13 nov 2013 | Reviews
REVIEW – Thaeme & Thiago – Perto de Mim

Nunca uma demora na postagem de um review aqui no Blognejo acabou sendo tão prática, ainda que sem intenção. Este disco foi lançado lá no começo do ano e ainda estava aqui na minha pilha de trabalhos a analisar ainda em 2013. Aí, de repente, veio a surpresa: a dupla Thaeme & Thiago passaria por uma mudança de formação. O Thiago Servo saiu para se dedicar a um projeto que ele mesmo classificou como mais “picante”, o que de fato vem se comprovando através das músicas que ele tem lançado nos últimos dias. Na segunda-feira foi anunciado o nome do seu substituto: Guilherme Bertoldo, ex-Tradição.

A saída do Thiago Servo do projeto acabou inevitavelmente fazendo como que este último disco da primeira formação fosse analisado de uma forma um pouco diferente. O principal argumento dado para justificar a sua saída foi o fato de ele querer se dedicar a um estilo de música e a Thaeme a outro. Acontece que este último disco traz toda a carga musical do Thiago Servo. Ele assina 11 das 12 músicas do disco e ainda a co-produção ao lado do Laércio da Costa, fora a co-criação de quase todos os arranjos. Ora, se o Thiago saiu do projeto mesmo tendo, pelo menos neste último disco, sido o principal responsável pela sonoridade da dupla, alguma coisa ficou meio mal explicada. A demora na postagem deste review vai acabar servindo, portanto, pra tentar elucidar os reais motivos da saída.

Algumas pessoas apontam como elemento negativo o fato da dupla já ter sido formada na base de um grande escritório e montada exclusivamente para atender a uma demanda e preencher um nicho de mercado que tinha diversas vagas em aberto (o da dupla de casal, que tinha apenas Maria Cecília & Rodolfo como produto de peso). Isso inevitavelmente desagrada aquela parcela de admiradores do gênero sertanejo acostumados com duplas formadas a partir de uma delicada história de vida. Se for um dramalhão quase mexicano, melhor ainda. Boa parte das duplas da era universitária acabou inclusive sofrendo rejeição no começo justamente por não ter passado por uma quantidade “suficiente” de sofrimento, como as duplas mais tradicionais. Imaginem então Thaeme & Thiago, que já começaram como produtos de um dos maiores escritórios do Brasil, com toda a infraestrutura pronta?

Acontece que, por menos aceitável que isso seja na cabeça de uma parcela do público, ilegal não é. Afinal o principal elemento que faz com que uma dupla agrade é a música que ela produz e não a quantidade de tomates que ela plantou, né? Então não dá pra desconsiderar a dupla só por conta desses elementos. A Thaeme, mesmo não sendo tão familiarizada com o gênero sertanejo (o que também é motivo para mais críticas daquela mesma parcela do público), tem um grande e reconhecido talento e se adaptou muito bem ao segmento. O Thiago Servo, por sua vez, é um compositor renomado no circuito sertanejo. Juntar os dois pareceu uma ótima ideia, como foi se comprovando desde que a dupla começou os trabalhos. Tanto que, neste formato de casal, Thaeme & Thiago são hoje a dupla mais atuante. E isso não dá pra negar.

A tendência óbvia era que a dupla começasse com o tempo a assumir as próprias rédeas, pelo menos na parte musical. Por isso, nada mais natural que o Thiago puxar para si a responsabilidade da produção do novo disco. Era a oportunidade perfeita para consolidar a identidade musical da dupla e demonstrar certa independência, para eliminar de vez a alcunha de “mero produto” e de “dupla forçada” que alguns ainda teimavam em utilizar. E o resultado acabou se mostrando bastante satisfatório.

O disco “Perto de Mim” tem momentos incríveis como o da música “Sinto Saudade”, belíssima, da “Deserto”, que além de tudo contou com um belo videoclipe, e “Hoje não”, bastante ousada na parte harmônica e que ainda por cima traz a participação do Luan Santana.

