Tá tocando na balada…

Já fazia um tempo que eu não saía para uma balada sertaneja, dessas com direito a dupla tocando “ao vivo” e DJ “mandando bala” nos intervalos. Para tirar o atraso, nesse final acabei indo a três na mesma noite, e fui à forra.

São Paulo tem dessas vantagens, se quiser sair tem lugar para ir a semana inteira, de segunda a segunda e do tipo que você imaginar. E olha, tem algumas casas que são bem chiques, como por exemplo a “Mercearia do Jockey” (um barzinho dentro do Jockey Club de São Paulo). Ali é só a “alta roda da grã-finage”, como diria Tião Carreiro no famoso pagode “Rei do Gado”. Mas tem também locais populares, como o “Rancho do Serjão” ou o “Lanterna Bar”, onde o preço não é tão alto e a galera é muito bonita.

Nessa noite eu confesso que acabei exagerando na bebida, afinal, estava de carona e podia aproveitar. Em estado etílico bastante avançado acabei dançando demais: sozinho, acompanhado, em grupo, imaginem a cena. Aquelas luzes piscando e a música alta rolando não me deixaram parar um minuto, mas teve uma moda em especial que me chamou a atenção.

Era uma mistura de vanerão com bateria de escola de samba remixados numa mistura louca. E foi sob efeito do álcool e cantarolando a “dita cuja”  que fui levado para casa. Na manhã seguinte não me saíram da cabeça, nem a sensação ruim que a cachaça  deixa e nem a tal música. Encafifado com a batucada liguei para um amigo que é DJ e perguntei se ele a conhecia. A resposta afirmativa veio com uma informação até então para mim desconhecida: a moda não toca nas rádios mas é uma das mais pedidas na noite paulistana. Fiquei impressionado de verdade, para encurtar a história ele a mandou por e-mail.

“Pó Pegá” é uma música estranha para quem ouve pela primeira vez,  mas  as batidas de tamborins e  o remix a deixaram realmente diferente, parecida com ela eu só lembro de “Ele Não Bebe, Não Fuma e Não Foge”. Da dupla que canta eu nunca tinha ouvido falar, da música, fiquei sabendo que ás vezes toca no “Vai dar Namoro”,  quadro do programa “O Melhor do Brasil” da Rede Record.

Depois de tudo isso eu tenho procurado ficar mais ligado com o que rola nas baladas, vai que a música está estourada e eu não estou sabendo.  O efeito  da bebida já passou mas ainda  ouço a música de vez em quando, principalmente quando estou no carro ou quando tomo “umas” a mais, aí vale tudo…aí “Pó Pegá”.

Ficou curioso? Então ouça: