03 dez 2013 | Notícias
Nova start-up brasileira apoiada pela IBM rastreia músicas em mais de 500 rádios em tempo real. Confira demo exclusiva.

Até hoje, a única referência que o mercado tinha para monitoramento de execuções de músicas nas rádios era a Crowley. Ela sempre foi usada, inclusive, como medidor de sucesso. Mas a Crowley sempre teve uma série de deficiências cuja correção nunca pareceu interessante a eles. Em 2013, entretanto, esse segmento passou a se mostrar mais atrativo e algumas empresas já começam a se movimentar no sentido de ampliar o leque de opções e oferecer serviços com a mesma qualidade ou até mais completos que o da Crowley.

O Blognejo se tornou parceiro na divulgação inicial de um serviço que garante ser o mais completo do segmento de monitoramento de execuções de músicas em rádios. O AudioMonitor AirPlay oferece serviço para artistas e gravadoras medirem a reprodução de suas músicas em tempo real em mais de 500 rádios. O único serviço comercial de rastreio de execuções musicais atual, a Crowley, monitora pouco mais de 130 rádios. Até março, a intenção do AudioMonitor AirPlay é cobrir mais de 1000 rádios.

A empresa foi criada em 2013 e conta com profissionais nas áreas de programação, desenvolvimento de interfaces, análise e tratamento de dados, além de programação de linguagens. Toda a operação é gerida por profissionais com expertise em TI e Direito Autoral: Cesar Sponchiado (tecnologia), sócio da fábrica de software Skysoftware e criador do Footstats – referência em monitoramento e estatísticas em tempo real do futebol latino – e Tibor Yuzo (comercial), sócio fundador da Winnermusic e especialista de Direitos de Execução Pública e ECAD. A empresa se tornou recentemente case da IBM e o serviço oferecido contará com o aval da mesma, com enorme  possibilidade de expansão para outros países, dado o ineditismo do projeto.

A ideia é oferecer ferramentas que identificam qualquer execução musical. Estas informações tornam ações de divulgação e promoção muito mais estruturadas. Sem querer parecer polêmico, é basicamente a fiscalização definitiva do jabá, hehe. Não se trata apenas de uma forma de conferir quem toca mais, mas sim de conferir se a música de determinado artista está sendo, de fato, executada.

O AudioMonitor AirPlay procura execuções das músicas do artista por meio de streamings de centenas de rádios espalhadas pelo Brasil. O objetivo é ajudar artistas, empresários, executivos de gravadoras e titulares de direitos autorais em seus negócios e no gerenciamento e planejamento de suas carreiras artísticas, atendendo também empresas que utilizam a música como trabalho. A partir das informações regionais, é possível descobrir quais regiões não têm shows ou ainda não contam com a presença de determinado artista, facilitando assim a promoção do mesmo.

O serviço oferece medições regionais de execução, a fim de fornecer aos interessados a possibilidade de saber aonde é necessário ampliar a divulgação de um projeto artístico. Em suma, o AudioMonitor AirPlay oferece auditoria de promoções, gráficos de tendência e execuções, relatórios por data, músicas, rádios e locais, mapa de execuções em tempo real e mapa de sucesso.

A AudioMonitor AirPlay ofereceu ao Blognejo uma página demonstrativa exclusiva para que os leitores possam testar por si mesmos o serviço. Clicando AQUI, no banner abaixo ou digitando na URL o endereço http://demo.audiomonitor.com.br/campanhas/blognejo.html é possível ter acesso a alguns elementos do serviço, que já está sendo oferecido a todo o mercado da música brasileira.

Em 2014 serão lançados aplicativos para as plataformas iOS e Android. As funcionalidades atuais incluem: relatórios 24 horas por data, música, rádio e locais, gráficos analíticos, visualização integrada com o Google Maps em tempo real, parada musical completa, filtros variados, exportação para PDF e Excel, a valores acessíveis a artistas de grande ou de pequeno porte. Para conhecer melhor, basta acessar www.audiomonitor.com.br.

AudioMonitor - Blognejo

20 comentários
  • LUCIANO SILVA: (responder)
    3 de dezembro de 2013 às 15:50

    Parece ser uma boa para os compositores e para os interpretes. Agora que precisa de mais transparência na questão do jabá é inegável. Em alguns países essa questão do “patrocínio” tem sido tratada com mais profissionalismo. Exemplos:
    Empresas que fazem propaganda de um medicamento deixam claro que estão a serviço de determinado laboratório.
    Jornais que publicam matérias sobre determinado político colocam nota identificando que o apoiam.
    Na música o amadorismo impera. Aqui mesmo no blognejo já vi diversas vezes o autor ter que responder que o blog é uma empresa e que precisa divulgar o artista que contrata o serviço. Se uma Rádio toca muito determinado artista não vejo motivos para omitir o fato de que este paga pela execução de sua música.