É claro que o Thiago, mesmo assinando tudo o que eu já mencionei mais acima, não pode levar sozinho todo o crédito. Na produção, temos o Laércio da Costa, que é sem dúvida um monstro da música. E algumas músicas ainda trazem nomes de enorme competência na composição, como a Paula Mattos e a Silmara Nogueira, antigas backing vocals da dupla. A Paula é hoje talvez a compositora mais forte de um mercado dominado por homens. Mesmo assim, pelo menos de acordo com o encarte do CD, o disco é Thiago Servo puro. Ora, se foi ele o responsável pelo som da dupla neste disco, por que quis sair então?

Talvez seja exagero o que vou dizer, mas não deixa de fazer sentido. Pode ser que a resposta para essa pergunta esteja em uma única música, que, mesmo tendo sido gravada pela dupla depois do DVD e acumulado mais de 4 milhões de views no Youtube, não foi sequer incluída neste disco: “Foi daquele jeito”. Aquela música, mesmo não trazendo o Thiago Servo na composição, tem todos os elementos que ele disse querer defender a partir de agora, depois de sua saída do projeto. E a exclusão dela do repertório da dupla, tornando a mesma uma música sem disco, é talvez a melhor demonstração possível da divergência de opiniões que aparentemente já pairava sobre eles.

E realmente foi bem esquisito ouvir a Thaeme cantando “foi tapa na bunda, na cara, puxão de cabelo na cama no chão e no banheiro…“. A imagem que até então o público tinha dela era de mocinha angelical. Talvez seu momento mais ousado tenha sido na música “Tcha tcha tcha”. Mesmo assim, “Foi daquele jeito” foi uma ousadia ainda maior, uma teste para ver se a dupla funcionaria com um repertório ainda mais, nas palavras do Thiago Servo, “picante”. Nem deu tempo de ver se funcionou, pois logo a música foi lançada por outro artista recém chegado no escritório – Lucas Lucco – e ainda com a participação da dupla Fernando & Sorocaba, o que pareceu muito mais uma tentativa de abafar a versão da dupla Thaeme & Thiago, talvez pelo excesso de ousadia. Aparentemente, nesse caso o Thiago Servo acabou sendo voto vencido.

O disco “Perto de Mim” não traz momentos tão ousados assim na set list. Pelo contrário. Mesmo nas músicas mais agitadas, a opção foi por uma linha menos agressiva. “Só pra te pegar” talvez tenha sido a mais próxima daquela linha, mas não se compara à “Tcha tcha tcha” e muito menos à “Foi daquele jeito”. Talvez tenha sido esse o estopim da saída do Thiago Servo: o fato de a dupla caminhar aos poucos para uma linha mais light. Um novo DVD já estava em fase de produção, com data de gravação marcada e tudo mais. A saída, entretanto, aconteceu antes que o disco fosse gravado, talvez justamente pelo Thiago Servo ter percebido que a dupla não iria mesmo para a linha que ele pretendia seguir.

Como último projeto do Thiago Servo na dupla Thaeme & Thiago, “Perto de mim” acabou sendo um disco aceitável. Não é uma obra-prima, claro, mas valeu como despedida. A dupla anunciou em coletiva o nome das possíveis músicas de trabalho da nova formação. A julgar pelos nomes, “Cê endoidou, foi” e “Cafajeste”, parece que a dupla ainda vai carregar, pelo menos por um tempo, o legado deixado pelo Thiago Servo. Mas eu particularmente acredito que a tendência agora é tornar o repertório da dupla cada vez mais feminino, com uma tendência para o romantismo, este sim o lado forte da dupla, a julgar por “365 dias”, “Sinto Saudade” e outras. A tentativa de se tornar um pouco mais independente com o disco “Perto de Mim”, o que é louvável, acabou dando em nada, já que o cara que defendeu a ideia saiu. A dupla volta, pelo menos por enquanto, a depender do Fernando na parte musical. Aguardemos os próximos projetos para ver o que pode vir de diferente.

