25 dez 2013 | Reviews
REVIEW – Chitãozinho & Xororó – Do tamanho do nosso amor

Chitãozinho & Xororó chegaram a um momento da carreira no qual não há mais nada o que provar. São 40 anos de história, gravando com quase todo mundo, ou pelo menos com quem realmente valia a pena gravar, sem falar da enxurrada de hits gravados durante toda a carreira. Por um lado, a dupla continua se mostrando, dentre os veteranos, a mais capaz de se adaptar às tendências e à modernidade aplicada à música sertaneja de tempos em tempos. Por outro lado, no entanto, já começam a sofrer do mesmo vício de artistas como Roberto Carlos, Fábio Júnior e outros: continuar resgatando o mesmo repertório projeto após projeto.

O novo DVD da dupla, “Do tamanho do nosso amor”, traz Chitãozinho & Xororó numa roupagem atualíssima, com arranjos contemporâneos aplicados a músicas consagradas da carreira e a algumas inéditas de compositores com grande importância atualmente dentro do segmento sertanejo. O mérito, em primeiro lugar, é do Fernando Zorzanello, da dupla Fernando & Sorocaba, que produziu este disco e rejuvenesceu, mais uma vez, a dupla Chitãozinho & Xororó.

A capacidade de adaptação e o respeito ao que é novo sempre foram grandes características da dupla. Desde o começo da carreira, eles sempre foram responsáveis pelas mudanças que a música sertaneja ia acumulando. De uns 15 anos pra cá, entretanto, passaram a acompanhar um pouco mais de longe as mutações do gênero, mas mesmo assim sempre tiveram a mente aberta. Enquanto todos criticavam o sertanejo universitário, por exemplo, eles gravaram um DVD com as próprias músicas em roupagens universitárias e com as participações de grandes ídolos dessa geração.

Este novo DVD é mais uma demonstração dessa preocupação deles em se mostrarem abertos a novas experiências. Enquanto o comum é ver artistas veteranos reclamando até cansarem de artistas da nova geração e de como se faz música sertaneja atualmente, Chitãozinho & Xororó seguem respeitando as conquistas dos novos e se posicionando de forma inteligente como grandes paizões dos artistas do gênero, cargo que lhes cabe totalmente. Mas são paizões do tipo que ao invés de distribuírem chineladas, botam todo mundo debaixo das asas e continuam ensinando a forma certa de se trabalhar o gênero. Sem broncas, só exemplos.

Só pra se ter uma ideia, o processo de divulgação deste disco incluiu realizar shows no decorrer deste ano de 2013 em quase todas as unidades da Wood’s, uma casa que sem dúvida é um símbolo da música sertaneja moderna. O DVD, aliás, foi gravado na unidade paulistana da Wood’s. Se o público sertanejo contemporâneo ainda relutava em se aproximar de Chitãozinho & Xororó, eles trataram de ir atrás desse público. Uma sacada e tanto. E nada de mega produção. Apenas um show na boate, com cenário simples mas com arranjos novos e modernos. E pra ser ainda mais moderninho, disponibilizaram o disco na íntegra no Youtube, exceto por algumas músicas e pelos depoimentos, que ficaram relegados apenas ao DVD. A capa do disco, aliás, dá uma ideia dessa preocupação com a contemporaneidade do projeto.

Apesar da sacada moderna e da qualidade dos arranjos, o disco esbarra, como eu disse no começo, na repetição do repertório. Vejam bem, se estivéssemos falando de um único disco que celebrasse a carreira da dupla nos últimos anos, até que seria mais compreensível. Mas este é o QUARTO disco seguido que a dupla lança com esse formato. Quatro DVD’s seguidos, todos celebrando as grandes canções de Chitãozinho & Xororó, cada um em um contexto diferente: com artistas da nova geração, com artistas sertanejos veteranos, com uma orquestra filarmônica e agora com as características do mercado atual. Não houve um respiro inédito entre estes discos.

É claro que eles já não tem mais o que provar e não precisam lançar mais nada novo se não quiserem. Mas convenhamos que é sempre bom, né? E quando um veterano com status de ícone acerta na veia uma canção inédita, todo mundo celebra, não é verdade? Foi assim com Roberto Carlos e o ultra hit “Esse cara sou eu”. Por que não poderia ser com Chitãozinho & Xororó também?

E olha que este DVD tem canções inéditas incríveis, como “E aí, tempo”, do Caco Nogueira, e “Do tamanho do nosso amor”, do Sorocaba, que traz ainda a participação dele e do Fernando. É óbvio que as canções da dupla são fantásticas. Inclusive, as que entraram neste projeto foram selecionadas justamente por já terem uma cara mais moderna. Não foram incluídos hits a lá “Fio de Cabelo”. Mesmo assim, acho que caberiam muito mais canções inéditas no disco. Nem que fosse necessário tirar do repertório músicas como “Vida Marvada”, que apesar da letra bacana é uma música deveras superestimada pela dupla, convenhamos.

