01 mar 2014 | Notícias
RARIDADE – “A marcha do Zum”: O projeto carnavalesco de Milionário & José Rico

Está em casa durante o feriado e quer um pouco de agitação pra não ter que ficar assistindo à chatice que são os desfiles de escolas de samba?

Pois bem. Se você acha que sertanejos no carnaval são uma novidade dos últimos anos, principalmente da fase universitária, você está redondamente enganado. Sabia que Milionário & José Rico já lançaram um compacto com duas marchinhas de carnaval compostas pelo próprio José Rico, em um projeto especial paralelo?

Recebi de um amigo via e-mail as músicas deste projeto e fico feliz em compartilhar com vocês. Não sei ao certo a data do lançamento, mas é algo bem antigo. Confiram abaixo as duas faixas e comentem a respeito. Se quiserem baixar e colocar aí pro pessoal pular o carnaval, fiquem à vontade. É por conta e risco de vocês, rs. Para baixar, basta clicar no ícone correspondente, hehe.

* A gata

* A marcha do Zum

CAPA:

CONTRA-CAPA:

20 comentários
  • Luiz: (responder)
    1 de março de 2014 às 22:52

    A marchinha da gata cai bem hoje em dia pois as fulians acabam discudando da chana!!! E depois sobram pras avôs… Kkk

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      2 de março de 2014 às 00:41

      Luiz, muito oportuno o seu comentário. Infelizmente, a conta das “chanas descuidadas”, somos nós pagadores de impostos que iremos arcar (programas assistencialistas do governo com finalidade eleitoral). O mais triste de tudo é que quando você reclama desse tipo de música que incentiva: bebidas, sexo, futilidades extremadas e falta de compromisso, você é tachado de hipócrita e falso moralista.

      • Luciana: (responder)
        2 de março de 2014 às 02:17

        Ri alto da música da “Gata”! Trocadilhos e duplos sentidos à parte: genial! Mas qual marchinha de carnaval não tem duplo sentido? Só perdem pro atual “baile do pó royal”, he, he, he…

        • Luciana: (responder)
          2 de março de 2014 às 02:19

          Pra quem não conhece, recomendo que ouça:
          http://www.youtube.com/watch?v=84AQ_kaqjlE

          • LUCIANO SILVA: (responder)
            2 de março de 2014 às 15:05

            Luciana, acho que ninguém é tão carrancudo assim que não vê graça em nada. Músicas de duplo sentido e piadas engraçadas são difíceis de fazer (Vide youtube: João Cláudio Moreno, Ari Toledo, Tom Cavalcanti) e nos divertem bastante quando bem formuladas e em ocasiões apropriadas. O problema é que esqueceram de contar isso aos cantores. Ninguém vê humorista contando piada o tempo todo.
            Sinceramente, não vejo a diferença entre o que a maioria dos artistas (Universitários, Axenejos e funknejos) apelativos tem cantado com essa aqui da Pomba:
            http://www.youtube.com/watch?v=fnhTiTk97AE

            Que diferença tem essa aí com Vai no cavalinho, Hayabuza e tantas outras dessa safra postadas aqui?

            • Luciana: (responder)
              2 de março de 2014 às 19:51

              Pior que tem diferença, Luciano. O cara que postou o vídeo no youtube teve o bom senso de colocar uma foto escrito “só put4ria” no vídeo, rs, assumindo o tipo de merda ao qual o vídeo se referia. Porque a turma dos monossílabos não assume isso!

              • Renan - SP: (responder)
                2 de março de 2014 às 21:36

                Luciano, sabe quem é o pai e precursor do sertanejo universitário?
                É um bando chamado “Todo Torto” que surgiu no inicio dos anos 2000, eles lançaram álbuns ao vivo, formado por uma platéia só de estudantes.
                Eles foram os que plantaram a primeira semente da baixaria no “Sertanejo”.
                Na época já tinha um sucessinho entre os jovens da minha cidade (se bem que ainda prevalecia o sertanejo de verdade), e no encarte dos cd’s deles, vinha um selo escrito:
                “Proibido para menores de 18 anos”.
                Até os piratas tinham dificuldade na venda.
                E isso foi primordial para eles não terem “estourado”.
                E sinceramente, tem músicas universitárias, muito mais baixa que certas músicas daquele pessoal.
                A conclusão que eu chego é a seguinte, deu saudade do governo FHC nessa parte ou da justiça daquela época, pois provavelmente teríamos Santana GL proibido para menores, entre outros universitários…

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      2 de março de 2014 às 22:48

