09 jan 2012 | Notícias
Sejamos realistas…

A cada nova onda de popularidade de determinado artista ou movimento musical, discursos inflamados em prol da moral, da proteção aos valores mais tradicionais da música sertaneja e da qualidade das músicas sertanejas lançadas na referida temporada surgem às pampas, ainda mais na atual realidade da Internet, com a total liberdade para quem quer que seja escrever o que bem entender em suas respectivas páginas no Twitter, Facebook, comentários de blogs, usando o nome que lhe convir sem que sofra com isso nenhum tipo de punição ou reprimenda. Confesso que eu, enquanto administrador de um dos poucos espaços da Internet onde se tenta levantar um debate inteligente acerca de um segmento estereotipado, tenho vontade de mandar boa parte desses “engraçadinhos” às favas. Mas recentemente fui surpreendido com alguns pensamentos meus que, quem diria, condiziam com boa parte desses comentários e declarações cibernéticas.

É que, assim como surgem tais declarações apaixonadas, surgem também no encalço dos produtos de sucesso em cada temporada os “copiões”, ou seja, artistas, empresários, produtores, etc, etc, etc, que simplesmente acham que o melhor a fazer é simplesmente ir na onda do que está dando certo e fazer exatamente a mesma coisa. Em tese, a prática de se copiar o que deu certo não é errada. Afinal de contas, se algo deu certo com uma pessoa, teoricamente isso significa que dará certo com outras, não é mesmo? O problema, no entanto, é que alguns profissionais de música sertaneja que praticamente não têm onde cair mortos simplesmente se esquecem da realidade na qual estão vivendo e trabalhando e chegam à fantasiosa conclusão de que podem competir pau a pau com estes artistas que deram certo com tal prática antes deles.

O mais recente exemplo dessa mentalidade do “vamos usar o que deu certo com fulano” é a invenção de apelidos para o sexo, iniciada pelo sucesso da música “Balada”, do Gusttavo Lima. O “tche tche re re tche tche” do jovem cantor mineiro já rendeu as mais incríveis variações. Até agora, que eu consigo me lembrar assim de cabeça, já tivemos o “tche tche re re tche tche”, o “tche tche tche” o “le le le”, o “tcha tcha tcha”, o “tãe tãe tãe tãe”, o “bará bará berê berê”, o “zum, zum, zum” e mais uma série de variações que aparecem diariamente. Num pensamento inicial acerca destes exemplos, é possível notar que a maioria deles é de artistas com trabalhos que já possuem certo alcance nacional e que, portanto, até têm lá suas condições de competir por uma fatia do mercado e de aproveitar um filão inaugurado pelo sucesso da música do Gusttavo Lima.

Porém, é particularmente um caso sério de “vergonha alheia” a gravação de uma música do tipo por um artista que mal tem dinheiro para gravar a porcaria da música, com a ilusão de que basta isso pra estourar. Na onda do filão anterior (o funknejo), por exemplo, as primeiras versões de funks cariocas foram gravadas por artistas dotados de recursos financeiros compatíveis com as pretensões dos mesmos. Convenhamos, o funknejo não chegaria jamais (e não vai chegar nunca) a superar os grandes nomes do mercado e seus respectivos segmentos musicais. Então sim, os recursos financeiros dos artistas que resolveram lançar suas versões de funk eram de fato compatíveis com o que se poderia alcançar. O problema é a incrível quantidade de artistas de quem ninguém quase nunca ouviu falar e sem um puto no bolso que resolveram embarcar nessa com a idéia de que “ora, se fulano conseguiu, eu também consigo”.

Quatro parágrafos de enrolação depois, eu posso finalmente deixar claro o objetivo deste texto. Como seria a música sertaneja se os artistas simplesmente abrissem os olhos e vivessem de acordo com a realidade? Será que um artista novato que quase ninguém conhece e que grava uma música que se refira ao sexo com um, sei lá, “bla bla bla”, tem condições reais de fazer sua música conhecida nacionalmente no mesmo nível do “tche tche re re tche tche”? Será que não é uma pretensão absurda achar que gravar a música e depois fazer uma fotomontagem no Youtube já garante uma competição justa e a fatia do mercado à qual o pobre coitado que gravou a música julga ter direito?

