25 jan 2012 | Artigos,Notícias
Você é compositor? Que legal. E trabalha com que?

O Thiago Elias já se tornou um colaborador habitual do Blognejo. Um de nossos leitores mais ativos e assíduos. Abaixo, mais um texto dele, a respeito das mazelas da vida de cantor/compositor em início de carreira.

A frase é manjada, antiga, nada original. Eu sei. E tem variações para algumas outras áreas no segmento musical, como ‘músicos’ por exemplo. Também sei. Mas é real. Aí, revoltado com o desrespeito à classe (desunida, digo de passagem), me vejo entre duas vertentes as quais posso me apoiar para, em seguida, criticar com força. Uma delas, apenas para citar, é a já famigerada discussão em torno da lei SOPA e toda a revolta que ela vem causando entre os envolvidos. Na verdade, acho que todos são envolvidos. Direta, ou indiretamente, todos serão afetados. Os que trabalham com internet, e os que a utilizam para qualquer outro fim. Mas, sobre isso, não irei discutir. Já tem muita gente discutindo, o que é muito positivo.

Quero abordar aqui a relação que existe entre o nosso trabalho (sim, acredite, é um trabalho) e alguns artistas. Principalmente vocês, artistas que estão começando agora. Existe um velho bordão que atravessa gerações. Você já deve ter ouvido por aí (e talvez falado) que “quem canta de graça é galo”. Não? Pois é.

Já fui cantor da noite, já carreguei caixa de som nas costas, já aguardei o “término interminável” das baladas a espera daquele cachezinho miserável do qual dependia e pelo qual trabalhava. Já viajei em carro ruim, já passei noites sem dormir, já passei dias dormindo, já comi lanche estragado na rua e já fiquei sem comer. E com todo esse histórico, ainda tinha que ouvir ‘contratantes’, ‘empresários’ e afins ‘oferecendo a oportunidade’ para nos apresentarmos no seu evento. Com uma condição; de graça. “Sabe como é, né? É a primeira vez que contrato vocês, preciso conhecer o show, ver qual vai ser a reação do público, etc. Depois, a gente acerta novas datas e combinamos o cachê.” Aí, na minha cabeça já cansada, passava o filme das dificuldades que todos passam quando correm atrás de um sonho. Faz parte, não é? E você, que está lendo aqui e trabalha com música na noite; já ouviu isso?

Pois então. Dói, não dói? Você se sente mal, inútil, pequeno (o que de fato é, mas sentir isso esfregado na sua cara dói mais do que saber). Você pensa em desistir, pensa em aceitar (quando não aceita) e pensa em alguma forma de não aceitar sem ‘chatear’ ou aborrecer o super contratante. Tudo isso, porque você respeita o seu trabalho. Você faz tudo o que faz (artista) pelo seu público, pelas pessoas que te apóiam, pelo seu sonho. É por isso que você supera todas as dificuldades, luta incansavelmente, batalha. Mas as vezes, mesmo com todo esse comprometimento seu com o seu público, você tem que negar. Não dá pra trabalhar de graça. Se não tem família, você tem equipe, músicos, pessoas que estão diretamente envolvidas com o seu trabalho e que também precisam receber. Você tem obrigações com as quais tem que cumprir, financeiramente. E por isso, você se recusa a trabalhar sem receber. Eu sei o que é isso, e apóio vocês.

Agora, vejamos o nosso lado. O do compositor.

Enquanto todo o trabalho que você faz é para o seu público, o que fazemos é para você. Um compositor sem o artista não é nada. E nunca será. É pelo seu trabalho que nós, andando pela rua, sacamos o celular rapidamente do bolso e gravamos aquela idéia de melodia, ou expressão popular, que depois vamos tentar desenvolver e transformar em música. É pelo seu trabalho que nós passamos horas pensando na melhor nota, na frase que encaixaria melhor, na palavra que entrou, mas que não nos satisfez. E por isso, vamos ainda lutar com ela por algumas longas horas, dias quem sabe. É pelo seu trabalho que corremos atrás dos shows de vocês, com nossos CD´s, às vezes implorando pra entrar no camarim pra entregar em mãos o que fazemos. Gravamos, produzimos, editamos, gastamos dinheiro, divulgamos diariamente em e-mails, redes sociais, sites. Tudo pensado, executado e destinado a vocês. É pensando no trabalho de vocês que os compositores trabalham.

