28 jun 2012 | Artigos,Notícias
TEXTO DO LEITOR: A culpa é do público. Graças ao artista.

Estamos de volta com mais um texto enviado por um de nossos ilustres leitores. Hoje, mais um do Thiago Elias, que é um colaborador habitual, hehehe, além de compositor dos bons e dono de uma agência de web. O tema de hoje é bem polêmico. Leiam abaixo e comentem à vontade.

A discussão parece não ter fim. Já vem se arrastando desde que o segmento se “modernizou” e tomou caminhos antes inimagináveis na esfera sertaneja.  Surgiram as modinhas dos acústicos, a influência do “Pop”, com uma instrumentação mais voltada ao público jovem, baladas menos “melosas” (mesmo quando a música é romântica), o arrastão do “funknejo” e agora a grande onda do Arrocha.

E tudo tem seu início, meio e fim. Uma rotina cíclica que não falha e que nos deixa a certeza de que o que é novo e absolutamente interessante no primeiro, segundo, terceiro mês, será absurdamente explorado, adaptado, repetido… até que se torne comum. E depois disso, algo novo deverá surgir, continuando a rotina, o ciclo, a vida.

Isso sempre foi assim. E sobre isso é que não adianta discutir. O que incomoda a mim e a alguns outros companheiros que vivem dessa arte é a forma como a modernização está sendo feita de um tempo pra cá. Desde a fase do “acústico”, os ciclos estão transformando a música em algo cada vez mais pobre se analisarmos as letras, melodias, harmonias, produções, etc. Existe uma obrigação: a música tem que ser fácil, curta, simples, e falar de algo engraçado ou curioso. Perdeu-se a essência. Perdeu-se o conteúdo. E aumentaram, imensuravelmente, os lucros daqueles que hoje conduzem os artistas sertanejos e naturalmente os rumos da nova música.

Se eu seguir a linha desse raciocínio (diminuindo a qualidade, aumentando o lucro), o fim parece bem próximo. Isso porque, o que comanda tudo e todos é o dinheiro. É o resultado financeiro que produto gera.  Se uma dupla nova tem um investidor, um empresário que coloque dinheiro no “negócio”, não importa o que essa dupla gosta de tocar, de fazer, o tipo de música que gosta de ouvir e o que sempre tocou.  Vai fazer o que o mercado exige. Só assim vai render. E só assim continuará sendo interessante aos investidores, empresários, etc.

E se considerarmos que esse lucro todo hoje está ligado, quase que integralmente, às lotações de shows, a conclusão parece óbvia; a culpa disso tudo não é minha, como compositor, não é do artista, não é do produtor, nem do empresário; a culpa é do público.  O público que vai ao show quer ouvir isso.  Quer algo dançante, divertido, simples, fácil.  Não precisa nem ter conteúdo.  Mas se eles gostam disso, é porque o artista fez isso, em algum momento.  E aqueles que gostam de boa música, que compram o disco para guardar, que se deitam na rede para ouvir algo em que possam pensar junto, acompanhando cada compasso do que ouvem? Esses que se danem. Venda de CD não dá lucro.

Essa é a realidade da música sertaneja de hoje. E se você vive dela, não adianta “espernear”. Ou entra na estrada, que só tem uma direção, ou sai dela e do resultado que ela pode te proporcionar. É óbvio que novidades agradam. É óbvio que existem exceções a essa regra. Porém se você é novo e tem um investidor, é muito pouco provável que ele vá apostar nessa exceção.

Se contra fatos não há argumento, que entremos na roda. Porém, algo tem que ser feito para que, de alguma forma, consigamos evitar o “fim dos tempos da música sertaneja”. Precisamos interromper essa queda livre de qualidade.  Será que não é possível fazer algo que seja “comercial”, que continue lotando shows, que continue agradando ao público, sem ser tão pobre? Tem que sempre falar do mesmo assunto, usando o mesmo ritmo? Em bate-papo com o grande compositor Flavinho Tinto, é que surgiu a ideia desse texto. Será que não podemos usar o ritmo contagiante do arrocha em uma música que não fale de carro, ou balada, mulheres que não valem nada, festa em piscina, iate, rancho, posto de gasolina, ou falta de dinheiro? Acho que é possível sim.  E isso não depende do público. E sim de quem constrói uma música; compositores, artistas, produtores, enfim.

