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REVIEW – Fernando & Sorocaba – Acústico na Ópera de Arame

REVIEW – Fernando & Sorocaba – Acústico na Ópera de Arame

Fernando & Sorocaba sempre foram uma dupla extremamente visual. Sempre se preocuparam com algo que nem todo mundo se preocupa: com o que o público vê e não apenas com o que o público ouve. Por isso sempre tiveram um dos melhores shows do segmento, com a intenção de trazer uma experiência diferente a quem paga o ingresso e vai até lá não só para escutar as músicas.

Neste novo DVD, a preocupação com o visual foi elevada ao último grau, ao extremo.  Toda a estrutura foi montada para interagir com as belezas do cenário escolhido (a Ópera de Arame, em Curitiba). O primeiro DVD do Brasil gravado em 3D, o que a princpipio não quer dizer muita coisa, afinal a tecnologia 3D ainda não é condizente com a realidade do brasileiro. Só quem tiver uma TV em 3D vai poder conferir as peculiaridades do disco. Mas a projeção em Mapping, também inédita e que valoriza praticamente todo o interior da Ópera de Arame, pode ser conferida em qualquer TV.

Visualmente, enfim, o DVD é sensacional. Provavelmente um dos mais bem feitos DVDs sertanejos em termos de edição de imagem e de fotografia. A alternância do show com imagens de bastidores quase em preto e branco, similar ao que foi feito no disco “Chitãozinho & Xororó 40 Anos Sinfônico”, é bem mais interessante do que aquela coisa manjada de filmar a montagem, a mesa de som e depoimentos dos envolvidos.

O making off, completíssimo, traz mais de 30 minutos de imagens descontraídas, sem aquela coisa cisuda de sentar e gravar depoimento e de filmar toda a montagem e depois editar de forma acelerada no vídeo. As imagens foram captadas durantes os 4 meses anteriores às gravações e para a edição do making off aproveitaram muitas imagens extrovertidas dos ensaios, brincadeiras com os convidados do disco e outras coisas bastante interessantes, bem diferente do que se costuma ver em outros making offs.

A preocupação excessiva com a parte visual, no entanto, superou em termos de qualidade o repertório escolhido. A dupla optou por seguir a mesma linha que os consagrou tempos atrás e meio que voltou às suas origens, com várias músicas baseadas em expressões do cotidiano como “Tá tirando onda”, “O cara”, “Apelou”, “Perdeu”, “Eu acho é pouco”, “É tenso”, entre outras, assim como já costumava fazer com “Paga pau”, “A casa caiu” e várias outras dos outros discos.

As músicas mais aprofundadas acabaram ficando de lado. São 15 músicas no disco. Tirando as 3 regravações dos trabalhos anteriores (“6 de Janeiro de 2003”, “Tô Passando Mal” e “Teus Segredos”), a maioria das músicas é no estilo vaneira com essa temática da expressão do cotidiano. Apenas 3 músicas têm letras e melodias mais bem trabalhadas: “A verdade”, “Nada faz sentido” e “Férias em Salvador”. Leiam bem, estou falando das melodias. Afinal de contas os arranjos continuam impecáveis, assim como sempre foram nas músicas da dupla.

A atmosfera acústica permitiria um trabalho muito bem elaborado em músicas com letras e melodias mais profundas. As melhores cenas do disco, por exemplo, são as com o Fernando no piano nas músicas “6 de janeiro de 2003” e “Férias em Salvador”. Até as baladas universitárias que a dupla ajudou a consagrar foram deixadas de lado. “Everest”, com a participação do Luan Santana, é a única que segue essa linha.

A parte de arranjos e harmonias, entretanto, foram muito bem pensadas e realizadas. Além da dupla, o Orlando Baron co-produziu o disco e criou boa parte dos arranjos junto principalmente com o Fernando. Desde o primeiro disco Acústico, é notório o aumento da influência do Fernando nas decisões acerca da parte musical, o que foi muito positivo para a dupla. Acontece que à medida em que o Sorocaba foi delegando essa influência ao Fernando, alguns instrumentos que ajudaram a criar a identidade da dupla foram perdendo espaço.

Como o repertório foi escolhido com o intuito de valorizar mais as canções dançantes, o que deu grande destaque à sanfona, instrumento que até pouco tempo quase não era utilizado pela dupla, outros instrumentos acabaram ficando de lado. Neste novo DVD, a guitarra steel, por exemplo, foi bem pouco utilizada. Na abertura e nas músicas mais românticas, apenas, é que se ouve esse instrumento com mais clareza. A gaita foi usada apenas em uma canção, também romântica. Mas a falta mais sentida neste disco sem dúvida é a do violino ou da rabeca. No primeiro acústico, foi o instrumento que mais se destacou. Neste disco, entretanto, ele simplesmente não foi utilizado.

Assim como no último DVD, a dupla aproveitou para dar uma moral para os outros artistas do escritório. Thaeme & Thiago cantaram uma canção dançante e os Inimigos da HP cantaram um sambinha. E o Luan Santana, que até há algum tempo parecia querer fugir do vínculo que tem com o Sorocaba, cantou a música “Everest”. Curiosamente, todas as participações do último DVD sofreram mudanças na carreira. A Thaeme formou dupla com o Thiago, Henrique & Diego saíram do escritório, o Edson voltou a cantar com o Hudson. Para quem é supersticioso, é bom torcer pra que nada aconteça com as participações deste novo disco.

É um disco que precisa ser assistido para que sua qualidade seja percebida de fato. Como eu disse, o repertório valorizou canções mais dançantes e deixou de lado as canções mais profundas. Mas, visualmente falando, é um disco sensacional. Aquela coisa da atmosfera intimista dos discos acústicos cai por terra. É um DVD grandioso, com dezenas de lances de vídeo extremamente interessantes, como a cena do final, antes da dupla retornar para cantar a música “Teus Segredos”. É talvez um dos poucos discos onde a parte visual é o que mais chama a atenção e não o repertório. Como eu disse: se o disco for apenas ouvido, não dá pra perceber de fato a graça deste trabalho. É preciso assistir também.

Nota: 9,0

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