E aí, em algum momento, com toda essa dificuldade, nos deparamos com pedidos feitos por vocês a nós; “Libera de graça vai?! Sabe como é, estamos começando, já gastamos um monte com produção, arte gráfica, fotos, duplicação, divulgação.” É assim que acontece. Trabalhamos por artistas que investem setenta, oitenta, cem mil reais em produção, gravação, divulgação, etc.. E não gravam nossa música por falta de ‘verba’. Como se, sem a música, alguma produção, gravação ou divulgação existissem. Tudo começa ali, no papel, batucando, empunhando seu violão, na inspiração de alguém que também tem um sonho, assim como você. E por mais intrigante (ao menos pra mim) que isso possa parecer, alguns não nos vêm dessa forma.

E sabe o sentimento que cabe, nessa hora? Dúvida. Será que o que fazemos, e que nós julgamos ser tão importantes pra nós, não é de fato tudo isso? Talvez seja mais fácil do que pensamos. Talvez todos possam fazer o que fazemos, porém não o fazem porque tem o compositor, que libera de graça. Será que é isso?

Não estou aqui para defender o ‘livre comércio das músicas fabricadas em busca de dinheiro’. Não sou mercenário, comerciante de música, varejista, vendedor de composições, ou algo do tipo. Sou um compositor. Sou uma parte da engrenagem da qual você cantor, o produtor, o divulgador, o músico, fazem parte também. E sou absolutamente apaixonado pelo que faço, pela forma com a qual trabalho, pela arte que defendo com todas as minhas forças. A satisfação que a realização de um trabalho bem feito me proporciona é eterna. O lucro (financeiro) que esse trabalho me trás não é. Porém não vivo de amor.

Não bastassem todas as dificuldades que nós também enfrentamos para que esse nosso trabalho chegue a vocês, também temos responsabilidades financeiras. Tenho escritório, estúdio, editora para pagar. Tenho água, luz, comida pra comprar. Tenho carro, esposa e filho pra sustentar. E isso não é música. É realidade.

Dedicamos-nos a vocês, respeitamos vocês, e trabalhamos por vocês. O que defendo aqui é apenas o mesmo tratamento. Não existe música sem o artista, e também não existirá artista sem a música.

Juntos, seremos alguma coisa, separados jamais. Não somos menos, e não queremos ser mais. Somos sim o início e estamos lutando pelo nosso sonho, assim como você também faz.

 

55 comentários
  • Thiago Elias: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 12:58

    Valeu pela moral aí Marcóviski !

    • Sérgio Costa: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 17:39

      INCRIVEL O TEXTO PARABÉNS POR DESABAFAR O QUE 99% DOS COMPOSITORES ESTAVAM COM VONTADE DE DIZER, ABRAÇOS.

      • CARLITOS: (responder)
        13 de maio de 2013 às 23:02

        Quando estava lendo o desabafo, por um momento, achei que fosse eu quem tinha escrevido

  • Marcelo Ricardo: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 13:06

    Sem muito o que comentar. As palavras são de um compositor, o que reflete a indignação de alguns compositores, nem todos. Porque ao mesmo tempo que alguns artistas querem de graça, babam pra alguns compositores. Há de se reconhecer que muitos desses tem seus méritos. Mas a panela está fechada pra com determinados artistas.

  • Paulo Cesar: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 13:22

    Parabéns pelo texto.

  • nando marx: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 13:33

    parabens pelo texto ta otimo,mas prefiro nao me alongar mais,pq tem coisas que algum dia poderei falar na amplitude dessa questao

    • Thiago Elias: (responder)
      25 de janeiro de 2012 às 13:37

      rs.. entendo, entendo !!!

  • Angell Lima: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 13:48

    É … realmente passo por isso tb….

  • Alex Moreira: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 13:51

    muito bom o texto, precisamos nos unir, se nao nada vai mudar. abraços..

  • Dann: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:00

    ” Sabe como é, estamos começando, já gastamos um monte com produção, arte gráfica, fotos, duplicação, divulgação.”

    … acho q essa é a primeira lição q aprendem na “escola de artistas” ! e todos tiraram 10 na prova! rsrs

    belo texto, parabéns autor!