Façamos um exercício: não ficaria legal, por exemplo, a obra prima da Fátima Leão “Fã”, em um “arrocha, arrocha, assim, assim”? A “Por um minuto”, gravada pelo “Bruno e Marrone” em uma vaneira, por exemplo? São apenas alguns exemplos soltos de músicas de qualidade adaptadas ao novo cenário, às novas “exigências” do público. Funciona também. E seria dançada também. E o público iria gostar também.  E certamente, seria de uma qualidade absurdamente superior ao que vem sendo despejado no mercado.  E se é possível imaginarmos essas adaptações, é possível se fazer algo novo também seguindo essa linha.

Nada contra nenhum compositor, produtor, etc. Estão no mercado e o mercado é cruel. Eu também estou, também faço tudo isso aí.  Mas precisamos fazer algo para mudar.  Acredito que todo mundo que está fazendo esse tipo de música, tenha qualidade para continuar fazendo música boa, com um pouco mais de conteúdo.

Talvez esteja aí o primeiro passo do novo ciclo. A fórmula da nova fase.  Fazer com que a música continue sendo comercial, porém qualificando-a gradativamente até alcançarmos um novo nível. Assim vamos resgatar um pouco da essência que foi perdida. Vamos voltar a ouvir a música, e não apenas o barulho.

49 comentários
  • Bill Moura e Leonardo: (responder)
    28 de junho de 2012 às 11:13

    Disse bem o texto. É possivel utilizar os ritmos do momento, mas com umas letras com mais qualidade…O problema é acreditarem em gente que tem essa visão na manga. E geralmente quem tem, não tem investidor. E quem tem investidor não tem ideias criativas, e é por isso que tá nessa onda atualmente.

    • carlos cesar: (responder)
      30 de junho de 2012 às 12:50

      é possivel fazer musica de qualidade sem apelar,existem muitas musicas e muitos artistas ruins que igual camarão está aproveitando a onda,alguns usam marcas de alguns veiculos como tema das suas musicas mascarando a tradição,ouve quem quem quer,sinceramente tião carreiro se hoje estivesse vivo teria horror de certas drogas que tocam por ai…

  • alberto: (responder)
    28 de junho de 2012 às 11:14

    Discordo de vc… culpa é das rádios e tvs que tocam lixo a troco de jaba ,tem artista de ponta que são verdadeiros atores e muitos andam cantado no play back de tao ruim que são

    • Vinicius Cantuares: (responder)
      29 de junho de 2012 às 09:43

      Alberto concordo e tbm discordo pois agora todo mundo que ser compositor falar de cachaça, mulher, carro.
      acho que o sertanejo ficou tão sem logica que colocam FUNK NO MEIO, EU NÃO NEGO EU ODEIO AQUELA DUPLA CACIO E MARCOS.
      você ta certo as rádios e TV coloca aquelas merdas. O SERTANEJO TEM QUE VOLTAR O QUE ERA ANTES E O PÚBLICO TBM.

  • TONY FRANCIS: (responder)
    28 de junho de 2012 às 11:30

    Olha, Thiago Elias,eu sou movido a emoção, seu texto me emocionou,Sábias e bem colocadas as suas palavras.
    Existe muita gente fazendo música assim, acreditando na verdade das coisas e não nas mentiras passageiras ,gosto da renovação também tento misturar novas influências as músicas que faço e produzo, mais como você bem disse o mercado é infinitamente cruel , mais não podemos esmorecer entregar os pontos, temos que acreditar que num futuro lembraremos de uma canção gravada nos dias atuais e nos emocionaremos,sou adepto á sua corrente, e vamos amigos! Mais gente também é adépta.Como dizia Chico,” Não podemos começar novamente, mais temos a chance de construir um novo fim” é bem pro aí.
    Parabéns Thiago demais seu texto, obrigado Marcão por ter a coragem de abrir espaço para um texto Tão contundente!!!!