Isso serve também para artistas com melhor condição financeira, por que não? Chegamos num ponto onde a inteligência do público sertanejo é testada com cada vez mais frequência. Vejamos, o público aceitou o “tche tche re tche tche” e o “sou foda”, por exemplo. Porque eram novidades, eram idéias interessantes, diferentes, criativas, ainda que resultassem de adaptações ou regravações de canções de outras regiões. Acontece que a cada nova música lançada a partir da mesma idéia, o interesse do público automaticamente vai diminuindo para dar lugar à ridicularização. Na décima canção ou regravação em diante, o público deixa de achar interessante para achar simplesmente ridículo, idiota, bobo, mais do mesmo. Impressionante como hoje, por exemplo, o funknejo tenha se tornado algo tão ridicularizado até por boa parte do público mas mesmo assim ainda apareça por aí um ou outro gaiato que se arrisca a lançar a “versão sertaneja daquele sucesso do Mr. Catra”.

A ilusão de que isso dá certo parte, com certeza, de um bando de puxassacos e aproveitadores que querem se valer da inocência do artista e do seu empresário para arrancar uma graninha para si. É o radialista que fica no ouvido do empresário dizendo “Nossa, essa música é excelente, é isso que tá rolando, vamos fazer uma promoção na rádio com ela, fica só 7 mil reais“; é o dono de site de disparos que fica amaciando o ego do artista com frases do tipo “excelente, cara, a gente tem que fazer essa música chegar no povo, tenho aqui os e-mails de todas as rádios do Brasil, eu mando sua música pra eles por 5 mil“; é o divulgador que ilude o pobre coitado do cantor com um “é explosão, ixprudiu, bota 10 mil na minha mão que amanhã tá tocando em todas as rádios do interior do Acre“. O artista e seu empresário esquecem de viver na realidade e acabam acreditando em conversas pra boi dormir e continuam perdendo dezenas ou centenas de milhares de reais com músicas sem futuro algum.

Entre gastar toneladas de dinheiro ou simplesmente perder o pouco que se tem com uma repetição do que o mercado já está cansado de conhecer, porque os artistas simplesmente não optam por tocarem algo que às vezes lhes seja mais prazeroso ao invés de ir na onda deste ou daquele artista que conseguiu explodir com essa onda meses antes. Ora, a rádio vai tocar o que o artista disponibilizar para ser tocado, o divulgador vai divulgar o que o artista mandar, o site de disparos vai disparar a música que o artista quiser. Então porque não disparar algo novo, diferente, inédito, ao invés da mesma coisa que todo mundo recebe dia após dia? E se o artista for desprovido de recursos financeiros, isso é ainda mais válido. Ora, é melhor gastar o pouco que se tem com uma coisa que já foi feita por um punhado de gente ao invés de se lançar algo que realmente possa fazer alguma diferença?

O velho e manjado ditado de que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar” pode ser aplicado aqui. Entre o “será que vai dar certo de novo?” e o “ah, se já deu certo com o Fulano, então é melhor partir pra uma outra nova idéia“, no mercado sertanejo é beeeeeem melhor ficar com a segunda opção. Ora, se um funknejo deu certo com o Fulano, é bem mais provável que não dê certo com mais ninguém. Se uma música com apelido para o sexo já rendeu bons frutos para Beltrano e depois para o Ciclano, porque haveria de dar para um terceiro que está se aproveitando da mesmíssima idéia? É uma questão de lógica, ora bolas. O que é mais interessante: o novo e/ou inédito ou apenas mais do mesmo? A ilusão com o sucesso fácil não responde esse tipo de pergunta. A realidade sim.

52 comentários
  • brunopiccinini: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 07:30

    #fato,o texto diz tudo!!!!

  • Cesar Silva: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 07:39

    Boa!
    Hoje tá assim: ou se copia, ou faz “respostas” das músicas de sucesso. É uma puta falta de criativida ou medo de arriscar o novo.

  • Marllon Fontes: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 07:43

    muito bom Marcão, excelente texto. Mais uma vez a música sertaneja entrando em um desses ciclos –‘ triste isso, cara. Tomara que as próximas gerações se atentem pra isso, pq o negócio tá feio.

