TOP FIVE – As músicas mais preconceituosas de todos os tempos

Olá. O Top Five de hoje tenta listar algumas das músicas que mais ferem a intergidade de uma certa classe, etnia ou seja lá o que for. Nada sério, gente, não precisam ficar tristes por gostarem das canções. Eu mesmo adoro todas elas, mas é fato que alguns versos dessas músicas são beeeem preconceituosos. É comum às modas de viola, principalmente às mais antigas, uma certa dose de preconceito em algumas letras. Vejam abaixo.

BRUTO, RÚSTICO E SISTEMÁTICO – JOÃO CARREIRO & CAPATAZ

Pra mim é uma das melhores músicas do ano. Eu não consigo escutar apenas uma vez. Quando acaba a música eu volto ao começo e escuto tudo de novo. Mesmo assim não dá pra negar que o trecho que diz “sistema que fui criado, ver dois homens abraçados pra mim era confusão; mulher com mulher beijando, dois homens se acariciando, meu Deus, que decepção” é beeeem direto, né. Tudo bem que o cara é bruto, rústico e sistemático, mas todo mundo tem direito de ser feliz, hehehe. Ouçam a moda:

MARICA CRIOLINHA – RAUL TORRES & FLORÊNCIO

Um rapaz enfrenta a família para poder se casar com a Marica Criolinha, que, segundo os versos da música, mesmo sendo “preta” é bonitinha. Oras, será que uma pessoa negra não pode ser bonita? Além disso, a música dá a entender que uma família que alimenta um preconceito racial está agindo normalmente e que o rapaz enfrentar a família por isso é uma coisa natural. Ora, não é. A música termina bem, mas mesmo assim dava pra substituir alguns versinhos. Ouçam a versão abaixo com Rolando Boldrin.

O MEU BEM FALOU – VIEIRA & VIEIRINHA

Olha só o verso: “eu fui na festa tomar um pingão, eu comprei arroz, eu comprei feijão, comprei açúcar, comprei canela, comprei um chicote PRA BATER NELA“. Putz, o cara comprou um chicote pra bater na mulher. O preconceito aqui fica por conta do machismo empregado nesse verso da canção. Cadê a delegacia da mulher pra autuar o compositor dessa letra, hehehe? No player abaixo, o trecho da canção nas vozes de João Bosco & Vinícius.

BOIADEIRO DE PALAVRA – TIÃO CARREIRO & PARDINHO

A moda mais machista de todos os tempos. Ela conta a história de uma boiadeiro que se casou com uma mulher única e exclusivamente por causa da beleza dos cabelos compridos da coitada. No dia em que ela cortou os cabelos, ele obrigou o barbeiro a deixá-la careca, sob a mira de um revólver, e ainda devolveu a moça para a família. HAHAHAHA. Esse cara é macho pra caramba, hein. Só esqueceu que não vive no século II a.c. Alias, mesmo se vivesse, isso não é justificativa pra deixar a mulher careca e ainda obrigá-la a desfilar na praça pra humilhá-la ainda mais. Ouçam abaixo:

PRETO DE ALMA BRANCA – TIÃO CARREIRO & PARDINHO

Já sacou o preconceito, né? Ora, alma de “preto” por acaso não presta? Aliás, as modas antigas sempre se referem aos negros como “pretos”. Tudo bem que esse termo era comum antigamente, mas pelo amor de Deus, será que existe alguma pessoa que seja realmente preta? Escura, negra, tudo bem, mas preta nunca vi. Na história da canção, um antigo funcionário de uma fazenda é demitido pelo filho do patrão quando o pai morre. Enquanto aguarda para ir embora, salva a vida da neta de seu velho patrão e acaba morrendo após levar uma chifrada de um boi bravo. O velho peão salva a vida da menina e só por isso tem a alma “branca”? Mesmo que “branca” aqui queira dizer limpa, o título dessa música é muito infeliz.

Se alguém lembrar de mais uma dessas, pode dizer nos comentários.