    • Thiago Elias: (responder)
      28 de junho de 2012 às 11:32

      Valeu Tony, meu brother. Estamos juntos. A luta continua. E vamos vencer, acredite.

    • Flavinho Tinto: (responder)
      28 de junho de 2012 às 13:43

      Tai O cara,, Tony Francis, falou e disse meu amigoo… resumiu muito bem…”temos que acreditar que num futuro lembraremos de uma canção gravada nos dias atuais e nos emocionaremos” Tamo juntoo.

  • EBERTH OLIVEIRA: (responder)
    28 de junho de 2012 às 11:48

    A questão é que se está fazendo esse estrondoso sucesso, o Arrocha de Balada, é porque existe um público Grande aderindo a isso. A grande mídia também comprou a ideia do “Sertanejo pra dançar” e contra isso é duro lutar. A nova geração possui representantes de qualidade tais como: Paula Fernandes,Jorge e Mateus, Victor e Léo,Fred e Gustavo, João Carreiro e Capataz,que trazem o inovador com qualidade,mas a tendência do mercado atual é o PUBLICO quem está definindo, o Brasil é um país onde as dancinhas, coreografias,temas sensuais sempre fizeram parte da Cultura do povo,seja no Samba,forró,axé,pop etc. E agora é o Sertanejo a bola da vez. A febre vai passar,mas deixará marcas significativas no estilo,qualidade sempre vai existir,assim como o lixo também,e público para os dois também.

  • Lucas Vieira: (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:11

    Parabéns pelo texto, Thiago! Realmente, quase tudo o que foi dito é a mais absoluta verdade. O único ponto que penso diferente é em relação aos ‘culpados’ por esse cenário.
    ‘O público gosta de coisa ruim’, é a frase que muita gente já ouviu e concorda. Porém, essa afirmativa esbarra no próprio conceito de qualidade. Se o público gosta do que é ruim, por que não iria gostar do que é bom?
    A parte mais feliz do texto, na minha opinião, foi a que disse que é possível ser comercial e manter um padrão de qualidade. Eu também acredito muito nisso. Portanto, por que não fazê-lo?
    Artistas que acreditam que fazem um trabalho de qualidade: o que falta para que você atinja seus objetivos? Será que compensa culpar o público, os investidores e o mercado por gostarem de coisas sem qualidade, e atribuir somente a isso a causa do seu insucesso? Se o ideal é fazer música de qualidade sem deixar de ser comercial, e você já faz música de qualidade, por que não tentar ser mais comercial?

  • Guto: (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:14

    Bom, Thiago, Eberth e Marcão…sou suspeito de falar, conhecem minha dupla e sabem o que busco…eu só discordo de uma coisinha cumpadi Thiago…de ou entra na estrada que só têm uma direção e tals…eu não vou entrar com minha dupla…e QUAAAAAANDO for o momento de voltar isso tudo que queremos, minha dupla estará “talvez” pronta…Abraços cumpaditos…

  • Simoni Siqueira: (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:23

    Certssimo, e vc conta nos dedos os artistas que ainda não se renderam a esses tipos de musicas com refrão monossilábicos!

  • Jussara Matos: (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:25

    Excelente Texto, mais a pergunta que não quer calar é: Será que essa Galera que lota os shows querem música de qualidade ou prefere “Vai no Banheiro pra gente se Beijar”?! Será que algum artista renomado ousaria Gravar vou usar seu Exemplo “Por Um Minuto” em um ritmo dançante? É um mercado Cruel, conheço artistas que gravam excelentes composições, mais é difícil se manter no mercado e acabam aderindo ao modismo pra sobreviver.
    Eu espero que esse sue texto tenham muitos acessos e alguém abrace essa idéia!

  • Gasparzinho (RS): (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:43

    Amém!