  • Fábio Roque: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 08:32

    #fato

  • Thiago Elias: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 08:34

    Bom dia. É isso que digo, sempre. Portanto, assino aí.
    Em tempo.. O pior é que tem muita dupla (ou artista solo) de muita qualidade entrando nessa onda que não vai levá-los a lugar algum. Dá dó de ver. Mais, faz parte.

  • Thiago Elias: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 08:40

    As vezes é até uma questão de “desinteligência”. Basta pensar um pouquinho… Quando o Victor e Léo não eram famosos, e portanto não tinham dinheiro, estouraram como? Copiando alguém, ou lançando algo novo? E o Bruno e Marrone? Copiaram alguém, ou vieram com um trabalho diferente de tudo o que havia no mercado na época (e que depois disso, obviamente foi muito copiado por outros “desinteligentes”). Paula Fernandes? João Carreiro e Capataz? São todos crias de cópias né? Ninguém foi original.

    Tá certo … tá certo ! Como disse naquele meu texto que foi publicado aqui, continuem na onda.. e vivam felizes com os cachês das baladas noturnas da quais vocês são as estrelas maiores. Se isso basta, é uma questão de escolha.

    Boa semana.

    • Teco: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 16:53

      Thiago, você escreve bem. Mas desta vez aconselho a ver o meu comentário abaixo um pouco da bíblia do gaspar. Falo um pouco lá de uns tais de Victor e leo …

      • Thiago Elias: (responder)
        10 de janeiro de 2012 às 08:13

        Bom dia Teco. Sim.. concordo contido sobre a questão de se tocar na noite. Já tive que passar por isso por muitos anos. O cara que escreve nesse blog, passa por isso até hoje. A questão não é o que se toca no show, pra alegrar o povo na balada. É o que se grava no CD. Você vai no show, gosta de uma dupla, procura o CD dela, e encontra apenas regravações de regravações de Funks.. Você vai mostrar pro amigo? E se ao procurar o disco, você encontrar um material diferente, realmente diferente? Acho que a diferença ta aí. No show amigo… pra falar o português bem claro.. Foda-se!

    • Isa: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 20:17

      Thiago Elias. Não entendi bem seu comentário. Só sei que Victor & Leo são originais. Muito.

      Como disse certo blogueiro famoso:

      “Victor e Leo são diferenciados demais, quem discute merece levar uns tapas.”

      • Thiago Elias: (responder)
        10 de janeiro de 2012 às 08:11

        Sim, eu vi que não entendeu meu comentário. Também acho isso. Eles são muito bons. Entre os melhores, pra mim.

    • Maria Sains: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 21:23

      Thiago, desinteligência quer dizer desacordo, desentendimento ..e não falta de inteligência

      • Thiago Elias: (responder)
        10 de janeiro de 2012 às 08:09

        Sim, é exatamente isso que quis dizer. Não entendem o mercado, não entendem o que é preciso ser feito para se destacarem. Se fosse Burro, eu usaria o termo Burro.

  • Edilson: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 08:47

    por isso sou tão fã do Zé henrique e Gabriel … não me fazem passa vergonha

    • Gustavo: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 09:54

      melhor dupla mesmo

      • RENAN: (responder)
        9 de janeiro de 2012 às 11:05

        São execelentes,uma das poucas duplas q ainda respeitam a tradição…

        • Victor: (responder)
          9 de janeiro de 2012 às 12:46

          Ceis acham isso mam?eles mudaram o estilo deles 100%..pq nao continuaram romanticos pow??

  • Gaspar: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:01

    Apocalipse ON (Too Late)

    Acredite Marcus, está ocorrendo debaixo dos seus olhos, só não quer assumir enxergar.

    Pior, tem o fato de caches cada vez mais alto (milionários) sendo pedidos (como reflexo de investimento feito pesadamente tb por conta de tudo isto) e que tem no final é dado PREJUÍZO a MUITOS contratantes…

    Mas o artista precisa investir, pagar pra tocar, e se o outro subiu o preço, ele tb quer…
    Aí fica a competição de quem cobra mais, dá mordomia pra outros, CARROS IMPORTADOS, e gastanças mil…
    Isso espalha pra classe toda, e fode pra todos geral.
    Vamos ver ?