    • Luiz Fernando: (responder)
      3 de dezembro de 2013 às 16:01

      Mas o Jabá é crime, não é?

      • Felippe Said: (responder)
        3 de dezembro de 2013 às 16:03

        Não é crime. Desde que seja emitida nota fiscal pelas rádios, pra comprovar a entrada da grana na empresa.

        • Eduardo: (responder)
          4 de dezembro de 2013 às 21:42

          Pela nova Lei que foi aprovado no congresso na questão dos direitos autorais o jaba é tratado como crime sim. O próprio senador Randolf Rodrigues falou que o projeto acabaria com os jabas das rádios.

        • Eduardo: (responder)
          4 de dezembro de 2013 às 21:48

          Está aqui ó, ele foi aprovado esse ano no congresso nacional. Será que os blogs também estão proibidos de cobrar jaba? Tvs e rádios estão. http://www2.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/?pid=996

    • Felippe Said: (responder)
      3 de dezembro de 2013 às 16:01

      Como aqui no Blog, quando o público nota que algo esta ali porque foi pago, é gerado uma repulsa, um sentimento de rejeição sem nem mesmo ter conhecimento do teor do “produto”.
      Se os publieditoriais aqui do Blog fossem mais sutis nas apresentações, aposto que passaria despercebido por muita gente, porque há coisas boas. O fato de ser pago não quer dizer que é ruim.

      Há a cultura de que o que toca na rádio é tendência, ou um sinal de sucesso ou de coisa boa. Se as rádios começarem a expor que a música X foi paga, o rádio começará a perder credibilidade, acho que muita gente vai começar a escutar com menos atenção… como se fosse um horário eleitoral que a moçada muda de canal.

      Obs. isso tudo são suposições e “achismos”

      • Renan - SP: (responder)
        3 de dezembro de 2013 às 18:52

        Jabá não é crime, mas é antiético.
        Um exemplo chulo:
        Se eu ficasse “dando em cima” da sua namorada, e oferecendo mundos e fundos, não seria legal.
        Isso é uma questão pessoal de cada um.
        Jabá = Sem qualidade = baixo nível.

        • LUCIANO SILVA: (responder)
          3 de dezembro de 2013 às 22:40

          Jabá é o de menos Renan, tem questões muito mais graves que ninguém comenta. O que se ouve em off é que empresários (bandidos) contratando artistas para lavar dinheiro. Eles superfaturam tudo, produção, gravação, distribuição e compram os próprios shows também superfaturados. Acho que é questão para a PF e o MP. Deveria haver investigação sobre a origem desse rio de dinheiro investido ultimamente na música “sertaneja”. Infelizmente ela tem sido usada como futebol para interesse de poucos (máfia).

          • Renan - SP: (responder)
            3 de dezembro de 2013 às 23:31

            Luciano, aí reside o perigo.
            Nesse país eles transformam pedra em ouro.
            Eu também desconfio que a música sertaneja está sendo usada para lavagem de dinheiro, e tem muitos empresários “laranja” por aí.
            Tem pessoas que vendem atá a mãe se for preciso.
            Experiência adquirida dos ianques.
            A verdade é que a música saiu da arte e virou negócio, no universo otário, a música é segundo plano, há interesses maiores por trás, e quanto mais balada e cerveja, melhor para os tubarões, o público fica distante e não atrapalha as negociatas.
            Percebeu como tem várias pessoas lucrando com a música, mesmo não estando diretamente ligadas a ela?
            E como explicar a clara intenção da midia em manter e não expor a real situação perante a sociedade?

            • LUCIANO SILVA: (responder)
              3 de dezembro de 2013 às 23:50

              É por isso mesmo que não vejo problema quando o artista paga para tocar sua música. Se alguém contrata uma empresa (Rádio, Televisão ou Internet) para divulgação de um trabalho ela terá que emitir o documento fiscal. Agora só não pode acontecer aquele caso da rede de televisão que vendia seus horários noturnos superfaturados para a sua própria igreja. Ao invés da preocupação com o Jabá que sempre foi feito devemos nos preocupar com a transparência das negociações. Quem contrata e quem divulga têm que prestar conta da origem do dinheiro. É lícito o empresário investir e ter retorno, no Brasil há a cultura da inveja dos lucros alheios.