  • Waleria Leão: (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:52

    A MEU AMIGO, RS HOJE TODO MUNDO COMPOE,PRODUTOR,EMPRESARIO, PADEIRO, AÇOGUEIRO, “COMPOSITOR DE VERDADE” ESTA EM EXTINÇÃO, E O ARTISTA INFELISMENTE TEM QUE SOBREVIVER, E NÓS QUE ESCREVEMOS POESIAS NOS CONTAMINAMOS PORQUE TAMBEM TEMOS QUE SOBREVIVER, INFELISMENTE A CULTURA DESSE PAIS TA CADA VEZ MAIS CHULA!!! BORA ARROCHAR NO TCHETERERE RSRS

    • carlos cesar: (responder)
      1 de julho de 2012 às 10:21

      A WALERIA LEÃO fala dos demais compositores como se só existisse ela em absoluto,outro dia ela postou no seu twitter a seguite frase.”tem compositor que nasceu pra vender segurao de vida” total falta de respeito,se ela é tão boa por que não aparece na lista do ECAD como uma das que nais arrecada com direitos autorais? hoje em dia o que toca é só o lixo musical filhinha,e voce só se salva porque faz parte da panelinh ai fica facil,voce é só a filha da fatima leão e nada mais,se coloca no seu lugar porque voce não tem moral pra falar de nada e nem de ninguem….

  • Rogerio Silva: (responder)
    28 de junho de 2012 às 12:54

    Concordo em genero numero e grau, so me responde uma coisa: Qual o nome do artista e da musica q aparece no banner enorme no topo da pagina?? TUNTITUNTI ??? Deve ser mais uma das musicas de qualidade do novo ciclo! Impressionante, o q adianta falar em musica de qualidade se pra patrocinar o seu texto o TUNTITUNTI serve??? Vamos assumir, chegamos ao fundo do poço, e nao tem salvaçao, proxima fase da musica será cantar vogais, ruidos com a boca, peidinho, suvaquinho, porque letra, essa meu amigo, ja nao tem ha muito tempo!!

    • Marcus Vinícius: (responder)
      28 de junho de 2012 às 16:08

      todos precisam comer, amigo. Eu tbem, né?

  • Victor Mello: (responder)
    28 de junho de 2012 às 13:12

    perfeito o posto do eberth oliveira

  • tata: (responder)
    28 de junho de 2012 às 13:39

    vocês falam tanto em qualidade musical mas vivem elogiando gusttavo lima, michel telo’ aí quando os outros sertanejos cópia
    acham que e porcaria
    o gusttavo e seus empresários tem tanto dinheiro pra gastar e não estão nem aí pra qualidade musical tanto que gravaram um dvd e já estão querendo gravar outro agora pergunta se tem alguma música que presta todas no nível de balada boa e vocês vivem pagando pau pra ele e seus empresários

  • Flavinho Tinto: (responder)
    28 de junho de 2012 às 14:11

    Boa tarde companheiros!!!
    Parabéns pelo texto Cumpadii Thiago…
    perceberam que resumidamente todos concordamos?
    Salvo um detalhe aqui, outro ali, mas o olho do furacão é o mesmo. Poxa, assim como vocês, eu não acho justo, nós Jovens compositores (de 10 anos pra cá), temos a responsabilidade de deixar a musicalidade no MÍNIMO igual a que pegamos, crescemos ouvindo,respeitando, admirando e nos inspirando em Zezé di camargo, Rick, Roberto Carlos, Carlos Colla, Randall, Jairo Goes,César Augusto, Peninha, Bruno, Felipe, Pinochio, Chico Amado, Piska, Elias Muniz, Zé Henrique, Edson, Tivas… e tantos outros… poderia ficar horas listando meus ídolos. Temos a responsabilidade de MANTER o NÍVEL. Mas também, temos a responsabilidade de colocar comida dentro de casa, temos filhos, despesas, e o mais cruel, temos instabilidade , (não sabemos quanto vamos ganhar no próximo mês) ou seja, Ferimos a cultura para nos sustentar. Mas a maioria dos compositores de “ArrochaVogal” tem talento de sobra pra músicas espetaculares. Percebo que o que nos resta é fazer a nossa parte, ou seja… Eu componho as bobeiras comerciais, mas nunca deixo de compor as sertanejas de verdade, para poder enviar pro “cliente” as duas opções, e deixar pra ele a escolha, ele por sua vez, deve fazer as audições com os produtores, amigos, formadores de opinião.. e assim “filtrar”… e quando vier a “crise do Tcham” Continuaremos trabalhando,e fazendo moda, acompanhando o mercado, produzindo “SABÃO”, mas sempre estocando “Perfume”… Fiquem com DEUS, abraço a todos!!!