      Luciana e Renan, moro numa cidade pequena que não tem carnaval de rua. O evento é realizado no Parque de Exposições e pra minha infelicidade é perto aqui de casa (dois quarteirões). Vocês já imaginaram as músicas? Não? Segue a playlist e os trechos que nem com lavagem cerebral saem da mente da gente:
      a) Rei do puteiro (Gasparzinho, só que não é o fantasminha camarada) – sou o rei, sou o rei, sou o rei do puteiro (200 X);
      b) Lepo Lepo (Psirico) – blá, blá, blá ou CUMPLICIDAAAAAAAAAAAAAAAAAADEEEEEEEEEEEEEEEEEE;
      c) Lobo Mau (Ivete Sangalo) – vou te comer, vou te comer, vou te comer (impossível contar quantas vezes repete).
      Luciana, muito bem observado, no vídeo da Pomba tiveram o cuidado de colocar a indicação do conteúdo. Acho que a maioria das músicas do sertanejo universitário de balada deveria vir com a tarja indicativa (Proibido para menores).
      Renan, a questão da censura é delicada, pois todos são unânimes em afirmar que ela não deve existir. Por outro lado, a opção de ficar dependendo do bom senso dos outros não tem demonstrado ser o caminho. Só pelo título “Rei do Puteiro” não precisamos falar mais nada sobre essa música.

      • Renan - SP: (responder)
        2 de março de 2014 às 23:24

        Luciano, em nenhum momento citei censura, em não poder falar besteiras, mas sim em conter a faixa indicativa “Proibido para menores de 18”, isso já ajudaria aos “sem noção” a pensar melhor em certas músicas.

        • Phaell Cesar: (responder)
          3 de março de 2014 às 11:31

          Então mas esse “proibido para menores” é só pra essas musicas atuais que falam de pegação, incentivam a bebida alcoólica nas mulheres pra depois fazer tchatchatcha” musicas assim deveria mesmo, agora o bom duplo sentido não vejo problemas nenhum, quando a musica retrata dois pensamentos no ouvinte, aí ele vai pensar na situação ou na besteira, musicas assim são muito bem elaboradas, criativas, bem vindas, exemplo:
          A Garagem Da Vizinha – Sandro & Gustavo
          O Tocador – Teodoro & Sampaio
          Vou Mandar o Paulo atrás – Felipe & Falcão
          Na Vara – Rick & Renner
          Socorro – Marcos & Fernando
          Lorota – Gino & Geno
          e muitas outras coisas boas bem elaboradas.

          • LUCIANO SILVA: (responder)
            3 de março de 2014 às 15:56

            Phaell, o problema de confiarmos só no bom senso gera isso aqui:
            http://www.youtube.com/watch?v=DY68t6OG5yc
            Rolinha ensinada (Amostra “…eu sou daquele tipo, quando eu gosto eu mando a rola…”) – Felipe e Falcão. Aqui na minha região os tais DJs (pessoas que rodam as músicas de um notebook) tocam na maior naturalidade sem nenhuma preocupação com o horário ou com a presença de crianças. Censura não pode, mas um mecanismo para ligar o desconfiômetro dos “sem noção” precisa ser criado.
            OBS: Citei o Felipe e Falcão porque eles têm boas músicas nesse estilo (Quem quer verdura, O saco ficou de fora). No entanto, essa da Rola não foi tão sutil assim no duplo sentido.

            • Phaell Cesar: (responder)
              3 de março de 2014 às 16:31

              kkkkkkkkkkkkkkkk não conhecia essa musica não, eu depois da morte do primeiro Falcão eu não ouvi mais nada recente deles, cara muito boa essa musica é disso que eu falei, o ouvinte pensa na situação concreta ou na sacanagem (besteira), muito bacana.
              Teodoro & Sampaio esta pra lançar o cd novo e nele vai constar uma faixa chamada “O Cachorro Jiló” essa é muito boa, não é musica de trabalho deles não, mas tem algumas rádios que já esta tocando ela, muito criativa, um arranjo muito bom, com ótimos solos de Acordeom, fazer musicas assim não é fácil, aí você tem que ir além da criatividade.

            • Luciana: (responder)
              3 de março de 2014 às 17:48

              Essa eu tb não conhecia, kkkkk! Ri alto da primeira e terceira partes, mas o refrão ficou realmente explícito demais.

