07 dez 2013 | Reviews
REVIEW – Daniel – 30 Anos – O Musical

Apesar deste disco estar sendo comercializado como um DVD comum, trata-se de uma peça de teatro. Simples assim. Não é um DVD que dá pra pôr pra tocar no carro ou num bar. É um DVD que deve ser assistido em casa, sentado no sofá ou na poltrona, tal qual uma peça de teatro. É bom ressaltar isso antes de começar a escrever o texto.

Eu detesto teatro. Acho de uma chatice incomensurável. Musicais mais ainda. Mais chato ainda porque tratam o teatro e os musicais como se fossem as mais absolutas expressões de cultura e as pessoas fossem obrigadas a gostar, sob pena de serem consideradas ignorantes. Basicamente o mesmo que não gostar de MPB ou de filmes em preto e branco. Por conta disso, não me agradava muito a ideia de assistir a este novo projeto do Daniel, que conta a história da sua vida em forma de musical, principalmente por esperar exatamente os elementos de teatro que costumam não me agradar. Fora o receio de que o espetáculo pendesse para o piegas ou para algo parecido com uma peça escolar.

Comecei a assistir, portanto, com o pé atrás, mas disposto a dar o braço a torcer. As 3 primeiras faixas do DVD trazem cenas da infância do Daniel, com o ator mirim Matheus Braga usando uma peruca para parecer com o Daniel criança e dois atores mais experientes – Daniella Biancalana e Marcos Tumura – vivendo os pais do cantor. Cronologicamente, essas três faixas contam a história da aproximação do Daniel com a música (ao som de “Romaria), a saída de Brotas (com “Poeira da Estrada” como trilha) e o aprendizado da segunda voz através do pai José Camillo, com “Saudade de Minha Terra” como tema. E foi nesta terceira faixa que baixei a guarda. Os atores Matheus Braga e Marcos Tumura fazendo um dueto na primeira estrofe de “Saudade da Minha Terra” é algo de encher os olhos e ouvidos.

Mas foi na faixa seguinte que eu, já com a guarda baixa, desabei de vez. Acontece que antes de ser um “não-admirador” de teatro, eu sou um fã de música sertaneja. E fã de João Paulo & Daniel. E como tal, simplesmente não deu pra impedir que minha garganta embargasse quando o ator Rafael Machado, que vive o João Paulo no espetáculo, entrou em cena pela primeira vez cantando em dueto com o ator Felippe Siqueira, que vive o Daniel mais jovem, a música “Solidão de Amigos”. Chorei. E admito isso sem nenhum receio.

Daí por diante, o espetáculo segue por mais 5 faixas celebrando a espetacular fase “João Paulo & Daniel” da carreira do Daniel, com a releitura de diversas canções que foram sucesso na voz da dupla. Começando com um ato em que a dupla questiona uma atendente de rádio pelo fato da mesma não tocar as músicas na programação, até chegar a “Te amo cada vez mais”, cuja letra e interpretação, pelo menos no musical, fazem referência direta ao fim da parceria, com a morte do João Paulo, em versos como “Eu não quero ver você partir e aquela porta se fechar” e “Não me deixe aqui, eu não posso aceitar o fim”, enquanto o ator Rafael Machado vai deixando a cena, caminhando lentamente para fora do palco.

O ato depois da morte do João Paulo também é bastante simbólico. Depois de cantar a música “Bridge Over Troubled Water” (“Ponte sobre águas turbulentas”, em tradução livre), do Paul Simon, Daniel é confrontado pela família e por outros personagens da peça quanto à dúvida em seguir ou não a carreira. A resposta vem na faixa seguinte, “Tocando em frente”.

A partir daí, Daniel passa a celebrar a fase seguinte da carreira, como cantor romântico, exaltando principalmente a importância que sua música teve na formação de diversos casais, momento em que ele divide a interpretação da música “Dia de domingo” com a Lissah Martins, ex-Rouge que se tornou atriz de musicais (ela foi destaque na peça Miss Saigon). Esse ato, composto de 3 faixas, se destaca também pelo que parece ser a representação do início do romance do Daniel com sua esposa Aline.

O ato se encerra com a fase em que o Daniel interpreta alguns de seus hits “agitados”, como “Fricote”, “Dengo” e “A jiripoca vai piar”. Depois disso, enquanto canta “Meu mundo e nada mais”, do Guilherme Arantes, Daniel se questiona sobre as mudanças na sua carreira e na personalidade, se era de fato aquilo que ele sonhava, num momento que parece até mais complicado para ele do que foi a morte do João Paulo.