    • Thiago Elias: (responder)
      28 de junho de 2012 às 16:19

      Bruto.

    • Léuri: (responder)
      29 de junho de 2012 às 00:18

      Fantástico comentário Flavinho!

      • Guilherme: (responder)
        29 de junho de 2012 às 01:21

        ó o léuri ai rapaz! kkkk bom mesmo o comentário

  • Marijleite: (responder)
    28 de junho de 2012 às 16:59

    Tem músicas que eu não gosto da letra,não canto/cantarolo mas ouço por que gosto do ritmo.Acho que o caminho é esse mesmo,se o que agrada atualmente é o arrocha o caminho é criar letras mais interessantes e que mesmo assim sejam fáceis de cantar.
    Um cd não tem só uma música,infelizmente as que estão sendo trabalhadas por alguns artistas são as que tem a letra mais feiinha.
    E por último preciso dizer que venda de CD não deve dar lucro,por que a maioria das pessoas não tem grana pra comprar todos os CDs que quer,algumas horas no computador e um pen-drive,celular ou até mesmo um cd e a pessoa pode ter todas as músicas que gosta e pagando menos por isso.
    http://www.petalasdeliberdade.blogspot.com.br

  • Marijleite: (responder)
    28 de junho de 2012 às 17:22

    Mais uma coisa: Gustavo Lima canta “tchê tchê rere” mas também canta 60 segundo que é uma ótima música,Michel Teló canta “Ai se eu te pego” mas canta outras músicas boas.

    • leandro: (responder)
      28 de junho de 2012 às 19:37

      QUAL POR EXEMPLO????RSRSRS

    • Juca: (responder)
      28 de junho de 2012 às 20:03

      60 segundos de uma música boazinha e uma hora de babozeira. Michel Teló? Também quero saber que música é essa.

  • adriano: (responder)
    28 de junho de 2012 às 18:22

    CARA O MELHOR TEXTO QUE VOCE JA PUBLICOU DESDE QUE EU ACONPANHO O BLOG, CARA É ISSO QUE EU TENTO FALR AQUI O TEMPO TODO PORÉM SOU CRITICADO MUITAS VEZES PELOS LEITORES NA GRANDE MAIORIA PUBLICO FEMININO, E DIGO MAIS HOJE GENTE CONVENHAMOS NÃO SE VENDE TANTO A MUSICA MAS SIM A IMAGEM DO CANTOR, VAMOS VER A REALIDADE DE HOJE EX: MICHEL TELO, LUAN SANTANA, GUSTAVO LIMA, SERÁ QUE SE ELES NÃO FOSSEM CONSIDERADOS PELA MIDIA COMO ” CAPA DE REVISTA, BOA APARENCIA” FARIAM TANTO SUCESSO ASSIM,É SÓ IMAGINARMOS A MUSICA AI SEU EU TE PEGO SEM A IMAGEM DO MICHEL TELÓ ENTRE VARIAS OUTRAS POR AI. TALVES SEJA A INFLUENCIA DA PROPRIA TELEVISÃO NA ULTIMA DECADA QUE FEZ CHEGAR AONDE CHEGOU, ANTIGAMENTE SE ESCUTAVA PRATICAMENTE SÓ A VOZ DO CANTOR OU SEJA A MUSICA SENDO TOCADO/ CANTADA , AGORA COM A ERA DO DVD VENDE-SE A IMAGEM, POUCO IMPORTA A MUSICA, POR ISSO QUE É CADA VEZ MAIOR, PALCOS QUE PARECEM MAIS EXIBIÇÃO DE ILUSIONISMO EM SHOWS DE VARIOS CANTORES DO RAMO, QUEM TEM DUVIDAS QUE ESTOU CERTO É SÓ IMAGINAR O MILHONARIO E JOSE RICO CANTANDO AI SE EU TE PEGO, FARIA SUCESSO? CHRYSTIAN E RALF CANTANDO SOU FODA FARIA SUCESSO ? ENTÃO PESSOAL ENQUANTO TIVEREM VENDENDO A IMAGEM DO CANTOR E NÃO A MUSICA ESTAREMOS CONDENADOS A ESSAS MERDAS AI TOCANDO, NÃO É NADA PESSOAL COM OS SERTANEJOS UNIVERSITARIOS MAS É A PURA E DURA REALIDADE. QUEM TIVER INTERESSE DA UMA OLHADA NO NOVO CD DO CHRYTIAN E RALF TEM COISA MUITO BOA, MUSICA BOA LETRA BOA, MAS….. PESSOAL PODEM ME CRITICAR MAS SOU APENAS REALISTA COMO ESSE FASTASTICO TEXTO ACIMA FOI.

