12 dez 2013 | Reviews
REVIEW – Jads & Jadson – Ao Vivo

Nunca é tarde demais. Talvez essa seja a frase que melhor resume esse novo projeto da dupla Jads & Jadson. Uma dupla que já tinha um respaldo enorme do mercado, principalmente nos estados onde eram mais atuantes, com uma carreira já suficientemente longeva, mas que ainda não haviam conquistado o reconhecimento nacional. Faltava alguma coisa? Ninguém sabe. O fato é que o novo disco trouxe esse elemento que ninguém sabia se realmente faltava ou não e deu à dupla Jads & Jadson o devido respaldo para ampliar seu já respeitado trabalho para regiões que antes eles não alcançavam. Quem assistiu à entrevista que eu gravei recentemente com a dupla já vai sacar muita coisa que vou comentar aqui neste texto. Quem não assistiu, fica a dica. Ficou bem bacana.

Trata-se, antes de mais nada, de um disco incrivelmente linear. Dá pra ouvir do começo ao fim sem pular faixa. Coisa que pouquíssimos artistas têm conseguido ultimamente. E mesmo a dupla sendo conhecida pelo repertório mais tradicional, desta vez ousaram em modernizar, mas sem as fórmulas fáceis que o mercado nos tem apresentado. Ao invés de partirem pra modinha, eles modernizaram o próprio som de uma forma altamente respeitosa tanto para o legado deles quanto para o público.

O DVD foi gravado na Wood’s de Maringá. É o primeiro disco desde que a dupla fechou parceria com o escritório Brothers, dos irmãos Teló. Apesar do escritório ser comandado por um artista que tem sido um dos mais criticados pela ala conservadora do sertanejo desde que sua música explodiu mundialmente, as decisões relacionadas a Jads & Jadson têm priorizado a manutenção do estilo da dupla, ainda que, como eu disse acima, o som deles tenha se modernizado um pouco. Ao invés de levar a dupla para o modismo, mantiveram intacta a personalidade dos caras, o que por si só já é altamemente louvável.

A presença maciça da guitarra steel na sonoridade deste DVD é algo que agrada muito. Enquanto ela segue sendo pouco a pouco esquecida por alguns artistas, ela veio que veio neste DVD. A junção do timbre da steel com a guitarra comum deixam o som ainda mais empolgante.

Uma coisa bacana sobre Jads & Jadson é a regravação sempre que possível, mas em versões bem próprias, de músicas que fizeram sucesso junto ao público teen de diferentes gerações. Só neste DVD é possível citar “Ando falando sozinho”, do Polegar, “Com todos menos comigo”, do Dominó, “O amor não deixa”, da Wanessa Camargo, “Na sua estante”, da Pitty e a atual de trabalho da dupla, “Planos Impossíveis”, da Manu Gavassi. Ao invés de soarem piegas, as músicas ganham toda uma personalidade quando interpretadas por Jads & Jadson. Não à toa, são algumas das melhores músicas do disco.

Somado ao alto nível de qualidade da parte musical do disco, praticamente no mesmo patamar está a direção visual. Todo filmado com textura de videoclipe, o DVD tem uma qualidade excepcional de vídeo. A direção é do Junior Jacques. O cenário, inclusive, é talvez um dos mais simples dos últimos tempos. Mesmo assim é de extremo bom gosto. São apenas violões pendurados, como numa loja de instrumentos musicais. Mas o resultado ficou tão bacana que praticamente nem percebemos o quão simples foi a ideia.

Apenas duas duplas participaram do DVD: Israel & Rodolffo e Fred & Gustavo. É a última oportunidade, aliás, de conferir a antiga formação de Fred e Gustavo em vídeo.

Sobre o repertório, fora as regravações de sucessos teen, o disco é muitíssimo bem equilibrado entre canções românticas na linha “bruta”, como “Casa Caída”, “Coração Idiota”, “Cara na Porta” e vaneiras de bom gosto como o megahit “Jeito Carinhoso” e as ótimas “Overdose de Amor”, “Do caipira ao universitário” e “Vem pra Campo Grande”.

