01 mar 2014 | Na Estrada
Na estrada – Munhoz & Mariano gravam DVD depois de adiamento regado a chuva e choro

Este texto vai ser meio complicado de escrever, por dois motivos: primeiro porque todo mundo já sabe o que deveria e o que não deveria saber a respeito do evento devido à enorme quantidade de informações espalhadas na mídia desde o último sábado; segundo porque eu não pude comparecer ao segundo dia da gravação, informado após o adiamento de sábado, devido a alguns problemas familiares bastante sérios ocorridos aqui em Uberlândia. Por isso, vou escrever com base no que eu pude testemunhar no sábado e nas informações e fotos que recebi a respeito da última terça, estas tiradas pelo grande Maurício Antônio.

Alguma coisa já dizia que sábado não seria dos mais fáceis. Mesmo antes de partirmos para Presidente Prudente, já recebíamos informações que davam conta da possibilidade de se adiar a gravação, já que a previsão do tempo não era das melhores. O local escolhido para a gravação, o Estádio Prudentão, é um espaço totalmente aberto. Não haveria cobertura no palco, o que significa que uma simples chuva teria o poder de causar muito estrago e até de impedir a continuidade da gravação. Mesmo assim a data precisava ser cumprida, é claro.

Por conta disso, havia desde o começo uma certa tensão entre os convidados para a gravação e a equipe. Diversas pancadas de chuva durante o dia prejudicaram em parte o processo de montagem das estruturas, o que acabaria prejudicando, ainda que apenas um pouco, o resultado final.

Já no Prudentão, fui para os bastidores acompanhar o que ocorria por lá. Depois de falar com o Munhoz e o Mariano, subi até o camarim onde estavam o Fred Liel e a dupla Thiago & Graciano para cumprimentá-los. Foi quando aconteceu o que todos temiam: uma chuva forte começou a cair, repetindo as diversas pancadas de chuva ocorridas no decorrer do dia. Mas desta vez a chuva não parou.

A partir dali, a decisão sobre o adiamento começou a ser tomada. Minutos antes, haviam decidido apenas informar ao público que a gravação atrasaria, mas que aconteceria normalmente. Mas com a chuva e depois de debaterem no camarim com o empresário, a dupla decidiu realmente adiar a gravação, sem uma data prevista para que ela fosse realizada.

A própria dupla subiu ao palco para fazer o anúncio e se desculpar com o público. Fui até o palco para acompanhar, ainda que da parte de trás, o momento. Ambos chorando muito e recebendo um surpreendente apoio do público. Depois de anunciarem que a gravação não poderia mais ocorrer naquele dia, por risco à segurança do público e pelo potencial prejuízo ao resultado final, a dupla ainda permaneceu um bom tempo no palco, chegando a cantar um trecho da música “Balada Louca” com a participação do público.

Na saída do palco, dei um abraço solidário no Mariano, que ainda soluçava em prantos. Foi quase impossível para boa parte dos presentes não se solidarizar naquele momento com a decepção da equipe. Muitos deles choravam e, surpreendentemente, o mais tranquilo era o Joaquim, empresário da dupla, que manteve a serenidade e mesmo com a expressão tristonha buscava aceitar a decisão de Deus, entendendo que a gravação realmente não era pra ter acontecido.

Abaixo, um vídeo liberado no canal oficial da dupla na terça de manhã, que traz todos os momentos do anúncio do adiamento.

E como tudo na vida realmente tem um propósito, as informações que recebi e as fotos que vocês estão conferindo no decorrer da postagem dão conta de que tudo deu certo na terça-feira. Como se realmente os problemas de sábado tivessem ocorrido com o intuito de dar ainda mais gás à gravação na terça. A projeção mapeada no público da arquibancada, planejada para acontecer no sábado mas que não teria sido feito por conta da chuva, aparentemente não encontrou empecilhos na terça. As participações, que em teoria poderiam ter declinado do convite devido à mudança de última hora e possibilidade de compromissos na terça (o Tiaguinho, por exemplo, tinha uma gravação de TV marcada que se estenderia até a meia-noite), compareceram sem problemas. Além do Tiaguinho, o Luan Santana também participou, além, é claro, do Fred & Liel e da dupla Thiago & Graciano.

