Na Estrada – Villa Mix Goiânia 2013: cada vez mais grandioso

Na Estrada – Villa Mix Goiânia 2013: cada vez mais grandioso

Continuando a saga do fim de semana em Goiânia. Sábado. Dia do Villa Mix 2013. Desta vez, com um pequeno diferencial. Além do festival e do tradicional DVD anual da festa, seria gravado ali, também, um especial de fim de ano da Globo, ao qual quero dedicar mais abaixo no mínimo um parágrafo inteiro só pra reclamar do título chatíssimo, irritante, piegas e nada a ver que eles escolheram. Sem deixar de falar também sobre todos os detalhes do festival. Bem, de tudo o que eu aguentei acompanhar antes de bambear as pernas de cansaço, claro.

Primeiro falaremos do Villa Mix enquanto especial de fim de ano da Rede Globo, o que alterou sensivelmente o cronograma padrão dos festivais que levam a marca. Só este ano foram cerca de 20 edições ao redor do Brasil, e todas com o mesmo padrão: apenas artistas Audiomix. Exceto uma edição em Teresina, que trouxe Cesar Menotti & Fabiano entre as atrações, e o de Barretos, que trouxe Léo verão & Daniel Freitas, que apesar de terem ligação com um dos sócios da Audiomix não fazem parte do casting do escritório. Para a edição de Goiânia, a principal, a Globo meio que determinou a inclusão de outros artistas, mesmo com o estranhamento do bairrista público goiano.

Bruno & Marrone foram uma das atrações de fora da Audiomix, o que é bastante aceitável, já que Goiânia é a casa deles. O público cantou todas as músicas do repertório dos caras. Paula Fernandes, no entanto, entrou também na cota do especial da Globo mas acabou sendo jogada aos leões. A começar pelo anúncio das atrações antes dos shows começarem, quando seu nome foi simplesmente vaiado. E durante o show, o já reconhecidamente frio público de Goiânia simplesmente congelou. A galera só se manifestou quando Bruno & Marrone entraram de surpresa no palco para cantar “Pássaro de Fogo” com ela, o que acabou sendo providencial para que o público passasse a participar um pouco mais do show dela dali até o final. O cenário dos shows também atrapalhou um pouco sua performance, afinal o show dela é muito visual. É cheio de firulas cenográficas que não puderam ser utilizadas durante o Villa Mix, que teve um único cenário durante todos os shows, com um gigantesco painel de LED no fiundo do palco.

Murilo Rosa foi o enviado da Globo para ser o mestre de cerimônias da atração. O locutor Cuiabano Lima trabalhou só no começo da festa e já teve que entregar o posto ao ator global. O Murilo gravou chamadas de cima do palco, do centro da arena e de outros pontos estratégicos. O ator Alexandre Borges também esteve presente, mas não entendi muito a sua participação, já que ele só apareceu no meio da festa pra fazer propaganda da nova novela das sete, o que com certeza não vai pro ar com o especial, que só será transmitido em 08/12. A novela estreia segunda-feira.

Agora, o bendito nome que a Globo julgou ser o mais coerente para o especial: “SINTONIZE”. É sério!!! Esse nome aí de programa de rádio AM das cinco da matina!!! As mentes cariocas novamente trabalhando para desprezar a importância do que não foi feito por eles e cujo sucesso não deve nada ao Rio de Janeiro. É um óbvio menosprezo aos milhões investidos no festival e à preocupação dos organizadores da festa em fazer tudo do jeito que a Globo pediu, mesmo o evento se tratando também de uma gravação de DVD. Todos os outros festivais brasileiros são retransmitidos pela Globo com seus nomes originais. O Villa Mix não. Talvez por se tratar de uma marca ou algo assim. Mas o fato é que qualquer coisa seria melhor que “Sintonize”. A empolgação, só que não, com que o Murilo Rosa repetia o nome e a recepção calorosíssima, só que não, do público devem servir pra carimbar a cagada da Globo nessa escolha.

