12 jul 2018 | Top Five
TOP FIVE – Apostas para o segundo semestre de 2018

Começou mais um semestre, né? Então, chegou a hora de postar mais uma das nossas listas de nomes que a gente (eu, euzinho, moí, o papai aqui, eeeeeu, opinião apenas) acredita que vão despontar nos próximos 6 meses ou que já estão despontando de uns meses pra cá e que devem se consolidar de vez.

E como sempre, antes da lista, a gente posta algumas observações, para que ninguém fale merda nos comentários, apesar de que a gente sabe que alguém vai falar de qualquer forma, mesmo a gente avisando todo semestre dos critérios que a gente costuma utilizar:

  • Só valem nomes novos e que não apareceram em nenhuma lista anterior. Então evitem comentários como “ah, mas fulano agora tá voltando bem”. Se já apareceu em alguma lista anterior, não aparece mais.
  • Não levo em conta o meu gosto pessoal. A ideia aqui é listar artistas que reúnem condições favoráveis para que o trabalho alcance algum destaque nos próximos meses, como planejamento, repertório, projeto, trabalho de divulgação, estrutura, etc.
  • Não levo em conta a qualidade vocal da dupla ou do artista. Aliás, até hoje ainda não entendo como tem gente que não aprendeu que o mercado sertanejo não é só isso. Cantor é uma coisa, artista é outra. Um bom cantor nem sempre é um bom artista. Um bom artista nem sempre é um bom cantor. Mas um projeto musical de sucesso pede muito mais um artista do que um cantor. Desculpa jogar essa verdade na cara de vocês dessa forma, mas é isso mesmo. Pode ir lá chorar deitado na cama em posição fetal com a luz apagada, se quiser.
  • Não é porque o nome está listado abaixo que eu estou dizendo que a dupla VAI ESTOURAR necessariamente nos próximos seis meses. É uma lista de APOSTAS e não de certezas. Se eu tivesse o poder de acertar tudo, eu estava jogando na mega sena e não escrevendo blog de música sertaneja. O artista ou dupla listado abaixo reúne as tais condições que eu mencionei, mas pode ser que simplesmente ele não aconteça como eu acredito que pode acontecer. Então, sossega a periquita aí antes de escrever alguma bobagem dessa natureza nos comentários.

Bom, feitas as devidas considerações, segue abaixo nossa lista, começando pelo quinto lugar (apesar de que a ordem não quer dizer necessariamente muita coisa). Como são apenas cinco nomes, fizemos uma pré seleção e eliminamos os nomes que sobraram depois de uma comparação entre os critérios que mencionei, já deixando estes nomes eliminados como possibilidades para a próxima. Ah, o link para as listas anteriores é ESTE AQUI.

Segue:


Edu & Renan

Os gaúchos já vêm se destacando na composição há algum tempo, acertando muita coisa. Passaram pelas mãos do produtor Dudu Borges, com quem gravaram um DVD intimista de alta qualidade, tal qual as músicas que eles costumam escrever. Mas agora, com um projeto um pouco mais ousado e ambicioso, a dupla parece estar mais preparada para enfrentar o mercado. Alguns vídeos do novo DVD, produzido pelo Neto Schaeffer, já estão disponíveis nas redes. Em breve vai rolar uma entrevista com eles aqui no Blognejo.


Talis & Welinton

É um exemplo de dupla que vem comendo pelas beiradas já há algum tempo e que, agora, dá início a uma parceria com um grande escritório. Incrível como a música de trabalho da dupla toca nas rádios. Pode não ser um hit, mas a força do trabalho com a música “Aí Desgramou”, com participação do Felipe Araújo, mostra que a equipe que gerencia a carreira da dupla definitivamente sabe como trabalhar. E eles acabaram de fechar uma parceria com a Mega Produções, que vem acertando grandes artistas nos últimos anos, como João Neto & Frederico, Naiara Azevedo e Diego & Arnaldo.


Hugo & Vitor

Eu já venho cantando a pedra há um certo tempo: a salvação do sertanejo está no pop. E entre as poucas duplas que seguem essa cartilha, Hugo & Vitor são uma das mais gratas surpresas recentes. Com um repertório elogiadíssimo, os meninos vêm conquistando os ouvidos da galera. Nada suntuoso, mas com certeza já com força o suficiente para colocá-los na lista. Quem produziu o DVD dos caras foi o Bruninho, ora vejam. Daí a linguagem pop do projeto. Enquanto a breguice em excesso tem afastado os jovens do sertanejo tal qual acontecia nos anos 90, os que bebem da fonte do pop tem tentado trazer os jovens, ouvintes de plataformas digitais e compradores de ingressos, de volta. Taí Matheus & Kauan que não me deixam mentir.