    • Eduardo: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 12:08

      Dessa parte me lembro do tempo em que trabalhava em hotel, os caras iam pra zona gastavam 500 contos em bebida e com putas ai chegavam no hotel com a mulher e não queriam pagar a diferença de diária da garota que era de insignificantes 30 reais. Dá vontade de mandar tomar no meio do cu, e uma vez eu não mandei eu dei uma bica no cu de um. Literalmente no cocks como é anatomicamente chamada a referida parte.

  • Rodrigo Lisboa: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:13

    Hehe, acho que alguém vai se identificar. Tenho uma passagem que aconteceu comigo muitas vezes e tenho certeza que a maioria que canta na noitada ou já cantou passou por isso.
    O artista está lá cantando por longas horas intermináveis em algum butecão, sentado em seu banquinho e tocando violão! Aí chega um bebão já batendo o pé no seu pedestal e automaticamente o microfone bate na sua boca e dói os dentes, dizendo: “Ei, toca Boate Azul”… Com todo respeito diz que vai atender o pedido e o bebão sai em direção ao balcão pra tomar mais uma. Nisso você canta a boate azul e todos cantam porque a moda é boa mesmo. Aí depois de uns 5 ou 10 minutos o bebão volta no cantor, bate novamente o pé no pedestal que arregaça sua boca novamente e fala: ” Ei, num vai cantar Boate Azul não?!?!?! ”
    É de fudê né?!?!?! Essa é só uma das passagens de todos que cantam na noite.. Comentaria umas 100 dessas aki..
    Más td bem, DEUS é maior e sabe das minhas lutas assim como vc também sabe das suas.
    Por isso que digo, DESISTIR JAMAIS!
    #AmoMeuTrabalho.

    • SILVIO: (responder)
      25 de janeiro de 2012 às 17:04

      me vi na sua narrativa..kkkkkkk…..minha nossa …isso me acontece direto ..se vem alguem na minha doreçao ja vou logo afastando a boca do microfone pq sei q vai dar BO…MAIS TA TD BEM…FAZER OQ???…ABRAÇO BROTHER

  • Rodrigo Lisboa: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:16

    Desculpem os erros de português, foi só pra desabafar!

  • Júnior Santie: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:19

    Palavras perfeitas! Acrescento que tal problema é estrutural… não tem solução, pelo menos não neste momento, muito menos na atual era “sertaneja”, que de sertão nada tem. Música sertaneja não é mais arte, é mercado! Letra “bonita” não vende, conteúdo é invendável. O que vende são os “memes”, são as tiradinhas, e essas porcarias que servem pra ocupar o cérebro das pessoas no tempo que elas não estão se matando de trabalhar… ou seja… é o circo! Já disse em outras ocasiões que vivemos a política do pão-e-circo, pois é! Só que nesse circo da música, o palhaço não é artista como no circo de verdade… o palhaço é o compositor que cria, dá duro pra arrumar tempo pra dedicar à verdadeira arte, mas morre de fome e está sendo marginalizado pelas panelas fechadas, pelas produtoras, pelos intérpretes, pelo mercado em geral. Penso que no Brasil sempre foi assim… outros países valorizam muito mais nossa categoria. Mas a culpa também é nossa, porque somos sim desunidos! Lembremos o que aconteceu com o cinema americano quando os roteiristas entraram em greve lá em 2007! A coisa ficou feia, logo logo pagaram o que a categoria pedia, pois não havia o que produzir, não havia estórias pra contar! Aqui funciona assim: o artista entra no twitter, pede música e em pouco tempo seu e-mail está travado, cheio de musica para ele escolher! E eles nem se dão ao trabalho de nos agradecer pelo trabalho de ter enviado música a eles! Pois bem… enquanto agirmos assim, muito pouco ou nenhum valor nos será dado! E pra quem não quer morrer de fome compondo… o negócio é fazer moda comercial! Porém, “pelo amor a Deus, e à arte, e a você próprio”, compositor, peço, NÃO LIBERE MÚSICA DE GRAÇA, você está se desvalorizando, prejudicando a si próprio e a todos os outros colegas, pois esta atitude contamina as relações de trabalho, aliás, o palhaço do circo tem salário!

