Na Estrada – Agora sim, Israel Novaes grava primeiro DVD em Goiânia

Na Estrada – Agora sim, Israel Novaes grava primeiro DVD em Goiânia

O fim de semana em Goiânia, como eu já havia mencionado na semana passada, foi intenso. Na sexta, acompanhei a gravação do DVD do Israel Novaes e no sábado o Villa Mix, que vai virar o DVD anual tradicional e um especial da Globo. Hoje falaremos do evento de sexta-feira e amanhã do de sábado, para seguir o cronograma certinho e não deixar nenhum detalhe de lado hehe.

O título deste post é bem plausível. É que no ano passado, acompanhei e postei aqui no blog a cobertura do que deveria ter sido a gravação do primeiro DVD do Israel Novaes. Entretanto, assim como eu já havia alertado no texto daquela cobertura, a intenção era gravar o show e registrá-lo em DVD, mas tudo dependeria do resultado final, já que havia sido tudo meio que de supetão. Vejam só este trecho daquele texto:

“Semana passada aconteceu uma coisa estranha. No meio da semana, recebi uma ligação com um convite para assistir a uma gravação no sábado. Seria, dependendo do resultado, o primeiro DVD do Israel Novaes. Isso mesmo, “dependendo do resultado”. É que o período entre a decisão de se gravar o DVD e a gravação foi inferior a duas semanas. Nem se o pessoal envolvido quisesse, aliás, daria tempo de organizar, como de praxe, um mega evento com a presença de contratantes e radialistas de todo o Brasil. Fui para Goiânia sabendo apenas que se tratava de uma gravação com o Israel Novaes, mas eu nem sequer sabia se seria uma gravação “oficial” , com disco lançado meses depois e tals, ou se seria gravado apenas um projeto demonstrativo, para suprir a necessidade mais urgente por material de vídeo, com divulgação em Internet e, talvez, apenas para contratantes.”

Acabou que aquele projeto não foi lançado em vídeo. O áudio chegou a ser liberado. Houve quem dissesse que o resultado não havia ficado satisfatório. E olha que eu gostei do resultado daquela gravação. Por mim poderia muito bem ter ganhado as prateleiras em formato de DVD, sem nenhum problema. O Israel esteve muito bem no palco, o cenário, mesmo reduzido, foi bacana… Enfim, acho até que deixaram de lançar aquele disco não porque o resultado não fora satisfatório, mas porque a pretensão era lançar o Israel Novaes de uma forma muito mais grandiosa, o que é compreensível.

De certa forma, até que foi bom todo esse tempo de espera entre aquela gravação e esta. Neste período de pouco mais de um ano, muita coisa mudou. Naquela época, a alcunha de “o cara do arrocha” ajudou a alavancar a carreira do rapaz. Hoje em dia ela já não é tão bem aceito. Neste ano e meio entre uma gravação e a outra, as rádios combateram o arrocha com todas as armas disponíveis e, mesmo perdendo num primeiro momento, acabaram ganhando a guerra e hoje o arrocha virou o novo “ritmo proibido”. Praticamente uma nova lambada rsrs.

O resultado, conforme se observa hoje em dia, é quase uma debandada geral dos artistas para longe do gênero arrocha que o sertanejo adaptou, o que até bem pouco tempo era praticamente impensável. O que vemos atualmente é a preferência por arrochas mais próximos aos originais nordestinos. No caso do Israel Novaes, conforme pôde ser visto na gravação do DVD, a ideia básica foi justamente essa. A grande quantidade de arranjos com instrumentos de sopro e de hits importados de lá aproximaram ainda mais o Israel do Nordeste. A música com o Gusttavo Lima, então, é “Pablo” purinha.

Além disso, uma grande parte do DVD foi dedicada ao repertório romântico, entre elas as que trouxeram as participações especiais da dupla Jorge & Mateus e Matheus & Kauan, entre diversas outras interpretadas somente pelo Israel Novaes. Mostrar um Israel Novaes mais versátil, menos dependente do arrocha como antes, pareceu ser uma das principais preocupações deste projeto. A presença de arrochas mais escrachados neste disco era inevitável, já que boa parte da carreira do Israel Novaes até agora foi construída com base nisso, mesmo as letras do cara sendo mais interessantes que o que a gente se acostumou a ouvir no último ano. Mas ficou evidente que o caminho seguido nesse projeto foi outro.

Outra preocupação evidente deste projeto foi mostrar o Israel de uma forma mais séria. Ele já não dança tanto quanto antes, se comportou de forma mais contida no palco, usou roupas mais formais, o cabelo agora é mais tradicional, e por aí vai. Todo esse tempo de adaptação do Israel às críticas que eventualmente recebeu ou pelo estilo de algumas de suas músicas ou pelas suas performances no palco se mostrou, portanto, imprescindível. O que vimos na gravação de sexta-feira foi um Israel Novaes de fato condizente com os anseios de contratantes e radialistas.

O disco foi gravado no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Além de Jorge & Mateus, Gusttavo Lima e Matheus & Kauan, também participaram da gravação o Márcio Vitor, do Psirico, e o Naldo, que entrou de última hora. Cesar Menotti & Fabiano, que também participariam do disco, não conseguiram embarcar do Guarujá, onde estavam realizando show, por conta do mau tempo. O evento foi apenas para convidados, com a distribuição de ingressos para a pista. Por isso não houve uma divulgação assim tão intensa da gravação. Até porque o Villamix seria no dia seguinte, né?

O cenário, mais tradicional do que temos visto ultimamente, se baseou numa disposição mais dinâmica dos LEDs, com dois painéis se abrindo ao fundo para a entrada das participações, e animações que procuravam mais ainda reforçar o nome do Israel Novaes, o que pode parecer estranho mas faz sentido, já que sua imagem tem sido trabalhada com mais intensidade de uns tempos pra cá, o que justifica a necessidade de reforçar também o seu nome. Convenhamos que muita gente que não é tão familiarizada com o gênero sertanejo ficou sem saber quem era aquele rapazote cantando durante a propaganda da campanha do Criança Esperança em meio a tantos rostos conhecidos.

Talvez por ter sido um evento gratuito para todos os presentes, o público se comportou de forma muito mais educada. Vai reclamar do quê se nem ingresso pagou, né? Não reagiram negativamente às inúmeras pausas e nem saíram antes do fim da gravação, deixando aqueles tradicionais buracos no meio da pista. Para nós, convidados, tudo correu muito bem. Nem todo mundo aguentou o batidão, já que no dia seguinte uma maratona de cerca de quase 10 horas nos aguardava. Amanhã, mais detalhes do segundo dis de festa em Goiânia.

Abaixo, duas galerias de fotos. A primeira traz fotos do meu parceiro Rubens Cerqueira. A segunda, do brother João Luiz.

* Rubens Cerqueira

* João Luiz