01 nov 2013 | Na Estrada
Na Estrada – Villa Mix Goiânia 2013: cada vez mais grandioso

Continuando a saga do fim de semana em Goiânia. Sábado. Dia do Villa Mix 2013. Desta vez, com um pequeno diferencial. Além do festival e do tradicional DVD anual da festa, seria gravado ali, também, um especial de fim de ano da Globo, ao qual quero dedicar mais abaixo no mínimo um parágrafo inteiro só pra reclamar do título chatíssimo, irritante, piegas e nada a ver que eles escolheram. Sem deixar de falar também sobre todos os detalhes do festival. Bem, de tudo o que eu aguentei acompanhar antes de bambear as pernas de cansaço, claro.

Primeiro falaremos do Villa Mix enquanto especial de fim de ano da Rede Globo, o que alterou sensivelmente o cronograma padrão dos festivais que levam a marca. Só este ano foram cerca de 20 edições ao redor do Brasil, e todas com o mesmo padrão: apenas artistas Audiomix. Exceto uma edição em Teresina, que trouxe Cesar Menotti & Fabiano entre as atrações, e o de Barretos, que trouxe Léo verão & Daniel Freitas, que apesar de terem ligação com um dos sócios da Audiomix não fazem parte do casting do escritório. Para a edição de Goiânia, a principal, a Globo meio que determinou a inclusão de outros artistas, mesmo com o estranhamento do bairrista público goiano.

Bruno & Marrone foram uma das atrações de fora da Audiomix, o que é bastante aceitável, já que Goiânia é a casa deles. O público cantou todas as músicas do repertório dos caras. Paula Fernandes, no entanto, entrou também na cota do especial da Globo mas acabou sendo jogada aos leões. A começar pelo anúncio das atrações antes dos shows começarem, quando seu nome foi simplesmente vaiado. E durante o show, o já reconhecidamente frio público de Goiânia simplesmente congelou. A galera só se manifestou quando Bruno & Marrone entraram de surpresa no palco para cantar “Pássaro de Fogo” com ela, o que acabou sendo providencial para que o público passasse a participar um pouco mais do show dela dali até o final. O cenário dos shows também atrapalhou um pouco sua performance, afinal o show dela é muito visual. É cheio de firulas cenográficas que não puderam ser utilizadas durante o Villa Mix, que teve um único cenário durante todos os shows, com um gigantesco painel de LED no fiundo do palco.

Murilo Rosa foi o enviado da Globo para ser o mestre de cerimônias da atração. O locutor Cuiabano Lima trabalhou só no começo da festa e já teve que entregar o posto ao ator global. O Murilo gravou chamadas de cima do palco, do centro da arena e de outros pontos estratégicos. O ator Alexandre Borges também esteve presente, mas não entendi muito a sua participação, já que ele só apareceu no meio da festa pra fazer propaganda da nova novela das sete, o que com certeza não vai pro ar com o especial, que só será transmitido em 08/12. A novela estreia segunda-feira.

Agora, o bendito nome que a Globo julgou ser o mais coerente para o especial: “SINTONIZE”. É sério!!! Esse nome aí de programa de rádio AM das cinco da matina!!! As mentes cariocas novamente trabalhando para desprezar a importância do que não foi feito por eles e cujo sucesso não deve nada ao Rio de Janeiro. É um óbvio menosprezo aos milhões investidos no festival e à preocupação dos organizadores da festa em fazer tudo do jeito que a Globo pediu, mesmo o evento se tratando também de uma gravação de DVD. Todos os outros festivais brasileiros são retransmitidos pela Globo com seus nomes originais. O Villa Mix não. Talvez por se tratar de uma marca ou algo assim. Mas o fato é que qualquer coisa seria melhor que “Sintonize”. A empolgação, só que não, com que o Murilo Rosa repetia o nome e a recepção calorosíssima, só que não, do público devem servir pra carimbar a cagada da Globo nessa escolha.