Realmente houve, depois do anúncio do adiamento, uma movimentação nos dias subsequentes de solidarieade por parte de outros profissionais do circuito sertanejo, entre artistas, empresários e outros. A dupla e o empresário receberam ligações de vários deles oferecendo, sim, algum tipo de ajuda ou pelo menos um apoio moral. Não que a dupla precisasse, claro, já que este DVD vinha sendo anunciado há algum tempo como o maior DVD sertanejo de todos os tempos, por conta do alto custo de produção, que com certeza sofreu um considerável aumento depois do adiamento.

Mas a gana da dupla ainda no sábado, depois que a gravação foi mesmo adiada, já demonstrava que não havia qualquer preocupação com a realização num novo dia, mesmo com todo o choro e decepção. E o mais engraçado é que se a gravação tivesse ocorrido no sábado, o resultado não seria tão positivo quanto foi na terça. Houve um aumento no público, não houveram problemas na montagem dos equipamentos como no sábado, entre diversas outras coisas. Mesmo com a pressa em se realizar o evento o mais rápido possível, já que os equipamentos alugados para o DVD precisavam seguir para montagem em festas de carnaval, tudo ocorreu sem maiores problemas.

Não pude comparecer, pelos motivos que já expliquei. Mas se formos analisar bem, e quem for supersticioso pode até concordar comigo, não sei se minha presença num DVD da dupla é tão interessante assim, hehe. Vejam só: na ocasião do primeiro DVD eu compareci apenas ao lançamento. Já no segundo DVD, perdi o vôo da conexão e cheguei a Campo Grande horas depois do término da gravação. E desta vez, comigo presente, uma chuva torrencial obrigou a dupla a adiar o show, que foi realizado com toda a pompa na terça, desta vez sem mim. Engraçado, né? Três DVDs gravados e eu não consegui assistir a nenhuma das gravações. Mas mesmo assistindo ou não, a maior satisfação é saber que tudo deu certo. E se o destino um dia permitir que eu acompanhe a gravação de pelo menos um DVD da dupla, sem que isso represente nenhum prejuízo a qualquer superstição, com certeza estarei lá, hehehe.

34 comentários
  • ricardo: (responder)
    1 de março de 2014 às 01:31

    Pra mim esses dois são dois zeros a esquerda, e o melhor seria se Munhoz e Mariano, Miche Teló e companhia jamais tivessem existido pois são grandes detratores da música sertaneja.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      1 de março de 2014 às 02:58

      Oh God!!!

  • Mariano: (responder)
    1 de março de 2014 às 01:40

    Muito obrigado marcao, que pena que não deu pra vc ir na Terça mas muito obrigado pela presença no sábado e pelo apoio, valeu mesmo!! Grande abraço

  • Luciana: (responder)
    1 de março de 2014 às 04:47

    Eu acredito que existem duas formas de admiração: a dos fãs cegos que adoram os personagens que os artistas interpretam enquanto estão nos palcos e a admiração pela pessoa que existe atrás dos palcos. E essas “pessoas” só aparecem realmente quando são colocadas frente a frente com a Marília Gabriela (essa eu posso dizer que sou fã). Deixo claro: não gosto da linha musical da dupla. Mas como não admirar uma pessoa que na primeira oportunidade que teve, aposentou os pais? Como não admirar uma dupla que se sentou no chão o palco (próximo das fãs mais afoitas) e pegou, celular por celular (ou máquina fotográfica) para tirar fotos enquanto a equipe técnica resolvia um problema de falta de energia (onde os geradores também deram pane)? E como se não bastasse, após a energia ser restabelecida (após 50 minutos), os caras se levantam e terminam o show (e eu vi e testemunhei o promotor dizendo a eles que se quisessem terminar o show naquela hora, estava liberado). E depois de tudo isso, com toda a paciência e carisma deles (indiscutível), o show termina, o promotor do evento impõe que seriam atendidas 50 fãs depois do show, e os caras mandam avisar que só voltam pro hotel depois que atenderem todas as meninas na fila? Numa boa (e que se dane o mundo pq não chamo Raimundo): enquanto continuarem humildes, não me importa se com música ou sem, irei nos shows! O mundo precisa de mais humildade! Posso até não estar pagando por música boa, mas vale o espetáculo, vale a diversão, e vale ver que ainda existem pessoas (e não personagens) de boa índole nesse mundo! E só quem assistiu o “De frente com Gabi” sabe do que estou falando. Beijo no ombro, kkk!

