelos esclarecimentos.
      Em relação à venda de arquivos digitais (áudio e vídeo) comentei outro dia aqui que o pessoal do iTunes vão ter que rever as margens de lucro, pois é brincadeira pagar 3,4,5 Reais em uma música. É um incentivo à pirataria. Tem uma ideia nova aí com o pessoal que trabalha independente que é o seguinte eles vendem um cartão com um código em que a pessoa entra no site, insere o código e tem direito a determinado número de downloads. Achei interessante e é legal, pois o artista teria um maior controle da parte de arrecadação. E outra os artistas poderiam vender os cartões em seus shows.

  • Alan: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 20:34

    o Itunes cobra 0.99 por música e 9.99 por um álbum completo e agora estão vendendo clipes junto com os disco, o que acho genial. Quanto a essa ideia, gostei, perece legal, mas acho meio complicado. Eu acho que primeiro deviam cobrar menos pelos cds, uma faixa de 5 a 10 reais para um cd e no máximo 10 para um DVD, como fazem Chrystian e Ralf com o seu SMD.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      13 de novembro de 2013 às 23:18

      Os valores das músicas são em Dólar.
      Paula Fernandes USD 1,29 = R$ 3,01
      Victor e Leo USD 0,99 = 2,31

    • Rafael Cesar: (responder)
      13 de novembro de 2013 às 23:29

      O SMD é uma das coisas mais brilhantes para derrubar a pirataria e os downloads grátis.Uma pena que as gravadoras não adotaram esse projeto, e nem os grandes artistas, que também dependem 100% de gravadora.Não me recordo qual apresentar disse que a ideia do SMD era muito boa, mas como foi criada dentro do Brasil ninguém tomou iniciativa de usar o produto, se tivesse vindo de fora do Brasil, o SMD já teria seu lugar garantido. Sobre a margem de lucro do SMD também tem uma crescente muito boa, principalmente agora que não se cobra imposto mais de cds e dvds.

  • Alan: (responder)
    14 de novembro de 2013 às 12:39

    O preço depende sempre da cotação do dólar, que na média é 1,80. Quanto ao SMD, é sim uma ideia genial, mas como as gravadoras teriam que pagar uma parte dos lucros como Ralf, elas tem um pouco de receio e mão fechada. Uma Pena, eu compraria um Cd original por 5 reais.

    • Rafael Cesar: (responder)
      14 de novembro de 2013 às 13:35

      Sim, acabou os impostos de cds, mas isso faz com que os vendedores aumentem o preço dos cds, e nisso só fica bom pra quem vende pra nois continua sendo a mesma coisa.Então não ha muito o que comemorar com o retiro dos impostos.

  • Anônimo: (responder)
    14 de novembro de 2013 às 21:34

    Dizem que caiu 25% os preços. Duvido que os comerciantes não queiram lucrar mais 25% nos cds…

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.