Ainda bem que o Villa Mix é mais do que apenas uma gravação de um especial de fim de ano da Rede Globo. A mega estrutura do evento contou desta vez com uma tenda gigantesca para o público do backstage, que pôde acompanhar os shows através de um telão de altíssima definição, já que o espaço para assistir os shows na frente do palco estava bastante congestionado, sendo inclusive bloqueado pela segurança em diversos momentos. Mas foi até melhor acompanhar os shows pelo telão e pelo som instalado na tenda, sem empurra-empurra, com conforto e com uma comida que foi praticamente uma atração à parte na festa.

Não é porque sou gordo nem nada, mas a comida do backstage do Villa Mix foi elogiada de uma forma que eu nunca vi em evento nenhum por quase todos os convidados. Todo mundo saiu de lá elogiando. Fora o pirão, as esfirras abertas e outros quitutes, tinha um empadão goiano que, meeeeeeu amigo, era de comer rezando. Fora o champagne à vontade e demais opções etílicas que eu não sei enumerar porque não bebo e, portanto, não cheguei a verificar quais eram.

O Villa Mix abriu com um show conjunto de Humberto & Ronaldo, Guilherme & Santiago e Israel Novaes. A ideia era que eles se alternassem no palco a cada 3 ou 4 músicas, mas provavelmente para dar mais dinâmica à apresentação, depois da primeira rodada cada um deles fez toda sua respectiva cota de apresentação no show e já deixou o público com a atração seguinte.

A Paula Fernandes veio em seguida. De surpresa no seu show, só mesmo a aparição de Bruno & Marrone, cujo show veio na sequência, após uma demasiadamente longa pausa. Depois vieram Jorge & Mateus, dessa vez com uma troca rápida. E para encerrar, Gusttavo Lima, que chegou a gravar algumas das canções inéditas de seu próximo CD para incluir no DVD da festa, apesar de que eu não aguentei as pontas de tanto cansaço e não cheguei, portanto, a conferir quais foram as músicas.

O festival ainda contou com a participação de George Henrique & Rodrigo no show de Bruno & Marrone, cantando “Conto até dez”, com o Bruno substituindo o Jorge no trecho que fora gravado com a participação dele. Matheus & Kauan também participaram do festival, cantando “Mundo Paralelo” com Jorge & Mateus.

Foi bacana de ver, particularmente, a apresentação da dupla Jorge & Mateus, com o Jorge meio que não se importando se estavam gravando DVD ou especial da Globo ou qualquer outra coisa. Durante quase todo o show, ele passava o tempo todo cantando e recolhendo pessoalmente os presentes dos fãs, permanecendo um tempão com eles nos braços, o que deve irritar a Globo na hora da edição do vídeo do “Sintonize”, hehehe. Ele chegou a cantar duas músicas em sequência abraçado com um urso panda de pelúcia que havia ganhado de uma fã. Fora as invasões de palco, que aconteciam o tempo todo durante o show deles. Eles cantaram todas as músicas lançadas na campanha da Bavaria, até “Mastigando Água”, o que também foi bem bacana.

Não aguentei até o final, mas bem que eu queria ter aguentado. Mais uma vez, uma festival impecável, que não demonstra qualquer sinal de esgotamento. A cada ano, a organização é mais precisa, a estrutura mais grandiosa e a importância mais evidente. 2013 e suas 20 edições do Villa Mix, coroadas com a edição goiana, consagraram o festival como o maior evento sertanejo do Brasil, ainda que apenas os artistas da Audiomix tenham espaço. Bom, pelo menos estamos começando a ver uma certa movimentação dos demais escritórios na cola do sucesso desse festival. A Talismã vai promover o Talismã Music festival em São José do Rio Preto e a FS já ensaia sua própria série de festivais em 2014. A briga ano que vem vai ser das boas.

Abaixo, uma galeria com fotos do evento tiradas pelo meu amigo João Luiz. A foto no destaque do post é do Rubens Cerqueira.