Nota: 7,5

18 comentários
  • Renan - SP: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 00:55

    Marcão, tá certo que nem toda dupla precisa plantar tomates, mas vou usar uma frase dita pelo Almir Satter num programa de tv:
    “Por mais que uma dupla sertaneja treine, se esforçe, o talento verdadeiro é uma coisa inexplicavel que vem do ventre da mãe, dupla sertaneja não aprende, nasce cantando, principalmente no caso de irmãos.”
    Enquanto Leandro e Leonardo, cresceram na roça, viveram o sertão e entendem o que esse povo gosta de ouvir, Thaeme, Zé Servo, o máximo que sentiram do sertão, foi andando de carrosel no parque, naqueles cavalinhos.
    Sobre o albúm, não ouvi, e estou sem coragem pra isso, portanto prefiro não opinar.

    • Luiz Fernando: (responder)
      13 de novembro de 2013 às 01:08

      Sertanejo ou não, o álbum tem muita qualidade.

      Falando nisso, acho que esse povo deve atender às reclamações da “Rede Renan de Reclamação” e abandonar o rótulo “sertanejo”. Isso porque tem sertanejo de mais, já encheu o saco.

      Chega de sertanejo! Ta faltando pop nacional. Só mudem o rótulo, já é um grande passo e acaba com essas repetitivas reclamações.

      • Renan - SP: (responder)
        13 de novembro de 2013 às 01:45

        Ok, Luiz Fernando, então estamos quites, eu também estou de saco cheio desse pop mal feito com sanfona.
        Ah, e obrigado por ter revelado a verdadeira identidade do público universitário, não gostam de sertanejo mesmo, fato, fataço.
        Amanhã continuamos, porque hoje já venceu o prazo de validade, olha a hora.
        Abraço.

        • Rafael Cesar: (responder)
          13 de novembro de 2013 às 13:46

          Já estou enjoado dessa me… de pop que se faz atualmente com essas safonas e bateria enjoativa são dois instrumentos que gosto muito mais da maneira que são utilizados hoje me faz odiar.Isso que se fazem hoje pra mim não tem nada de pop, o sertanejo que soube honrar o pop mesmo foi os dos anos 90 que se influenciaram no Pop americano dos anos 80.Isso pra mim era musica de verdade, arranjos bem complementados e sentimento nas musicas, se isso que se chama de pop hoje em dia, prefiro nem comentar mais nada.

  • Luiz Fernando: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 01:03

    Eu gosto bastante desse álbum. “Deserto” e “Perto de Mim” foram músicas que se encaixaram bem na voz da Thaeme e ao mesmo tempo tocaram muito nas rádios.

    Faz todo sentido a teoria da música “Foi daquele jeito”.

    A nova formação deve seguir essa linha teen romântica, é o melhor caminho.

  • @ariomester: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 08:59

    Eu também acho que deveriam assumir que é pop. Não só essa dupla, mas um monte. Ficaria bem melhor pra todos.

    Não acho errado fabricar artistas. Se você pensar bem, a maioria dos músicos que trabalham no meio sertanejo não gostam de música sertaneja, mas de jazz, rock etc. Ninguém morre por causa disso.

    Todos os grandes discos do gênero foram gravados por pessoas que prefeririam mil vezes tocar jazz, rock, mpb etc do que música sertaneja. Nem por isso são discos ruins.

    Existem grupos estrangeiros e ate alguns brasileiros (Charlie Brown Jr é um exemplo) que foram construídos por produtores e que deram certo. Fizeram bons discos, bons trabalhos, ficou bem legal.

    O problema do ramo sertanejo, ha tempos, é que é muito, mas muito mal feito. No máximo utilizam um pro tools atualizado e um microfone caro. Mas arranjo, produção, preparação do artista que é bom, nada.

    Esse caso é emblemático. Um produtor consciente dificilmente deixaria um rapaz com a lingua tão presa cantar. Deveria, primeiro, trabalhar a dicção e entonaçãio com fonoaudiologo ou professor de canto/musicalização ate ficar bem convincente e depois trabalhar o repertorio.

