09 set 2008 | Lançamentos
SÉRGIO REIS – CORAÇÃO ESTRADEIRO

Com atraso de um dia, mas sem falhar, vamos à resenha da semana.

Sérgio Reis é um dos poucos artistas brasileiros que se dão ao luxo de ter dois tipos de público, o povão e a elite. Ele consegue agradar a esses dois tipos de público, com uma grande diferença: ele precisa lançar um trabalho diferente pra cada público. Se notarmos a discografia do Serjão, veremos que seus discos sempre são alternados entre um mais erudito, por assim dizer, e um mais voltado para o povão.

O novo disco, “Coração Estradeiro”, é para o povão, definitivamente. Neste novo trabalho, Sérgio Reis não mostrou muita preocupação no que o seu público elitizado pensaria. Quando ele quer, aliás, ele produz pérolas como o DVD “Sérgio Reis e Filhos”, que foi claramente direcionado para esse público mais abastado, ou de gosto mais “apurado”. Se bem que pra mim, não existe essa coisa de bom ou mau gosto. Gosto não se qualifica, afinal cada um tem um.

O CD é carregado de músicas tipo “bailão”, com letras de duplo sentido e tudo. Pelo menos cinco faixas do disco seguem essa linha. As outras canções, aliás, não são o que se pode chamar de pérolas musicais. Letras e arranjos um tanto preguiçosos para um artista com interpretação tão peculiar e maravilhosa.

Sérgio Reis traz algumas participações especiais históricas. Roberta Miranda (que eu adoro) canta junto com o Serjão a canção “Terra Genuína”, uma das melhores do CD. Dominguinhos canta a canção “Hoje ninguém fica só”. Mas sem dúvida a melhor das participações trazidas no CD foi a da dupla Durval & Davi. Quem entende de música sertaneja sabe o quanto eles são incríveis. A música que eles interpretam é a clássica “Herói sem Medalha”, uma das mais maravilhosas modas de viola já compostas em toda a história.

Duas faixas especiais também estão presentes nesse trabalho. Uma delas é uma regravação de “Comitiva Esperança”, de carona com o sucesso da novela “Pantanal”. A outra é a canção “Quem eu sou?”, tema da próxima novela do SBT, “Revelação”.

Enfim, esse CD é regular apenas. Quem conhece e gosta do trabalho de Sérgio Reis sabe que, quando ele quer, lança preciosidades como o DVD “Sérgio Reis e Filhos”, que eu já mencionei. O diferencial do Serjão é o fato de ele não cantar a mesma coisa que a maioria dos cantores sertanejos. Só que desta vez ele se limitou a fazer tudo o que os outros fazem. Não que o disco seja ruim, muito pelo contrário. Mas é que, vindo de Sérgio Reis, é comum esperar algo de excelente a perfeito, passando por maravilhoso.

Nota: 7,0

4 comentários
  • Marshall Bridgforth: (responder)
    14 de julho de 2013 às 15:50

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.