  • Alan: (responder)
    1 de março de 2014 às 11:34

    Falar pra eles mudarem é como querer que punks cantem algo melódico he he. Não é o tipo de música que gosto, mas os caras compensam a falta de letras com um grande show, bom atendimento aos fãs (como a luciana falou) e um puta de cenário nos dvds. Quando você vai se divertir alguém ainda liga pro que eles cantam??

  • Fábio Roque: (responder)
    1 de março de 2014 às 12:35

    Marcão, seu pé frio!

  • Renan - SP: (responder)
    1 de março de 2014 às 12:48

    Desculpa aí, mas chorar por causa de um cancelamento de show?
    Será que se o show fosse em Piraroca de Alagoas, haveria o mesmo sentimento?
    Será que não tem nada a ver com o prejuízo de 2 milhões de reais?
    Conforme a Luciana citou, sobre a “humildade”, tirando fotos com todo mundo, tapinha nas costas, querendo ser agradável, e desse tipo gente que eu tenho mais medo.
    Prefiro mil vezes um Lobão, que diz coisas na sua cara, que se tem vontade de fazer algo faz, mas se não tem, não faz (não fica fazendo tipo).
    Prefiro pessoas inteiras, que jogam aberto o tempo todo, do que pessoas que se moldam, dependendo da situação.
    Não conheço uma dupla ou solo universitário autêntico, pois se fossem assim, cantariam músicas que gostam de verdade, e não só pensando em $$$$$$$.
    Lembrando que humildade não envolve questões financeiras e nem tem haver com bondade.
    Humildade verdadeira, é ser franco(a) (franqueza), sincero e isento.
    OBS: Vi a entrevista deles com a Gabi, como vi também a do Lobão, e sinceramente, sou mais o Lobão, em todos os termos (musical e pessoal).
    Humildade = sinceridade, dizer o que pensa, doa a quem doer, independente de agradar ou não.

    • Luciana: (responder)
      1 de março de 2014 às 18:21

      Renan, sinceramente que não consigo te entender. Já li em seus comentários você dizer que ficou emocionado com um mero elogio quando alguém leu algum dos seus poemas (e a moçada caiu matando). E o que é o choro senão a manifestação da mais pura emoção (independente de grana, a expectativa que o “ser humano” cria em torno de grandes eventos para que tudo dê certo é muito grande). E que pensamento é esse, onde a sua emoção vale mais que a de outro (tá bom, nesse ponto entra a subjetividade, mas e a sensibilidade e a capacidade de se solidarizar com a dor alheia, independente das razões fica onde – seria esse o caso de “um peso e duas medidas”)? Minha mãe me ensinou a sempre observar o que um filho faz pelos pais como medida de caráter um homem (ou mulher). Só por isso eu acredito que as lágrimas foram sinceras (e também a humildade). Valores morais vem do berço onde fomos criados, e não de meio onde convivemos.
      Por favor, não se ofenda com a frase seguinte, mas “tire a tapa” e dispa-se dos preconceitos, porque ainda existem pessoas de boa índole nesse mundo. E eu sinceramente acredito que os “seres humanos” por trás dos personagens midiáticos Munhoz e Mariano são duas destas pessoas.

    • Luciana: (responder)
      1 de março de 2014 às 18:33

      Quanto ao Lobão, apesar de considerá-lo um dos filósofos mais inteligentes do Brasil, e um baita compositor, na minha casa ele não entra nem pra lavar banheiro! Porque a arte de saber fazer uma crítica (ou falar a verdade) não é tão somente apontar um dedo inquisidor no nariz alheio ou cutucar uma ferida. Necessita de hora, de lugar e de formas corretas em saber expressar-se sem agredir ou denegrir. Como diz o sábio ditado: “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”, porque a segunda lei de Newton é inevitável (ação e reaçao)!