A viola também é um elemento bem marcante do disco. No show em si, talvez a mensagem mais impactante seja o primeiro verso da música “Do caipira ao universitário”, que diz: “Tá vendo esse som aqui, foi aí que tudo começou, moda de viola caipira e o cateretê“. Mensagem que serve tanto para o público que escuta a dupla, pra mostrar de onde é que eles vieram, quanto para eles próprios, para não deixar que eles esqueçam suas origens.

A presença nos extras de 10 modas interpretadas só pelos dois em viola e violão talvez seja também uma forma dos dois continuarem lembrando a si mesmos o lugar de onde vieram e o seu papel na atual conjuntura sertaneja: passar a ideia de modernidade mas sem nunca deixar de lado a tradição, a origem, o começo. Que os outros artistas aprendam também essa lição.

Nota: 10

30 comentários
  • Arthur A.: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 19:50

    É Marcão, acho que se vc não desse 10 pra esse álbum vc ficaria uns 2 meses sem poder sair na rua kkkkkkk

  • Alan: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 20:18

    Simples, mas bem feito. É O que define o dvd. Eu geralmente vejo no youtube com uma qualidade baixa no celular, mas esse vale a pena pena pelas músicas. Ei marcão, você vai fazer o review do disco do chitãoziinho e xororó ainda este ano?

  • Joao Taques: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 20:23

    Com certeza a melhor surpresa do ano!
    E um merecido 10!! ..é um disco que como vç disse ,dá pra escutar sem pular faixa!
    O visual excepcional, e o repertório simplesmente foda, fora do normal!
    O Brasil merece conhecer Jads e Jadson!

    Quero só ver o comentário do “Rennan-SP”
    Ansioso! kkkkkkk
    Abs Marcão!

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 20:35

    Jads e Jadson provando que dá pra fazer sucesso sem se prostituir pelo mercado.

  • Renan - SP: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 20:56

    Legal que eles ainda tenham um pé na Raiz, mas sinceridade sempre.
    Só conhecia “Jeito Carinhoso” e as regravações desse albúm, mas baixei pra ouvir tudo e não ser injusto comigo mesmo.
    Pois bem, repertório fraco, péssimas regravações (poderiam ter escolhido músicas melhores, Pitty é a Rita Lee infantil…), e o pior, o primeira canta semitonado em algumas faixas, dando umas escorregadas, em termos vocais uma das piores duplas que eu já vi.
    Não gostaria de estar dizendo isso deles, preferia dizer isso do L, G… Mas é isso aí.
    Nota: 2,0

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      12 de dezembro de 2013 às 21:16

      Renan, vou citar uma frase do Victor (Victor e Leo) … “A música sertaneja está em baixa e a palavra sertaneja está em alta”. Também não gosto do registro vocal do 1ª voz, mas considerando o fato de se tratar de uma dupla sertaneja de verdade cujo trabalho resgata as origens do gênero sem se preocupar com a aceitação do mercado já é motivo suficiente para tirar o chapéu. Veja Bruno & Marrone e Guilherme & Santiago que estão totalmente perdidos dentro da música sertaneja.

      • Marcelo: (responder)
        12 de dezembro de 2013 às 21:33

        Vidro fume a mais tocada de 2013. Bruno e marrone perdidos?

        • Rafael Cesar: (responder)
          12 de dezembro de 2013 às 21:43

          Perdidos sim, eles escolheram o caminho errado, quantas pessoas eu já vi comentando que preferiam o estilo que eles faziam antes,pode ter certeza que muita gente que gosta do Bruno & Marrone estão deixando de acompanhar os trabalhos recente, cara a identidade deles são outra hoje.Não quer dizer nada a musica “Vidro Fume” esta entre as mais tocadas do ano, e o repertorio completo ? ta acompanhando ? desse ultimo album deles só duas musicas salvaram “Vidro Fume” e “Eu Não Vou Aceitar”, desde de 2007 os repertorios deles estão muito fraco, principalmente de 2010 pra cá.A questão deles estarem mantendo o sucesso é que sempre tem uma ou duas musicas para salvarem o album.
          Os repertorios deles de antes qualquer musica poderia ser utilizada como musica de trabalho, hoje não pode se dizer a mesma coisa.