    Nunca iria pegar uma cantora assumidamente pop, que não tem raiz sertaneja, nem de música do povão, dar um papel com uma letra de arrocha e dizer “canta que agora você é sertaneja”. São erros de produção que o publico acaba entendendo indiretamente – não vai aos shows, não dá moral no youtube etc.

    Não acho ruim Thaeme e Thiago. Acho, assim como muita coisa que tem saido da FS, muito, mas muito precipitado e feito de ultima hora. Nem dá tempo do cantor acostumar com a idéia de cantar musica sertaneja. Não tem como isso dar certo.

    • Renan - SP: (responder)
      13 de novembro de 2013 às 17:55

      @ariomester, bom comentário, matou a pal.
      Realmente essa história do sertanejo faz mas não gosta, já é velha.
      Tempos atrás, um dos principais nomes do genero, foi o produtor e arranjador Piska, o cara foi guitarrista das bandas “Casa das Maquinas” e “Joelho de Porco”, depois trabalhou com Elis Regina, Ney Matogrosso…
      E veio para o sertanejo no final dos anos 80, fazendo melodias para o produtor e letrista da época, Cesar Augusto, e atuando na area de produção com Leandro & leonardo e também Chrystian e Ralf.
      Só que o cara não tinha sequer um albúm sertanejo na sua coleção, era só Rock internacional.
      E também hoje em dia, além de músicos, tem muitas duplas que sequer ouve algo do genero sertanejo, nem universitário e nem antigo, o que prova que o dinheiro está acima da verdade individual artistica.
      Eu acho que a verdade tem que estar sempre acima de tudo, então está na hora de cairem as máscaras, e assumirem o que gostam, e o que fazem.
      Apesar do Piska não curtir muito sertanejo, os solos de sua guitarra estão imortalizados na história do genero, genero esse, que ele ajudou a evoluir dentro de um padrão, sendo bem feito, e sem descaracterização, afinal o sertanejo 90, mudou harmonias e arranjos, mas a tematica (letras), ainda atingiam o povo do campo.

      • Rafael Cesar: (responder)
        13 de novembro de 2013 às 23:20

        Cara como é bom ver uma pessoa que reconhece o trabalho de um dos maiores musicos que eu já vi.O Cara era um gênio, muito criativo, além de produtor, compositor o Piska assinava os arranjos e ainda tocava Bateria, Baixo, Violão, Guitarras, Teclados, Percussão; Quando eu me interessei de verdade pelas musicas que costumo ouvir hoje , as duas primeiras que mexeram comigo eram arranjadas por ele “Como Eu Te Amo” – Bruno & Marrone, “Jura” – Edson & Hudson, depois que eu começei a ouvir musicas assim, descobri realmente o valor que uma musica tem pra mim.Eu ouvia outro tipo de musica antes de ouvir essas duas musicas, mas quando eu ouvi ela reparei nos detalhes, e vi que eram bem diferenciada as musicas.Eu particularmente gosto mais das musicas dos anos 90 e começo de 2000.

  • LUCIANO SILVA: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 10:50

    @ariomester, realmente essa questão dos fonoaudiólogos vai ter que entrar em pauta. Dias atrás até brinquei com o assunto no post de lançamento da música “Onde nasce o sol” do Bruninho e Davi com o J&M (e nem me falem que foi só questão da regulagem do som). Tem uma entrevista no youtube do Barrerito com Ratinho de 1991, é isso mesmo 1991, naquela ocasião o entrevistador perguntou qual seria o motivo da música sertaneja ter sido aceita. Barrerito respondeu que a música sertaneja tinha melhorado em arranjos e que a dicção dos cantores estava melhor que a pronúncia das palavras havia melhorado. Quanto à questão dos artistas “EM SÉRIE” tomando os cuidados que você citou também não vejo problema. Artistas têm que se profissionalizar. Se alguém vai se dedicar a qualquer atividade terá que fazer bem feito. Tenho filha pequena de 7 anos e ela me mostrou uma música chamada “I can’t stop singing” de um seriado americano chamado Teen beach movie. Fiquei admirado com o dueto vocal, pode ser que usaram “o tal do botãozinho”, mas que é bem feito, é. Se tem gente ganhando dinheiro com o gênero sertanejo não há problema, mas tem que ser bem feito para que as pessoas não associem música sertaneja a “coisas” ruins como acontece com o funk.