    • Juliana: (responder)
      2 de julho de 2012 às 06:20

      mas michel teló, gusttavo lima e luan santana são feiosos uai, sem sentido o que vc disse.

  • Zé Gaspar: (responder)
    29 de junho de 2012 às 03:07

    CLAP CLAP CLAP CLAP!!!
    Já que o condutor do blog não tem culhões pra jogar no ventilador o que de errado anda acontecendo atualmente na música sertaneja, eis que aparece o autor do texto, conseguiu expressar exatamente algo que eu vinha refletindo dias atrás.
    Por favor Marcão tira esse slogan dos site de independente e inteligente.Pff!!!

    • Marcus Vinícius: (responder)
      29 de junho de 2012 às 09:48

      Uai, mas o texto foi postado por mim, naum? Que eu me lembre nada entra nesse blog sem que eu autorize…

      • Bruno Átila: (responder)
        30 de junho de 2012 às 12:06

        Quer dizer que o Marcão concorda com o texto e tem culhão pra postar uai

      • Zé Gaspar: (responder)
        1 de julho de 2012 às 03:32

        Tudo bem voce postou, mas não é voce o autor ,e não sei não se concorde integralmente com o teor do texto.

        • Thiago Elias: (responder)
          2 de julho de 2012 às 08:30

          O Marcão acredita sim no que está escrito. Acredite. Em breve, terá prova disso.

  • Bruno Átila: (responder)
    29 de junho de 2012 às 06:41

    Como disse uma vez João Carreiro & Capataz num show, antes de cantarem a música Sou Foda – “Se o povo quer merda, vamos tacar merda no povo”

    Mas a pergunta que faço é a seguinte:

    ***A música tá uma porcaria porque o público gosta desse tipo de música?
    ***Ou o público gosta de porcaria porque só esse tipo de música é difundida na mídia?

    Só se ouve porcaria em todos os lugares, para achar CDs de artistas que prestem tem que se garimpar muito na internet

    • Thiago Elias: (responder)
      29 de junho de 2012 às 11:27

      Se o público “abraçou a causa” da porcaria, é porque algum lazarento, algum dia, mandou uma porcaria no ventilador. E aí, todo mundo, visualizando que o público abraçou, começou a fazer. E aí o mercado virou isso aí, que estamos vendo. Ou melhor, ouvindo. Ou melhor, aguentando. A mídia só difunde porcaria, porque o artista paga o jabá para difundirem a porcaria. Por que ? Como disse o Marcão ali, todo mundo precisa comer.

      É um processo bem complexo. E totalmente amarrado.

  • Fábio Roque: (responder)
    29 de junho de 2012 às 10:42

    Bom ler isso por aqui!
    Concordo, acho que o puxão de orelhas é muito bem-vindo…
    Além do público, a culpa é dos mercenários que só querem dinheiro, sejam eles artistas, empresários e produtores.
    Mas como dizia o ditado: “O Dinheiro é a mola do mundo!”, e mesmo com um texto de “acorda meu povo” acho dificil as coisas mudarem, já que no fundo o que importa é “La Plata”.
    Tomara que o próprio mercado tome um novo rumo por si só!!!