    Esse modelo NÃO se sustenta, e não vai durar tanto dando PREJUÍZO para os médios e pequenos contratantes.
    E (já) enfraquecerá o segmento de uma maneira geral.
    ACREDITE, se quiser.

    Tudo por conta desse novo modelo imposto por essa “patota nova” de diversos lugares hoje, mas inicialmente provinda dos Cavaleiros do Apocalipse sertanejo “atual” descendentes ou ligados quase todos a uma localidade e ao Tradição original e seu mitiê (incrível)…

    Desculpe o Michel, pois sim, É um EXCELENTE artista, de qualidade e tudo mais. Merece tudo que tem. Tem raiz e é preparado.
    Mas… como no inferno está cheio de bem intencionados, ironicamente, o Apocalipse se iniciou por ali…
    (procurem a minha teoria dos Cavaleiros do Apocalipse)

    E INEVITAVELMENTE acabará com tudo e se espalhou pra TODA A CLASSE.
    Pois já se perderam GERAÇÕES de artistas novinhos, que se BASEARAM na MEDIOCRIDADE dos novos “artistas” que já são a cópia da cópia desta cópia original no meio musical atual, e que muitos teimam em ficar defendendo e ficar pendurando no SACO.
    Larguem desse saco, ele está FURADO.

    Desculpe, o Apocalipse JA OCORRE debaixo do narizes, só falta assumirem que se iniciou e está ocorrendo… AGORA.

    Ou… apenas se darão conta que JÁ OCORREU, quando não tiver mais ninguém pra apagar a luz.

    Marcus, seu texto é excelente e uma ótima tentativa de reflexão (até para frear), mas… uma andorinha no meio disto tudo: não faz verão.
    A maior prova disto sou eu, Gaspar(dramus) que já alertei pra isto há tempos, há tempos.

    Portanto o que continua fazendo verão, é tchetchetcherar e para as próximas… SÓ VAI piorar.
    (ESCUTA… não é pessimismo não, na verdade, é REALISMO)

    Não se adia… o INEVITÁVEL.

    Apocalipse rolando ON NOW (mas NÃO FOI NUNCA inesperado)

    Agora… MÁS notícias… só COMEÇOU.

    O buraco vai ser muito mais FUNDO do que imaginam querer enxergar. Sertanejo na crista desta forma, vai novamente… quase SUMIR.
    Já existem gerações de artistas novas PERDIDAS completamente, por falta de bom espelhamento.

    Gravar é fácil, todo mundo grava. E se não há verdadeira qualidade pra se espelhar (não a qualidade tanto de MARKETING! dos proprios produtores (pode!) e artistas que é o que mesmo tem importado), este jogo JÁ FOI perdido.
    Apenas vai se se arrastar até o estado moribundo, talvez durante um bom tempo ainda (pois irão lutar, mas em vão). Mesmo assim continuarão ganhando seu BOM e RICO dinheirinho, ah isso vão não mudará.
    Mas, às custas do FIM de um segmento.

    Eu avisei, ninguém acreditou.
    Quem tiver “ouvidos”, assuma “enxergar” isto.

    A cadeia toda se corrompeu, de vez. Foi pra saco mesmo.
    Apenas se conserta quando morrerem musicalmente ou forem varridos pela tormenta e já tiverem ganho dinheiro suficiente.

    Quadra Final
    Gaspar(dramus)
    09-01-2012
    RIP

    • Everton: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 21:39

      kct véi…e eu achando q o timpin q era meio louko !?!?!c fumou um charlie neh!?!?!hahaha

  • SAMUCA PRODUÇOES: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:23

    PARABENS MARCUS VC FALO Q MILHARES DE BRASILEIROS QUERIA OUVIR E FALAR , SOU SEU FÃ MEU IRMAO , TAMO JUNTO ABRAÇOS !!!