          • Renan - SP: (responder)
            12 de dezembro de 2013 às 22:23

            Luciano, concordo com a frase do Victor e também com a sua visão, só que eles já estão com um pé também no universitário, creio que logo logo vem surpresa.
            Sobre o B e M, eles que começaram com esse tal de universitário:
            PROGRAMA DE FIM DE SEMANA
            “Não me deixe
            Fora da sua agenda no fim de semana
            Invente uma desculpa “pro” seus pais…”
            LIGAÇÃO URBANA
            “Um beijo pra você
            Não posso demorar
            Tô numa ligação urbana
            Vem correndo me encontrar”

            Como não tem público cativo, estão atirando pra todos os lados, mas a fase da dupla já passou, em 2001 fizeram e hoje outros colhem os melhores frutos.
            OBS: Gostei da dupla até 1999, desanimei em 2001 quando era obrigado a ouvir todo dia no recreio da escola coisas como:
            “Eu te quis
            Como a mãe quer um filho
            A luz quer o brilho
            Tão natural
            Meu amor, seu amor
            O espinho, a flor
            Amor de carnaval…”

            • alessandro: (responder)
              13 de dezembro de 2013 às 08:51

              O loco Renan, Amor de Carnaval é uma das melhores músicas deles

        • LUCIANO SILVA: (responder)
          12 de dezembro de 2013 às 22:07

          Marcelo, gosto demais dos trabalhos antigos do B&M, mas dê uma olhada na discografia da dupla. Em 2003 gravaram o CD “inevitável” com VÁRIOS sucessos, não apenas um. De lá pra cá são 10 anos desorientados, só presepada e começaram a dar tiro para todos os lados (ACÚSTICO II vol 1 e 2 tentando reproduzir a fórmula do primeiro acústico, DE VOLTA AOS BARES tentando entrar no time dos universitários) ora ou outra com a divulgação que têm vão acertar alguma coisa. Mas acho muito pouco para o tamanho da dupla.

          • Alan: (responder)
            12 de dezembro de 2013 às 22:21

            orra cara…pra mim só erraram no “Acústico 2” e no “Sonhando”. Eles produziram um dos álbuns mais fodas desses últimos anos que foi o “Juras de Amor”. E “Pela porta da Frente” é muito bom.

            • Heider Alan: (responder)
              13 de dezembro de 2013 às 01:43

              Engraçado… eu já acho o Acústico II o melhor disco deles… Esses três últimos álbuns que eu acho que apelaram.

              • alessandro: (responder)
                13 de dezembro de 2013 às 08:52

                Esse declínio da dupla se chama Dudu Borges, tirou a identidade deles, pior burrada que a dupla fez

              • sacolé: (responder)
                13 de dezembro de 2013 às 08:54

                Apelaram mesmo, não chega nem perto dos albúns dos anos 2000

                • Alan: (responder)
                  13 de dezembro de 2013 às 10:00

                  Pra mim o Maluly, Dudu Borges, e o Ivan Miyazato são os melhores produtores da atialidade.

                  • alessandro: (responder)
                    13 de dezembro de 2013 às 10:53

                    Sim mas para as duplas novas

                • Alan: (responder)
                  13 de dezembro de 2013 às 10:01

                  Pra mim o Maluly, Dudu Borges, e o Ivan Miyazato são os melhores produtores da atualidade.

  • Gisleide: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 21:05

    Gostei, é isso msm, quem tem competência ñ precisa se rebaixar msm!

  • Rafael Cesar: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 21:35

    A Dupla não me agrada em varios termos, principalmente no vocal e no estilo musical,existem certas musicas que nunca devem ser regravadas, se não perdem a identidade, foi o caso de “O Amor Não Deixa” da Wanessa, melhor interpretação que a dela não tem, a musica ficou ruim na voz deles.
    Não ouvi o repertorio inteiro deles, mas o que eu ouvi já foi o suficiente pra saber que não fazem o meu gosto.