  • andrade: (responder)
    29 de junho de 2012 às 19:25

    Como diria Tuta da joven pan o criador do jaba do Brasil na década de 80,se o artista tem grana ele vai mostrar talento se não tiver vai dançar..Sendo assim falar em Gustavo Lima ,Maria Cecilia e Rodolfo,Eduardo Costa ,e outros mais é brincar com os brasileiros no sertanejo…Como diz grande Messias jurado do Raul Gil,aonde tem talento mesmo???

  • Juliano Azenha: (responder)
    30 de junho de 2012 às 10:38

    Esse tema é muito complicado, afinal, qual a definição de bom ou ruim? não será apenas questão de gosto? a verdade é que tem gosto pra tudo, eu também não gosto do rumo que a música sertaneja tá tomando, mas pra algumas pessoas a música sertaneja nunca esteve tão boa, tem gente que gosta de Jiló, outros odeiam, o fato de que o público não tem escolha, que o que tá na mídia são só essas porcarias não é bem assim, se voltarmos um pouco no passado não muito distante notaremos um acontecimento um tanto estranho, quase que simultaneamente foi lançado no mercado Jorge e Mateus e Luiz Claudio e Giuliano, Jorge e Mateus com um CD acústico feito nas coxas e Luiz Claudio e Giuliano com um DVD maravilhoso com participação de artistas consagrados, Jorge e Mateus começou tocando em pequenos bares e com o seu CD em todas a banquinhas de pirataria, enquanto Luiz Claudio e Giuliano já tocavam em grandes rádios e apareciam em programas de nível nacional, o rumo que cada uma dessas duplas tomou nem preciso falar, agora me digam de quem foi a culpa? o público tinha escolha e escolheram a quem? O fato é que não tem receita, todo mundo tenta acertar, mas a decisão de fato não é nossa.

    • Thiago Elias: (responder)
      2 de julho de 2012 às 08:29

      É onde cito que existem sim (poucas) exceções.

  • Faber Morais: (responder)
    30 de junho de 2012 às 12:28

    Massa o comentário, é isso ae! Fico feliz por ter mencionado e gostado da idéa do arranjo da musica “Por um minuto” em “Vanera”… que provável fara parte do repertorio do meu disco! abç Thiago! Tamo junto!

  • Faber Morais: (responder)
    30 de junho de 2012 às 12:43

    Massa o comentário! Fico feliz por ter gostado da idéa do arranjo da musica Por um minuto em vanera rsrsrrs! Ja conhece né abç Thiago Tamo junto!

    • Thiago Elias: (responder)
      2 de julho de 2012 às 08:28

      Você é diferente. Você é talentoso e você sabe o que precisa ser feito. Em breve, todos saberão o que estou falando.

  • André: (responder)
    30 de junho de 2012 às 16:52

    Simplismente essas músicas de hoje refletem o que a NOSSA SOCIEDADE VIVE! e o que a NOSSA SOCIEDADE VIVE?

    Nossa sociedade vive na promiscuidade, sacanagem e tudo de ruim que possa acontecer…exemplo simples e facil de analisar sem nem pensar muito DA ONDE QUE JÁ SE VIU DIZER NUMA MUSICA DEPOIS QUE O SEU PAI MORRE TUDO COMEÇA A DAR CERTO, VOCE COMPRA CARRO E TALZ = CAMARO AMARELO!

    Tenho o ouvido aberto a muitos outros estilos nacionais e internacionais sabe o que percebo e que a sociedade atual esqueceu que CULTURA é diferente PUTARIA,DINHEIRO,MUIEZADA,CARRO…Se sertanejo é falar de amor e as pessoas intularem de musica de CORNO que se foda CURTO MUSICA DE CORNO MESMO.

  • Roberto: (responder)
    30 de junho de 2012 às 17:16

    Thiago Elias, seu texto é excelente. Mas muito bom mesmo.
    Eu venho pensando exatamente da mesma forma há algum tempo…

    A massa ouve e consome aquilo com o que se identifica. O grande desafio é vender a idéia de algo cultural a um povo carente de cultura (e quem discorda não tem conhecimento de causa). Uma vez que lhes é apresentado o “Funknejo”, o “Sertanejo Onomatopéico”, como conseguir fazê-los voltar a admirar uma canção bem construída em essência?

