Top Five – A Maldição do Segundeiro

Entre os mais leigos, corre uma infame, porém recorrente piadinha sobre o fato de os segundeiros serem quase sempre os primeiros das duplas a partir dessa vida para uma outra melhor. O estranho é que se formos prestar atenção, isso acontece mesmo. Não são poucas as duplas que acabam sofrendo a perda do segundeiro antes do “primeireiro”. A listinha de hoje traz alguns dos casos mais notórios.
SANDRO – (SANDRO & GUSTAVO)


No ano de 1999, uma dupla estourou nas paradas de sucessos de todo o Brasil com uma música bem peculiar, chamada “A garagem da Vizinha”. A dupla que interpretava a canção era figura tarimbada em todos os programas de auditório. No entanto, alguns meses mais tarde, a hepatite acabou vitimando o Sandro, segundeiro da dupla, cunhad
o do Gustavo. O Gustavo ainda continua cantando sozinho, mas jamais repetiu o sucesso daquele disco.

DUDUCA (DUDUCA & DALVAN)


Uma das duplas mais tocadas nos anos 80, responsáveis por sucessos como “Ela disse não”, e pela difusão de clássicos como “Dama de Vermelho” e “Igrejinha da Serra”. O Duduca original faleceu em 1993 (não sei a causa da morte) e o Dalvan seguiu cantando sozinho, até recentemente, quando arrumou outro parceiro e retomou o nome que o consagrou.

TONICO (TONICO & TINOCO)


O ano era 1994. A dupla estava prestes a completar 60 anos de carreira. Infelizmente o Tonico partiu, deixando o irmão Tinoco sozinho. O legado deixado transformou a dupla na maior de todos os tempos, segundo a opinião de muita gente.

JOÃO PAULO (JOÃO PAULO & DANIEL)


A dupla estava em franca ascensão, quando em 1997, devido a um grave acidente automobilístico, João Paulo partiu. Alguns dizem que a dupla estava prestes a se tornar a maior dupla sertaneja do Brasil na época. Tanto que depois da morte do parceiro Daniel continuou cantando sozinho, alcançando um sucesso estrondoso, chegando até a estrelar um filme e uma novela.

LEANDRO (LEANDRO & LEONARDO)


A morte do Leandro, em 1998, ganhou contornos dramáticos, dada a imensa popularidade da dupla e a voracidade do câncer que o matou. O Leonardo titubeou por um bom tempo quanto a continuar ou não cantando. Ainda assim, a dupla detém até hoje recordes como: os dois discos sertanejos mais vendidos da história e maior vendagem na proporção discos lançados – anos de carreira (25 milhões em 9 anos). Além disso, a dupla é tida como a responsável pela definitiva inclusão da música sertaneja moderna na grande mídia, numa proporção bem mais intensa que a de Chitãozinho & Xororó.

Curiosamente, a maldição costuma ser citada também na versão “primeiros nomes”. Notem que na maioria acachapante das duplas, o primeiro nome parte primeiro, como Tião Carreiro & Pardinho, e até Claudinho & Buchecha. Ainda assim, a modalidade “segundeiros” é mais difundida.

No fim de tudo, uma observação: sou o segundeiro e detenho o primeiro nome na minha dupla. Será que estou com os dias contados por causa disso? Melhor olhar por onde e com quem ando de hoje em diante. Vai que eu morro, né? Quem é que vai ser xingado aqui no blog no meu lugar?