  • Júnior Santie: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:20

    ?

    • Thiago Elias: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 07:25

      Muito boa analogia. Assino contigo aí companheiro. Abraços.

  • Rodrigo Lisboa: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:23

    Desculpem os meus erros de português, só queria desabafar!

  • Tiago Marcelo: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:30

    Parabéns Thiaguinho, seu texto é a pura realidade, muito bom mesmo… parabéns mais uma vez, “tamu junto”

    • Thiago Elias: (responder)
      25 de janeiro de 2012 às 14:33

      “Humilde Residência” retrata a história de um compositor apaixonado !! rsrs.. Vamu junto com a “Pronto… ” Segura nóis!

  • ELIZANDRA SANTOS: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:33

    Thiago Elias PARABENS!! lindo texto com verdades vergonhosas no meio artistico, vou divulgar seu texto kerido… quem sabe assim os interpretes “CANTORES” se concientize que os compositor “ARTISTA” é quem cria uma obra que pode vir a fazer sucesso com sua ou demais interpretações! gerando assim emprego pra editora, associação, produtor, musicos, gravadoras, graficas e etc.. e nos trate com mais respeito!

    • Thiago Elias: (responder)
      25 de janeiro de 2012 às 14:39

      Conte comigo! =)

  • Daniel Assis: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 14:51

    Muito bom o texto!

    Eu nem me considero um compositor e sim um letrista! (escrevo por hobby, nao vivo disso)!

    Sobre a panelinha dos compositores, acho cada vez mais bacana ideias como a de Edson e Hudson que abriram espaço pra compositores novos!

    Tem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita coisa boa rodando nesse Brasilzão!

  • Timothy Nery: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 15:25

    Vamos lá.

    1º – Eu sou produtor executivo, músico e compositor.

    2º – Nos trabalhos que gravamos, temos canções pagas e canções liberadas sem custo, além das nossas próprias canções.

    Teoricamente, o compositor seria remunerado pelo ECAD.

    Nesse caso, bastaria o compositor escolher quem gravaria ou não sua canção.

    No entanto, como a busca pela MÚSICA que traga resultados imediatos é enorme, e a concorrência também, acabou-se criando um mercado interessante ao redor dos compositores.

    Há quem cobre R$100,00 e quem cobre R$5.000,00.

    Dependendo da música, editoras cobram valores ainda maiores.

    Há sim uma relação muito forte entre compositor e artista.

    Mas ao mesmo tempo há relações promíscuas…além das famosas panelinhas…

    Talvez, o melhor caminho para novos compositores seja realmente os novos artistas…

    Se você compositor liberar sua canção para um artista que gravará sua música com arranjo, qualidade vocal, instrumental e de massa sonora, pode ter certeza que estará mais perto dos grandes artistas.

    Acredite música boa sempre vai encontrar espaço…se a música é EXCELENTE (comercialmente falando) é bem provável que logo alguém te ligue…

    Enfim….

    Para a parceria dar certo há de se ter bom senso, e que cada um acabe cedendo um pouco…na busca pelo resultado que vai beneficiar a todos…

    Grande abraço!

    PS: Quando o DVD da dupla Jonathan & Matheus for lançado, sugiro olharem com atenção o making of…para ver as diferenças entre discursos e realidade….

    • Thiago Elias: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 07:38

      Olá Timothy, bom dia.

      Em tudo o que você falou aí, o grande agravante é o “Se…”. Seu eu liberar de graça para um artista, e essa música ficar boa… etc. E se não ficar? Queima a obra, acredite. Tem muito artista pequeno que tem investidor já, que tem poder aquisitivo. Esse me interessa. Esse vai valorizar minha obra. E esse, se gostou de uma música que já foi gravada por alguma outra dupla também pequena, acaba não gravando (e iria pagar por ela). Isso acontece, acredite. Tem duplas que você nunca ouviu falar o nome e que já me pagou bem mais do que duplas que você já deve ter ouvido o nome. Acredita? Pois é, Existe. E só gravaram, porque a música era inédita. Então, esse jogo de aposta que você citou tem sentido.. Porém tem o sentido contrário também.