25 comentários
  • Paulo Ricardo: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 01:34

    Em junho a Workshow promoveu aqui em Palmas um evento com JN e F, Henrique e Juliano e Marcos e Fernando, intitulado: Território Sertanejo. Não pude ir, mas quem foi diz ter sido impecável. E foi 2 semanas após o Villa Mix Palmas

  • Renan - SP: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 01:47

    Lixo total!
    Emissora, artistas, músicas e principalmente politicagem de escritórios.
    Porque a Globo não contrata os artistas por fora, e monta um show dela, sem sacanagem de escritório?
    Se a tentativa é de fazer um Amigos “muderno”, pode esquecer, todo mundo que aí só tem interesse $$$, são mais falsos que nota de 3 reais, e o público sabe disso.
    Se esse especial passar de 15 pontos de ibope, nunca mais comento no blog.
    E o que eu sempre falei da Paulinha, se tirar aquele balanço segurado por cordas do palco, acaba o show dela, é muito visual, efeitos, pra pouca garganta e repertório, o virus Roberto Carlos já passou.
    Agora eu pergunto, sinceramente alguém vai assistir essa presepada, esse show de araque, porque beber em casa não tem graça!
    O público só vai a esses “shows”, pra beber e pegação, se perguntar 3 musicas cantadas, ninguém sabe em show universitário.

    • eduardo: (responder)
      1 de novembro de 2013 às 03:47

      O motivo não é mercadológico, é político. A Globo vai descer a lenha no agronegócio porque a elite carioca está com medo de perder poder para regiões que antes não mandavam nada no Brasil. No Brasil está se criando uma outra geopolítica: a do agronegócio. E o rio de janeiro está completamente fora dessa força. A elite carioca que sempre se beneficiou da divisão do país, essa coisa do Nordeste contra o sul, agora teme que as regiões criem ligações e firmem parcerias políticas que rompam com essa divisão. A elite carioca teme que, por exemplo, as pessoas de uma cidade do sertão da Bahia, como Barreiras, descubram ter muito mais ligação com um gaucho da fronteira do que com um soteropolitano. A divisão no Brasil não é norte\nordeste contra sul/sudeste, mas sim, litoral contra interior, e é essa nova imagem que a elite carioca teme. Por isso eles articulam de todas as forças para reduzir a força e o poder do agronegócio e tentam forjar ligações culturais do rio de janeiro com outras regiões do país, como vimos ser feito muito recentemente com o Pará (estado com uma enorme força política em ascensão devida ao seu potenciam hídrico, agrícola e principalmente mineral) via tecnobrega, que foi injetado sem economia nos dois últimos anos. Essa decisão de promover o festival de goiania é só mais uma estratégia da emissora de aliviar a campanha que ela já começou a empreender contra o agronegócio, que representa nada mais nada menos do que 70% da economia de Goias.

      • goiano: (responder)
        1 de novembro de 2013 às 07:31

        Assino em embaixo em todas as palavras dos amigos. A TV Globo nunca se interessou pelo Sertanejo, e agora pega carona para tentar minimizar o fracasso de outros segmentos musicais. Como existe o padrão globo em breve o sertanejo vai ser sepultado, e claro e com isso diminuir as forças das demais regiões do país porque a ELite Carioca tem que se sobressair sobre os demais Estados. E, quanto ao festival vejo que a Audio mix continua investindo em Porcaria! Esse joão Luiz é fraquinho que nem vinho chapinho. Deve ter padrinho forte demais pq o quantidade de duplas que tem em goiania com qualidade santo Deus! Digo em referencia aos meus amigos Ed e Bruno que estao na batalha há muito tempo

        • goiano: (responder)
          1 de novembro de 2013 às 08:43

          Ratificando o comentário trata-se de Milton Nunes, e não joão Luiz! hehehee. Obrigado!