No fim das contas, temos um disco incrível, agradável de se ouvir (exceto pelo volume exagerado nas vozes do público), mas que, no intuito de inserir a dupla num contexto moderno, acabou tropeçando no principal ponto, que era o ineditismo. A sacada é genial, claro, mas pode ser muito melhor aproveitada se a dupla realizá-la em cima de um repertório completamente inédito. E é isso o que eu gostaria de ver num próximo projeto.

Nota: 9,5

17 comentários
  • beto Oliver: (responder)
    25 de dezembro de 2013 às 23:58

    Bota na comanda q foi o pior disco do ch e x. E tem um plagio feio tipico do fes. Com o refrão da musica “do tamanho do nosso amor” com a musica do brentley gilbert “more than miles” … manobra “criativa” q em 40 anos nunca fizeram. Ate cair na mão do moço hahaha nota 3. Pq n fez barulho nenhum.

    • Wanderson Paiva: (responder)
      4 de abril de 2014 às 15:10

      Não sei da onde esse moço achou semelhanças na musica do “Brantley Gilbert”Pra mim isso é neo rose de algum tipo alguma implicância por algum fato que aconteceu a ele relacionado a dupla que o traumatizou porque ouvi a musica e realmente não da onde ele tiro o possível “Plagio” a unica coisa que parece é o estilho Country o resto são musicas com contextos totalmente diferentes, mais tudo bem cada um com sua convicçoes né kkk

  • Alan: (responder)
    26 de dezembro de 2013 às 00:23

    É claro que os caras que revolucioanaram o gênero não iam ficar parados no meio das mudanças. Eles saíram do sertanejo “brega” anos 80, iniciaram a fase “guitarra dobrada” anos 90 e agora se adaptam ao universitário. Pra mim de desnecessário nesse disco só “sinônimos” e “evidências” que já regravaram 8000 vezes. Pra mim a sacada genial foi “modernizar” clássicos como “pode ser pra valer”, “somos assim” e etc. Faltou mais inéditas, mas nada que tire o brilhantismo do álbum.

  • Fábio Roque: (responder)
    26 de dezembro de 2013 às 00:54

    Concordo em número, gênero e grau!

  • Mauro Ronaldo: (responder)
    26 de dezembro de 2013 às 04:52

    Certim,tambem nao gosto dessas regaravações em cima de regravacões, esse Fernando tinha que ter feito cd de musicas ineditas, ai sim, iria mostrar o talento do produtor, nota 5.

  • Renan - SP: (responder)
    26 de dezembro de 2013 às 08:16

    Primeiramente, acho uma bobagem essa história de “roupagem nova”, “porque a maioria vai na onda uiversitária, o restante tem que acompanhar”, isso é um argumento fraquissimo, para contar como “ponto positivo” para esses pseudos músicos (universitários).
    Antes no sertanejo, se fazia uso de vários instrumentos (violinos, solos de guitarra, instrumentos de sopro, banjo, steel…), hoje se resume a sanfona e violão.
    Tecnicamente falando, o universitário não acrescentou nada.
    Só pegou uma fatia formada por jovens e adolescentes, que não sabem a diferença de concerto pra conserto.
    O segmento só vem se mantendo em “alta”, a base de muito jabá, caso contrário, já teria sido engolido pelo Axé e pelo Funk carioca.
    Agora vamos ao que interessa.
    1 – “PODE SER PRA VALER”:
    A versão original tinha uma pegada Country bem legal, já essa nova quando ouvi, me senti numa churrascaria as 13:00 horas de domingo, ouvindo uma dupla morna, fazendo um barulhinho.

    2 – “E AÍ TEMPO”:
    Música infanto-juvenil, ficaria melhor no repertório de Sandy e Junior há 15 anos atrás.

    3 – “PÁGINA DE AMIGOS”:
    Foi transformada num Pop bem fajuto.

    4 – “DO TAMANHO DO NOSSO AMOR”:
    Parece música jingle oferecida pelo governo, e daquelas bem apelativas, ou seja, duro de engolir.

    5 – “EVIDÊNCIAS”:
    Transformada em Pop, mas a música é tão boa, que não deram conta de estraga-la em 100%.

    6 – “EU MENTI”:
    Copiando e colando, transformada em Pop, mas a música é tão boa, que não deram conta de estraga-la em 100%.

    7 – “PÁGINA VIRADA”:
    Não ficou melhor que o original, mas ficou bom também esse arranjo.