    • Thiago Elias: (responder)
      2 de julho de 2012 às 08:27

      Em poucas linhas resumiu tudo o que tentei expressar nesse longo texto. É exatamente isso. Assino contigo. Forte abraço e obrigado pelas palavras de elogio.

  • Emerson: (responder)
    2 de julho de 2012 às 11:16

    Ainda bem que neste exato momento tiao carreiro, tonico e tinoco, barrerito nao estão aqui, se não estariam depremidos com o que se diz “musica sertaneja” ainda quando Zeze critica mtos acham ruim dizendo que e inveja e bla bla…São poucos cantores que fazem musica de qualidade tirandoa v elha guarda que nao se submete a isso. Muitos criticam Luan Santana e olha que nem sou fa dele, mais e um dos unicos que nao fica gravando essa musica de carro, lelelle, tchuuuu, tchaaaa, barraarerer e por ai vai….

  • Fabricio Ceccatto Geraldin: (responder)
    6 de julho de 2012 às 17:37

    Muito bom o texto. Como sempre abordando temas importantíssimos para o meio musical e principalmente o meio sertanejo. Gostaria de dizer que em 11 anos de carreira me sinto horrorizado com o que vem acontecendo e o que se tornou a música sertaneja. Fico do lado de Flavinho Tinto que aliás é responsável por várias música do meu 2ºCD e também apoio o cantor Tony Francis pelas palavras no programa Terra da Padroeira, fazendo uma ótima apresentação. Sejamos franco precisamos colocar no mercado músicas que traga emoção tanto para o artista como para o ouvinte e só assim conseguiremos driblar toda essa bagunça que vive o meio sertanejo. Abraços do amigo Fabricio

  • Geraldo: (responder)
    8 de julho de 2012 às 20:29

    Concordo com o autor do texto. A verdade é que, não só a música sertaneja, mas outros estilos musicais passam pela mesma crise, e isso, pra não dizer, a sociedade brasileira de modo geral, embora comporte as devidas exceções. O fato é que se compararmos a cultura de hoje com a de, no mínimo 15 anos atrás, já notamos alguma diferença. O materialismo sobra pelas beiradas e respinga na cultura. Ouçam dois grandes estilos massificados em algumas regiões: forró e sertanejo. Pegue letras das décadas de 90 (período em que ambos os estilos tocaram muito, sejam em suas regiões, seja no Brasil todo, caso do sertanejo) e comparem com as atuais, que vão verão uma mudança similar. Ambos partiram de letras românticas para letras materialistas, que no geral falam apenas, de balada, pegação sem compromisso, dinheiro, carros de luxo etc. Não peguem somente esses dois estilos, mas também outros que fizeram sucesso no mesmo período, como o axé baiano. Embora com letras sempre simplificadas, fica difícil comparar músicas da Daniela Mercury com as do Psyrico. Tudo isso esbarra simplesmente na educação que recebemos atualmente. Embora grande parte da população hoje no Brasil possua um curso superior, tudo não passa de uma formação meramente técnica. Eu mesmo perguntei para meus alunos uma vez, por que eles decidiram cursar direito. A maioria esmagadora afirmou ser unica e exclusivamente para ganhar dinheiro e poder ter uma vida materialmente confortável, comprar uma Hilux, casa de praia etc. E são esses mesmos alunos que nos dias de quinta em diante vão para casas de show levando seus paredões para disputar, onde as músicas mais tocadas, são justamente as “vem ni mim Dodge Ram” da vida. É por essas e outras que sou um tanto cético com relação ao futuro, não só da música sertaneja, mas da popular de modo geral. Apostaria inclusive que só irá piorar o cenário. Não sou um socialista ortodoxo nem nada. Gosto muito de usufruir materialmente do que consegui estudando e trabalhando. Mas colocar tudo isso como o objetivo primordial na minha vida. Jamais. Vou cair os dentes de velho, mas não deixo de ouvir meu Almir Sater, Sérgio Reis, Ch&C, ZC&L etc.

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.