        • eduardo: (responder)
          1 de novembro de 2013 às 09:20

          Certamente, tenho pena do Pará, a Globo não iria fazer toda essa promoção que fizeram para o estado nos últimos dois anos, gratuitamente. O fatura será bem grande. Assim como também esse papinho de promover a música sertaneja e um festival em Goiás. A verdade é que a Globo teme mesmo esse reorganização de forças políticas. A nova fronteira agrícila é chamada de MAPITOBA, iniciais de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Regiões já com enorme produção agrícola, que logo estarão produzindo tanto quanto os estados do sul, sudeste e centro-oeste. Isso é uma enorme força economica que emerge e irá unir todas essas regiões. Imagine só deputados parlamentares baianos e maranhenses defendendo os mesmos interesses econômicos que paulistas e gaúchos? Isso é um terror só de pensar para a elite carioca. Está se formando um novo eixo político no país, e dentro de 5 ou 6 anos eles estará inteiramente consolidado mesmo que qualquer governo que assuma trabalhe contra. A união do interior do Brasil está em curso e ninguém irá impedir. A única coisa que eles podem fazer é o que já vem fazendo, que é demonizar o produtor rural e o homem do campo. E é isso o que a rede Globo vai fazer, vai tratar o produtor rural como se ele fosse um demônio, fique de olho no jornalismo da Globo e você verá o que estou falando.

          • Renan - SP: (responder)
            1 de novembro de 2013 às 13:32

            Assino em baixo, Eduardo e Goiano.
            Me parece que há uma intenção de acabar com o sertanejo mesmo, o sertanejo genero não pertence mais ao sertanejo pessoa, não estão mais ligados, hoje é o genero Funk, Axé, Arrocha, com um público até elitista de playboys, tudo isso camuflado na nomeclatura sertanejo.
            E a Globo está vendendo essa idéia, claro que por algum interesse, pois o papel dela seria de separar o joio do trigo, esclarecendo para o público menos informado.
            E sobre a Globo e o agronegócio, quanto maior a subida, maior a queda.

            • goiano: (responder)
              1 de novembro de 2013 às 16:54

              será que esse evento foi essas mil maravilhas que o Blogueiro Relatou. Vi muita gente mais reclamando da estrutura do que elogiando. Igual o Rock in Rio uns falam que foi maravilhoso, outros porcaria. Cada um com a sua visão da maneira que convém como dizia o Poeta. HEEHEH

  • Fábio Roque: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 08:35

    Essa globo! Ah essa globo!!! Irrita rapá!!!

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 08:53

    O esquema para acabar com o Sertanejo está bem nítido, estão criando uma elite dentro do gênero para que o TODO seja qualificado pela PARTE. E essa PARTE, afffff…………….

  • Arthur: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 08:55

    Fala Marcão!
    Cara, é o seguinte: essa foi sua análise enquanto profissional cobrindo o evento e enquanto público de uma área X do evento, mas, meu amigo, esse evento não foi nem de longe “um festival impecável” ou tampouco teve uma organização precisa. A grandiosidade a cada ano eu não discuto, pois se trata de grandeza estrutural, mas cara… foi uma vergonha com o público “geral”.
    Porr*, vc pagar 200 reais achando que vai beber uma cervejinha gelada com CERTA tranquilidade num camarote intitulado “Premium” e chegar lá e ver uma confusão total, espaço RIDICULAMENTE dimensionado para o fluxo de pessoas nos bares, falta de energético, cerveja quente, falta de COPO(!!!), brigas grandes, enfim… um evento não pode ser qualificado como “impecável” apenas pelo que oferece de estrutura para o público do backstage, pois se assim fosse, não deveria cobrar (e caro!) a entrada dos demais setores do evento. Enfim, fiquei bem decepcionado com a organização com relação ao publico do meu setor (Premium) fora o tempo de transição que em alguns shows foi igualmente ridículo. Nem no carnaval de salvador que vou ha alguns anos me senti tão “sufocado” como lá.
    Tb houve uma falha no som durante uma música do Jorge&Mateus, onde o som parou para o publico durante um tempo da musica (mas isso aí acontece em show mesmo).
    O helicóptero que estava filmando, não sei se o piloto se lembrou que a uma altura X do chão ele lança uma rajada de vento pro solo, ou seja: ele passou tao baixo em uma das vezes que levantou, alem da poeira toda, vários resíduos que estavam no chão, tipo lata amassada e etc!!! P*P, quando eu vi aquela cena eu comecei a rir e proteger o olho da minha mina, pq seria bizarro alguém se cortar e dizer “Olha o helicóptero me machucou”… então nego tem que pensar nisso tb! Um evento de grande porte requer cuidados de grande porte!
    Bom, é isso…de resto foi massa mesmo,repertórios bons (a Paula com o purri de modões até deu uma animada na galera), som muto bem equalizado da mesa, a bateria cresceu, ficou cheia de detalhes, assim como instrumentos de corda e percussão (a do Israel Novaes achei foda d+).
    Últimos detalhes: Realmente o J&M se superam na relação com o público, o cara é um excelente condutor de show e interage de uma forma muito íntima com o publico. Só acho que o Mateus deveria cantar mais trechos das musicas, pois ele deixou de cantar vários trechos da segunda voz em comparação com a versão gravada da musica (Eu q sou segunda de uma dupla senti muita falta até pq eu curto a segunda que ele faz e queria ouvir tudo)
    Se a banda tb fizesse uma “caminha” bem leve enquanto o Jorge interage com o público tb seria melhor, pq ele fica falando com nenhum som de fundo.