  • Carlos: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:27

    Sejamos ainda mais realistas, não vejo nenhum comentário nesse espaço que seja tão baixo quanto algumas ‘músicas sertanejas’ postadas para discussão por aqui. Você não quer uma discussão elevada com o material que você compartilha com os frequentadores desse espaço, não é mesmo? A repulsa é uma reação mais do que natural, àquilo que não nos agrada e atinge o mínimo senso de beleza. É óbvio que vc se refere à música da Thaeme e do Thiago. Pois bem, se vc não achou que deveria “mandar às favas” uma música que tem como “verso poético” “ai que vontade que me dá de botar você no colo e fazer um tcha, tcha, tcha” não sei o que de mais baixa expressão você poderia encontrar naquela página. Isso é a mais pura pornografia, explícita e apelativa. Mas nem você nem o sorocaba vão me fazer acreditar que se trata de música sertaneja só porque tem dois sanfoneiros na banda(um canhoto como certo comentador lembrou entusiasmado), não é mesmo? Será realmente que não há mais nada na música sertaneja para se promover? Olha que tem. Apesar de eu descordar daquilo que vc considera mais relevante para promover, ainda encontro aqui muitas informações importantes, por isso volto. O blog é seu, e óbvio dá á ele o rumo que vc planejou. Sinceramente, tem coisas aí que não só atingem os costumes e a tradição da música sertaneja, mas também o mínimo de senso estético. Não leve como pessoal os comentários descordantes com o que você posta, pois o contraditório faz parte de toda democracia e é isso o que enriquece e faz desenvolver uma sociedade. Em todo caso estou pronto para um debate elevado. Abraços.

  • José Guilherme Gonçalez: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:27

    Marcão, não há um texto seu que eu não assine abaixo! E com esse não é diferente… Parabéns por elevar a discussão do sertanejo!!

  • Leo: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:29

    Clap, clap, clap! Aplaudi em pensamentos de pé. É exatamente o que penso.
    Quando surge uma música de sucesso (sucesso de verão), o outro músico que escuta logo pensa: “Mas essa música é muito fácil de fazer”.
    Mas eles se esquecem que a criatividade de criar algo de sucesso é o mais difícil.
    É como uma pintura de um quadro, o original que vai ser admirado as réplicas, no máximo “Há legal parece com o original”, réplicas logo nos faz pensar em falsificação.
    O mais curioso que eles copiam o sucesso em que a exigência de nível gramatical é baixíssimo quase nulo. Exemplos: “tche tche re tche tche, foda, ai ai se eu te pego e assim vai.
    Nem se dão ao trabalho de fazer cópias de músicas como: “Menina da Porteira”, “Tocando em Frente”, “Tristeza do Jeca”, “Deus e eu no Sertão”, “Rio de Lágrimas” dentre outros. Talvez por exigir massa cinzenta demais achem trabalhoso, aliás quem tem a capacidade de fazer réplicas das mesmas, tem criatividade suficiente de fazer ótimas músicas inéditas.
    Abração Marcão! Ótimo pensamento, ótimo texto.

  • Timothy Nery: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:30

    BAITA TEXTO!!!!

    Nem precisa comentar nada né…

    Parabéns Marcão!

  • Teco: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 09:57

    Olha só; concordo com quase 83,45% do seu texto. A parte sobres cópias de musicas e estilos é perfeita; porem a parte de que se imagina que com o nome vai tudo dar certo aí que vem o problema. O artista é um baita compositor, pega sua viola poe no saco e vai tocar por aí, chega no barzinho toca a primeira, a segunda, a terceira, a quarta e a quinta musica própria deles, muito boa as musicas mas o publico logo depois disso fala assim: O To rico e to roco vocês não tocam telefone mudo não ? Vocês não tocam boate azul não ? E aquele do michel teló ? só vão tomar essas musicas aí que ninguém conhece?