      • Renan - SP: (responder)
        1 de março de 2014 às 19:58

        Luciana, pra mim um show parece ser um motivo muito vazio, para tal reação (choro), por isso que eu creio que deve ser algo por trá$ di$$o, o verdadeiro motivo, pois se fosse um show em Alagoas… duvido.
        Não questiono as emoções deles, mas sim se é verdadeiro o motivo, seria o mesmo que chorar por ter comprado o bolo mais bonito de uma padaria, não é pra tanto.
        Ficar abatido, triste, tudo bem, mas chorar por causa de um cancelamento?
        Deve ter outro motivo por trás.
        Sobre o fato da aposentadoria do pai, isso por si só, não é sinônimo de “tratar bem um pai”, as vezes o que um pai precisa, não é de descanso ou dinheiro, e sim de afeto, atenção…
        Tem vários artistas que dão pensões para um pai, um filho, mas não dá o necessário, o que mais eles sentem falta na velhice ou no caso de uma criança, na infância.
        Você conhece bem a vida desse cantor para fazer tal afirmação, do “tratamento” do pai?
        Pra mim, valores morais não só vem de berço, como da vida, do meio em que se vive, conhece a frase que diz assim:
        “Se quiser conhecer uma pessoa de verdade, dê poder a ela”.
        A pessoa tem que ser a mesma dentro e fora de casa, pra mim não existe meias verdades, meias atitudes e meias bondades.
        Eu também acredito em seres humanos (poucos, é verdade, está cada vez mais difícil), só que eles não tem que ter nada por trás, tem ser tudo pela frente, jogando aberto, ser o que é, e não se moldar dependendo das situações (esse é meu jeito, minha visão pessoal).
        Sobre o Lobão, em nenhum momento ele parte para ignorância (porrada, briga), ele apenas diz o que pensa, as pessoas é que se ofendem, por não saber respeitar opinião alheia, e também por serem criados num país ditador (até hoje), a ditadura só está disfarçada, pra não gerar revolta nacional.
        Eu prefiro as pessoas sinceras, porque o “golpe” que ela tem que lhe aplicar, é ali na hora, e com as palavras, já o pessoal de tapinha nas costas (falso), aplica golpes piores e bem mais traiçoeiros.
        E ele aceita também que falem dele, só que ninguém é obrigado a concordar com o que é dito, o importante é falar francamente (ser humilde em dizer e ouvir).
        Sobre o fato de ser preconceituoso, eu discordo da sua opinião (acho até que já expliquei bastante “os porquês”), mas se essa é uma opinião sua, eu respeito.
        Gostei, pois você não disse com segundas intenções ou para me atacar, e é isso que eu acredito, sinceridade acima de tudo.
        Democracia, liberdade de expressão…

        • Alan: (responder)
          1 de março de 2014 às 20:44

          Vão ficar discutindo mesmo um comportamento humano mais comum que existe de eufemismo??Falar que gostou de uma roupa se outro pergunta e você acha de verdade que é feia é mais ato de compaixão que falsidade. Nem tudo tem que ser dito na “lata”, sinceramente. O Lobão é bom pensando e péssimo apontando o dedo.