  • Eder Vinicius: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 16:27

    Parabéns pelo texto Thiago Elias. PURA REALIDADE

  • Donizetti Pires: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 16:27

    Cara,Parece até que você esta falando diretamente pra mim.Como cantor Já passei por várias situações parecida com as quais você escreveu.Agora, como compositor, também estou passando por momentos que as vezes chego a desacreditar de mim mesmo.Tipo,Será que estou correndo atras do impossível?Será que eu realmente tenho capacidade para tal?Porque as vezes a impressão que dá é que quem ta la em cima tá fazendo de tudo pra você não chegar pra não aumentar a concorrência.

  • Gustavo Achilles: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 16:32

    Muito bom o texto, é bem isso mesmo.

    Outro tema que acho interessante ser discutido seria “Quanto vale minha composição?” “Por quanto vender uma música?”

  • Marcus Vinícius MT: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 16:48

    pura realidade!!! Parabéns pelo texto

  • Alison Lourenço: (responder)
    25 de janeiro de 2012 às 17:21

    Ola galera ! Sera que vcs, compositores profissionais podem me dar uma ajuda? É o seguinte, componho por hobby, pelo amor a música, e em umas das minhas composições, saiu uma letra bacana, com isso chegou nas mãos de alguns artistas aqui da região. Bom, queria saber como que faço para obter o registro dela, ou seja toda parte burocratica que a envolve, para então poder negocia-la! Pesquisei aqui na web, achei o site da biblioteca nacional, é possível através da mesma? Quer puder da uma força ae! Vlw, Abraços.

    • diogo: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 00:50

      faça por ela! Melhor lugar…meio kilo de papel assinado vale a segurança de que a obra é realmente sua.

    • Thiago Elias: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 07:29

      Ou, se preferir, entre em contato com alguma editora musical. Eles fazem toda essa parte burocrática por você. Porém, por isso, irão te cobrar 25% de qualquer receita da música. Abraços.

  • Rodrigo Lisboa: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 00:21

    Valeu Sílvio é nóis! Alison, vc pode registrar suas músicas pela Biblioteca Nacional sim, abração.

  • Bonilha: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 02:51

    Elias libera aquela música pra mim na faxa cara?! Se virar aí te pago!!! rsrsrsrs Ótimo texto disse tudo!!!!!!! Parabéns!

  • Compositor Leandro Magnus: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 03:14

    Muito bom o texto. Retrata a realidade, mesmo. Há quem não goste de ler, mas, por favor, entendam. Coloquem-se na pele de quem passa todo esse trabalho e irão entender o “desabafo” acima. Lendo, “passa o filme” em nossa mente, exatamente como descreve o autor. Parabéns!

    • Thiago Elias: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 07:31

      Realmente Leandro. Tem um monte de gente que não gostou de ler. Inclusive já recebi e-mails de críticas. Não me importo. Estou apenas retratando algo que acontece com uma frequência, ao meu ver, inadmissível. E se esse “artista” não gostou de ler, acho que ele não me interessa como parceiro também.

  • EBERTH OLIVEIRA: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 08:24

    Amigão,não poderia deixar de registrar aqui o meu comentário sobre seu excelente texto. Infelizmente,tem “artistas” que acham que estão fazendo uma caridade em gravar uma música da gente. Eu sei que muitos não gostam de ouvir verdades,mas elas são necessárias pra promover reflexões e quem sabe mudanças. Eu mesmo ja tive “artistas” q foram gravar canções minhas e qdo fui falar em cobrar liberação, os tais mandaram e mail dizendo q n se interessavam em gravar pq na verdade eu é quem tinha que agradecer a oportunidade que eles estavam me dando. Simplesmente ridículo! Mas quem sabe um dia,os compositores realmente sejam reconhecidos como merecem.