A música seguinte (“Pra ser feliz”) mais uma vez traz a resposta à pergunta expressada na música anterior, em versos como “Às vezes é mais fácil reclamar da sorte do que na adversidade ser mais forte, querer subir sem batalhar…”. A partir daí, Daniel celebra alguns dos principais momentos de sua carreira, como a música “Esperança”, que foi abertura de novela, “Menino da Porteira” e “Disparada”, relembrando sua incursão no cinema. A música “Nos Bailes da Vida”, do Milton Nascimento e do Fernando Brant, pré-encerra o espetáculo com uma letra também altamente simbólica. “Tantinho”, do Carlinhos Brown e a mais recente música de trabalho do Daniel, serve como o encerramento do musical.

Um belíssimo espetáculo. Emocionante, acima de tudo. Talvez seja uma peça difícil de ser assistida por quem tem preguiça de pensar, já que boa parte das faixas é altamente simbólica, tanto na letra quanto na interpretação dos atores. É necessário prestar muita atenção e entender a mensagem passada em cada canção. O fato de boa parte das músicas sequer fazer parte do repertório do Daniel, aliás, serve justamente pra isso, pra passar a mensagem e contar a história de uma forma mais coerente. Mesmo assim, é uma história altamente digna, sem estereótipos e que, creio eu, não deixa a desejar se comparada a nenhum grande musical “biográfico” em cartaz nos palcos de teatro do Brasil. Sem contar a parte musical, com orquestra e com a sempre fantástica interpretação do Daniel.

A forma como o João Paulo foi tratado no espetáculo é também algo a se aplaudir de pé. Boa parte da peça é totalmente dedicada a ele. O próprio repertório do Daniel foi praticamente deixado de lado, se compararmos com a quantidade de músicas da fase “João Paulo & Daniel” incluídas. O mesmo espaço, entretanto, não foi concedido ao Hamilton Régis Policastro, talvez uma das figuras mais importantes da carreira do Daniel e que mereceu apenas uma ou duas cenas, bem estereotipadas por sinal, através de uma representação praticamente cômica do ator Max Oliveira e que nos créditos só mereceu a vaga alcunha de “empresário”.

A única pena de assistir a esse espetáculo é saber que muito dificilmente ele vai ganhar edições físicas, ainda que em cidades estratégicas. A não ser que o próprio Daniel banque o projeto e resolva levar o espetáculo aos teatros do Brasil, duvido que algum grande produtor de teatro tenha essa coragem, principalmente por se tratar de um cantor de origem popular e com o público pertencente às classes menos abastadas, o que pode espantar o habitual público de teatro, mais interessado em histórias de cantores que eles não precisam ter vergonha de admirar.

Nota: 10

30 comentários
  • Rafael: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:00

    Marcus, uma grata surpresa saber do projeto e sabê-la por um review seu. Tenho acompanhado pouco, admito envergonhado. Gosto muito de João Paulo e Daniel, ouso afirmar que interpretaram e lançaram clássicos como Poeira da Estrada e Dia de Visita. Dia de Visita foi um sucesso estrondoso no interior de Goiás quando lançada, era ouvida o tempo todo em “fitas” nos carros em circulação, rádios e qualquer festinha que houvesse. Muito interessante o ponto que você colocou sobre o Hamilton, de fato uma figura muitíssima importante na carreira do Daniel. Você tem consciência e sempre deixa claro o papel e importância de investimento para se ter sucesso.

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 17:22

      Rafael essa música Dia de Visita também tocou demais aqui no interior de Minas Gerais. Tive a oportunidade de ver João Paulo e Daniel em Patos de Minas no ano de 1997, foi showzaço com direito a recorde de público (+ 65 mil) não tinha como andar dentro do parque de exposições. Em 1999, o Daniel voltou e foi sucesso novamente, com um dos Shows mais animados da festa. O cara não tem preguiça de cantar e faz valer a pena o ingresso pago.

  • Luiz Henrique Moretto: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:01

    DVD Top deferenciado. Excelente review Marcão!

  • Nando Junior: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:06

    Eu estive lá no Credicard Hall e vi de pertinho.. Sensacional, um dos maiores espetáculos que ja vi.. Essa proximidade Globo – Daniel, fez muito bem pra ele…

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:13

    DVD fantástico.
    A parte do aprendizado da 2ª voz foi realmente algo de encher os olhos e os ouvidos. E pensar que antigamente se aprendia a segunda quase que instintivamente e de forma autodidata e hoje com tanta tecnologia os caras ainda cantam tão desafinado que dá dó.

  • Julliana: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:15

    Marcus, tudo bem? O nome da esposa do Daniel é Aline. Lara é a filha dele. Abraços e parabéns pelo blog. Acompanho sempre.

  • Roberto: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:22

    Marcão, a esposa do Daniel não chama Aline?