          • Luciana: (responder)
            1 de março de 2014 às 22:29

            Alan, o referido (porque agora não citarei mais nomes) escrevendo merece uma cadeira na academia brasileira de letras (se ainda não a tem)! Mas se abrir a boca… Que dizer de um cara que vai fazer um show (pequeno, numa quadra) numa pequena cidade pela primeira vez, e no auge de sua nóia (sabe-se lá de quê), joga milho na platéia (quando um artista de respeito leva milho pra um show?) e simplesmente nomeia todas as mulheres do show de “galinhas”(isso num show de uns 25 anos atrás) e desce do palco, pq se recusou a cantar pra “galinhada” (e agora eu vou especular: estaria frustado por levado um “pé na bunda” de alguma moça residente na cidade – e nem vou postar o que meu cérebro realmente imagina, he, he, he). Daí, uns 5 anos depois deste fato, ele volta pra fazer um show da msm cidade (de grande porte, no parque de exposições) e, ao ser agredido com garrafadas na cabeça dos atuais maridos das antigas “galinhas”, desce do palco e taxa o povo de toda a cidade de “sem educação”? Tudo bem que nada justifica uma agressão, mas é um claro exemplo de “um peso e duas medidas”, pois se o cara tivesse “vergonha na cara”, nunca mais poria os pés na cidade (mas como era um evento de grande porte e o cachê era muito melhor, vamos lá ganhar uma grana). Daí eu me pergunto: seria esse realmente o melhor exemplo a ser seguido e/ou admirado no quesito “falar a verdade”? Só consigo pensar: Deus me livre da alienação!
            PS.: eu tinha 10 anos quando do ocorrido do milho e fiquei sozinha em casa (porque na minha época de criança, isso não era nenhuma abominação ou motivo de chamar a tutelar por abandono de menor, tomando conta da minha irmã de sete) para que meu pais pudessem ir ao show. No dia seguinte, lembra da questão dos evangélicos queimando os CD’s da Paula Fernandes quando ela se declarou espititualista? Aqui em casa foi mais ou menos a mesma coisa, só que no caso eram LP’s. E eu choro esses LP’s até hoje, porque como disse: o cara escrevendo é brilhante!

        • Luciana: (responder)
          1 de março de 2014 às 22:39

          Não discuto, Renan! Só recomendo que se você tiver menos de 27 anos, guarde todos estes comentários que faz (pra ler na posteridade) ou que retorne ao blog daqui há 10 anos. Eu me divirto lendo tudo o que escrevi (ou lembrando da minha forma de pensar) quando tinha 20 e poucos anos e me encarava como a dona da razão!

          • Alan: (responder)
            1 de março de 2014 às 23:27

            Pra você ver como falta de razão mexe com a cabeça de todos. Ter chegado lá, tocado a música dele e falado “agradeço por estar aqui” nada disso teria acontecido. #ficaadicarenan

            • Luciana: (responder)
              2 de março de 2014 às 01:46

              Alan, fiquei com isso na cabeça e tenho que elogiar: se vc tem realmente 15 anos como disse num dos posts passados e sabe o significado de eufemismo, meus sinceros parabéns!

            • Renan - SP: (responder)
              2 de março de 2014 às 02:15

              Alan, nem sei se esse Mariano que comentou, é o verdadeiro, apenas deixei minha opinião, porque tinha o que dizer.
              Com ou sem Mariano, não alteraria uma virgula.

          • Renan - SP: (responder)
            1 de março de 2014 às 23:58

            Luciana, primeiramente, ser exemplo em dizer a verdade, não tem nada a ver com jogar milho no público, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, isso não quer dizer que eu apoio o feito, caso seja verdade, ele errou, mas precisaria ver a procedência disso aí:
            Por exemplo, quando ele mostrou o dedo do meio para o público no Rock in Rio 91, foi porque a platéia começou a atirar garrafas nele.
            Será que foi ele quem começou a provocar nesse show que você citou?
            Como você mesmo disse, era pequena, a maioria das vezes, as histórias chegam distorcidas.
            O Lobão não é disso, o que não quer dizer que ele não possa ter feito.
            Como ele mesmo disse no Café Filosófico, ele já fez bobagens (como usar drogas), mas hoje é um cara experiente e que tem muito a dizer e a ensinar.
            E não cito só ele, tem também, Rachel Sheherazade, Jorge Kajuru, Juca Kfouri… Bons exemplos são poucos, mas tem.
            Sobre os possíveis erros do Lobão, eu cito os verdadeiros dessa dupla aí, postar num Facebook fotos com armas na mão, isso sim deve ser seguido né, o que seria alienação?
            Será que o pai ficou contente?
            Capaz que nem sabe….
            Belo exemplo para os fãs?
            Sobre a minha idade, isso é o que menos importa, mas digo, farei 27 anos em outubro, e não me arrependo de nada, pois fiz o melhor de mim, em cada momento que tomei uma decisão.
            Se errei ou acertei, fiz conforme acreditava, de peito aberto, tenho certeza que nunca fiz mal a ninguém, muito pelo contrário…
            Conheço pessoas de 27, 37, 47, mas que tem a idade mental de 13, o que prova que idade não significa muita coisa.
            Anos não são nada sem ter vivido experiências.
            Sobre voltar no blog daqui há 10 anos, acredite não posso, pois tenho muito pra dizer á muitos que estão com a mente aberta, e isso não me prejudica em nada.
            Não me acho dono da razão, pois uso muito pouco ela no dia a dia, e nem dono da verdade universal do senso comum, sou só dono da MINHA verdade, refém de mim, rabo preso comigo mesmo, e dessa verdade não abrirei mão jamais.
            Cada um tem a sua verdade.
            Personalidade forte já nasce com quem tem, independente de idade.