  • vitor: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 23:28

    UMA COISA QUE OS ARTISTINHAS NAO ENTENDEM, PRINCIPALMENTE OS FAMOSOS! A CAPA DO CD EH IMPORTANTE MAS NAO LEVA O PUBLICO PARA SEU SHOW, ENTAO RESPEITE O COMPOSITOR, ELE QUE TE FAZ

  • DIEGO: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 23:30

    fico puto quando os cantores nao falam do compositor na tv! O APRESENTADOR ELOGIA A MUSICA E O CARA NAO FALA NEM O NOME DO COITADO QUE PASSOU COM CARINHO SUA OBRA. ENTAO ARTISTAIDA, PRESTA ATENCAO, CUSTA NADA FALAR O NOME DO COMPOSITOR

  • sefude@yahoo.com.br: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 23:32

    compositor nao eh reconhecido como deveria! alguem ai ja ouviu o michel telo falar quem fez ai se eu te pego, sem que tivesses lhe perguntado? VAMO LA CANTORES, AJUDE QUEM TE AJUDA

    • janaina: (responder)
      26 de janeiro de 2012 às 23:36

      FALTA RECONHECIMENTO MESMO! PODERIA TER UM TEXTO SO DISSO!

  • janaina: (responder)
    26 de janeiro de 2012 às 23:33

    CONCORDO, MARCAO PODERIA FAZER UM TEXTO SOBRE ISSO? QUE TAL MARCAO? AJUDE OS COMPOSITORES JA QUE VOCE TAMBEM EH UM

  • Wellyngton Ribas: (responder)
    27 de janeiro de 2012 às 00:23

    Parabéns pelas verdades ditas nesse texto(todas), mandou muito bem!Sou compositor iniciante e o que mais ouço é isso “libera de graça vai”, é incrível como alguns artista tem a cara de pau de pedir tal coisa… NÃO TENHO NENHUMA MODA GRAVADA AINDA..MAS TAMBÉM NÃO LIBEREI NENHUMA DE GRAÇA..já que é pra começar, vamos fazer certo!

  • Timothy Nery: (responder)
    27 de janeiro de 2012 às 10:50

    Buenas…

    Eu, como compositor, não cobro pra liberar…mas libero só para quem eu quero…

    Cada um tem a sua forma de trabalhar…

    Eu sou FÃ de quem compõe…tanto é que no DVD da dupla que eu produzo e componho, tratamos de reconhecer isso, de várias formas que a maior parte dos artistas não faz…famosos ou não….

    Discordo da afirmação de que artistas menores, quando gravam e a música fica “ruim” queimam a mesma…

    Já vi inúmeras gravações de péssima qualidade tempos depois reaparecerem com grandes nomes ou até mesmo com pequenos com excelente qualidade…

    Concordo com o lance das panelas…mas isso aí não adianta brigar…tem que rezar só…hehe…

    nós temos uma música que se o Michel Teló grava, ele e nós enchemos os borso….a música Dá um sorrisinho….

    mas sabemos que só quando o produtor dele ou alguem “grande” da confiança dele mostrar é que ela vai entrar….heheheh….faiz partiiiiiiiiii

    COMPOSITOR: AJUDE A MELHORAR O NÍVEL MUSICAL BRASILEIRO, SELECIONE QUEM VAI GRAVAR SUA CANÇÃO. NÃO FAÇA LEILÃO…

    hehe….brincadeira pessoal….cada um sabe como deve fazer o seu trabalho…

    Estamos juntos nessa corrida!!!

  • marcelo fersan: (responder)
    27 de janeiro de 2012 às 21:49

    Sou compositor com musica gravada por artista de renome, e axo realmente injustiça, o

  • Cadu Mendonça: (responder)
    7 de fevereiro de 2012 às 12:22

    Muuuito bom o texto, parabéns Marcão! Outra coisa que gostaria de dizer aos artistas é que não pensem em sucesso meteórico, pensem em construir uma carreia e ser fiel ao seu público.
    Quando um tipo de música estoura, vem um monte de dupla/artista pedindo “Você tem uma música que fala, delíca, me mata…” Gente isso é ridículo, fica feio para o artista ficar copiando o sucesso do outro. Cada artista tem suas caracteristicas próprias de voz, postura, referências, copiar não vai te levar a nada.
    Procure músicas que combinem com sua voz, com seu jeito de pensar e de interpretar, enfim, que você se identifique de verdade com elas. O sucesso pode estar perto!Grande abraço aos amigos guerreitos! Vamos em frente!

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Marcus Bernardes é bacharel em direito e entusiasta da música sertaneja. Criou o Blognejo com o intuito de falar de maneira séria e digna sobre o segmento. Hoje é o veículo mais respeitado do meio, sendo referência em coberturas de eventos, lançamentos, entrevistas e análise de mercado.