  • Mauro Ronaldo: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 21:41

    Muito bom cd, mas não só esse ficou 10, todos os outros também nota 10, acompanho a dupla desde o primeiro cd aqui no MS, hoje estouraram demoraram mas chego a hora deles, e tem a Dupla Bato e Fernando que é mesmo estilo, acredito que vai estourar também, grande post Marcão.

  • Romário Victor: (responder)
    12 de dezembro de 2013 às 22:44

    Desde que lançaram esse disco, venho conversando com uma amiga, e, comparando esse do ano de 2013, àquele lá de 2008, o “Ao Vivo em Campo Grande”, chegamos à conclusão que a dupla só não estourou nacionalmente antes, porque a imagem deles não vendia, era pouco comercial, e a galera tinha meio que receio de admitir que ouvia os caras e tal. Daí, bastou a entrada no escritório dos Teló, um bom planejamento e a transformação no visual de ambos, pois o Jads cortou o cabelo, colocou aparelho ortodôntico e deixou a barba, já o Jadson, por mais perverso que seja de minha parte ter observado isso, claramente começou a disfarçar que é vesgo, tanto que no DVD, meio que o chapéu tampa o rosto dele, deixando uma sombra sobre seus olhos, além claro, da mudança total na forma com que se vestiam, estão visualmente adaptados ao mercado. Fatos que por mais insignificantes que possam ser, ao meu ver fizeram toda a diferença nesse trabalho, pois há muito eles são artistas prontos, o que faltava era o up, que coube aos irmão Teló, agregar à dupla. E sinceramente acredito, se não fosse a tal mudança no visual, a música “Jeito Carinhoso”, não teria andado tanto.
    Quanto ao disco: este com certeza é o melhor disco do ano, falo isso com propriedade de quem ouviu esse disco do início ao fim, por mais de 600 vezes. O primeiro parágrafo do texto é taxativo e preciso ao resumir o disco, linear, ótimo do começo ao fim. O repertório ficou, particularmente falando, aquilo que o fã da música sertaneja quer ouvir, cantado por uma dupla autentica, detentora de um timbre de voz único e característico, que tem uma história na música sertaneja, e segue firme em suas convicções. Quanto a “modernizada” no som da dupla, acredito ser uma consequência natural do passar do tempo, apenas uma adequação ao que acontece hoje com a música sertaneja. Não há muito o que falar, apenas rasgar elogios à dupla que inaugura uma nova fase na música sertaneja, tanto na sonoridade melódica, quanto na vocal, pois esse disco será imitado por várias duplas, mas tal qual ocorreu com alguns lá no passado, jamais será igualado.

  • Luciana: (responder)
    13 de dezembro de 2013 às 01:12

    Eu particularmente gosto muito desta dupla, pois como foi dito por alguns nos comentários acima, eles conseguem manter a sua identidade e não se prostituir ao mercado (e queira Deus que continuem assim!!!). Concordo que o 1a voz semi-tona em algumas canções, mas as vezes acho melhor ouvir um semi-tom do que ficar na dúvida de se a captação do microfone está ou não passando pelo “botãozinho” de afinação. Eu, pelo menos, tenho uma sensação de “veracidade” quando os ouço. O the voice terminou agora há pouco e vários dos candidatos semi-tonaram… Enfim: música, enquanto arte, sempre vai ser afetada pelo quesito “emoção”, e por mais que se domine a técnica, o coração sempre vai dominar… Parabéns à dupla!

    • LUCIANO SILVA: (responder)
      13 de dezembro de 2013 às 09:37

      Luciana, quando se trata de uma 1ª voz que canta em tons altos que usa o máximo de sua extensão vocal é mais que natural umas semitonadas e até mesmo umas boas desafinadas. Semitonar e desafinar são sinônimos. Agora para cantores que semitonam em qualquer tom aí já é questão de estudo para aquisição de técnica ou motivo para sair do ramo. Alguém comentou aqui no blognejo que os artistas investem milhões em propaganda, em produção de DVD em equipamentos de som, mas umas aulinhas de técnica vocal nem pensar. Cantores principalmente os sertanejos ficam com essa bobagem que querer seguir carreira só com dom musical e perdem a chance de lapidar o talento com estudo. Não ter consciência que técnicas vocais ajudam tanto no cantar quanto na preservação da saúde vocal sai caro no final. O Zezé Di Camargo seria um bom candidato para levantar essa bandeira, pois o mesmo arrebentou com sua voz cantando só na raça.