            • Luciana: (responder)
              3 de março de 2014 às 18:30

              Vou deixar alguns links de músicas com duplo sentido que acho sensacionais:
              https://www.youtube.com/watch?v=taq8-v-sKQ0
              https://www.youtube.com/watch?v=bl2ytKoBXmA (essa todos devem conhecer)
              https://www.youtube.com/watch?v=nWCP14hkI8k
              https://www.youtube.com/watch?v=dBWiuQyVbxQ

            • Luciana: (responder)
              3 de março de 2014 às 18:36

              E uma das versões mais divertidas que já ouvir até hoje:
              http://www.youtube.com/watch?v=FE80QNDgjRc
              Ou seja: também gostamos de porcaria, mas tem que ser uma porcaria diferente e criativa!

      • Luciana: (responder)
        3 de março de 2014 às 17:28

        Eu imagino o seu drama, Luciano. A minha cidade é mediana (beira os 100.000 habitantes). Sexta a noite eu levei a sobrinha pra dar uma volta. De cada 5 carros que passavam, o “lepo-lepo” tocava em 4 (e eu mentalizava “credo-credo”). E nos 40 min em que fiquei no evento da cidade, só conseguia pensar: “que qu’eu tô fazeno aqui”? Pra minha sorte, eu moro nas proximidades de várias cidades de até 10.000 habitantes que têm tradição de carnaval com a banda municipal e músicos seresteiros e onde só são tocadas músicas anteriores aos anos 90 em ritmo de marchinha (o vocal fica por canta dos foliões – e que bênção que todos os músicos da banda têm mais de 40 anos). Resultado: meu domingo de carnaval foi sensacional, com destaque para a música “Dormi na praça” do Bruno e Marrone em ritmo de marchinha, que foi uma das poucas da década de 2.000 que a bandinha tocou! Quanto à censura, talvez fosse uma boa, se feita conforme o que já ocorre hoje nos programas de TV – faixa indicativa na capa ou contra-capa dos CD’s. Mas acho que de nada adiantaria, uma vez que virou cultura dos adolescentes sair com o som do carro “no talo” (e eu adoro a frase que diz que “se som alto ajudasse a pegar mulher, o tio da pamonha seria o maior pegador do Brasil”). Ainda sobre censura, esse vídeo do “Baile do pó royal” foi retirado do ar do canal dos compositores uma semana depois de postado por conta dos trocadilhos e do texto de abertura remetendo ao “causo do helicóptero” apreendido em Vila Vilha ES (e de vários outros canais no youtube). Para nossa sorte, a cada um que é retirado do ar, aparecem cinco outros, creio que num claro exemplo de dizer ‘não’ à censura, afinal, a marchinha não cita nomes, e os trocadilhos e apologias são sensacionais! Mas acho que a “carapuça serviu” em alguns dos grandes que figuram atualmente no campo da política mineira. E o pior: eles a vestiram, he, he, he. Finalizando: eu odeio Nayara Azevedo, mas adorei a resposta que ela gravou pra música “Sou Foda”, além de outras que encontramos no youtube, como a de “Humilde Residência”, as várias do Camaro. Costumam ser uma pior que a outra, mas vale a diversão.

  • Alan: (responder)
    1 de março de 2014 às 23:30

    Já tinha ouvido falar do projeto. Se não me engano é de uns anos antes irem pra China. As músicas ouvirei depois.

  • Renan - SP: (responder)
    2 de março de 2014 às 00:57

    Nada contra o Zum, mas eu sou mais essa letra aqui:
    “Ele não tem culpa, ele não deve nada
    Ele é uma planta, tão frágil mal cuidada
    Sua cabeça está à prêmio
    Anjo do mal, anjo pequeno
    Bandido com razão
    Ele não tem culpa, ele só quer a vida
    Ele é a vergonha, da pátria esquecida
    Tem que roubar, tem que ser homem
    Sobreviver, matar a fome
    Salvar seu coração

    Menino de rua eu te conheço
    Dignidade não tem preço
    Menino de rua quer ser gente
    Menino pobre, tão carente
    Pede uma chance pra viver

    Menino de rua eu te conheço
    Dignidade não tem preço
    Menino manchete de jornal
    Neste país de carnaval
    Não tem comida pra você

    Menino de rua eu te conheço
    Dignidade não tem preço
    Menino de rua quer ser gente
    Menino pobre, tão carente
    Pede uma chance pra viver

    Menino de rua eu te conheço
    Dignidade não tem preço
    Menino manchete de jornal
    Neste país de carnaval
    Falta comida pra você”
    http://www.youtube.com/watch?v=XVMZKV6yC4g&hd=1

  • Alan: (responder)
    2 de março de 2014 às 11:40

    Músicas legais he he.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.