12 jun 2009 | Top Five
Top Five – Por que a música sertaneja melhorou?

Pensei em fazer um Top Five daqueles que sucitam as mais diversas opiniões através dos comentários. Aí de repente me veio essa idéia na cabeça. Sei que muita gente acha que a música sertaneja se perdeu, que essa nova geração desvirtuou os valores do segmento e etc, etc e etc, e bla bla bla bla bla. Eu, no entanto, não concordo com essa visão. Como todos que acompanham o blog já devem ter percebido, defendo o novo, o original, o inédito. Todas as propagandas de novas duplas que faço aqui no Blognejo são feitas sem qualquer cobrança financeira. Ajudar os novos em cujo trabalho acredito a obter um pouco mais de destaque é o mínimo que posso fazer, não é verdade?

Por isso, hoje resolvi postar um Top Five com os motivos pelos quais EU ACHO que a música sertaneja melhorou. Lembrem-se que não sou o “rei da sabedoria universal” e que posts nesse sentido são baseados apenas na minha singela e humilde opinião. Qualquer opinião contrária poderá ser expressada através de comentários. TODOS os comentários serão aceitos, a moderação é apenas para um melhor controle. Hoje não vou nem postar imagens, como nos outros Top Fives.

O FIM DOS ESTEREÓTIPOS

Até alguns anos atrás tudo o que se referia a música sertaneja também trazia referências à roça, ao campo, botas, calças apertadas, e tudo o mais que pudesse ter a ver com esse mundo. Algumas referências continuam bem fortes, é óbvio. Mas o fato é que cada vez mais a música sertaneja assume um caráter de neutralidade. É comum vermos novas duplas abusando de um estilo menos tradicional. Fora isso, a TV tem ajudado a eliminar boa parte dessa arraigada referência a temas rurais. Ano passado, a novela “A Favorita” foi um excelente exemplo disso que acabei de dizer. É evidente que muita coisa ainda precisa mudar. O modo como a imprensa (mais precisamente as publicações da editora Abril) costuma tratar o tema “música sertaneja” ainda é o mesmo de 20 anos atrás. Típico de quem escreve sobre o que não ouve ou sobre o que não acompanha.

FIM DO PADRÃO PRÉ-DEFINIDO DE DUPLAS SERTANEJAS

Antes, só conseguiam algum destaque duplas que cantavam em tons elevados músicas melosas tidas como bregas por quem não gostava do estilo. As duplas deviam ser compostas por dois homens com estatura baixa ou mediana e um certo padrão no biotipo. Atualmente, no entanto, o que se vê é o crescimento do número de bandas, artistas solo, cantoras, duplas femininas e outros, além, é claro, de duplas que não seguem um padrão pré-determinado de beleza. Tudo isso se deve ao grande crescimento da música sertaneja no cenário independente, que (óbvio) não depende da opinião atrasada das gravadoras, que costumavam achar que um artista, para dar certo, deveria seguir esses padrões pré-determinados. Fora o jeito de cantar, que também se diversificou. Temos duplas de sucesso atualmente que cantam em tons baixos (Victor & Léo) e altos (César Menotti & Fabiano), só para citar exemplos.

TRABALHOS MAIS PERSONALIZADOS

Anos atrás era incomum a participação de qualquer artista na produção do próprio trabalho ou no trabalho de algum outro artista. As gravadoras tinham os “homens-de-confiança”, a quem era delegada a missão de produzir mais um disco de sucesso. Hoje, graças a Deus, não mais. Os artistas sertanejos nunca fizeram trabalhos tão subjetivos. Parece pouca coisa, mas isso praticamente anula o argumento que os defensores da música não-sertaneja utilizavam de que os sertanejos não tinham criatividade. Muitos artistas sertanejos estão assinando a produção dos próprios trabalhos. E muitos conseguem impor seus próprios estilos.

A VOLTA DA SIMPLICIDADE

Acabaram as guitarras dobradas, acabaram os backing vocals, acabaram os intrumentos de sopro, acabaram os arranjos eletrônicos, acabaram os bailarinos. Música sertaneja se faz hoje praticamente apenas com violão, baixo, bateria, acordeon, percussão e teclado (apenas com timbres de piano). Às vezes um artista ou outro usa a viola caipira ou outros instrumentos, sempre tentanto impor uma sonoridade diferenciada e o menor nível de artificialidade possível. Nada de mega-produções, que chegaram ao ápice durante a era “Amigos”. Shows simples é que estão fazendo sucesso. As características de mega-produção ficaram concentradas praticamente apenas na parte de iluminação, já que no resto é a simplicidade que comanda.

A UNIVERSALIZAÇÃO DO ESTILO

Eu sou da época em que dizer que música sertaneja era bom era o mesmo que dizer “sou um idiota”. Digo entre jovens, adolescentes. Era motivo de vergonha reconhecer que gostava de música sertaneja perante os amigos, que quase sempre apontavam o dedo, rindo. Hoje, quem diz que música sertaneja é ruim é que sofre questionamentos dos amigos. O estilo chegou aos corações dos jovens, dos baladeiros, o que era praticamente inimaginável antes de 2001, com o estouro da dupla Bruno & Marrone. Antes quem assumia que gostava era só o pessoal mais simples, com idade a partir dos 26, 27 anos. Hoje, todo mundo, mas praticamente todo mundo nutre uma certa simpatia com o estilo. Aquela coisa de “detesto sertanejo” praticamente morreu. Um dos grandes exemplos disso é a popularização de espaços como o Blognejo, destinados a divulgar o estilo na Internet, algo que não ocorria até anos atrás.

É óbvio que determinados artistas conseguem fazer sucesso mesmo não preenchendo os requisitos apontados aqui. São excessões a esses fatores que praticamente se tornaram regras. Comentários à vontade.

13 comentários
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Sobre o autor
Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.