      • Renan - SP: (responder)
        13 de dezembro de 2013 às 12:07

        Luciana, o primeira da dupla semitona direto, isso que eu achei desagradável, de vez em quando é normal, mas constantemente…
        A verdade é que dessa safra nova de cantores, se salvar 5 é muito.
        Eu também prefiro emoção do que técnica, mas o ideal é quando junta os dois, vide Xororó, Leonardo…
        Eu não senti emoção ouvindo a dupla, mas isso varia pra cada um.
        Sobre o The Voice, é o pior programa de calouros que eu já vi, não sei se os jurados não entendem nada ou se fazem de “bobos”, ali 90% dos “candidatos” que eu vi semitonaram, e ainda passam uma falta de verdade cantando…
        Me parece tudo de plástico.
        Pra mim:
        Semitonar = não sentir a música ou não gostar da mesma.

      • Luciana: (responder)
        13 de dezembro de 2013 às 14:40

        Luciano, olhando pela sua ótica dá pra entender o seu ponto de vista. E concordo com o termo de que semi-tonar e desafinar são a mesma coisa em se tratando de canto, pois certa vez ouvi de um professor que quem semi-tona são os instrumentos musicais que perdem a afinação ao longo do tempo e uso, e que nós humanos simplesmente desafinamos. Assino em baixo no que você diz sobre investir em aulas e técnicas de educação e empostação correta da voz, porque boa parte dos cantores hoje desconhece o que são voz de peito, voz de cabeça, drives vocais e as demais técnicas que existem (ouso dizer que, se bobear, nem aquecimento das cordas vocais fazem antes de subir nos palcos). Eu simpatizo com esta dupla pelos simples quesitos identidade (escolha do repertório) e personalidade (não se prostituem) e talvez por isso perdoe os deslizes. E concordo com você, Renan, quando diz que aliar a técnica à emoção é alcançar a perfeição, mas isso requer anos de estudo e prática juntos. Acho que a prova disto é ouvir um CD da Marisa Monte do final da década de 80 e ouvir os últimos 3 álbuns (novamente vou citá-la, porque ela, na minha humilde opinião, é perfeita). Dá pra ouvir claramente a evolução da técnica casada à prática (inclusive nos alguns gravados em estúdio). Acho que nesse caso em particular, a escola da mpb está anos luz à frente do sertanejo. Quanto ao the voice, há toda uma dinâmica no programa que não me agrada, e a primeira delas é deixar o público escolher o primeiro candidato que fica, porque ontem fiquei na dúvida se era um programa de calouros ou de caridade. Não o acho o pior, pois ouvi algumas boas vozes ali, sempre lembrando que a questão de gostar ou não de um timbre vocal é subjetiva, mas ele também não é o pior. Como já disse, só tem uma dinâmica errada. Dos técnicos, minha impressão é: alguns são muito emotivos, outros são muito técnicos e acho que as escolhas nos mostram quem claramente quem entende ou não de arte musical.

  • Luciana: (responder)
    13 de dezembro de 2013 às 01:14

    Marcão, review do novo albúm do Ch&X, por favor!!!!

  • Luciana: (responder)
    13 de dezembro de 2013 às 01:20

    E notícias da carreira solo do Diliel, porque aquele ali sabe cantar, compor e emocionar de um jeito singular…

  • Alexandre Vieira: (responder)
    15 de dezembro de 2013 às 15:45

    Muito bom o DVD.
    Escuto esse DVD do começo ao fim! Boas músicas.

  • Cultura Caipira Blog: (responder)
    16 de dezembro de 2013 às 11:57

    Ainda não vi o DVD, mas com esse review fiquei bem tentado, principalmente quando cita – o que já tinha adiantado na entrevista – sobre as faixas só com viola e violão. Apreciarei com certeza!

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.