              • Renan - SP: (responder)
                4 de dezembro de 2013 às 00:09

                Luciano, ainda assim o jabá é uma atitude antiética, quantos coisas boas não chegaram ao público graças a prática?
                Isso é o mesmo que furar fila.
                O dinheiro passa por cima da arte, e eu pessoalmente sou contra isso.
                Isso gera um comodismo musical acompanhado de uma queda acentuada na qualidade e diversificação.
                As pessoas que se utilizam do jabá, só visam uma coisa, chamada lucro.
                A arte novamente fica em segundo plano.

        • Felippe Said: (responder)
          4 de dezembro de 2013 às 00:02

          Renan…. vc disse que “Jabá = Sem qualidade = baixo nível.”
          Sinto te dizer que nos anos 90 essa prática começou a ser usada com força aqui no Brasil.
          Você, um grande valorizador do sertanejo dessa década, deveria saber que o Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Gian e Giovanni entre outros utilizavam dessa prática. E eles não tem qualidade ruim, nem nada.

          Agora me conte. A pessoa tem um trabalho excepcional, mas não tem chance de mostrá-lo ao grande público. Como fazer? O fato de investir em divulgação o tornaria vulgar?

          • Renan - SP: (responder)
            4 de dezembro de 2013 às 00:23

            Felippe, essa prática ganhou força mesmo nos anos 70 (existe desde os 50).
            Chico Buarque de Hollanda foi o primeiro que veio publicamente reclamar da prática, depois ele e os outros da época aderiram ao movimento, contrariados diga-se de passagem.
            Portanto quem veio depois já pegou o circo armado, não se opondo.
            Sobre qual a forma de divulgação?
            É simples, estrada, shows, visitas as emissoras de rádio, só não pode oferecer grana para tal atitude, passar por cima dos outros, em poucas palavras, em vez de comprar o seu espaço, conquiste – o.
            Assim é muito mais digno, bonito e gratificante.
            Quem é bom mesmo aparece, não é forçando pelo jabá a solução.

  • @ariomester: (responder)
    4 de dezembro de 2013 às 10:11

    Foi o jabá descarado, desenfreado e os “gênios” da produção musical que sepultaram o pop e o rock brasileiros. O pop rock era um estilo muito consolidado e com excelentes artistas até 1995-6, quando a MTV começou a ficar mais visível nacionalmente e os jabás descarados começaram a ficar muito mais evidentes. Era o tal de “descer artista goela abaixo do público”.
    O pessoal sertanejo contemporâneo está indo no mesmíssimo caminho, é um filme que todo mundo já viu e sabe como termina.
    Sobre a ferramenta: ótimo, estava faltando algo assim no mercado. Excelente ideia.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      4 de dezembro de 2013 às 11:08

      Eu entendo Jabá como pagamento pela divulgação de trabalho, o erro é fazer esse pagamento às escondidas. Se um locutor de uma Rádio qualquer é carismático e seu programa tem muita audiência qual seria o problema em pagar para ter o trabalho divulgado por esse locutor em seu programa? A questão é a transparência do processo, se ficasse claro que o artista pagou e o quanto pagou pela divulgação não haveria problema, seria apenas propaganda paga e nada mais.

      • @ariomester: (responder)
        4 de dezembro de 2013 às 14:08

        Nenhum problema! Concordo com você!
        O que o pessoal não entende, na minha opinião, talvez porque vão lá estudar marketing com americanos é que o povo brasileiro, diferente do americano ou europeu, é muito emotivo. É um povo que se apega com facilidade e que gosta de cuidar e ver crescer.
        É um público muito difícil porque espera ser conquistado pelo artista e suas canções. Espera que o artista consiga ser parte do seu dia-a-dia, nas coisas mais normais. Por isso música de putaria nunca emplacou nem irá emplacar no Brasil com facilidade e completa aceitação.

        Pouca gente vive cotidiano de putaria e isso sempre vai soar estranho, como uma coisa meio “lado B”. Por outro lado o povão fica se emocionando com as novelas e seriados românticos e de drama, assim como consome aos montes música romântica e de drama. Drama e romance são parte do cotidiano de muita gente, putaria e ostentação, não. São inclusive coisas extremamente condenadas pelas duas religiões dominantes no Brasil – católica e evangélica.