            • Luciana: (responder)
              2 de março de 2014 às 01:36

              Caro Renan. Domingo de carnaval, 00:30 quando comecei a escrever a resposta, volto de uma baguncinha a qual levei a sobrinha (e pra deixar claro, só entrei no blog pra me divertir porque tinha certeza que você gastou alguns preciosos minutos do seu tempo pra elaborar uma resposta em função de um comentário que não foi direcionado a você). Citando suas próprias palavras, no 4o ou 5o parágrafo do texto acima (“Sobre os possíveis erros do”), eu poderia partir pra “ignorância” te questionando “tá chamando meus pais de mentirosos” (pois o relato me foi contado por eles)? Mas não! Como rio do meu antigo “eu” (e para justificar a minha própria imaturidade, a chamava de verdade), deixo pra ti o prazer de rir de si mesmo quando se encarar no espelho daqui há 10 anos. E relaxa, rapaz! Eu concordo com 75% das suas reclamações! Só acho que vc deve usar a msm coerência das suas justificativas nas reclamações, porque senão, é vc mesmo que cai em descrédito (ou se torna a maior piada) do blog. Lembra que a primeira vez que te mencionei, foi justamente dizendo que eu havia encontrado uma pessoa muito mais mal humorada que eu (porque já acompanhava o blog há longa data, lendo todos os coments, mas nunca tinha me dado ao trabalho de comentar). E se não sabe brincar, não desce pro play, kkkkkk

              • Renan - SP: (responder)
                2 de março de 2014 às 02:13

                Luciana, pra mim esse negócio de “tempo precioso” é coisa de Yankee capitalista, cuja a frase principal é:
                “Tempo é dinheiro”.
                Pra mim o tempo não é nada.
                E sim, sua resposta foi direcionada a mim, só um pedaço:
                “Não discuto, Renan! Só recomendo que se você tiver menos de 27 anos, guarde todos estes comentários que faz (pra ler na posteridade) ou que retorne ao blog daqui há 10 anos”.
                E também o Lobão fazia parte do meu comentário anterior.
                Sobre chamar seus pais de mentirosos, primeiro que eu nem conheço seus pais e nem você, só conversamos aqui no blog, sem ninguém saber nada sobre o outro.
                Pra mim, não é mentira e nem verdade, primeiro porque nunca ouvi nada sobre, segundo, porque eu não acredito em tudo que leio, então se chegar alguém aqui no Blog e dizer que é o Frank Sinatra, eu sou obrigado a acreditar?
                Repito, não sei nada sobre isso, caso seja verdade, ele errou.
                Isso chama-se isenção.
                Não faço pré-conceito sem saber todas as versões de uma história.
                Você é que veio questionar a minha opinião em defesa da dupla, isso eu nunca fiz, só exponho a minha opinião e respondo a quem responde pra mim, jamais questionei a opinião pessoal de alguém, apenas deixei a minha ou respondi a quem me questionou.
                Sobre ser a maior piada do blog, eu sei muito bem que vivo no país da piada pronta, e isso pra mim tão supérfluo, como um tatu fazer um buraco em qualquer pedaço de terra.
                O que importa não é quantidade das pessoas que me levam a sério, e sim a qualidade delas.
                E nisso eu me garanto (sem falsa modéstia).
                Você poderia ser mais específica, na minha falta de “coerência”?
                Sobre relaxar e se divertir aqui, isso eu faço dependendo da gravidade do assunto, mas acredite, isso não muda nada o meu relacionamento virtual com as pessoas.
                Já discuti aqui com o Alan, Goiano (no começo), Paulo Ricardo, e até hoje troco idéias com eles aqui no blog.
                Pra mim, amigos são amigos e colegas são colegas.
                Amigo eu levo a sério, sou seletivo, e conheço pessoalmente ou virtualmente bem (como ter e-mail, se abrir em tudo…), já colega, basta chegar e conversar que eu entro no assunto.
                Converso com qualquer um.