    Pois é meus caros colegas de blog e de amores a musica. Quem nunca viu um situação dessas não sabe como é difícil oferecer algo novo se o cara se encaixa na situação dita aqui de falta de grana. Tinha uma dupla aqui em SP uns tais de Victor e Leo que sentiram isso na pele, cantavam uma tal de ” VIDA BOA ” por aí, e nada; aí começaram a cantar tb o telefone mudo e assim por diante outras regravações, até que acertaram na medida de musicas inéditas e regravações e alguém pegou aquele CD que tinha essas regravações mas tb tinha lá uma tal de ” FADA ” e falaram nossa essa musica é boa e então estorou em Uberlândia, os coitados foram tocar na cidade o povo conhecia a musica e não conhecia o artista. Enfim sem demais delongas, esse situação descrita acima pelo blogueiro é uma verdade, mas não se consegue trabalhar musicas inéditas e de qualidades hoje simplesmente porque primeiro vc tem que tocar o que o povo conhece e gosta pra depois ver se vc tocando a sua que ninguém conhece pra ver se eles gostam também. Ou entra para os 4 maiores escritórios do Brasil com um caminhão de dinheiro que aí até ” vem ni mim dodge ram ” vira sucesso.

    Estou muito triste hoje …

    • allan jhones: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 11:58

      isso é verdade, primeiro conquiste o publico com porcaria, depois exija que eles ovam a “sua” verdadeira musica.

      • Teco: (responder)
        9 de janeiro de 2012 às 12:48

        Não só com porcaria esse não é o caso. Telefone mudo, boate azul, arapuca, fuscão preto, entre outras não são porcarias; e são campeãs pelo menos na noite paulista. Se o artista se meter a tocar musica própria mesmo que sejam ÓTIMAS o povo simplesmente vai escurrasalos e os contratantes tb, então NÂO tem como fugir de regravações e imitações e etc… É uma M… mesmo né..

        • allan jhones: (responder)
          10 de janeiro de 2012 às 18:55

          não to falando que Telefone mudo, boate azul, arapuca… são porcarias, to falando das musicas de trabalho, que nunca são de essência, e sim de Comércio. Ja victor e léo, césar menotti e fabiano, paula fernandes, nunca lançaram comércio,

      • Victor: (responder)
        9 de janeiro de 2012 às 12:50

        Trabalhe o publico certo pow..ngm vai em bar pra ouvir musica mova…

        • Alex Lima: (responder)
          9 de janeiro de 2012 às 13:23

          Victor qual e aonde seria o publico certo para as musicas próprias então ? Essa receita ainda não, tenho concordo com o irmão do tico no que ele disse desta vez.. Quem começa por baixo não tem jeito, tem que ser na noite mesmo, quando a coisa melhora o cara grava um CDsinho e vendo no barzinho é assim que muitos vão levando até hoje, se sabe algo novo ou como se amola a faca manda ae pra nós …

  • Elisa: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 10:01

    Como dizia o saudoso filósofo Chacrinha: ‘Nada se cria, tudo se copia’!

  • RENAN: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 11:10

    Isso ai Marcão,já deu o q tinha q dar essas cópias,o público se cansa da mesmice.Tá faltando o respeito na linguagem musical de muitos artistas,crianças tbem ouvem e cantam muitas dessas músicas,são inocentes ainda…

  • Daniel Assis: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 11:26

    Perfeito texto

  • Bruno Átila: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 12:16

    Marcão quem inventou apelido pro sexo foi GINO & GENO em 2003 com “É o tche tche tche, é o tcha tcha tcha” rsrsrs

    Brincadeira a parte, é muita mesmisse! Façam o que vcs gostam e pronto.

  • TONY FRANCIS: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 12:56

    ÓTIMO TEXTO!
    ISSO SE APLICA EM QUALQUER RAMO QUE SE QUEIRA TRABALHAR! NINGUÉM SOBE NO TOPO COPIANDO ALGO, E SIM CRIANDO ALGO NOVO SEJA SIMPLES OU COMPLEXO, A NOVIDADE TEM SEMPRE MAIS CHANCE DE ATINGIR O GOSTO DA MAIORIA POIS É DIFERENTE! E SER DIFERENTE NÃO QUER DIZER RIDICULARIZAR OU MESMO SE VENDER SEJA NUM BARZINHO OU NUM GRANDE PALCO DE FEIRA, QUANTO MAIS GENTE FIZER MÚSICA COM VERDADE SEM MEDO DO NOVO , PODE DAR CERTO, AGORA A FORMULA DO SUCESSO NINGUÉM TEM SE ALGUÉM TIVER ME PASSA EU QUERO OK !KKKKKKKKKKKKKKKKK
    ABRAÇOS MARCÃO PARABÉNS!

