TOP FIVE – Artistas que influenciaram as gerações seguintes

Dia e hora propícios para mais um Top Five sobre o mundo da música sertaneja. O tema de hoje é simples: uma lista com os artistas que, a meu ver, mais influenciaram os artistas que os sucederam. Na verdade é um rol dos artistas cuja contribuição para a música sertaneja foi mais significativa, a ponto de traçar os moldes do segmento a partir do momento em que estes se consagraram ou surgiram para o Brasil. Ao invés de colocar em ordem de importância, utilizaremos hoje a ORDEM CRONOLÓGICA, para assim facilitar a compreensão.

CORNÉLIO PIRES

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Qual a importância desse cara? Ora, foi ele quem trouxe a música sertaneja para os ouvidos de uma parcela maior do povo brasileiro. Foi ele quem deu o pontapé inicial para a popularização do estilo, isso nos anos 10 do século passado. 100 anos atrás!!! Ele quem ajudou a popularizar artistas como Raul Torres & Florêncio e outros da mesma época, deixando o caminho aberto para o surgimento de novos artistas.

TONICO & TINOCO

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A primeira mega dupla sertaneja. Não há artista dos anos 60 pra cá que não se digam influenciados por estes dois. Surgiram para o Brasil em 1944, mas se consagraram em 1946, com o sucesso da música Chico Mineiro. A popularidade era tamanha que em 1970 chegaram a estrear um espetáculo junto com a Rita Lee. O show, batizado de Nhô Look, foi realizado naquele ano na Fenit, na capital paulista. Olha ela aí no meio dos dois:

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CHITÃOZINHO & XORORÓ

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A dupla mais importante da história da música sertaneja. Muitos dizem que Tonico & Tinoco são os mais importantes, mas Chitãozinho & Xororó é que são. Ora, foram os primeiros a vender 1 milhão de cópias de um único disco, isso em 1983. Foram os primeiros a tocar em rádio FM, sendo que até então só as AMs tocavam música sertaneja. Não há quem conteste sua contribuição. Influenciaram toda uma geração seguinte, que veio arrebentando para, a partir dos anos 90, mudarem completamente o panorama do segmento.

LEANDRO & LEONARDO / ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

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Eu não consigo separar as duas duplas quando o assunto é essa contribuição para a música sertaneja e essa influência nas gerações futuras. Eles foram o exemplo maior dessa explosão sertaneja que se deu a partir do início dos anos 90. A urbanização definitiva do estilo, com o sucesso estrondoso nos grandes centros. Só Leandro & Leonardo chegaram a vender mais de 20 milhões de cópias com apenas 9 discos lançados. Zezé di Camargo & Luciano lotaram as salas de cinema do Brasil com um filme que contava sua história. Talvez Zezé di Camargo & Luciano tenham influenciado mais as novas gerações em questão de estilo do que Leandro & Leonardo. Mas os números alcançados pelas duas duplas não nos permitem separá-los num ranking desse tipo.

BRUNO & MARRONE

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Foram eles que quebraram a hegemonia de uma trinca de duplas que durou mais de 10 anos. Foram eles que mostraram para as duplas sertanejas do Brasil que era possível sim se sobressair perante um mercado monopolizado. Eles foram a prova de que o povão já estava de saco cheio dos mesmos artistas, o mesmo método de trabalho, o mesmo estilo. Eles trouxeram algo novo. Tanto no estilo vocal quanto no modo de tocar música sertaneja. As mega-produções deram espaço para produções mais modestas e nem por isso piores. Muito pelo contrário. Toda essa geração que hoje aí está conseguiu destaque devido a essa quebra de paradigma. Bruno & Marrone abriram espaço para os novos.

“Ah, Marcão, mas cadê o Milionário & José Rico e o Tião Carreiro nessa lista? Você é burro, hein Marcão. Quer saber demais e não sabe nada. Bla Bla Bla Bla Bla…” Tá, tá. Mas o fato é que esses artistas mencionados acima influenciaram mais os sucessores que as duplas cuja ausência vocês podem vir a questionar. Milionário & José Rico, por exemplo, venderam horrores, mas sua influência não foi tão grande quanto a das duplas e artistas mencionados. Assim como Tião Carreiro, que inovou tanto no jeito de tocar viola quanto no de cantar. Mas esse estilo que ele criou não foi o que influenciou as gerações seguintes. Ele era único, claro, mas dentre os artistas que o sucederam, pouquíssimos se valeram abertamente de sua influência. Se assim o fosse, o pagode de viola e o jeito grave de cantar teriam dominado o mercado.