                • Luciana: (responder)
                  2 de março de 2014 às 02:25

                  Pelo menos você tem uma qualidade: não desiste nunca, kkkk! Parabéns!

                  • Alan: (responder)
                    2 de março de 2014 às 11:40

                    Eufemismo: Algo que a gente fala abrandando ou enchendo muita bola pra alguém. Fonte: Aurélio

    • emerson: (responder)
      5 de março de 2014 às 14:56

      entao o cara nao pode ser humilde e do bem? Vc fala mta groselhas amigo.

  • Paulo Ricardo: (responder)
    1 de março de 2014 às 13:49

    Quer dizer então q todos esses novos sertanejos além de só gravarem merda, ainda são todos maus-caracteres? Obrigado grande Renan por mais uma vez abrir meus olhos.
    #QueremosUmAlbumSertanejoDoLobao

    • Alan: (responder)
      1 de março de 2014 às 13:55

      #ZueracomRenanneverends

      • Renan - SP: (responder)
        1 de março de 2014 às 14:26

        Paulo Ricardo, eu não disse mau caráter, e sim até que ponto é verdadeiro? Será que é?
        Como diria a Zélia Duncan numa letra:
        “Quem perde
        é quem prega
        Quem precisa
        é quem nega
        O desconhecido
        exceção à regra
        que confunde e cega
        os pobres donos do mundo
        A diferença
        Tá na crença
        De quem pensa que pensa
        E apenas alimenta
        Meias verdades
        Meias atitudes
        Meias bondades
        Nada disso me interessa
        e eu não tenho pressa
        pra conferir”
        Eu acredito no que um crítico isento, falastrão e verdadeiro disse:
        “Tudo o que envolve esse meio (universitário) é mais falso que uma nota de 8 reais”.

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    1 de março de 2014 às 14:23

    Todos nós sabemos que “AO VIVO” não existe, ou seja, fazem um evento de lançamento, apenas para captar a voz do público e filmar o cenário. Então, por que não liberar o áudio que já estava gravado a um bom tempo? Pelo menos, teríamos o que avaliar. No youtube tem isso aqui:
    https://www.youtube.com/watch?v=0YmW0XvIhjU
    A primeira do Luan com a segunda que me pareceu ser do Mariano ficou bem estranha, mas não tem problema como diria o Humberto (Humberto e Ronaldo), tem um segredinho que corrige depois.

    Ao vivo de dar gosto é esse:
    https://www.youtube.com/watch?v=9X6t2QOelvs
    Simon and Garfunkel “The Concert in Central Park New York” vejam bem em 1981, traduzindo: sem truques e com o adicional de dificuldade da duração do show (quase três horas). Pra quem ainda não entendeu, a dupla aí é do tempo em que era preciso saber cantar e as músicas tinham que ter letra.

    Meu sonho: ver a música sertaneja chegar a esse nível.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      1 de março de 2014 às 14:26

      Para que não haja contradição: “AO VIVO” não existe mais.

      • Renan - SP: (responder)
        1 de março de 2014 às 16:25

        Luciano, isso é o que eu chamo de música e show, Simon e Garfunkel, sintonia na caneta e na garganta, corpo e alma.
        Nada melhor que passar o fim de semana com boa música.
        A marca de Simon e Garfunkel no Sertanejo (versões):
        http://www.youtube.com/watch?v=RdClPiU18Bk&hd=1

        http://www.youtube.com/watch?v=lZPwtJzvxr4&hd=1

        • LUCIANO SILVA: (responder)
          1 de março de 2014 às 18:01

          ESSE COMENTÁRIO DO VÍDEO CHAMA A ATENÇÃO:

          … Good music stands the test of time … the shelf life of the crap they call music these days is about 3 months .. and here we can listen to quality music like this 30 years later and appreciate it for what it was and still is.