    É isso…deixo aqui a minha impressão, mas tomara que nos próximos os caras pensem um pouco mais no público geral.

    Um abraço!
    Arthur

  • Alan: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 10:47

    A Globo pra mim é a emissora mais pau no c… do brasil, e agora vendo o fracasso do roberto carlos e de festival gospel na audiencia, está tentando embarcar nessa do sucesso do sertanejo. E que politicagem do caramba hein. A globo só está fazendo amizade com escritório e chefões investidores. Uma lástima que os artistas sofram com essa politicagem global.

  • Hellen Amaral: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 15:33

    Marcão, querido! Estava precisando de tempo pra ler sua análise e fazer a minha, enquanto fã e frenquentadora assídua do festival e da casa. Estive em todos os eventos que Jorge e Mateus se apresentaram aqui em Goiânia. Gosto muito dos outros artistas da Audiomix – mas não nego minha paixão por J&M. Infelizmente, no último final de semana me deparei com o rídiculo: festival demorado, TOTAL desrespeito com o público em questão de espaço, open bar e venda de ingresso. Primeiro porque, quem esteve presente nos anos anteriores (principalmente ano passo passado) teve seu dinheiro merecidade investido e bem gasto. O espaço era bom, e contávamos com bebidas e comidas. (R$120, se não me engano). 2012 foi maravilhoso. Encontrei esse ano uma aglomeração (talvez formada pelos descontos oferecidos em um site de compras coletivas, bebidas quentes (além de não ser as informadas nas propagandas) e, comidas pagas. Tudo isso por ~apenas~ R$170. Fui de ‘premium’ me sentindo num ‘extra vip 2’. Me perguntaram: por que não comprou o backstage? Fiquei sabendo à dois dias do festival, acho que era realmente só para quando V.I.P, até que notaram tão ‘vazio’ e resolveram comercializar; já havia customizado meu abadá. Teria pago, sem choro. Se imaginasse que seria como foi, teria pago e perdido o ‘premium’. Foi ridículo. Veicularam propaganda de bebidas A, e serviram B. 2h da manhã e eu estava passando mal, de calor, de sede (porque faltou COPO) e de cansaço. Fui pra casa sem ver Gusttavo Lima. Ano que vem pago backstage. Não posso reclamar do show do B&M, nem do J&M. Capricharam. Acho que poderiam colocar Humberto e Ronaldo no lugar da Paula Fernandes. Eles não deixam a desejar em nenhum quesito e, com certeza não teriam sido vaiados. No mais, tirando toda demora que acredito ter sido consequeência da gravação, fica a vontade de mais um show dos meninos e claro, a experiência. Parece que nada nesse meu estado pode ser bom demais por duas vezes consecutivas.

    Abraço!

  • Rafael Cesar: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 18:57

    Concordo com Renan, esse evento é um dos mais falsos que já vi, é tudo questão MIDIA e negocios.
    Não perco tempo com essas baixarias.

    • Renan - SP: (responder)
      1 de novembro de 2013 às 21:43

      Rafael, no outro post você lembrou bem o nome do falecido Piska (ex guitarrista da banda Casa das Maquinas).
      Letra de César Augusto + melodia do Piska = sertanejo dos anos 90, esses sim revolucionaram de uma forma bem feita o sertanejo.