    • Maria Sains: (responder)
      9 de janeiro de 2012 às 21:34

      O Eike Baptista disse que a receita para ficar rico é pegar algo que alguém criou, melhorar aquilo e vender mais barato.

  • Renan: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 13:57

    Marcão será que a culpa não seje do publico e não do artista,infelismente se a galera quer bosta tem fazer bosta,você mesmo é prova disso,gravou um baita cd,pois eu ouvi ele inteiro e no entanto ainda continua blogueiro,eu acho que o que tem que rever é o conceito do publico para dai sim melhoar a qualidade das musicas e dos artistas,é como disse o “Boninho” temos que trazer com força novamente a boa musica internacional para as programações de tvs e radios para aumentar a qualidade da nossa musica nacional em letras e arranjos.

  • Kaio Marques: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 14:12

    Marcão é foda!
    BEST!

  • Denis: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 14:42

    Marcão, mais um belo texto! O fato é que estamos vivendo, no sertanejo, um fase “Domingo Maior” (Rede Globo). Lá o sujeito assiste filmes para não ter que pensar (Braddock, Rambo 4, Duro de Matar 5, etc.) Aqui são as músicas…E o caso da música em primeiro lugar das paradas é emblemático. Que essa onda acabe logo, pois tem gente grande (e ouvi isso de um grande nome ai em Uberlândia) procurando o mesmo caminho. Ou seja, não só os pequenos. E o que deve ter de produtor ouvindo: quero uma coisa igual “Ai,…” Espero que os efeitos dessa “Florentina” ou “Boquinha da garrafa” do sertanejo não sejam de um vírus, que vai limpar o HD do movimento sertanejo e teremos que demorar anos para formatar novamente. Tem música sertaneja boa hoje nas rádios, que serão tocadas daqui a 10 anos. Mas tenho certeza que daqui a 10 meses o primeiro lugar nas paradas nem sequer será lembrado, com todo respeito ao Michel, que é batalhador e merecedor de sucesso!

  • Marcos Antônio Aguiar: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 14:58

    Não é questão de copia ou não e sim tendência, como por exemplo, na década de 90 todos os artistas novos se espelhavam nos trabalhos dos grandes como ZC & L, Leandro & Leonardo e Ch & X, hoje acantece a mesma coisa, a única diferença é que naquela época existia qualidade e hoje não há.

  • Danielle Pacheco de Andrade: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 17:19

    Mandou bem Marcão!!!!!O texto diz tudo,vamos ver se agora paramos com essa palhaçada,pois é,já virou palhaçada.Voltemos para boa e(velha ou nova)música sertaneja parem de copiar e vamos criar?!!!!Parabéns continue sempre com opiniões inteligentes a gente agradece.

  • Danielle Pacheco de Andrade: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 17:21

    Mandou bem Marcão!!!!!O texto diz tudo,vamos ver se agora paramos com essa palhaçada,pois é,já virou palhaçada.Voltemos para boa e(velha ou nova)música sertaneja parem de copiar e vamos criar?!!!!Parabéns continue sempre com opiniões inteligentes nos agradecemos.

  • Danielle Pacheco de Andrade: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 17:21

    Mandou bem Marcão!!!!!O texto diz tudo,vamos ver se agora paramos com essa palhaçada,pois é,já virou palhaçada.Voltemos para boa e(velha ou nova)música sertaneja parem de copiar e vamos criar?!!!!Parabéns continue sempre com opiniões inteligentes nós agradecemos.

  • Danielle Pacheco de Andrade: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 17:24

    Eita meu PC está doido mandou o comentário 3 x e com final diferente kkkkkkkkkkkkkk.

  • Nayara Swarowski: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 17:49

    Falou e disse. Seu melhor texto até agora.
    Aplaudido.

    Bjo Marcão!

  • Vanderson: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 18:29

    O sol nasce pra todos…se fulano ou ciclano quer lança algo que no momento ninguém vai “abraçar” a idéia, ai quem tem a perder é quem lançou…e ninguém é obrigado a ouvir o que não quer…só acho que temos que RESPEITAR o trabalho de cada UM é facil “criticar” dificil é se “mexer” pra fazer algo diferente!