  • Carlos Oliveira: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 10:57

    Bom dia Marcão, ha muito tempo não opino nos reviews, mas na boa a primeira frase acima que fala que as duplas nascem cantando não são criadas é certa, infelismente tem muita porcaria no mercado, a Thaeme tem um vóz linda mas não tras a naturalidade do sertanejo, o Zé servo é um compositor, ao contrario de duplas como Zé henrique e Grabriel Rick e Renner Zezé e Luciano, onde os compositores são intépretes mesmo.

  • Gustavo Douglas: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 13:07

    Bem pensado o lance do Lucas Lucco gravar a música logo em seguida, e ainda com a participação de Fernando e Sorocaba, pra dar aquela abafada.. Faz sentido.. Apesar de não ter funcionado muito bem..
    Mais um belo texto.
    Abraço!

  • goiano: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 13:24

    Vou ter que citar o nosso amigo Renan ” to sem coragem” de ouvir um atentando desse à boa música. Dupla fraquinha que nem “vinho Chapinha”. Agora com o novo parceiro, vamos ver o que vai acontecer. Pelo Visto “mais do mesmo”

  • Renan - SP: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 13:44

    “Com o meu cavalo branco
    Passeava fim de semana
    Com o meu zanho na arraia
    Eu ganhava muita grana
    Hoje só resta saudade
    Daquela tropa bacana
    Só pude guardar o arreio
    Aquela linda baldrana
    Ta no fudo da gaveta
    A foto da mula preta
    E também da besta ruana”

    http://www.youtube.com/watch?v=c7iKDeDYLEg

    “Rio que não tem carinho
    Qualquer dia desses vão te dar valor
    Nasce limpo e morre sujo
    Envenenam tudo, até o próprio amor”

    http://www.youtube.com/watch?v=rM-dDL4LmX0

  • Alan: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 18:45

    Bom Review. Deviam aprender a treinar uma dupla fabricada antes de lançá-la, e como essa foi uma merda de planejamento em cima, acabou terminando nisso. O sertanejo não tem tanto profissionalismo em alguns setores vitais, o que dá até raiva em alguns casos.

  • José Orígenes Cabral: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 19:13

    EU GOSTEI MUITO E ACHO QUE ESSA NOVA FORMAÇÃO VAI DÁ MUITO CERTO, COM CERTEZA VAI SER UM SUCESSO !

  • @ariomester: (responder)
    13 de novembro de 2013 às 23:21

    Um outro exemplo excelente é o GLEE.
    Não tem nada mais artificial e armado do que aquilo, já que é uma série de TV e os cantores são atores. Mesmo assim os produtores musicais capricham ao máximo nos arranjos, na escolha do repertório e na performance de cada um. Fica artificial porque não são cantores, mas a concepção dos arranjos, a gravação e o momento de apresentar cada música fica ótimo. É esse tipo de pensamento que falta aqui no Brasil: não é porque é feito pro povão que tem que ser mal feito. Não é porque é uma dupla “série B” que precisa ser feito de qualquer jeito e dane-se o público.

  • Daniel Assis: (responder)
    14 de novembro de 2013 às 00:05

    Aqui na minha região toca direto a musica FOI DAQUELE JEITO, com TeT!

  • Alan: (responder)
    14 de novembro de 2013 às 12:18

    Pra mim o sertanejo e esse “novo pop” está ainda em formaçao, e so vai render algo daqui uns anos. E quanto todo mundo se dizer “sertanejo”, é pq se tacham o cara como pop e mpb, o público rejeita e o cara nao vende. Já como sertanejo o público pega de braços abertos…uma baita filha da putagem nossa.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.