      • Rafael Cesar: (responder)
        2 de novembro de 2013 às 17:06

        Grandes nomes,grandes genios que fizeram historia, sou a favor de um post sobre genios que marcaram uma época,e que só recebem os devidos créditos atráves dos encartes…Outros que não podemos nos esquecer Carlos Colla, Elias Muniz, Fatima Leão, Joel Marques,etc.

  • goiano: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 23:06

    Renan! Grande piska! Era um baita guitarrista, arranjador e compositor, e o Cesar Augusto dispensa comentários como Produtor, e compositor Também. Esses sim contribuíram e muito. E, tem gente endeusando o tal de Dudu Borges, Bigair di jaime, etc.

    • Renan - SP: (responder)
      1 de novembro de 2013 às 23:39

      Goiano, esses sim são feras hein, e ainda tem Paulo Debétio, Paulo Sérgio Valle, Cecilio Nena, Alvaro Socci, grandes compositores, um outro grande produtor também é o Reinaldo Barriga.
      O Marcão bem que poderia fazer umas matérias falando mais desse pessoal do estúdio, isso seria de grande utilidade pública, devemos valorizar mais os compositores.

      • goiano: (responder)
        2 de novembro de 2013 às 11:00

        Carlos Randall e Danimar são compositores impares também que merecem ser citados. hheheee.

    • Rafael Cesar: (responder)
      2 de novembro de 2013 às 17:10

      Piska é um dos maiores genios que eu já vi na musica.Arranjador/Produtor/Compositor/Multi-instrumentista.Sou muito fã desse cara.Como o Eduardo Costa disse uma vez “Esse Cara merece uma estatua”.Quando eu começei a curtir de verdade a musica “sertaneja” já me simpatizei com os arranjos do Piska.Ele se foi mais as obras dele são eternas, assim como esse nome.

  • Alan: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 23:44

    Vão me malhar por isso, mas acho o Dudu borges o “novo” César Augusto. Não que sejam parecidos, mas cada um influenciou sua era da música sertaneja. Hoje o césar é meio ultrapassado nas produçoes, e só esboçou modernidade no “Double face” do ZC&L, mas como compositor eu devo ter umas 10 dele no celular com o zezé e o piska (Pare! por exemplo), nisso, ele é fantástico.

    • Renan - SP: (responder)
      1 de novembro de 2013 às 23:57

      Alan, na verdade o “novo Cesar Agusto” hoje é o Dudu, o Sorocaba, o Ivan….. Enfim tem uns dez de sucesso na area de produção, só que o Cesar se sobresaiu na época dele de uma maneira, que nenhum dos citados ainda atingiu esse patamar, ele ainda está na ativa, vai ver o que ele aprontou no cd novo do Leonardo, e sem falar também que o Cesar Augusto imprime o seu estilo nas produções, faz do jeito dele, enquanto esses novinhos ficam querendo agradar e se baseando no trabalho alheio dos concorrentes, ou seja, são produtores sem personalidade, que não tem uma marca forte.

      • Alan: (responder)
        2 de novembro de 2013 às 00:21

        Acho que os produtores hoje estão um pouco mais preocupados no que o artista quer (daí vem com o papinho “quero o que tiver fazendo sucesso” e por isso tudo sai meio igual), mas vai dizer que os do césar augusto também não são feito meio padronizados.Eu acho que o dudu se sobressai mais por conseguir tirar aquilo de melhor do artista, como no caso do “Juras De Amor” do bruno e marrone, que pra mim saiu o clássico mais recente do sertanejo, que é a faixa título.Mas essas compraçoes sao pouco fora da órbita he he.

    • goiano: (responder)
      2 de novembro de 2013 às 11:02

      Só de ter composto dois passarinhos imortalizada na voz de alan e aladim dispensa comentários.

  • Alan: (responder)
    1 de novembro de 2013 às 23:55

    Falando em compositor, um de lado b dos anos 80 e 90 que me agrada muito é o crisótomo, sempre as musicas dele eram legais. Ouçam “aguenta peão” do Milionário e josé rico, composiçao dele.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.