Martins & Victor Hugo – da Long Neck ao clássico

Se a variedade de vertentes em um único disco pode ser considerada uma ousadia, Martins & Victor Hugo foram bastante ousados em seu mais novo projeto. Podemos dizer até que foram do 8 ao 80 em um único trabalho. Ao mesmo tempo em que demonstraram grande conhecimento do repertório sertanejo, com regravações de clássicos como “Trem do Pantanal”, “Matriz ou Filial” e “Panela Velha”, entre outras, optaram por sair com uma música, digamos, bem polêmica como primeira de trabalho: a irreverente “Segura minha Long Neck”.

“Segura minha Long Neck” chegou a causar um certo rebuliço nas redes sociais na época de seu lançamento, porque brinca com algumas expressões de duplo sentido. A música tem a participação do Trio Bravana. Martins & Victor chegaram inclusive a lançar um clipe da música. Confiram abaixo.

Se a ideia era causar um certo impacto logo no começo, dá pra dizer que estratégia funcionou. Com a repercussão de “Segura minha Long Neck”, a dupla pôde lançar seu novo disco com um pouco mais de visibilidade e assim mostrar que não são apenas uma dupla irreverente que canta músicas de duplo sentido.

Antes de formarem a dupla, ambos trilhavam carreiras solo, tocando em bares e casas noturnas da região de Campinas – SP. O Martins se destaca pela habilidade na segunda voz e pelo talento como compositor, com mais de 100 composições. Uma de suas músicas, a bela “Não me leve a mal”, fez parte do CD e DVD da dupla Mayck & Lyan. “Pro bar não fechar”, uma das melhores do CD da dupla, também é composição dele.

O Victor Hugo, primeira voz da dupla, se destaca também pelo talento como instrumentista, sendo constantemente solicitado para gravar violão, guitarra e viola em trabalhos de outros artistas. A viola caipira, aliás, é um dos instrumentos com oqual tem mais intimidade.

A dupla se conheceu por intermédio de um dos músicos mais respeitados do segmento sertanejo, o Marcelo Modesto, que além de produtor musical é guitarrista sideman da dupla Chitãozinho & Xororó. Na época, tanto o Martins quanto o Victor Hugo estavam gravando projetos solo. Depois de alguns ensaios, os três perceberam que formar a dupla era uma opção praticamente inevitável.

Primando sempre pela versatilidade, com influências que vão desde a música raiz até o sertanejo universitário e referências como Milionário & José Rico, Almir Sater, Eduardo Costa, Chitãozinho & Xororó e Daniel, Martins & Victor Hugo carregam algumas das principais características procuradas pelo mercado sertanejo, como talento e carisma. O novo disco mostra bem os dois lados da dupla e vale a pena ser conferido.

Prova disso é o espaço que a dupla já vem conquistando em algumas das principais casas da capital e do interior de São Paulo, como Adega Original, Tia Nena, Sossega Madalena, Chão Selvagem, Eucaliptus, entre outras tantas. Cliquem AQUI para acessar o site da dupla e conhecer um pouco mais do trabalho dos dois.