    8 – “SOMOS ASSIM”:
    Com esse arranjo, me senti ouvindo LS Jack, ou seja, fraquinho fraquinho…

    9 – “EU NÃO SOU NADA SEM VOCÊ”:
    Essa do Lenine, é a melhor do albúm, imagino como ela ficaria com a base sendo feita na guitarra.

    10 – “SINÔNIMOS”:
    Não fugiu muito do arranjo original.

    11 – “NOSSO AMOR É ASSIM”:
    Fraca demais, uma das piores do albúm.

    12 – “UM AMOR PURO”:
    A letra até que é boa, mas a melodia é ruim, no geral, a música é fraca, serve pra encher o disco.

    13 – “VIDA MARVADA”
    Ficou igual a original gravada em 2006.

    14 – “TENTE OUTRA VEZ”:
    Que o mestre Raul tenha compaixão, estragaram a música, aliás a melhor versão já feita pra essa música foi a do Cesar Augusto, quando ele fez para o Zezé di Camargo e Luciano no albúm de 1994 (o melhor albúm deles), a música fez parte até da trilha sonora do filme “Rei Leão” um ano depois.

    Nota:3,5

    • Henrique Costa: (responder)
      26 de dezembro de 2013 às 15:31

      Como que da conta de criticar até Ch&X? Você deve ser aqueles velhos que não gosta de musica né?

      • Renan - SP: (responder)
        26 de dezembro de 2013 às 16:07

        Caro Henrique, tenho 26 anos.
        E não tenho rabo preso com ninguém, eu me critico, você acha que eu não vou criticar os outros?
        Só que não faço tipo, elogio também quando gosto.
        Ch e X, é uma das duplas que mais gosto, só que dessa vez não deu…
        Esse é o Ch e X que eu gosto:
        http://www.youtube.com/watch?v=SkuglgvB1Co

        http://www.youtube.com/watch?v=VjvEbFKglVE

        • Henrique: (responder)
          26 de dezembro de 2013 às 20:41

          Cade seu trabalho? Como compositor, produtor, interprete? Mostra pra gente, você deve fazer muito bem, porque ninguém presta né?!

      • Wanderson Paiva: (responder)
        4 de abril de 2014 às 15:22

        Boa amigo também concordo com você kkk sabe aqueles caras antigos que só reclama de tudo ao invés de ver as coisas boas do mundo rs pelome nos se focem criticas construtivas mais ele é sarcástico e mal educado o que pra mim perde toda a credibilidade, alem do mais quem trabalha mesmo não tem tempo de criticar (y)

  • Phaell Cesar: (responder)
    26 de dezembro de 2013 às 10:35

    Olha essa “Nova Roupagem” para Chitão & Xororó, ficou muito fraca,eu acho que inovação não é seguir um movimento atual, mas sim abrir portas para o diferente, pra fazer uma nova roupagem tem que vir um cara criativo e repaginar tudo, igual o Sertanejo era pura raiz antigamente, deu uma repaginada quando o Maestro Mexicano Martinez começou a introduzir uma arte nova na musica sertaneja explorando sopros, cordas usando mais violões e a Harpa o Acordeom já era basico né.;Outra inovação aconteceu quando os Proprios Chitão e Xororó resolveram acrescentar as Guitarras eletricas, não sei se foi ideia deles,mas…foi uma ótima ideia; outra inovação foi quando César Augusto queria experimentar algo novo na musica sertaneja e fez isso em um dos melhores discos do Leandro & Leonardo, fazendo uma otima introdução diferencial do que estava sendo feita na época,trazendo elementos do Pop Americano anos 80 para os anos 90; outra inovação foi quando Piska resolveu abusar das guitarras dobradas,piano, trocando as cordas pelo String complemento de Teclado,trazendo muito do Rock e deixando o Sertanejo com a melhor roupagem de todos os tempos; Outra mudança foi quando o Argentino Lucas Robles veio trazer um pouco mais da musica Latina misturando com o Pop/Rock que tempo depois ficou bastante Teen, com as roupagens dos irmãos Gasperini;e que de 2004 pra cá o Sertanejo foi aos poucos perdendo varios instrumentos,mas que ainda tinha muito conteudo show,até chegar nos dias de hoje onde a musica é tão vazia, sem elemento nenhum de inovação, onde a bateria fica fazendo umas variações tolas e o Acordeom vem fazendo um papel muito ruim na maneira em que vem sendo tocado.
    Bom eu acho que inovação, “Nova Roupagem”,modernização,seja como for o nome,tem que ser algo criativo e totalmente diferente do que vem sendo feito, e fazer uma mudança bem habitual das coisas, não é seguir o que vem sendo a onda do momento.
    Quero deixar bem claro também que eu acho que rebaixam demais o Pop, quando dizem que essas musicas universitarias são Pop.

