02 set 2009 | Top Five
TOP FIVE – Erros mais comuns nas músicas sertanejas

Eu sempre tive vontade de postar um top five com esse tema. Não sei porque ainda não postei, pra ser sincero. Mas nunca é tarde, né. Hoje, uma lista dos erros mais comuns dos artistas no segmento sertanejo. Eu não vou citar exemplos para não desmerecer nenhum artista.

VERSÕES

Foi-se o tempo em que uma versão de uma música conhecida era bem recebida. Parece que finalmente o povo decidiu mostrar que não é bobo e parou de dar tanta importância para músicas parodiadas. Porque é isso que uma versão é, uma paródia, fruto da preguiça de um compositor em criar algo realmente inédito e da preguiça do cantor em aprender a cantar a canção no idioma original. De vez em quando ainda aparecem algumas que conseguem fazer um certo sucesso, mas parou de ser regra, como era nos anos 90. É claro, também, que existem canções que, mesmo sendo versões, são maravilhosas. Mesmo assim, me dá uma certa vergonha pelo compositor. Poxa, custava o cara pegar um violão e bolar uma melodia inédita?

MÚSICAS QUE FALAM DE OUTRAS MÚSICAS

Alguns cantores gravam vez ou outra canções que se utilizam de versos ou dos títulos de canções de sucesso. Mais uma vez, o neurônio da vergonha alheia atua com vontade. Gente, o que custa buscar uma música que não faça referência a outras, que seja totalmente inédita? Tem tanta gente boa compondo por esse Brasil afora e os caras tem a capacidade de gravar músicas cujos versos são junções de trechos de canções conhecidas. Faça-me o favor.

MÚSICAS RELACIONADAS A ALGUM FATO OU EVENTO COM DATA PARA ACABAR

Quando saiu a lei seca, diversos artistas aproveitaram para lançar músicas sobre o tema. Passado um bom tempo desde a entrada da lei em vigor, onde estão essas canções? Entenderam? O risco de uma música cair no esquecimento é infinitamente maior quando ela fala sobre alguma coisa que o povo vai acabar esquecendo de qualquer maneira. Vai perdendo a graça. Uma música tem que ter longevidade para ser considerada um grande sucesso.

MÚSICAS QUE TENTAM POPULARIZAR UM BORDÃO OU EXPRESSÃO

Não que eu não goste desse tipo de música. Na verdade, entre as que enumerei aqui, considero essas as que menos acionam meu neurônio da vergonha alheia. Até gosto muito de algumas delas. Mesmo porque algumas se tornam grandes sucessos, como “Pega Fogo, Cabaré” e “Paga-pau”. Mas é impressionante a quantidade de artistas que se valem de expressões conhecidas para tentar forçar o público a embutir um certo bordão no vocabulário do dia-a-dia. E convenhamos que, quando a música não dá certo, é meio que vergonhoso ouvir o artista cantando um bordão que não pegou. É praticamente o mesmo princípio do item anterior: a data de validade.

MÚSICAS DE RESPOSTA

Outra coisa que causa um grande sentimento de vergonha alheia. Os compositores dessas canções tem a capacidade de pegar o sucesso do momento e criar uma música que seja a resposta para os versos desse sucesso. Quer menos criatividade que isso? O pior mesmo são os artistas que ainda fazem questão de construir a carreira com base nesse tipo de canção. E alguns nem disfarçam. Por exemplo, se o sucesso do momento é “Deus e eu no sertão”, vem o cara e lança uma música com o título “Deus e eu na cidade”. Se ele deixasse o caráter de “resposta” da música apenas para os versos, seria mais sutil. Mas os caras colocam até no título. E o povão ainda escuta só pra saber como é a música, que geralmente é uma droga. É claro, mais uma vez, que existem exceções, como “Vou doar meu coração”, que era a resposta para “Leilão” e fez um grande sucesso.

Comentários revoltados à vontade.

3 comentários
  • Allyn Melone: (responder)
    14 de julho de 2013 às 21:53

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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.