  • J.C: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 18:30

    PROF! ESSE TEXTO, É UMA PANCADA NO SACO DE ALGUNS AVENTUREIROS, QUE ACHAM QUE O PÚBLICO, É BESTA; ISSO VALE NÃO SÓ PARA OS INTERPRETES COMO PARA OS COMPOSITORES; QUE LOGO COMEÇAM A PENSSAR EM ESCREVER ALGO NO MESMO SEGUIMENTO E ATÉ MESMO COM MESMA FULEIRAGEM.
    PARABÉNS ! VOCÊ, DISSE O QUE MUITOS GOSTÁRIAM DE DIZER E O QUE POUCOS GOSTARIAM DE OUVIR ! Abrçooo ! J.C

  • Thúlio (Th&Th): (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 18:35

    Marcão meus parabéns voce como sempre foi incrível, imparcial e mto competente no seu trabalho. Abraços

  • nando marx: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 18:53

    bom como todos sabem,tenho um defeito horrivel ,nao sou puxa saco de ninguem ,nao fico puxando saco de artista ,produtor ,empresario,blogueiro ,entao qdo tenho que aplaudir ,eu faco parabens marcos

  • adriano: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 23:05

    Marcão essa postagem sua é uma das melhores que ja li… concordo e digo mais não é só os cantores não que estão indo nessa onda ..tem muito compositor que ao invés de deixar a musica brotar dentro de si, ele tenta seguir a tendencia do mercado e acabando escrevendo algo parecido com que ta tocando, não é atoa que hj tem musicas que tem a respostas da resposta, tem funk virando sertanejo, é isso que to tentando falar na maioria de minhas criticas …e é por isso que admiro duplas como chrystian e ralf,cezar e pulinho, chitãozinho e chororo gian e giovani, entre outros, não só tão conservador como pareço ser,mas o fato é que esses cantores mante a sua indentidade musical fazendo sucesso ou não…por isso que estão ai ate hj…te falo mais marcão na minha opinião a musica sertaneja passa pelo pior momento pricipalmente depois que a midia passou a manipular por completo, hj toca na radia aquela musica varias vezes cai na boca do povo no outro ano ja é outra musica, ja é outro cantore o piro de tudo a musica e o cantor pela falta de verssatilidade de qualidade somem, hj escutamos a midia a televisão principalmente programas de auditorios com seus aprensetadores que mau leêm a biografia da dupla dizerem o seguinte ” umas das melhores dupla sertaneja de todos os tempo” ou numa humilde propaganda da rede globo dezendo” som livre a´presenta o fenomeno da musica setaneja” ai fala o nome do cara vc nunca ouviu falar se quer ouvi uma musica dele.

  • LC: (responder)
    9 de janeiro de 2012 às 23:35

    Boa, Marcão! Que as novas duplas (de cantores à equipe) tirem proveito deste texto.

  • Alex: (responder)
    10 de janeiro de 2012 às 01:57

    Isso ae Marcão!! parabéns pelo post.. e pela sacada que vc deu!! Esse negócio de ficar copiando e enfiando goela abaixo do público já deu!! O cerco vai se fechando e quem vem inovando, cada vez mais tem seu espaço e conquistando um lugar de destaque!

  • Netho: (responder)
    16 de janeiro de 2012 às 15:30

    E o que mais gosto é ver as opinioes diversar eu leio todas concordo com algumas, discordo de outras e assim vai… mas o Marcão ta certo gente a coisa ta disandando mesmo… è por isso que gosto do Victor e Leo… tem gente que destesta mas eu gosto pois apesar de tudo eles só produzem excelencia e tem outros tambem que estão nesse nivel de produzir algo de excelencia. No inicio não gostava de Jorge e mateus, mas hoje eles são os melhores e estão dando um PUTA qualidade ao sertanejo… garanto que nunca vou ouvir eles cantando um le le le tcha tcha tcha… eles estão emoutro PATAMAR. mas respeito a opinião de todos e viva a diversidade de pensamentos.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.