    • Marcus Vinícius: (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 16:25

      corrigi lá

  • Renan - SP: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:24

    Não vi o DVD, portanto não posso opinar sobre.
    A carreira do Daniel:
    A mais linear do sertanejo (desde os tempos com o João Paulo).
    Nunca acertou em cheio, mas também nunca errou feio.
    É o feijão com arroz.

    Músicas que eu gosto presente no DVD:

    “Poeira da Estrada”
    “Bridge Over Troubled Water”
    “Ela Tem o Dom de me Fazer Chorar”
    “Te Amo Cada Vez Mais”
    “Estou Apaixonado”
    “Meu Mundo e Nada Mais”
    “Nos Bailes da Vida” (Creio que deve ser a do Milton Nascimento).

    Algumas canções muito manjadas (Menino da Porteira, Disparada, Saudade da Minha Terra…)

    E outras ruins (Eu me Amarrei, Fricote, Tantinho, A Jiripóca Vai Piar, Desejo de Amar…)

    Repertório do DVD: 6,0.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 17:17

      Um Jênio mesmo.

    • Renan - Harare (capital do Zimbábue): (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 18:43

      Meu Nanzinho é o diferenÇial do Blognejo. TI amU meu brioche de morango.

    • Luiz Fernando: (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 22:08

      Os critérios para a escolha do repertória são as letras que contam a história dele e não o seu gosto pessoal. Comentário idiota o seu, Renan.

      • Jonas: (responder)
        7 de dezembro de 2013 às 22:44

        Tem que desenhar pra ele entender.

        • Renan - SP: (responder)
          8 de dezembro de 2013 às 00:23

          Olá companheiros.
          A opinião manifestada é minha ou do Daniel?
          Não há necessidade de colocar “na minha opinião”, “no meu gosto”…
          Pois é lógico que eu estou expondo o meu ponto de vista, falando por mim, portanto vários pontos de uma mesma visão.
          E outra, o que a música “Fricote” conta da história dele que “Declaração de Amor” não pode contar?
          Qual a história?
          E todo o repertório dele faz parte da história do mesmo, certo?
          Então não seria nenhuma heresia ele colocar qualquer música do seu próprio repertório.
          É a minha opinião foi baseada única e exclusivamente no repertório, e não no projeto.

  • Alan: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:43

    O Renan é um herege kk…eu vi uns trechos do dvd e me pareceu um epetáculo excelente, um 10 merecido, pelo repertório e pela adapataçao teatral. Eu gosto de teatro, quando não sao adapataçoes elitizadas, como esta. Ou seja, espetacular.

  • Vinicius Loyola: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:46

    Parabéns Marcão!!!!!!!!

    Análise maravilhosa a esse DVD… eu sou suspeito falar do Daniel!!!! e sou suspeito falar de você que é um cara que gosto muito!

    AGORA esse Renan aqui acima é atração principal desse blog… ele não é desse mundo mesmo!

  • Alan: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 16:54

    o Renan é carta fora do baralho nos comentários kkk

  • Rafael Cesar: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 18:22

    Nota 10 mais que merecida, o Renan disse ali “Musicas Ruins” tipo ele ali tava levando pro lado pessoal dele , pelo gosto dele. Porque são musicas animadas, muito boas, musica animada pra mim é isso ai, o que se faz atualmente nem comento e nem vem ao caso.
    Daniel pra mim é um dos artistas mais completo desse País, não preciso nem citar as caracteristicas que comprovam isso, só sabe do que estou falando quem conheçe a carreira dele, esse Review sem duvidas nenhuma foi o melhor feito até hoje no blog, o projeto “O Musical” ficou maravilhoso, Daniel mais uma vez acertando na carreira, e parabéns Marcão.
    Ah e se for possivel quando tiver um tempo faz um Review sobre o novo EP do Zezé Di Camargo & Luciano.

  • Renan - SP: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 19:23

    Hoje foi um “Dia de Visita” ao repertório do Daniel, com isso pude constatar que ficaram boas músicas de fora.