    • Renan - SP: (responder)
      26 de dezembro de 2013 às 11:55

      Phaell, seu comentário foi excelente, só discordo da parte que liga os irmãos Gasperini a música teen no sertanejo, a dupla Mano a Mano assumiu 100% o lado da MPB e do Pop dentro do gênero, o que outros faziam moderadamente em cada albúm no inicio de 90, eles fizeram no repertório todo deles já de cara.
      Pelo que sei, a única ligação que eles tem com o universo teen, foi pelo fato de uma banda do segmento terem regravado a música “Aonde Você Foi Parar?”, gravada originalmente pela dupla Zezé di Camargo e Luciano, mas até aí nenhuma novidade, pois o que mais tem, são músicas regravadas distorcidamente na história.

      • Phaell Cesar: (responder)
        26 de dezembro de 2013 às 13:28

        Então Renan, eu liguei o Teen nos irmãos Gasperini porque no começo dos anos 2000 eles trabalharam com os artistas teens da época KLB, Wanessa, e em algumas musicas eles aproximaram mais a cara do Teen com o POP que estava sendo convencional naquele momento, por exemplo nas duplas jovens da epoca Marlon & Maicon e Pedro & Thiago,Sergio & Tchelo, o Sergio que na época tinha parceria com os irmãos, e teve duplas que tiveram musicas mais pra esse estilo naqueles anos Leonardo, Zezé & Luciano tem musicas desse estilo.
        Nos albuns de 2001,2002,2003 do Leonardo tem musicas com essa pegada (Te Amo Demais, Brincadeira Tem Hora, Metade Do Meu Coração, Quando Se Ama)… tem outras que não me recordo agora, quem também introduziu essa pegada na época com Leonardo foi o produtor Cesar Lemos que também é dono de composições assim com sua parceira karla Aponte.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      26 de dezembro de 2013 às 12:31

      Phaell Cesar, ótimo comentário. E tentando seguir sua linha de pensamento busquei as definições para “moderno” e encontrei entre outras:
      1 – Novo, recente; INOVADOR
      2 – Relativo a ideias, práticas ou comportamentos AINDA DESCONHECIDOS ou NÃO SEGUIDOS PELA MAIORIA.
      Também não achei que essa “nova roupagem” da dupla vá de encontro com as definições para moderno. Pelo contrário, em algumas músicas achei que ouve involução.

  • Alan: (responder)
    26 de dezembro de 2013 às 12:20

    Só que o problema que cH&x Se defasaram no tempo, daí agora em vez de criar, se adaptaram. E não adianta ficar de mi mi mi, todo gênero sofre mudanças, eu por exemplo, odeio a fase “alternativo” no rock, e no sertanejo, estamos numa fase morna, que pra mim vai ter auge daqui uns anos, o lixo vai sendo excluído aos poucos, mesmo q seja a conta gotas.

  • Reinaldo: (responder)
    27 de dezembro de 2013 às 18:35

    Poderiam fazer o mesmo o que o Leonardo fez em 2009 com o DVD ” Esse alguém sou eu “. Selecionar músicas que nunca foram gravadas em DVDs. Ainda bem que não colocaram Fio de cabelo de novo. Poderiam fazer um novo disco e esquecer um pouco essa necessidade de se adaptarem. Eu gostei sim desse novo disco mas sinto vontade de ouvir por exemplo:
    – por que não Coração vazio ( de 1999 ).
    – Nada é igual ao amor ( 1999 ).
    – Pra mim tanto faz ( 1999 )- ficariam bem nesse disco.
    – Eu tenho uma amiga ( 1994 ).
    – Natureza, espelho de Deus ( 1990 ).
    – Gente humilDe ( 1990 )
    – fAIXA 7 ( cd iNSEPARÁVEIS ).

    Vou parar por aqui senão vou ficar até amanhã.

  • ueslei: (responder)
    27 de dezembro de 2013 às 23:38

    Nesse Cd Ch e X buscam o mercado novo para fazer show, afinal não se vendo mais Cd né. E realmente ficou bom, um som mais de “quintaneja” de cidades universitárias, mas que ainda lembra muito as características da dupla.
    Fernando Zor não é um grande produtor(ainda) mas tem as sacadas com simplicidades na hora de fazer seus arranjos e produções, quem gosta de tocar violão quer sempre tirar seus solinhos hehe.
    Quanto as regravações, na entrevista do christian e Ralf ele deixa claro a crítica de que não há mais musica boa pra gravar,e concordo com eles, é melhor regravar musicas boas to que os chicletes de hoje em dia, até que os compositores voltem com a boa inspiração.
    E parece que essa nova pegada do Ch e X continua, parece que vão fazer um Cd com musicas mais “caipiras” numa roupagem mais “moderninha” é aguardar e ver no que dá.

Redes sociais
Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.