Lucca & Matheus

Na segunda música da carreira, os caras acertam um hit. “Explica esse rolê” é uma das músicas mais badaladas dos últimos tempos e consagra a visão comercial do Lucca, que já era um compositor respeitado no mercado sertanejo. Desde a época da dupla Marco & Lucca, inclusive, que ele mantinha com o também hitmaker Marco Carvalho, o mundo sertanejo já ficava de olho nele. E mais ainda que a visão de repertório, o que chama a atenção na dupla é a visão de imagem que eles pretendem repassar. Os “personagens” que eles tem tentado vender através dos clipes e dar redes sociais conversam diretamente com o tal público jovem que o sertanejo parece ter abandonado de uns tempos pra cá. E o timbre diferenciado do Lucca torna a dupla ainda mais exclusiva.


Hugo & Guilherme

A minha dúvida há seis meses era se eu incluía ou não a dupla Hugo & Guilherme na lista de apostas. Decidi deixar para a próxima. Um mês depois, estouraram. E já vem desde o começo do ano colhendo os frutos de um trabalho feito com toda simplicidade do mundo. Literalmente “No Pelo”, como o próprio nome do DVD já diz. Junto com Diego & Arnaldo, Cleber & Cauan e outros, Hugo & Guilherme encabeçam a nova revolução do acústico de releituras, que de tempos em tempos promove uma renovação do sertanejo trazendo de volta grandes canções do passado e meio que mostrando para um público confuso o que realmente era bom. A diferença é que Hugo & Guilherme não tem um grande escritório por trás, nem uma gravadora. Fizeram tudo sozinhos e acertaram, o que mostra, de novo, que a estrela do Spártaco realmente brilha sempre que ele entra em um projeto. Já é sucesso.


Reparem que quatro apostas das 5 listadas trabalham de forma independente, sem um grande escritório. E nenhuma delas assinou com qualquer gravadora ainda. Sim, eu acredito que nestes tempos de crise o trabalho independente tem dado mais resultados que os trabalhos feitos pelos grandes escritórios. As gravadoras já começam também a saber trabalhar de forma melhor, voltando a investir em artistas como antigamente e com o respaldo das plataformas digitais. Ainda assim, o trabalho das gravadoras surte mais efeito em divulgação do que propriamente numa agenda consistente. É que o artista independente procura se adaptar melhor à realidade dos contratantes do que os artistas que fazem parte de uma grande estrutura. Por isso, acabam colhendo resultados mais rapidamente que os demais. Fica a dica aí para quem acha que entrar num grande escritório é a melhor solução. Bem, no momento não é.

Pronto. Pode xingar à vontade. Deixe aí seu comentário.

8 comentários
  • Reinaldo: (responder)
    12 de julho de 2018 às 13:44

    ” Trabalho independente tem dado mais resultados que os trabalhos feitos pelos grandes escritórios. ” Hum interessante!

  • Dalvan: (responder)
    14 de julho de 2018 às 13:58

    O dvd do Edu e Renan foi produzido pelo Gabriel lolli

  • Dobereiner: (responder)
    15 de julho de 2018 às 17:38

    O autor faz uma introdução toda arrogante e grosseira pra explicar sobre as regras, que é opinião pessoal, pra ninguém falar “merda” e tal, como se milhares de pessoas fossem cair matando, aí vc vem ver, 2 comentários… joinha!

  • Fernando: (responder)
    19 de julho de 2018 às 22:04

    Está difícil ouvir a música sertaneja atual – mais difícil ainda apostar em novos nomes. Gosto muito de música sertaneja, mas essa galera nova não dá – salvo algumas raras exceções, Me dá nojo de ver o cenário atual. Músicas muito iguais, cantores com mesmo timbre de voz, arranjos bem parecidos e ninguém faz nada diferente. Jorge & Mateus e Henrique & Juliano fazem material diferente de todos (nem sempre bom) e os outros copiam. Hoje não há nenhum artista com material digno da história do gênero. Nenhum mesmo. Nem J&M e H&J, que não são essa maravilha que pintam por aí. #desabafo

    • Reinaldo: (responder)
      20 de julho de 2018 às 14:45

      Concordo plenamente!

  • Reinaldo: (responder)
    21 de julho de 2018 às 01:40

    A cada ano que passa parece que o mercado exige cada vez menos que o artista seja um bom cantor! Triste realidade! Será que essa realidade é somente aqui no Brasil ou é uma tendência mundial?
    Obs: Não estou dizendo que os citados acima são cantores ruins.

  • Leonardo Barros: (responder)
    21 de julho de 2018 às 12:06

    Pois não é que o Breno e Caio Cesar que eu tanto critiquei em uma de suas listas anteriores foi pra Workshow e tá lançando um ótimo trabalho agora (No Sofá da Sala, talvez o melhor que eu escutei esse ano) produzido pelo surpreendente Gabriel Lolli?

  • davy: (responder)
    22 de julho de 2018 às 11:34

    Aposto em mais ninguem, por mais talento que tenha, a era sertaneja ta chegando ao fim, se nem os medalhoes estao conseguindo se manter no topo, caches baixos, casas vazias, uns chamam de crise, mas acho que ta acabando mesmo, vi o mesmo acontecer com rock, country americano e etc

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.