    PRA DAR UMA ANIMADA:
    “Dou o Braço a Torcer” – 1992
    (tem uma boa levada)
    “Vai e Volta” – 1995
    (Um casal maluco)
    “Pode Passar o Rodo” – 2000
    (O cara que continua dançando do lado de fora do salão)
    ROMANTICAS:
    “Alguém” – 1995
    (A espera de um amor, boa participação da guitarra)
    “Só Eu e Você” – 1995
    (boas frases, “Nada é proibido”, “Não sei das noticias, nem quero saber”)
    “Minha Estrela Perdida” – 1996
    (boa melodia + boa letra)
    “Decaração de Amor” – 1998
    (A minha preferida, basta.)
    “Uma Noite” – 1998
    (música mágica)
    “Ao Meu Lado Outra Vez” – 1999
    (talvez a melhor letra do repertório)

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      8 de dezembro de 2013 às 01:56

      O Daniel toda vez que for gravar um DVD terá o problema que muitos gostariam de ter, músicas de sobra. Ele poderia escolher 50 músicas e ainda assim ficariam outros sucessos de fora. Não conheço nenhum outro artista ou dupla sertaneja que tenha repertórios tão bons quanto aqueles escolhidos para os CDs vol. 8 do JP&D e Vol. 1 do DANIEL, só têm músicas top. Do João Paulo e Daniel, as minhas preferidas são: Porque fui te amar assim, Malícia de mulher, Com qual carícia, Chovendo em meu olhar.

      • Renan - SP: (responder)
        8 de dezembro de 2013 às 13:34

        Luciano, pra mim o mais importante que um cantor tem que ter, é o repertório, ele pode ter uma super voz, mas se não tiver repertório, eu não gosto.
        Já um cantor ruim, mas com boas letras, posso até comprar original.
        Dos albuns do Daniel, só tem 2 que eu gosto mais de 50% do repertório:
        João Paulo e Daniel vol 6 de 1995(aquele que a dupla está num carro vermelho na capa).
        E o primeiro solo do Daniel de 1998.
        Nunca fui um entusiasta(na época da dupla faziam um grande sucesso aqui na minha cidade, principalmente com o albúm do “Dia de Visita”), mas reconheço o excelente segundeiro João Paulo.
        Das que você citou, gosto mais da “Malícia de Mulher”.

        • Rafael Cesar: (responder)
          8 de dezembro de 2013 às 15:03

          Afirmo o que disse, afinal quando um cara vai no programa de tv fazer uma apresentação sempre os jurados julgam a musica que ele escolheu, e depois julgam o cara, por que ?
          Porque um grande artista tem que ter um bom repertorio, não adiante ser bom se não saber o que grava, mas o Daniel sempre acertou nos seus repertorios, repertorios bem ecléticos , o Repertorio tem sim uma porcentagem na carreira do artista.Daniel nunca deixou a desejar não, ele sempre gravou de tudo e ele é um dos artistas mais completo do nosso país.

  • Alan: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 20:40

    Sobre o Ep do ZC&L, o marcão só vai resenhar o cd inteiro, que vai sair só em março de 2014.

    • Marcus Vinícius: (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 20:50

      isso. EP não é CD. EP é só uma forma de arrancar dinheiro de fã otário. Isso se o artista for rico. Se for pobre, é uma justificativa pra falta de grana pra fazer CD inteiro. No fim, EPs são uma merda. Ainda escreverei a respeito.

      • Luiz Fernando: (responder)
        7 de dezembro de 2013 às 22:12

        EP é um formato interessante, o problema é que repetem as músicas depois no álbum. EP não necessariamente precisa ser uma prévia do disco, pode ser um projeto único. Artistas de outros gêneros trabalham assim.

  • Alan: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 21:00

    Exatamente. Eu pirateei o meu EP porque acho que não devo pagar uma fortuna por 5 músicas. É uma nova versão dos compactos de antigamente, que tinha a música de trabalho no lado A e uma lixo no lado B. Eu só acho bom para os artistas pequenos divulgarem trabalho. Para os grandes, é uma forma que arranjaram pra diminuir mais ainda os custos de produção.

    • Alan: (responder)
      7 de dezembro de 2013 às 21:09

      Se for ver bem, ganha-se dinheiro com a venda do Ep, e depois eles pegam essas músicas do Ep, jogam no CD e produzem mais umas 6 músicas, junta com as 5 do EP pra tapar buraco e ganham mais dinheiro vendendo só mais 6 músicas inéditas no CD. Tacada de mestre pra enganar fãs

  • Erik: (responder)
    7 de dezembro de 2013 às 22:49

    Posso dizer que é um dos melhores DVD’s que eu já assisti. Talvez pelo fato de ter uma linguagem diferente mesmo. Também chorei. Chorei em saudade de minha terra pois me remeteu a um amigo que faleceu a menos de um ano e desabei em te amo cada vez mais, pelo sentido que a música e a história que ela estava transmitindo. Muito bom, não canso de assistir (e posso dizer que me emociono todas as vezes). Porém posso dizer que não gostei de uma música: meu mundo e nada mais… aquela história com o espelho não me agradou…

  • goiano: (responder)
    9 de dezembro de 2013 às 11:11

    Daniel! Dispensa Apresentações……!

  • Fabio Roque: (responder)
    11 de dezembro de 2013 às 13:41

    Deu vontade de assistir!

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.