Ainda bem que o Villa Mix é mais do que apenas uma gravação de um especial de fim de ano da Rede Globo. A mega estrutura do evento contou desta vez com uma tenda gigantesca para o público do backstage, que pôde acompanhar os shows através de um telão de altíssima definição, já que o espaço para assistir os shows na frente do palco estava bastante congestionado, sendo inclusive bloqueado pela segurança em diversos momentos. Mas foi até melhor acompanhar os shows pelo telão e pelo som instalado na tenda, sem empurra-empurra, com conforto e com uma comida que foi praticamente uma atração à parte na festa.

Não é porque sou gordo nem nada, mas a comida do backstage do Villa Mix foi elogiada de uma forma que eu nunca vi em evento nenhum por quase todos os convidados. Todo mundo saiu de lá elogiando. Fora o pirão, as esfirras abertas e outros quitutes, tinha um empadão goiano que, meeeeeeu amigo, era de comer rezando. Fora o champagne à vontade e demais opções etílicas que eu não sei enumerar porque não bebo e, portanto, não cheguei a verificar quais eram.

O Villa Mix abriu com um show conjunto de Humberto & Ronaldo, Guilherme & Santiago e Israel Novaes. A ideia era que eles se alternassem no palco a cada 3 ou 4 músicas, mas provavelmente para dar mais dinâmica à apresentação, depois da primeira rodada cada um deles fez toda sua respectiva cota de apresentação no show e já deixou o público com a atração seguinte.

A Paula Fernandes veio em seguida. De surpresa no seu show, só mesmo a aparição de Bruno & Marrone, cujo show veio na sequência, após uma demasiadamente longa pausa. Depois vieram Jorge & Mateus, dessa vez com uma troca rápida. E para encerrar, Gusttavo Lima, que chegou a gravar algumas das canções inéditas de seu próximo CD para incluir no DVD da festa, apesar de que eu não aguentei as pontas de tanto cansaço e não cheguei, portanto, a conferir quais foram as músicas.

O festival ainda contou com a participação de George Henrique & Rodrigo no show de Bruno & Marrone, cantando “Conto até dez”, com o Bruno substituindo o Jorge no trecho que fora gravado com a participação dele. Matheus & Kauan também participaram do festival, cantando “Mundo Paralelo” com Jorge & Mateus.

Foi bacana de ver, particularmente, a apresentação da dupla Jorge & Mateus, com o Jorge meio que não se importando se estavam gravando DVD ou especial da Globo ou qualquer outra coisa. Durante quase todo o show, ele passava o tempo todo cantando e recolhendo pessoalmente os presentes dos fãs, permanecendo um tempão com eles nos braços, o que deve irritar a Globo na hora da edição do vídeo do “Sintonize”, hehehe. Ele chegou a cantar duas músicas em sequência abraçado com um urso panda de pelúcia que havia ganhado de uma fã. Fora as invasões de palco, que aconteciam o tempo todo durante o show deles. Eles cantaram todas as músicas lançadas na campanha da Bavaria, até “Mastigando Água”, o que também foi bem bacana.

Não aguentei até o final, mas bem que eu queria ter aguentado. Mais uma vez, uma festival impecável, que não demonstra qualquer sinal de esgotamento. A cada ano, a organização é mais precisa, a estrutura mais grandiosa e a importância mais evidente. 2013 e suas 20 edições do Villa Mix, coroadas com a edição goiana, consagraram o festival como o maior evento sertanejo do Brasil, ainda que apenas os artistas da Audiomix tenham espaço. Bom, pelo menos estamos começando a ver uma certa movimentação dos demais escritórios na cola do sucesso desse festival. A Talismã vai promover o Talismã Music festival em São José do Rio Preto e a FS já ensaia sua própria série de festivais em 2014. A briga ano que vem vai ser das boas.

Abaixo, uma galeria com fotos do evento tiradas pelo meu amigo João Luiz. A foto no destaque do post é do Rubens Cerqueira.