          … Boa música resiste ao teste do tempo … a vida de prateleira da porcaria que eles chamam de música hoje em dia é de cerca de 3 meses … e aqui podemos ouvir música de qualidade como esta, 30 anos mais tarde e apreciá-la pelo que ela era e ainda é.

          Acho que é uma boa resposta àqueles que investem em músicas puramente comerciais.

          A SEGUNDA MÚSICA DESTE SHOW (HOMEWARD BOUND)
          Tem um verso bastante sugestivo para quem gosta de cantar mer#$8&da.

          …Tonight I’ll sing my songs again,
          I’ll play the game and pretend.
          But all my words come back to me in shades of mediocrity
          Like emptiness in harmony I need someone to comfort me…

          …Hoje cantarei minhas músicas novamente
          Jogarei o jogo e fingirei
          Mas todas as minhas palavras voltam pra mim em tons de mediocridade
          Como o vazio em harmonia preciso de alguém pra me confortar…

  • Phaell Cesar: (responder)
    1 de março de 2014 às 14:54

    Ainda bem que todo mundo sabe que o pessoal vai no show deles pra zoar e não pra curtir as musicas, eles ano passado vieram aqui na minha cidade e eu perguntei para os meu conhecidos que foram no show por parte das mulheres só ouvi essas respostas “A eu vou no show do Munhoz & Mariano pra ver o Mariano, aquele lindo, gostoso, maravilhoso”, “aí vou no show pra agarrar aquele homem”, “Eu fui no Show só pra ver o Mariano rebolar”, as respostas dos homens eram “esse show vai bombar”, “vai da muié pra caramba”, nem preciso comentar aqui que ninguém estava interessado na musica, tinham outros interesses, então isso é a prova que rosto bonito e corpo perfeito ganhar o mercado, não tô falando musical não, qualquer profissão hoje em dia vive desse padrão.

  • Alan: (responder)
    1 de março de 2014 às 16:13

    Uma parte ruim é essa, pelo menos eles tem um motivo pra vender o peixe deles né..não que eu concorde, mas em sempre tem alguns com motivos diferentes pra ir aos shows. Se perguntar a alguem porque foi ao show do Queen, foi pra ver mais a teatralidade e as doideras do freddie mercury do que a música em si. Não é de hoje isso.

    • Phaell Cesar: (responder)
      1 de março de 2014 às 19:06

      Bom mas o Queen é fantástico tanto musicalmente quanto nas loucuras boas, o que o Freddie Mercury e os integrantes fazia propositalmente era uma arte, agora ser bonito e gostoso é uma arte ?
      As loucuras que a banda fazia agregavam coisas boas, para a carreiras deles, eles construíram aquilo de forma pensada.
      Agora ser bonito não tem nada a ver ou você é ou não é, além da beleza do Munhoz & Mariano o que mais eles acrescentam para agregar coisas melhores pra carreira deles ? porque repertório não é, ficarem rebolando no palco, levantando a camisa pra mulherada pirar no tanquinho ? Ah pelo amor né.

      • Alan: (responder)
        1 de março de 2014 às 20:31

        Foi só um exemplo genérico para explicar uma situaçao mais ou menos parecida. Só quis dizer que cada um tem um motivo pra ir em shows.

  • Rafael: (responder)
    3 de março de 2014 às 19:34

    Tomara que não seja igual o 2º DVD uma produção e estrutura e público espetacular para um repertório péssimo,deviam Munhoz & Mariano voltar ao estilo “rústico” que eles tinham quando cantavam em barzinhos de Campo Grande-MS, que aliás ficaram registrados no 1º DVD deles que os consagraram para a mídia, até hoje tenho esse disco em casa e acho o melhor trabalho deles.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.