        Não adianta apresentar um artista pronto porque não tem sedução no processo. Não tem envolvimento, o artista precisa trabalhar quadruplicado para conquistar o público.
        Ao invés do pessoal entender isso e tentar direcionar o investimento para artistas que tenham mais facilidade para cativar o público, os escritórios descarregam jabá em cima de jabá pra fazer tocar o que muitas vezes o povo não quer ouvir.
        Ficam gastando rios de dinheiro para tentar emplacar artistas pelos quais o público não quer ser conquistado. É como o cara que fica insistindo com uma menina que lhe deu um fora. Ou então tentar fazer um rapaz tradicionalista casar com uma mulher de programa. Essas coisas não são bem aceitas pelo brasileiro e músicas que representam esse estado de espírito idem.

        • LUCIANO SILVA: (responder)
          4 de dezembro de 2013 às 16:48

          Realmente a maioria do público brasileiro gosta do coitadismo e os próprios artista também. Para comprovar basta ver quando os artistas recebem uma crítica por trabalho mal feito, a primeira coisa que fazem para se defender é contar a suas histórias de sofrimento. Ficam magoados com as críticas e começam a contar que passaram fome na infância, que o papai Noel não trouxe o presente desejado, que o pai foi embora de casa e que tiveram que trabalhar para por comida em casa e outros contos alucinados. Nunca discutem o que foi criticado. Os fãs por sua vez, deliram que são amigos dos artistas e se põem nos papeis de advogados. E qual é o primeiro argumento de defesa? Resposta: citam que conhecem os artistas contam que são pessoas maravilhosas pessoalmente, que são humildes, que são verdadeiros anjos aqui na Terra. Resumindo, no Brasil nada pode ser bom apenas porque é profissionalmente bem feito, tem que ter o drama.

          • Renan - SP: (responder)
            4 de dezembro de 2013 às 18:31

            A música e seus derivados são iguais no mundo inteiro, tem os fãs cegos em todo lugar, tem só os admiradores, tem artistas com público cativo, outros não, tem as modinhas, tem os eternos.
            E também no gosto pessoal mundial, tem quem prefere se emocionar ouvindo um Blues triste, um Jazz bem feito, uma romantica (presente em 90% dos generos, o tema mais explorado da história), e tem aqueles que querem ouvir algo pra cima, pra dançar, Pop, Eletronico…
            Se nós temos as novelas, outros paises tem os filmes, putaria e ostentação não faz mais sucesso que romantismo nem em Marte.
            Já a história de vida, faz parte do artista, faz parte da vida de qualquer profissional, assim como o carisma, o jeito de ser peculiar, tudo isso é levado em conta no mundo inteiro, é por isso que existem os fãs.
            Agora ficar defendendo um artista só pela história dele, é ruim pra todo mundo, principalmente para o próprio artista.
            Um cantor não é só feito de música, ele é um artista, e tudo o que ele faz é levado em consideração no mundo inteiro, não é fato exclusivo nosso.
            Os artistas mais endeusados, por exemplo, são os norte americanos, esse não podem nem sair na rua, é paparazzi em todo o canto.
            Resumindo, história de vida não é sinonimo de qualidade, mas é considerado um ponto a mais por todos da terra.
            Ou alguém acredita que se Hitler fizesse o melhor trabalho musical, ele seria sucesso?
            Apenas teria seus fãs, como todo mundo, no caso dele, os admiradores do nazismo.
            Portanto, querendo ou não, história de vida, personalidade, contam em qualquer area.

  • Alan: (responder)
    4 de dezembro de 2013 às 16:42

    Como já disse, aí entra a hipocrisia. Como dpois de um radialista falar “artista patrocinado” o povo já vem falando “ah, ta pagando jabá” ou “Meu Luan santana jamais faria isso” e outros comentarios bestas. E o jabá se intensificou mesmo nos anos 90, o Zezé falou em uma entrevista “sempre fizemos um grande trabalho em rádios”, e já dá pra supor que tipo de “trabalho” é. Pra mim é uma publicidade, e se acaba com os pequenos, é uma pena, mas bem vindos ao capitalismo.

  • Ricardo: (responder)
    15 de outubro de 2016 às 20:36

    Eu tinha uma empresa que fazia parte de um conglomerado de mais nove que monitorava as execucoes musicais em radios (Jaba), entre os anos de 1996-2000. Basicamente sustentado por gravadoras e pequenos escritorios de divulgacao. Onde se lê promocao em radio entenda-se “Jaba”.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.